Capítulos de história dos comunistas no Brasil

Carlos Zacarias de Sena Júnior · Capítulo 15 de 15 · parte 1/3

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Capítulos de história dos comunistas no Brasil

Sobre os autores

Este capítulo é longo, por isso está dividido em 3 partes.

 

Carlos Zacarias de Sena Júnior – Doutor em História pela Universidade Federal de Pernambuco (UFPE) e professor do Departamento de História e do Programa de Pós-Graduação em História da Universidade Federal da Bahia (UFBA). Coordenador do Grupo de Pesquisa História dos Partidos e Movimentos de Esquerda na Bahia e pesquisador do Centro de Estudos e Pesquisas em Humanidade (CRH) da UFBA e autor de Os impasses da estratégia: os comunistas, o antifascismo e a revolução burguesa no Brasil. 1936-1948. São Paulo: Annablume, 2009.

Dainis Karepovs – Doutor em História pela Faculdade de Filosofia Letras e Ciências Humanas da Universidade de São Paulo (FFLCH-USP) e pós-doutor em História pelo Instituto de Filosofia e Ciências Humanas da Universidade Estadual de Campinas (IFCH-UNICAMP). Coautor do livro Na Contracorrente da História. São Paulo: Sundermann, 2015 e autor de A classe operária vai ao Parlamento. São Paulo: Alameda, 2006.

Ede Ricardo de Assis Soares – Mestre em História Social pela Universidade Federal da Bahia (UFBA), onde defendeu a dissertação Os comunistas e a formação da esquerda (Alagoinhas, 1945-1956) Salvador, Programa de Pós-Graduação em História da Faculdade de Filosofia e Ciências Humanas da Universidade Federal da Bahia (PPGH/FFCH/UFBA), 2013. Pesquisador do Centro de Documentação e Memória Hostílio Dias (CENDOMA) da Fundação Iraci Gama de Cultura (FIGAM). Coordenador da Linha Ferroviária e Relações Sociais do Grupo de Estudos e Pesquisas sobre Alagoinhas (GEPEA) e coautor do livro Ditadura Militar na Bahia: histórias de autoritarismo, conciliação e resistência. Salvador: Edufba, 2014 e Alagoinhas: histórias e historiografia. Alagoinhas: Editora FIGAM/Quarteto, 2015.

Eurelino Coelho – Doutor em História pela Universidade Federal Fluminense (2005) e professor da Licenciatura em História e do Programa de Pós-graduação em História (mestrado) da Universidade Estadual de Feira de Santana (UEFS). Coordenador do Laboratório de História e Memória da Esquerda e das Lutas Sociais (LABELU). Autor do livro Uma Esquerda para o Capital: o transformismo dos grupos dirigente do PT (1979-1998). São Paulo: Xamã; Feira de Santana: UEFS Editora, 2012 e co-organizador das coletâneas História, Cultura e Poder. Salvador: Edufba; Feira de Santana: UEFS Editora, 2010 e Lutas Sociais, Intelectuais e Poder. Feira de Santana: UEFS Editora, 2012.

Frederico Falcão – Doutor em Serviço Social pela Escola de Serviço Social da Universidade Federal do Rio de Janeiro (ESS/UFRJ) e professor titular EBTT do Colégio Técnico da Universidade Federal Rural do Rio de Janeiro (UFRRJ). Autor do livro Os homens do passo certo: o PCB e a esquerda revolucionária brasileira (1942/1961). São Paulo: Sundermann, 2012.

Marcelo da Silva Lins – Professor Assistente da Universidade Estadual de Santa Cruz (UESC). Mestre em História pela Universidade Federal da Bahia (UFBA) onde defendeu a dissertação Os vermelhos nas terras do cacau: atividades comunistas no sul da Bahia (1935-1936). Programa de Pós-Graduação em História da Faculdade de Filosofia e Ciências Humanas da Universidade Federal da Bahia (PPGH/FFCH/UFBA) 2008.

Marly de Almeida Gomes Vianna – Doutora em História pela Universidade de São Paulo (USP), professora aposentada da Universidade Federal de São Carlos e atualmente professora do Mestrado em História da Universidade Salgado de Oliveira (UNIVERSO). Coordenadora do Grupo de Pesquisa Discurso, representações e práticas sociais. Autora do livro Revolucionários de 1935, sonho e realidade. 1ª ed. São Paulo: Companhia das Letras, 1992; 2ª e 3ª edições São Paulo: Expressão Popular, 2007 e 2011 e também autora do livro Política e rebelião nos anos 30. São Paulo: Moderna, 1995.

Muniz Gonçalves Ferreira – Doutor em História pela Universidade de São Paulo (USP), professor do Departamento de História e Relações Internacionais da Universidade Federal Rural do Rio de Janeiro (UFRRJ). Autor, co-autor e organizador de trabalhos sobre a atuação dos comunistas brasileiros, entre os quais destacam-se: Carlos Marighella – o homem por trás do mito. São Paulo: UNESP,1999; Intelectuais Partidos: os comunistas e as mídias no Brasil. Rio de Janeiro: e-papers, 2012; Escritos de Carlos Marighella no PCB. São Paulo: ICP; Rio de Janeiro: FDR, 2013 e 100 Anos de Jorge Amado. Ilhéus, Bahia: Editus, 2013.

Rafael Fontes – Mestre em História pela Universidade Estadual de Feira de Santana (UEFS) onde defendeu a dissertação A seiva de uma juventude: Intelectualidade, juventude e militância política (Salvador, Bahia, 1932-43). Feira de Santana, Programa de Pós-Graduação em História do Departamento de Ciências Humanas da Universidade Estadual de Feira de Santana (PPGHIS/DCH/UEFS), 2011. Atualmente dirige o Centro de Memória da Bahia, unidade da Fundação Pedro Calmon, autarquia vinculada à Secretaria de Cultura do Estado da Bahia.

Raimundo Nonato Pereira Moreira – Professor Permanente do Programa de Pós-Graduação em História Regional e Local (PPGHIS) da Universidade do Estado da Bahia (UNEB). Coordenador do projeto de pesquisa “No rastro de Miranda: uma investigação histórica acerca da trajetória de Antônio Maciel Bonfim (1905 - c.1947)”. Coautor dos Capítulos de História da Bahia: novos enfoques, novas abordagens. São Paulo: Annablume, 2009 e autor do livro E Canudos era a Vendéia… O imaginário da Revolução Francesa na construção da narrativa de Os Sertões. São Paulo: Annablume, 2009.

