
A espada de Alexandre: corte profundo na questão do Homem-Mulher e Mulher-Homem
Publicada em 1872, esta obra responde ao livro “O Homem-Mulher” de Alexandre Dumas Filho, que agitava debates sobre casamento, adultério e a posição da mulher. Camilo Castelo Branco assina sob pseudônimo e conduz o texto como uma longa carta a um vizinho poeta, misturando ironia, erudição e crítica de costumes. A partir de uma discussão noturna entre marido e esposa, ouvida da janela, o narrador desenvolve reflexões mordazes sobre os papéis atribuídos a homens e mulheres. O tom satírico ataca tanto a moral vigente quanto a retórica dos folhetins franceses da época. É um panfleto literário que revela o Camilo polemista, afiado no sarcasmo e no comentário social. O leitor encontra aqui prosa densa do português oitocentista, com referências a Camões e à cultura do tempo.






