Como e por que as desigualdades sociais fazem mal à saúde

Sugestões de leituras

 

BARATA, R. B. Desigualdades sociais em saúde. In: CAMPOS, G. W. S. et al. (Orgs.) Tratado de Saúde Coletiva. São Paulo, Rio de Janeiro: Hucitec, Editora Fiocruz, 2006.

Apresenta de forma didática as principais questões relativas às desigualdades sociais em saúde. Cada tópico é ilustrado com exemplos, e o caráter didático do texto facilita a compreensão de questões teóricas e metodológicas para aqueles que estão fazendo uma primeira aproximação com o tema.

BREILH, J. La Inequidad y la Perspectiva de los Sin Poder : construcción de lo social y del género-cuerpos, diferencias y desigualdades. Bogotá: Utópica Ediciones, 1998.

Aborda a questão da determinação social do processo saúdedoença, destacando principalmente os desequilíbrios de poder entre as distintas classes sociais e entre gêneros.

CASTELLANOS, P. L. Epidemiologia, saúde pública, situação de saúde e condições de vida: considerações conceituais. In: BARATA, R. B. (Org.) Condições de Vida e Situação de Saúde. Rio de Janeiro: Abrasco, 1997.

Discute aspectos conceituais centrais para questão das desigualdades em saúde, não apenas em sua dimensão descritiva, mas, principalmente, na dimensão interpretativa. O autor apresenta claramente a diferença entre uma abordagem populacional e a abordagem individuada, que tem predominado nas pesquisas epidemiológicas

HOFRICHTER, R. (Ed.) Health and Social Justice. San Francisco: John Wiley & Sons, 2003.

Pode ser visto como um tratado de epidemiologia social em que as várias dimensões das desigualdades são abordadas por diferentes autores. É um balanço da produção nos países desenvolvidos selecionando pesquisadores mais críticos. Num certo sentido pode ser considerado como um contraponto ao livro organizado por Kawachi e Berkman.

KAWACHI, I. & KENNEDY, B. P. The Health of Nations: why inequality is harmful to your health. New York: New Press, 2002.

Escrito numa linguagem acessível e agradável, apresenta dados muito interessantes sobre o processo acelerado de crescimento das desigualdades entre países a partir da década de 1990.

MARMOT, M. & WILKINSON, R. G. Social Determinants of Health. London: Oxford Press, 1999.

É um clássico do tema dos determinantes sociais em saúde, embora haja algum desequilíbrio entre seus capítulos. De todo modo, tenta abarcar, com uma visão pragmática, as várias dimensões da determinação da saúde e da doença.

PAIM, J. S. Abordagens teórico-conceituais em estudos de condições de vida e saúde: notas para reflexão e ação. In: BARATA, R. B. (Org.) Condições de Vida e Situação de Saúde. Rio de Janeiro: Abrasco, 1997.

Escrito para um seminário da Comissão de Epidemiologia da Abrasco, este capítulo é um excelente material sobre questões conceituais no campo dos determinantes sociais em saúde. A leitura é densa, mas bastante clara.

POULANTZAS, N. As Classes Sociais no Capitalismo de Hoje. São Paulo: Zahar Editores, 1978.

Embora relativamente antigo, é um clássico da discussão das classes sociais nas sociedades ocidentais. Este texto tem iluminado a produção no campo da sociologia e também foi muito utilizado por autores da epidemiologia social latino-americana, nas diversas tentativas de operacionalização do conceito para uso em estudos epidemiológicos

SAMAJA, J. A Reprodução Social e a Saúde: elementos teóricos e metodológicos sobre a questão das relações entre saúde e condições de vida. Salvador: Casa da Saúde, 2000.

Estimulado por uma reunião realizada na cidade de Salvador com o objetivo de aprofundar aspectos teóricos e metodológicos dos estudos de desigualdades sociais em saúde, Juan Samaja escreveu esta pequena jóia para compreender o conceito de reprodução social. Além de um filósofo muito culto e inspirado, era também um excelente metodólogo. A leitura é densa mas vale a pena.

WILKINSON, R. G. Unhealthy Societies: the afflictions of inequality. London: Routledge, 1996.

Outro clássico dos estudos de determinação social, este livro traz uma série de evidências que ajudam a compreender por que as desvantagens relativas são tão importantes para a saúde quanto o nível de privação econômica e social.

WHO (World Health Organization). Commission on Social Determinants of Health. A Conceptual Framework for Action on the Social Determinants of Health. Discussion Paper, 2007.

Este documento da Comissão de Determinantes Sociais em Saúde da WHO/OMS, embora não constitua uma publicação formal, é acessível no site da organização e apresenta a discussão mais conceitual que orientou os trabalhos da mesma. Além disso, traz a discussão das alternativas de políticas públicas possíveis no enfrentamento das desigualdades.

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Rita Barradas Barata

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