Raquel Oliveira Silva – Doutoranda em História Social pela Universidade Federal da Bahia (UFBA). Mestre em História Social pela Universidade Federal da Bahia (UFBA), onde defendeu a dissertação O PCB e Comitês Populares Democráticos em Salvador (1945-1947) Programa de Pós-Graduação em História da Faculdade de Filosofia e Ciências Humanas da Universidade Federal da Bahia, Salvador, PPGH/FFCH/UFBA, 2012.

Notas

 

Introdução: Por que uma história dos

 

comunistas brasileiros?

 

1. HOBSBAWM, E. Podemos escrever uma história da Revolução

Russa? In: HOBSBAWM, E. Sobre história. Ensaios. São Paulo: Companha das Letras, 1998. p. 256. A referência da última edição brasileira da trilogia sobre Trotsky é a seguinte: DEUTSCHER, I. Trotsky: o profeta armado, o profeta desarmado, o profeta banido. 3. ed. Rio de Janeiro: Civilização Brasileira, 2005. 3 v.

↩

2. HOBSBAWM, E. A era das revoluções. Europa, 1789-1848. 7.

ed. Rio de Janeiro: Paz e Terra, 1989; HOBSBAWM, E. J. A era do capital. 1848-1875. 4. ed. Rio de Janeiro: Paz e Terra, 1982; HOBSBAWM, E. J. A era dos impérios. 1875-1914. 2. ed. Rio de Janeiro: Paz e Terra, 1989.

↩

3. HOBSBAWM, E. Podemos escrever uma história da Revolução

Russa? op. cit., p. 257.

↩

4. HOBSBAWM, 1998, p. 264.

↩

5. MURPHY, K. Podemos escrever a história da Revolução

Russa? Uma resposta tardia a Eric Hobsbawm. Outubro. Revista do Instituto de Estudos Socialistas, São Paulo, n. 17, p. 41-65, 2008. Das edições em inglês, ainda aguardando tradução brasileira, citamos alguns títulos: MURPHY, K. Revolution and counterrevolution. Class struggle in a Moscow Metal Factory. Chicago: IL, Heymarket Books, 2007. RABINOWITCH, A. The Bolsheviks come to power. The Revolution of 1917 in Petrograd. Chicago: Illinois; London: Pluto

Press, 2004. RABINOWITCH, A. The Bolsheviks in power. The first year the soviet rule in Petrograd. [Bloomington]: Indiana University Press, 2008. SMITH, S. Red Petrograd. Revolution in the factories, 1917-1918. Cambridge: Cambridge University Press, 1983. LIH, L. Lenin rediscovered: what is to be done? in context. Chicago Illinois: Haymarket Books, 2008. Entre os dos poucos autores traduzidos encontra-se COHEN, S. Bukharin: uma biografia política. 1888-1938. Rio de Janeiro: Paz e Terra, 1990.

↩

6. MURPHY, op. cit.

↩

7. A edição brasileira: FIGES, O. A tragédia de um povo. A

Revolução Russa, 1891-1924. Rio de Janeiro: Record, 1999. A edição inglesa tem a seguinte referência: FIGES, O. A people´s tragedy. The Russian Revolution, 1891-1924. Harmondsworth: Penguin, 1996.

↩

8. A última edição da obra de Trotsky no Brasil tem a seguinte

referência: TROTSKY, L. História da Revolução Russa. São Paulo: Sundermann, 2007. Quanto a Victor Serge, mais conhecido no Brasil pela obra SERGE, V. Memórias de um revolucionário. 1901-1941. São Paulo: Companhia das Letras, 1987, a referência completa é a seguinte: SERGE, V. O ano I da Revolução Russa. São Paulo: Boitempo, 2007. Pierre Broué e Ernest Mandel ganharam edições diversas no Brasil devido a sua ligação com organizações vinculadas à IV Internacional. Já Tony Cliff, teórico trotskista jude-britânico, nascido na Palestina, apesar de pertencer a mesma linhagem de intelectuais como o belga Mandel e o francês Broué, ainda não ganhou traduções no Brasil.

↩

9. MURPHY, 2008, p. 45.

↩

10. FIGES, 1999; GELATELLY, R. Lenin, Stalin e Hitler: a era da

catástrofe social. Rio de Janeiro: Record, 2010; COURTOIS, S. et al. O livro negro do comunismo. Crimes, terror e repressão.

Rio de Janeiro: Bertrand Brasil, 1999; COURTOIS, S. et al. Cortar o mal pela raiz. História e memória do comunismo na Europa. Rio de Janeiro: Bertrand Brasil, 2006.

↩

11. PIPES, R. História concisa da Revolução Russa. Rio de

Janeiro: Bestbolso, 1997.

↩

12. Sobre o assunto, veja-se LOFF, M. Depois da Revolução?

Revisionismo histórico e anatemização da revolução. In: MELO, D. B. de (Org.). A miséria da historiografia. Uma crítica ao revisionismo contemporâneo. Rio de Janeiro: Consequência, 2014. p. 53-65.

↩

13. NARLOCH, L. Guia politicamente incorreto da História do Brasil.

São Paulo: Leya, 2009; NARLOCH, L. Guia politicamente incorreto da História da América Latina. São Paulo: Leya, 2011; NARLOCH, L. Guia politicamente incorreto da História do Mundo. São Paulo: Leya, 2013.

↩

14. GOMES, L. 1808. São Paulo: Editora Planeta do Brasil, 2007;

GOMES, L. 1822. Rio de Janeiro: Nova Fronteira, 2010; GOMES, L. 1889. Rio de Janeiro: Globo Livros, 2013.

↩

15. Elogios aos autores podem ser encontrados não apenas nas

orelhas de alguns desses livros, mas em entrevistas de historiadores concedidas a jornais e revistas. Em todo caso, há que se observar que tais obras têm muito mais críticos do que defensores.

