A Flor Secca
Quem conta é Margarida, e começa assim: tinha eu dezoito anos, estava numa noite de baile em casa do conde de C…, acabara de valsar, e o pai aproximou-se dela acompanhado por um rapaz de vinte e cinco para vinte e seis anos. O resto do livro sai desse momento. É obra de juventude: na dedicatória a Júlio César Machado, o autor lembra-se de ter sido, três anos antes, o rapaz tímido que lhe foi ler uns versos, e chama ao próprio romance flor seca, seca e sem perfume como a fantasia as produz enquanto a mão do jornalismo as arranca sem descansar. O exemplar que temos é a impressão de 1904 da Parceria Antonio Maria Pereira, nove anos depois da morte do autor, e por isso o ano fica em branco.
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