Da feminilidade oitocentista

Elisa Maria Verona · Capítulo 8 de 8

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Da feminilidade oitocentista

No decorrer do século XIX, o Rio…

No decorrer do século XIX, o Rio de Janeiro conheceu um intenso processo de urbanização que repercutiu decisivamente nos hábitos e costumes de seus moradores, cada dia mais familiarizados comos padrões europeus de civilidade. Para acompanhar essa mudança, a elite letrada – políticos, jornalistas, médicos, literatos – atribuiu a si a tarefa de instruir os moradores da cidade para o aprimoramento social, peça fundamental para o desenvolvimento de uma nação civilizada.

A situação da mulher não passou alheia a essa série de modificações. Pouco a pouco, a carioca abastada assimilou novos costumes, abandonou certa reclusão que predominava em seu cotidiano, procurou vestir-se com maior apuro e aperfeiçoar suas prendas de espírito, ou seja, buscou adaptar-se às novas circunstâncias socioculturais que decorreram do pro-cesso crescente de europeização do gosto.

Este livro focaliza os impactos dessas mudanças sociais sobre a con-dição da mulher. Durante o reinado do segundo Pedro, ao mesmo tempo que se alargou a paisagem social de muita iaiá brasileira, papéis mais tra-dicionais atribuídos à mulher foram recolocados, e isso porque a mulher tinha – e essa é a hipótese central desta obra – um papel a desempenhar no novo ambiente social que surgia.

Elisa Maria Verona possui graduação, mestrado e doutorado em História pela Universidade Estadual Paulista “Júlio de Mesquita Filho” (Unesp). Tem experiência na área de História, com ênfase em história do Brasil Império, história das mulheres e história do casamento e do teatro no século XIX, atuando principalmente nos seguintes temas: imprensa feminina, formação moral da mulher, cultura letrada no Brasil oitocentista, produção teatral e concepções de casamento.

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Elisa Maria Verona

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