↩

16. A propósito do dossiê Guerrilheiros, publicado em março de

2013 pela Revista de História da Biblioteca Nacional, a historiadora Anita Prestes escreveu: “[n]o referido dossiê, com a exceção talvez do artigo assinado por Edson Teles, não há uma análise substantiva do contexto histórico, – econômico, social e político – da época, nem da situação internacional então existente. Não é apresentado um exame da ofensiva então em curso de parte das potências imperialistas – em primeiro lugar

dos EUA – contra os movimentos populares e revolucionários no continente latino-americano, a partir da vitória da Revolução Cubana em 1959. Falta uma apreciação das condições sócio-políticas do Brasil naqueles ‘anos de chumbo’, que poderia revelar a inviabilidade do recurso às armas na luta contra a ditadura no referido período, uma vez que inexistiam no país forças sociais e políticas organizadas e conscientes, preparadas não só para apoiar, mas também participar de um processo de rebelião armada com vistas à derrubada da ditadura”. Anita Prestes ainda aponta uma série de erros históricos contidos no referido número. Disponível em:

<http://www.revistadehistoria.com.br/secao/cartas-e-

dialogos/ideais-de-chumbo-ou-ideais-de-democracia-e-justica-

social>. Acesso em: 19 abr. 2014.

↩

17. HAUPT, G. Por que a história do movimento operário? Revista

Brasileira de História, São Paulo, v. 5, n. 10, p. 215, mar./ago. 1985.

↩

18. HOBSBAWM, E. História operária e ideologia. In: HOBSBAWM,

E. Mundos do trabalho. Novos estudos sobre História Operária. 2. ed. Rio de Janeiro: Paz e Terra, 1987. p. 17.

↩

19. Veja-se sobre o assunto SENA JÚNIOR, C. Z. de. Os

trabalhadores e suas organizações: uma tentativa de pensar os sujeitos sociais e suas representações políticas. In: NEGRO, A. L.; SALES SOUZA, E.; BELLINI, L. (Org.). Tecendo histórias: espaço, política e identidades. Salvador: EDUFBA, 2009. p. 249-268.

↩

20. RODRIGUES, J. H. Teoria da história do Brasil. Introdução

metodológica. 3. ed. São Paulo: Companhia Editora Nacional, 1969. p. 40.

↩

21. Na publicação do livro Formação do PCB, havia a notícia de

que o partido intentava construir uma história a partir da nomeação de uma comissão para cumprir a tarefa. De acordo

com Astrojildo Pereira, haveria muitas dificuldades neste tipo de empresa, haja vista a dispersão da documentação existente e as condições adversas que a permanente ilegalidade haviam imposto ao partido, que necessitava de “reduzir ao mínimo certos documentos”, preferível os esforço na constituição de uma história monográfica do PCB. Cf. VIANNA, M. G. Nas origens do comunismo brasileiro. In: PEREIRA, A. Formação do PCB. 3. ed. São Paulo: Anita Garibaldi, 2012. p. 18; PEREIRA, 2012, p. 30.

↩

22. Há, sem dúvida, uma boa quantidade de memórias publicadas

sobre o PCB até os anos 1990, quando a historiografia sobre o tema parece alcançar uma certa independência e maioridade. Ainda nos anos 1960, Leôncio Basbaum publicou Uma vida em seis tempos (memórias). São Paulo: Alfa-Omega, 1976. Em seguida vieram as obras de Octávio Brandão, Gregório Bezerra, Heitor Ferreira Lima e João Falcão, apenas para citar algumas das mais importantes. BRANDÃO, O. Combates e batalhas. São Paulo: Alfa-Omega, 1978; BEZERRA, G. Memórias. 3. ed. Rio de Janeiro: Civilização Brasileira, 1980. 2 v.; LIMA, H. Caminhos percorridos: memórias de militâncias. São Paulo: Brasiliense, 1982; FALCÃO, João. O partido comunista que eu conheci: (20 anos de clandestinidade). 2. ed. Salvador: Contexto & Arte Editorial, 2000.

↩

23. SODRÉ, N. W. Contribuição à história do PCB. São Paulo:

Global, 1984; SEGATTO, J. A. Breve história do PCB. 2. ed. Belo Horizonte: Oficina de Livros, 1989.

↩

24. Professor da Universidade de São Paulo (USP) e simpatizante

do PCB, Edgar Carone era irmão de Maxim Tolstoi Carone, dirigente da juventude comunista nos anos 1930. Grande especialista na história do movimento operário e dos comunistas brasileiro, Edgar Carone se notabilizou pelo pioneirismo e pela publicação de larga quantidade de documentos inéditos. Sobre o Partido Comunista Brasileiro, sua obra mais importante é a trilogia O PCB. (1922-1943; 1943 a

1964; 1964-1982) São Paulo: Difel, 1982, 3 v. Tendo ingressado no PCB nos anos 1930, o pernambucano Moisés Vinhas participou de importantes momentos na história do partido, como a insurreição de 1935, a reorganização do PCB pós-Estado Novo, a luta contra a ditadura, que o levou a ser condenado à prisão por 10 anos. De sua autoria O Partidão: a luta por um partido de massas, 1922-1974. São Paulo: Hucitec, 1982, é uma obra que pode ser descrita como estando entre a história e a memória.

↩

25. DEL ROIO, M. A classe operária na Revolução Burguesa. A

política de alianças do PCB: 1928-1935. Belo Horizonte: Oficina de Livros, 1990; PINHEIRO, P. S. Estratégias da ilusão. A revolução mundial e o Brasil: 1922-1935. 2. ed. São Paulo: Companhia das Letras, 1992; VIANNA, M. de A. G. Revolucionários de 35. Sonho e realidade. São Paulo: Companhia das Letras, 1992; PRESTES, A. L. Luiz Carlos Prestes e a Aliança Nacional Libertadora. Os caminhos da luta antifascista no Brasil. 2. ed. Petrópolis: Vozes, 1998. Dessa mesma linhagem, convém mencionar ainda os vários trabalhos de PRESTES, A. L. Da insurreição armada (1935) à “União Nacional” (1938-1945). A virada tática na política do PCB. São Paulo: Paz e Terra, 2001; PRESTES, A. L. Os comunistas brasileiros (1945-1956/1958): Luiz Carlos Prestes e a política do PCB. São Paulo: Brasiliense, 2010, entre outros, além da obra de SANTOS, R. A primeira renovação pecebista. Reflexos do XX Congresso do PCUS (1956-1957). Belo Horizonte: Oficina de Livros, 1988; SEGATTO, J. A. Reforma e revolução: as vicissitudes políticas do PCB. 1954-1964. São Paulo: Brasiliense, 1995; MAZZEO, A. C. Sinfonia inacabada. A política dos comunistas. São Paulo: Boitempo, 1999; SENA JÚNIOR, C. Z. de. Os impasses da estratégia: os comunistas, o antifascismo e a revolução burguesa no Brasil. São Paulo: Annablume, 2009 e FALCÃO, F. Os homens do passo certo. O PCB e a esquerda revolucionária no Brasil (1942-1961). São Paulo: Sundermann, 2012.

