A Sociedade do Espetáculo

Guy Debord · Apêndice

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A Sociedade do Espetáculo

Sobre o autor

 

Guy Debord nasceu em Paris, no ano de 1931. No início da década de 50, Debord une-se ao grupo dos Lettristes,

liderado por Isidore Isou, e conclui seu primeiro filme, chamado Hurlements en faveur de Sade, em 1952. Desliga-se do grupo, formando com Gil J. Wolman o grupo dissidente do Letrismo Internacional e, logo em seguida, o grupo que ficou conhecido como Internacional Situacionista. Seu livro A Sociedade do Espetáculo (e

mais tarde FILME) é considerado um dos catalisadores do movimento estudantil do fim da década de 60, em especial o levante de Maio de 68, em Paris.

A crítica política e estética de Guy Debord é fortemente influenciada por sua formação marxista. Não estou

interessado em defender todas as opiniões de Debord, discordo de muitas de suas interpretações e de muito de sua postura ditatorial na liderança do grupo da Internacional Situacionista. Porém, tanto os lettristes parisienses (liderados pelo romeno Isidore Isou) quanto o grupo internacional situacionista são exemplos de como o trabalho estético pode atingir uma carga altamente experimental, sem abandonar uma preocupação est(É)tica. São a ilustração perfeita do que Maiakóvski queria dizer ao afirmar que "não há arte revolucionária sem forma revolucionária", e fizeram isto sem retornar à metáfora, ao soneto, ou ao Barroco do século XVII. Tanto os Letristas quanto os Situacionistas retomaram algumas das propostas mais radicais da pesquisa dos Dadaístas, pesquisa que havia sido suspensa pelas consequências da Primeira Guerra, que culminariam na Segunda, reinventando a colagem e a união da "vidobra" a partir das técnicas do "dérive" e do "détournement", que demonstram uma compreensão bastante clara do papel do contexto na compreensão da estética de seu tempo. Alguns dos filmes e poemas destes artistas permanecem como alguns dos trabalhos de recusa mais radicais do pós-guerra, quando a Poesia Concreta, por exemplo, sempre temeu aventurar-se a ir muito distante da semântica e da lógica, além de propor-se a manufatura de "poemas-produtos" para uma época e sociedade que os Situacionistas queriam combater. (Escrevo isso na ingenuidade de quem acredita ainda ser possível questionar os mestres que me ensinaram a questionar os mestres).

Muitos destes trabalhos permanecem desafiadores hoje, e as obras de cineastas contemporâneos,como por

exemplo Jean-Luc Godard e Stan Brakhage, seriam impensáveis sem as intervenções de Isou e Debord. Sao ainda precursores das práticas contemporâneas da apropriação, recontextualização e do sampler.

Guy Debord cometeu suicídio em 1994.

nota de Ricardo Domeneck

Créditos

 

Texto coletado em: http://pt.protopia.at/wiki/Guy_Debord

 

Criação do ebook: RuriaK

 

.: Jerusalém, outubro de 2013 :.

 

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