História da psicologia: pesquisa, formação, ensino
História da Psicologia: recurso para formação de pesquisadores e de psicólogos
História da Psicologia: recurso para
formação de pesquisadores e de
psicólogos
Maria do Carmo Guedes*
História da Psicologia é uma área pouco desenvolvida no país. Entretanto, poupo os leitores quanto aos números ou qualquer outro tipo de argumentação que sustente tal afirmativa – porque não pretendo aqui fazer a defesa da necessidade de desenvolvê-la, seja como área de pesquisa, seja como disciplina da graduação ou pós-graduação. Em que pese minha total crença na importância dessa necessidade, a afirmação com que inicio este texto é apenas um ponto de partida, de dois em que me apóio para participar desta coletânea em História da Psicologia.
A segunda assertiva em que me baseio não precisa prova, nem mesmo explicação. Por razão diferente: trata-se de poesia. É um verso que empresto de René Char, um poeta francês contemporâneo que afirma: “O fruto é cego, é a arvore que vê”.
Juntas, estas assertivas resumem bem o quadro de contingências que nos fizeram assumir atividades de ensino em História da Psicologia e o modo como nos desincumbimos dessa tarefa.
Permito-me relatar aqui três experiências nas quais a História da Psicologia tem sido nosso objeto de trabalho como professora universitária: a 1ª – quando se criou um “Núcleo de Estudos em História da Psicologia” no Pós-Graduação da PUC-SP, com a intenção de aproximar pesquisadores que nos ajudassem a dar conta da necessidade de fazer nossos doutorandos em Psicologia Social, boa parte dos quais oriundos de outras áreas que não a Psicologia, a melhor contextualizarem seus projetos de tese; a 2ª – que mostra como a História da Psicologia foi um recurso para aproximar estudantes de uma instituição criada com o objetivo de incentivar alunos da graduação a pesquisar; finalmente, a 3ª um curso que deu créditos em pesquisa a estudantes da pós-graduação em Psicologia da Educação.
Um pouco distantes no tempo, uma da outra, estas experiências compõem um total de doze anos de administração de contingências no ensino em história da psicologia. Uma administração voltada sempre para a formação em pesquisa, e nas mais diversas abordagens, da História e da Psicologia.
Este relato é feito, pois, com a intenção de partilhar experiências de ensino, mas também de tecer algumas considerações sobre o que pude aprender com este jeito de abordar a História da Psicologia (HP). É esta a minha pesquisa hoje nesta área: recolhendo depoimentos de nossos estudantes de iniciação científica, trabalhos e relatórios de mestrandos e doutorandos, pareceres de assessores das agências financiadoras de bolsas e auxílios obtidos por nós e nossos estudantes, bem como impressões de colegas que, como nós, se preocupam com a área e sua importância na formação do
psicólogo e do pesquisador em Psicologia 1, temos hoje um rico material em análise, realizada sempre como parte de nossos estudos sobre ensino de pesquisa. Aqui, o que se propõe é o relato das experiências acima referidas, com o objetivo de contribuir para uma área que, no mínimo, está a precisar de muito cuidado para que a árvore continue produzindo e sendo acolhedora – nossa maneira de contribuir para a História da Psicologia, se é que se
permite aqui alguém que está mais para jardineiro 2 que para pesquisador ou mesmo professor.
O Núcleo de Estudos em História da Psicologia
A PUC-SP tem uma certa tradição em HP. Talvez porque o professor Enzo Azzi, responsável pela instalação do Instituto de Psicologia dessa Universidade, tenha vindo da Itália. Não deve ser difícil alguém se interessar por história quando se vive ou viveu em meio a tanta manifestação de passado longínquo. Ou quando, deslocado de sua terra, alguém tem que rapidamente se adaptar a uma outra. A Revista de Psicologia Normal e Patológica, que doutor Azzi dirigiu por quase vinte anos, tinha uma seção – “Crônicas e Documentação” – que mostra bem seu compromisso com a História. Aniela Ginsberg é outro exemplo entre nós: o cuidado em registrar sua participação em congressos mostra sua atilada percepção da importância em documentar fatos, eventos. Finalmente, cabe lembrar que o primeiro currículo de formação do psicólogo da antiga FFCL São Bento tinha a História da Psicologia como disciplina obrigatória, com quatro horas semanais desde o primeiro ano do curso.