↩

26. MARQUES NETO, J. C. Solidão revolucionária: Mário Pedrosa

e as origens do trotskismo no Brasil. Rio de Janeiro: Paz e Terra, 1993; KAREPOVS, D. Luta subterrânea. O PCB em 1937-1938. São Paulo: Editora da UNESP: HUCITEC, 2003; LEAL, M. À esquerda da esquerda: trotskistas, comunistas e populistas no Brasil contemporâneo (1952-1966). São Paulo: Paz e Terra, 2003.

↩

27. Apenas para citar alguns estudos recentes de matriz

thompsoniana, vejam-se os trabalhos da coletânea, que funciona como uma espécie de livro-manifesto: FORTES, A. et al. Na luta por direitos. Estudos recentes em história social do trabalho. Campinas: Editora da Unicamp, 1999. Vejam-se também: SILVA, F. T. da. Operários sem patrões. Os trabalhadores da cidade de Santos no entreguerras. Campinas: Editora da Unicamp, 2003; TOLEDO, E. Travessias revolucionárias: idéias e militantes sindicalistas em São Paulo e na Itália (1890-1945). Campinas: Editora da Unicamp, 2004; SCHMIDT, B. B. Em busca da terra da promissão: a história de dois líderes socialistas. Porto Alegre: Palmarinca, 2004. NEGRO, A. L. Linhas de montagem. O industrialismo nacional-desenvolvimentista e a sindicalização de trabalhadores. São Paulo: Boitempo, 2004. Alternativamente a intepretação thompsoniana, vejam-se os trabalhos de MATTOS, M. B. Novos e velhos sindicalismos. Rio de Janeiro (1955/1988). Rio de Janeiro: Vício de Leitura, 1998 e SANTANA, M. A. Homens partidos. Comunistas e sindicatos no Brasil. São Paulo: Boitempo, 2001.

↩

28. FERREIRA, J. Prisioneiros do Mito. Niterói: EDUFF; Rio de

Janeiro: Mauad, 2002. p. 14-15.

↩

29. De acordo com o autor: “Embora os comunistas se

apresentassem como produto mais acabado do longo processo de dessacralização do mundo, eles não conseguiram repudiar por completo a herança religiosa das sociedades do passado”. FERREIRA, op. cit., p. 15.

↩

30. HOBSBAWM, 1987, p. 28-29, grifo do autor.

↩

31. Para uma análise mais ampla sobre o culturalismo na

historiografia brasileira, veja-se: As bases teóricas do revisionismo: o culturalismo e a historiografia brasileira contemporânea. LOFF, 2014, p. 67-98.

↩

32. Sobre os efeitos da última crise do marxismo e o fenômeno do

transformismo em parte da esquerda brasileira, veja-se: COELHO, E. Uma esquerda para o capital. O transformismo dos grupos dirigentes do PT (1979-1998). São Paulo: Xamã; Feira de Santana-BA: UEFS Editora, 2012.

↩

33. MURPHY, K., Podemos escrever uma história da Revolução

Russa?, op. cit., p. 61-62. Ainda sobre as “revelações bombásticas” dos Arquivos de Moscou, nem mesmo o assumido revisionista Bruno Groppo, que assina um texto com Bernard Pudal, admite que se promoveram revelações espetaculares: “Ainda que demasiado cedo para um balanço da situação, parece poder afirmar-se que o acesso às fontes não levou, pelo menos até a data presente, a por fundamentalmente em causa as interpretações propostas pela historiografia mais séria, mas sim a corrigi-las em questões secundárias e a completa-las: prova, se disso necessitássemos, de que podia ser efectuado um trabalho científico sério mesmo sob condições pouco favoráveis”. GROPPO, B.; PUDAL, B. Uma realidade múltipla e controversa. In: DREYFUS, M. et al. O século dos comunismos. Lisboa: Notícias editorial, 2004. p. 24.

↩

34. Sobre o problema do anticomunismo na historiografia, polemizei

contra esta tendência em um artigo recente: SENA JÚNIOR, C. Z. Mito, memória e História: a historiografia anticomunista no Brasil e no mundo; LOFF, 2014, p. 99-121.

↩

35. MURPHY, K., Podemos fazer uma história da Revolução

Russa? op. cit., p. 63.

↩

36. As editoras citadas neste parágrafo são: a Boitempo, que

projeta publicar a obra completa de Marx e Engels a partir das do projeto das edições MEGA; a Expressão Popular, com relações com o MST; e a Sudermann, ligada ao PSTU, além de outras menores.

↩

37. BENJAMIN, Walter. Magia e técnica, arte e política. 7. ed. São

Paulo: Brasiliense, 2011, p. 223.

↩

 

Observações sobre ideias socialistas,

 

anarquistas e comunistas na

 

imprensa (1902-1924)

 

1. HAUPT, J. L´historien et le mouviment social. Paris: Maspero,

1980. p. 19-23.

↩

2. O presente trabalho é a primeira parte de uma pesquisa que

está sendo desenvolvida e que chegará até o ano de 1954.

↩

3. RUDÉ, G. Ideologia e protesto popular. Rio de Janeiro: Zahar,

1982. p. 25.

↩

4. CANALE, D. O surgimento da seção brasileira da Internacional

Comunista (1917-1928). São Paulo: Anita Garibaldi; Fundação Maurício Grabois, 2013.

↩

5. CANALE, op. cit., p. 271.

↩

6. DIAS, E. A Igreja e o proletariado. Movimento Comunista, n. 11,

p. 293.

↩

7. CANALE, 2013, p. 234.

↩

8. BANDEIRA, M. O ano vermelho. 2. ed. São Paulo: Brasiliense,

1980. p. 15-16.

↩

9. PEREIRA, A. Formação do PCB, 1922/1928. Lisboa: [s.n.],

1976. p. 35-36.

↩

10. MORAES FILHO, E. O socialismo brasileiro. Brasília: Câmara

dos Deputados: UNB, 1981. p. 17 et seq.

↩

11. MORAES FILHO, op. cit., p. 17.

↩

12. grifo do autor.

↩

13. HOMON, A. Le socialisme e le congrès de Londres. Paris: [s.n.],

1897. Cf. PEREIRA, A. Sívério Fontes, pioneiro do marxismo no Brasil. Estudos Sociais, Rio de Janeiro, v. 3, n. 12, p. 407-8, nota 5, abr.,1962.

↩

14. MORAES FILHO, 1981, p. 19.

↩

15. Ibid., p. 239.

↩

16. Ibid., p. 240.

↩

17. MORAES FILHO, 1981, p. 241, grifo do autor.

↩

18. PICCAROLO, 1908 apud MORAES FILHO, op. cit., p. 118-119.

↩

19. MALATESTA apud LEUENROTH, E. Anarquismo, roteiro da

libertação social. Rio de Janeiro: Mundo Livre, 1963. P. 17.

↩

20. DAMIANI apud Ibid., p. 21.

↩

21. PICCAROLO, 1908 apud MORAES FILHO, 1981, p. 31, grifo do

autor.

↩

22. LEUENROTH, 1963, p. 57-58.

↩

23. MELATO; GRAVE apud RODRIGUES, E. Socialismo e

sindicalismo no Brasil. Rio de Janeiro: Laemmert, 1969. p. 67.

↩

24. HAMON apud Ibid., p. 68.

↩

25. LUZ apud RODRIGUES, 1969, p. 68.

↩

26. LEUENROTH, 1963.

↩

27. LEUENROTH, 1963, p. 105.

↩

28. LEUENROTH, 1963, p. 100.

↩

29. A LANTERNA. São Paulo: [s.n.], n. 258, 29 ago. 1914. p. 2.

↩

30. GERMINAL-BARRICATA. São Paulo: [s.n.], n. 1, 16 mar. 1913.

p. 1.

↩

31. A VOZ DO TRABALHADOR. São Paulo: [s.n.], 15 ago. 1909. p.

1.

↩

32. A LANTERNA. São Paulo: [s.n.], n. 288, 15 abr. 1916.

↩

33. GERMINAL-BARRICATA. São Paulo: [s.n.], n. 5, 13 abr. 1913.

p. 3.

↩

34. NA BARRICADA. São Paulo: [s.n.], n. 21, 28 out. 1915. p. 2.

↩

35. A GUERRA SOCIAL. São Paulo: [s.n.], n. 2, 16 jul. 1911. p. 2.

↩

36. DIAS, C. O direito humano de reivindicar. A Guerra Social, São

Paulo, n. 8, p. 2, 5 nov. 1911.

↩

37. PROLETÁRIOS e burgueses. A Guerra Social, São Paulo, n.

27, 14 nov. 1912. p. 1.

↩

38. LEUENROTH, 1963, p. 107.

↩

39. BERNARD apud RODRIGUES, 1969, p. 136.

↩

40. Sobre Neno Vasco ver SAMIS, A. Minha pátria é o mundo

inteiro: Neno Vasco, o anarquista e o sindicalismo revolucionário em dois mundos. Lisboa: Letra livre, 2009.

↩

41. Ibid., p. 91.

↩

42. VASCO, N. A concepção anarquista do sindicalismo. 2. ed.

Lisboa: Afrontamento, 1984. p. 136.

↩

43. LA BATTAGLIA. São Paulo [s.n.], n. 361, 21 jul. 1912. p. 2.

↩

44. Em São Paulo, o congresso ocorreu a 16 de junho do mesmo

ano.

↩

45. RODRIGUES, 1969, p. 70.

↩

46. SPARTACUS. São Paulo, n. 23, p. 2, 1920.

↩

47. MOVIMENTO COMUNISTA. Rio de Janeiro, n. 1, p. 1, jan.

1922.

↩

48. MOVIMENTO COMUNISTA. Rio de Janeiro, n. 4, p. 109-110.

↩

49. MOVIMENTO COMUNISTA. Rio de Janeiro, n. 2, p. 38, fev.

1922.

↩

50. MOVIMENTO COMUNISTA. Rio de Janeiro, n. 7, p. 175-176.

↩

51. MOVIMENTO COMUNISTA. Rio de Janeiro, n. 7, p. 177.

↩

52. CANALE, 2013, p. 230.

↩

53. CANALE, 2013, p. 288.

↩

54. CANALE, 2013, p. 289.

↩

55. Ibid., p. 289.

↩

56. MOVIMENTO COMUNISTA. Rio de Janeiro, n. 2, p. 89.

↩

57. SPRIANO, P. Storia del Partido Comunista italiano. Volume 1,

de Bordiga a Gramsci. Torino: Enaidi, 1974. p 49.

↩

 

Notas sobre as primeiras

 

movimentações comunistas na Bahia

 

e na região cacaueira

 

1. FONTES, J. R. A Bahia de todos os trabalhadores: classe

operária, sindicato e política (1930-1947). 1997. 166 f. Tese (Doutorado em História) – Faculdade de Filosofia Letras e Ciências Humanas, Universidade de São Paulo, São Paulo, 1997.

↩

2. PERES, L. Relatório Trimestral do Comitê Central do PCB ao

Comitê Executivo da ISV. [S.l.]: CEDEM: UNESP, 1924. p. 4.

↩

3. BRANDÃO, O. Combates e batalhas: memórias. São Paulo:

Alfa-Omega, 1978. p. 225.

↩

4. PARTIDO COMUNISTA DO BRASIL. Relatório de 1925:

recrutamento e organização. [S.l.]: CEDEM: UNESP, 1925.

↩

5. PEREIRA, A. Ensaios históricos e políticos. São Paulo: Alfa-

Ômega, 1979. p. 87.