Entretanto, quando em 1982/3 foi criado o doutorado em Psicologia Social e quisemos colocar História da Psicologia como crédito obrigatório para nossos alunos, não encontramos na PUC, nem em nenhuma outra universidade de São Paulo, quem quisesse ou pudesse assumir a disciplina. Havia duas condições: o título de doutor e uma pesquisa em andamento na área (afinal, era uma disciplina para doutorandos). Maria Fernanda Beirão, que tinha sido professora de HP no Curso de Graduação por muitos anos, cumpria a primeira condição, mas não a segunda. Luis Cláudio Figueiredo,
que na ocasião relia Wundt 3, nem por isso tratava a história como um objeto de pesquisa; seu interesse era, se posso assim me exprimir, circunstancial. Não que isto não baste para dar aula para doutorandos, mas nossa idéia é que esta disciplina deveria, futuramente, tornar-se uma linha de pesquisa. E quanto mais ficava claro que não iríamos encontrar alguém, mais se fortalecia em nós a importância de conquistar nossos doutorandos para a preocupação que nos animava: conhecer HP é indispensável para situar corretamente um problema de pesquisa em Psicologia.
A solução foi criar um Núcleo de Estudos, o Nehpsi – um pouco mais tarde Niehpsi, para sinalizar que se tratava de um núcleo
interinstitucional 4 –, que visava aproximar de nosso Programa os poucos pesquisadores que íamos encontrando, qualquer que fosse sua titulação (e até sem nenhuma), qualquer que fosse sua abordagem, qualquer que fosse seu particular objeto de estudo. Assim nossos doutorandos puderam conhecer, pessoalmente e por leitura, além de Luis Cláudio Figueiredo (PUC-SP e USP), que no curso de 86 lhes apresentou sua primeira versão de Matrizes do pensamento psicológico, os professores pesquisadores Antonio Gomes Penna (UFRJ), Renato Mezán (PUC-SP), Isaías Pessotti (USP-RP), Josef Brožek (EUA), Robert Farr (GRB), Regina Helena Campos Freitas (UFMG). Mas, além de professores desse porte, nossa estratégia de aproximação permitia trazer para o Núcleo pesquisadores novos, mestrandos e doutorandos que iam defendendo suas dissertações e teses na área: Marina Massimi (USP: 1985 e 1989), Maria Amália Andery e Teresa Maria Pires Sério (PUC-SP: 1990), Mitsuko Antunes (PUC-SP: 1991), Mário Angelo Silva e Odair Sass (PUC-SP: 1992), Raul Pacheco Filho (USP: 1993), Nilza Micheletto (PUC-SP: 1995), Cristina Silva e Flávia M. S. Pereira Silva (PUC-SP: 1996), Marcos Ribeiro Ferreira e Alex Moreira Carvalho (a defender em 1997). E pesquisadores de outras áreas, cuja aproximação se revelou extremamente necessária, seja por causa dos conhecimentos que têm a oferecer (da História: Lilian Scwarcz, Denise Bernuzzi de Sant’Anna; da Antropologia), seja por causa das relações estreitas entre a Psicologia e tantas outras áreas (Medicina, Educação, Filosofia).
Aprendemos então que, se não havia muita pesquisa no Brasil em História da Psicologia, havia sim muita gente defendendo e trabalhando por sua importância na formação em psicologia, tanto na formação de pesquisadores (nosso intuito inicial) como na própria formação do psicólogo. E que, ao se encontrarem, passavam a aproveitar conosco a sombra que a árvore parecia fornecer.