↩

6. PARTIDO COMUNISTA DO BRASIL, op. cit., p. 2.

↩

7. PARTIDO COMUNISTA DO BRASIL, 1925, p. 6.

↩

8. BRANDÃO, 1978, p. 270-271.

↩

9. BRANDÃO, 1978, p. 307.

↩

10. Ibid., p. 314.

↩

11. BASBAUM, L. Uma vida em seis tempos: memórias. São Paulo:

Alfa-Ômega, 1976. p. 42.

↩

12. BASBAUM, 1976, p. 44.

↩

13. FALCÃO, J. Giocondo Dias: a vida de um revolucionário. 2. ed.

Rio de Janeiro: Agir, 1993. p. 34.

↩

14. FALCÃO, 1993.

↩

15. FONTES, 1997, p.166.

↩

16. PARTIDO COMUNISTA DO BRASIL. Informe apresentado ao

Secretariado Sul-Americano da IC pelo delegado do PCB (Ledo). Buenos Aires: CEDEM: UNESP, 1928.

↩

17. FONTES, 1977, p. 38.

↩

18. PEREIRA, 1979, p. 135.

↩

19. PEREIRA, A. Carta de Saulo a Américo Ledo. Rio de Janeiro:

CEDEM: UNESP, 1929. p. 2.

↩

20. BASBAUM, 1976, p. 85-86.

↩

21. A TARDE, 25 set. 1930; DIÁRIO DE NOTÍCIAS, 25 set. 1930

apud FONTES, 1997, p. 167.

↩

22. GLORIOSA história proletária. O Momento, [S.l.], 23 mar. 1946.

↩

23. FONTES, 1997, p. 167-168. Sobre as notícias da grande

imprensa o autor indica como exemplo: Diário de Noticias, 15 dez. 1933; A Tarde, 3 maio e 20 nov.1934.

↩

24. BUREAU POLÍTICO NACIONAL. Carta enviada pelo BPN ao

BSA da IC assinada por Miranda. Rio de Janeiro: CEDEM: UNESP, 1934.

↩

25. ALIANÇA NACIONAL LIBERTADORA. Pela Aliança Nacional

Libertadora. Bahia, março de 1935. Processo n. 171 do Tribunal de Segurança Nacional, 1935, Arquivo Nacional.

↩

26. SAMPAIO, C. N. Poder e representação: o legislativo da Bahia

na Segunda República, 1930-1937. Salvador: Assembleia Legislativa, 1992. p. 104.

↩

27. LEVINE apud SAMPAIO, op. cit., p. 105.

↩

28. SAMPAIO, 1992, p. 104.

↩

29. DIÁRIO DA TARDE. Ilhéus: [s.n.], 2 jun. 1935.

↩

30. SAMPAIO, op. cit., p. 107.

↩

31. DIÁRIO DA TARDE. Ilhéus: [s.n.], 4 jun. 1935.

↩

32. Ibid.

↩

33. PARTIDO COMUNISTA DO BRASIL: Ao proletariado e as

massas populares e camponesas! Processo n. 171 do Tribunal

de Segurança Nacional, Arquivo Nacional, grifo do autor.

↩

34. A CLASSE OPERARIA: informativo d’A Classe Operaria, Rio de

Janeiro, n. 179, 23 abr. 1935.

↩

35. VIANA, M. de A. G. Revolucionários de 1935: sonho e

realidade. São Paulo: Companhia das Letras, 1992. p. 134.

↩

36. VIANA, 1992, p. 134-135.

↩

37. VIANA, 1992, p. 150.

↩

38. PARTIDO COMUNISTA DO BRASIL. Boletim de agitação e

propaganda. CEDEM: UNESP, 1935.

↩

39. REVISTA PROLETÁRIA, [S.l.: s.n.], [19--?]. Processo n. 171 do

Tribunal de Segurança Nacional, Arquivo Nacional.

↩

40. O MOMENTO. Salvador, p. 4, 10 set. 1945.

↩

41. DIÁRIO DA BAHIA, 31 maio 1927; O IMPARCIAL, 29 maio

1927, apud FONTES, J. R. Manifestações operárias na Bahia, o movimento grevista, 1888-1930.1982. 215 f. Dissertação (Mestrado Ciências Sociais) – Faculdade de Filosofia e Ciências Humanas, Universidade Federal da Bahia, Salvador, 1982.

↩

42. SCHAUN, N.; OSVALDO, A. Telegrama de Nelson Schaun a

Osvaldo Aranha. Ilhéus: CPDOC: FGV: AO, 1931.

↩

43. SCHAUN, M. O elo perdido. Ilhéus: Editus, 1999. p. 63.

↩

44. As informações com relação ao início das atividades do PCB

em Ilhéus foram retiradas de: O MOMENTO, 10 set. 1945.

↩

45. ARQUIVO PÚBLICO DO ESTADO DO RIO DE JANEIRO. O

Comunismo na Bahia: relatório da polícia do Distrito Federal.

Rio de Janeiro: APERJ, Pasta Estados 5C, Caixa 605.

↩

46. FONTES, 1982, p. 168.

↩

47. DIÁRIO DA TARDE. Ilhéus: [s.n.]. 18 abr. 1935.

↩

48. AMORIM, G. Depoimento de Gildath Amorim. Processo n. 171

do Tribunal de Segurança Nacional, Arquivo Nacional.

↩

49. PARTIDO COMUNISTA DO BRASIL: companheiros do CZ de

Itabuna. Pelo CL do LS. Processo n. 171 do Tribunal de Segurança Nacional, Ilhéus, 5 jul. 1935. (Arquivo Nacional).

↩

50. LINS, M. da S. Os vermelhos nas terras do cacau: a presença

comunista no sul da Bahia (1935-1936). 2007. Dissertação (Mestrado História social) - Faculdade de Filosofia e Ciências Humanas, Universidade Federal da Bahia, Salvador, 2007.

↩

 

Antônio Maciel Bonfim ou “o célebre

 

Miranda”: entre a história e a memória

 

1. SEGATTO, J. A. Reforma e revolução: as vicissitudes políticas

do PCB (1954-1964). Rio de Janeiro: Civilização Brasileira, 1995. p. 15.

↩

2. Cf. DEL ROIO, M. Os comunistas, a luta social e o marxismo

(1920-1940). In: RIDENTI, M.; REIS, D. A. (Org.). História do marxismo no Brasil: partidos e organizações dos anos 1920 aos 1960. Campinas: Editora UNICAMP, 2007. p. 11-72. v. 5; RODRIGUES, L. M. O PCB: os dirigentes e a organização. In: FAUSTO, B. et al. O Brasil Republicano. Sociedade e Política (1930-1964). São Paulo: DIFEL, 1993. p. 361-443 v. 3; ZAIDAN FILHO, M. PCB (1922-1929): na busca das origens de um marxismo nacional. São Paulo: Global, 1985.

↩

3. BRANDÃO, G. M. A esquerda positiva: as duas almas do

Partido Comunista, 1920-1964. São Paulo: Hucitec, 1997; CARONE, E. O PCB, 1922-1943. São Paulo: Difel, 1982a. v. 1; Id. O PCB, 1943-1964. São Paulo: Difel, 1982b. v. 2; CHILCOTE, R. Partido Comunista Brasileiro: conflito e integração (1922-1974). Rio de Janeiro: Graal, 1982; DULLES, J. W. F. Anarquistas e comunistas no Brasil (1900-1935). Rio de Janeiro: Nova Fronteira, 1977; Id. O comunismo no Brasil, 1935-1945: repressão em meio ao cataclismo mundial. Rio de Janeiro: Nova Fronteira, 1985; PANDOLFI, D. Camaradas e companheiros: história e memória do PCB. Rio de Janeiro: Relume Dumará, 1995; SENA JÚNIOR, C. Z. de. Os impasses da estratégia: os comunistas, o antifascismo e a revolução burguesa no Brasil 1936-1948. São Paulo: Annablume, 2009.

↩

4. BARATA, A. Vida de um revolucionário. São Paulo: Alfa-Omega,

1978; BASBAUM, L. Uma vida em seis tempos: memórias. São Paulo: AlfaOmega, 1976; Id. História sincera da República: de 1930 a 1960. 5. ed. São Paulo: Alfa-Omega, 1985. v. 3; BEZERRA, G. Memórias: primeira parte: 1945. Rio de Janeiro: Civilização Brasileira, 1982; BRANDÃO, O. Combates e batalhas: memórias. São Paulo: Alfa-Omega, 1978; CAVALCANTI, P. O caso eu conto como o caso foi: da Coluna Prestes à queda de Arraes: memórias. São Paulo: Alfa-Omega, 1978; FALCÃO, J. O partido comunista que eu conheci: 20 anos de clandestinidade. Salvador: Contexto & Arte Editorial, 2000; GOMES, A. de C.; FLAKSMAN, D. R.; STOTZ, E. (Coord.). Velhos militantes: depoimentos. Rio de Janeiro: Zahar, 1988; LACERDA, C. Depoimento. Rio de Janeiro: Nova Fronteira, 1987; LIMA, H. F. Caminhos percorridos: memórias de militância. São Paulo: Brasiliense, 1982; MORAES, D. de; VIANA, F. Prestes: lutas e autocríticas. Rio de Janeiro: Maud, 1997; OLIVEIRA FILHO, M. Praxedes, um operário no poder. São Paulo: Alfa-Omega, 1985; VINHAS, M. O Partidão. A luta por um partido de massas: 1922-1974. São Paulo: HUCITEC, 1982.

↩

5. MORAIS, F. Olga. São Paulo: Companhia das Letras, 2008;

PINHEIRO, P. S. Estratégias da ilusão: a revolução mundial e o Brasil, 1922-1935. São Paulo: Companhia das Letras, 1992; PRESTES, A. L. Luiz Carlos Prestes e a Aliança Nacional Libertadora: os caminhos da luta antifascista no Brasil. Petrópolis: Vozes, 1998; VIANNA, M. de A. G. Revolucionários de 1935: sonho e realidade. São Paulo: Expressão Popular, 2007a; Id. O PCB, a ANL e as insurreições de novembro de 1935. In: FERREIRA, J.; DELGADO, L. de A. N. (Org.). O tempo do nacional-estatismo – do início da década de 1930 ao apogeu do Estado Novo. Rio de Janeiro: Civilização Brasileira, 2007b. p. 63-105. (O Brasil Republicano, livro 2); WAACK, W. Camaradas: nos arquivos de Moscou. A história secreta da revolução brasileira de 1935. São Paulo: Companhia das Letras, 1993.

↩

6. CARONE, E. A Segunda República (1930-1937). São Paulo:

DIFEL, 1978. p. 328-332; Id. A República Nova (1930-1937). São Paulo: DIFEL, 1982. p. 233-234; RODRIGUES, 2009, p. 370; VIANNA, 2007, p. 71, 112-115; WAACK, 1993, p. 65; OS PRODROMOS da Revolução na Bahia. As interessantes declarações do general João de Oliveira Freitas. A Noite, Rio de Janeiro, p. 5, 26 jan. 1931.

↩

7. VIANNA, 2007a, p. 145-152, 382, 395.

↩

8. ARQUIVO PÚBLICO DO ESTADO DO RIO DE JANEIRO.

Fundo: Polícias Políticas (POL. POL.). Série: Comunismo. Prontuário GB 1890. Polícia Civil do Distrito Federal - DESPS -Antonio Maciel Bonfim ou Adalberto de Andrade Fernandes ou Américo de Carvalho vulgo Miranda. Anotações diversas, p. 3-4.

↩

9. Cf. MORAIS, 2008, p. 299; VIANNA, 2007a, p. 395-369;

WAACK, 1993, p. 346.

↩

10. RODRIGUES, 2009, p. 379-380; SANTOS, F. D. dos. A marcha

vermelha. São Paulo: Saraiva, 1948. p. 479-484.

↩

11. Cf. BEZERRA, 1982, p. 283-284; BARATA, 1987, p. 230-232;

BASBAUM, 1976, p. 174; RAMOS, G. Memórias do cárcere. Rio de Janeiro: Record, 1982. v. 1, p. 283-285; LACERDA, 1987, p. 37.

↩

12. BASBAUM, 1976, p. 75-77.

↩

13. Ibid., p. 138-139.

↩

14. MOREIRA, R. N. P. História e memória da Insurreição de 1935

nas entrevistas de Luiz Carlos Prestes. Revista Brasileira de História & Ciências Sociais, São Leopoldo-RS, v. 4, n. 8, p. 266-278, dez. 2012. Disponível em:

<http://www.rbhcs.com/index_arquivos/Artigo.HistoriaeMemoria

daInsurreicao.pdf>. Acesso em: 27 jul. 2013; MORAES, D. de (Org.). Prestes com a palavra: uma seleção das principais entrevistas do líder comunista. Campo Grande: Letra Livre, 1997. p. 16-17.

↩

15. MOREIRA, 2012, p. 245.

↩

16. MORAES; VIANA,1997, p. 83.

↩

17. MORAES; VIANA, 1997, p. 87-88.

↩

18. MORAES; VIANA, p. 96-97.

↩

19. Ibid., p. 116-117.

↩

20. VIANNA, 1997, p. 388-396; WAACK, 1993, p. 292-300.

↩

21. EXECUTADA por determinação de Luiz Carlos Prestes. Estado

da Bahia, Salvador, p. 1-5, 19 abr. 1940. Biblioteca Pública do

Estado da Bahia (BPEB). Setor: Periódicos Raros. Acervo: Jornais.

↩

22. VIANNA, 1997a, p. 393-395.

↩

23. VIANNA, 1997, p. 393.

↩

24. RODRIGUES, 2009, p. 378; VIANNA, 1997, p. 71, 146;

BARROS, S. Vultos e feitos do município de Alagoinhas. Salvador: Artes Gráficas, 1979. p. 297-298.

↩

25. LACERDA, 1987, p. 37, 50; MORAIS, 1997, p. 299; ARQUIVO

PÚBLICO DO ESTADO DO RIO DE JANEIRO, Prontuário GB 1890, anotações diversas, p. 4.

↩

26. WAACK, 19993, p. 346; RODRIGUES, S. Elza, a garota: a

história da jovem comunista que o Partido matou. Rio de Janeiro: Nova Fronteira, 2009. p. 116.

↩

27. MOREIRA, R. N. P. No rastro de Miranda: convite a uma

investigação histórica sobre a trajetória de Antônio Maciel Bonfim. In: SILVA, P. S. (Org.). Desarquivamento e narrativas: história, literatura e memória. Salvador: Quarteto, 2010. p. 31-46; ANTONIO Bonfim e o communismo. Correio de Alagoinhas, Alagoinhas, p. 1, 20 set. 1930. Biblioteca Pública do Estado da Bahia. Setor: Periódicos Raros. Acervo: Jornais; CUIDEM, agora, de outra vida! Diário de Notícias, Salvador, p. 1, 27 set. 1930. Biblioteca Pública do Estado da Bahia . Setor: Periódicos Raros. Acervo: Jornais; HOSPEDES e viajantes. Correio de Alagoinhas, Alagoinhas, p. 1, 10 set. 1929. Centro de Documentação e Memória de Alagoinhas (CENDOMA). Acervo: Jornais; O “COMPLOT” communista. A Tarde, Salvador, p. 10, 17 set. 1930. Instituto Geográfico e Histórico da Bahia (IGHB). Acervo: Jornais; O OLHO de Moscou! Diário de Notícias, Salvador, p. 1, 16 set. 1930. Biblioteca Pública do Estado da Bahia . Setor: Periódicos Raros. Acervo: Jornais; O OLHO de Moscou visando o Brazil. Diário de Notícias, Salvador, p. 1, 17

de set. 1930. Biblioteca Pública do Estado da Bahia. Setor: Periódicos Raros. Acervo: Jornais.

↩

28. ARQUIVO PÚBLICO DO ESTADO DO RIO DE JANEIRO,

Prontuário GB 1980, documentos 1-9.; BAUER, C. S.; GERTZ, R. E. Arquivos de regimes repressivos: fontes sensíveis da história recente. In: PINSKY, C. B.; LUCA, T. R. de (Org.). O historiador e suas fontes. São Paulo: Contexto, 2009. p. 173-193.

↩

29. BONFIM, A. Alguns aspectos econômicos da Baía. Rio de

Janeiro: [s.n.], jun. 1941. ARQUIVO PÚBLICO DO ESTADO DO RIO DE JANEIRO; A ECONOMIA dos estados. I) Baía. Cultura Política: Revista mensal de estudos brasileiros, Rio de Janeiro, n. 7, p. 167-184, set. 1941.

↩

30. ARQUIVO PÚBLICO DO ESTADO DO RIO DE JANEIRO,

Prontuário GB 1890, documentos 42-45.

↩

 

1935: A Manhã e a “Campanha dos

 

50%”

 

1. Este texto é um capítulo de meu trabalho de pós-doutorado

dedicado à Federação da Juventude Comunista do Brasil (1927-1937).

↩

2. Os cursos preparatórios consistiam em preparar os alunos em

uma ou mais disciplinas que compunham o que hoje chamaríamos de grade curricular do ensino secundário, para que alunos preparatorianos pudessem prestar os exames, de forma parcelada, até a conclusão de algumas disciplinas da grade curricular, que possibilitasse o acesso a determinados cursos do ensino superior. Porém, esses exames só podiam ser prestados nos ginásios públicos equiparados ao Colégio Pedro

II, pois esses eram os únicos autorizados pelo governo federal a realizar os exames parcelados, exceto por ocasião da Reforma Rivadávia Correia (1911-1915), e durante a vigência desta lei, a equiparação foi estendida para as escolas particulares, as quais passaram a desfrutar dos mesmos direitos dos ginásios públicos.

↩

3. Os estudantes brasileiros iniciam a “Campanha dos 50%”. Por

meio de vibrante proclamação, os organizadores do movimento solicitam o apoio da mocidade estudiosa do Brasil. As razões do movimento expostas A Manhã por numerosa comissão estudantil. A MANHÃ. Rio de Janeiro: n. 91, 9 ago. 1935. p. 1 e 7.

↩

4. Há um dado importante das tradições dos movimentos sociais

existentes naquele momento que aqui é importante não ignorar, para que não se incorra em uma interpretação reducionista de causa e efeito. Trata-se da prática da ida de comissões de movimentos reivindicatórios às redações de jornais para a entrega das pautas de demandas coletivas e do seu esclarecimento. Isto frequentemente resultava na publicação de fotos dessas comissões, dos documentos por elas entregues e, por vezes, dos agrupamentos que acompanhavam tais comissões e ficavam postados às portas dos jornais. Tal prática era adotada, em especial, pelo movimento sindical.

Continuar: parte 2 de 3