Tivemos semestres incríveis, nestes doze anos de Núcleo. Acontecendo uma vez a cada dois ou três semestres, o curso História da Psicologia para Doutorado veio tendo um programa diferente a cada vez, sempre com objetivos colocados de forma a atender tanto ao crescimento do Núcleo como aos interesses dos doutorandos que, em determinado momento, têm que cumprir créditos nessa disciplina. O primeiro (1984) teve como objetivo apenas “conhecer quem pesquisa em HP no país”. O próximo (1997) deverá propiciar a discussão de “o que a preocupação com a história” acrescentaria ao seu projeto de tese; vamos ouvir os projetos dos doutorandos e definir, com cada um deles, uma linha possível de considerações, que serão objeto de três atividades: debates sobre as diversas linhas levantadas com pesquisadores convidados, uma leitura relativa à linha que lhe cabe e um relatório final sobre a implicação desse estudo em seu projeto. Entre estes dois planos, tivemos oportunidade de: “conhecer os manuais de HP existentes nas Bibliotecas da PUC-SP e USP”; “analisar cursos de HP em diversas universidades do país” (aproveitando que boa parte de nossos doutorandos nesse semestre eram professores universitários de instituições as mais diversas); “ler e discutir os originais de Matrizes do pensamento psicológico”, de Luís Cláudio Figueiredo; “analisar texto e principais referências do artigo Does
the History of Psychology an object? 5 de Roger Smith (1988)”; “lendo capítulos escolhidos em História da vida privada, de Ariès e Duby (vol.1-1989, vol.21990, vo1.3-1991 e vo1.4-1991) e, com auxílio de rápidas descrições sobre os períodos em foco (elaboradas pelos próprios doutorandos), analisar a questão da historicidade do objeto da psicologia”; e, finalmente, “ler e discutir resenhas críticas de livros em HP publicadas no Journal of the History of Behavioral Sciences (1990-5)”.
Se é que se fazia alguma coisa, era isto: oferecíamos um lugar para as pessoas se encontrarem e trocarem resultados de estudo e pesquisa, enquanto nós e nossos doutorandos, ouvindo-as e debatendo com elas seus projetos, e lendo e debatendo entre nós e com elas uma diversa bibliografia de interesse para a área, íamos cumprindo, eles – seus créditos obrigatórios em HP, e o Núcleo – seu propósito de manter a História da Psicologia como um objeto de estudo no Programa. Menos que um espaço, apenas um lugar para estudar HP. Mesmo assim, com alguns produtos: além de Teses e Dissertações, foi destes estudos que saíram em 86 um Caderno PUC e trabalhos como o de Mônica Galano – A influência dos
psicanalistas argentinos no Brasil na década de 70” 6. E, em 97, deverá sair um volume com resenhas críticas de livros em HP publicados nos últimos dez anos.
As histórias do IPUC-SP na Fundação Aniela e
Tadeusz Ginsberg
A segunda experiência foi, esta sim, trabalhosa. E quando digo trabalhosa não quero dizer menos agradável. Apenas mais desafiante, mais exigente. Enquanto no Núcleo apenas estudávamos, na FATG pretendíamos orientar estudantes da graduação em pesquisa em HP, e isto a gente nunca tinha feito. De todo modo, o que se pretendia era ainda a criação e montagem de um lugar para se estar fazendo pesquisa em Psicologia.
A Fundação Aniela e Tadeusz Ginsberg foi criada para dar bolsa a estudantes de Psicologia. Ao final de 88 ela se instala com uma intenção muito clara: a de “incentivar estudantes a pesquisar”, como condição de obtenção de bolsas, tendo em vista que a própria Fundação não dispunha de dinheiro para assegurar bolsas de outro tipo. Contando com a ajuda de professores que, como nós, davam de seu tempo pessoal para isso, buscamos na História da Psicologia um tema para interessar estudantes: o estudo da história de sua própria .escola. Tendo como atração a oportunidade de vir a ter uma bolsa-pesquisa, estudantes se aproximavam da Fundação Aniela com algum tema ou idéia para pesquisar, ou apenas pensando em
aprender mais um pouco sobre pesquisa.7 E encontravam um grupo trabalhando com documentos os mais diversos: uma Revista editada pela Psicologia da PUC-SP de 1955 a 1973; um Boletim mais velho ainda (1952-54); um vídeo registrado por ocasião dos 25 anos da profissão de psicólogo (1987), no qual dez professores falavam de seu currículo quando estudantes na própria PUC-SP; algumas maletas com materiais para diagnóstico infantil; e teses defendidas no primeiro curso de especialização em Psicologia realizado na Faculdade de Filosofia São Bento (1958-60). E um sem número de textos – documentos acadêmicos relativos à administração da Psicologia nessa Universidade desde sua instalação em 1946: programas, currículos, livros de atas, boletins de notas...
Diferentemente do que ocorre nas universidades em geral, aqui quem tinha que ter objetivos era o estudante. Não havia nada programado para ele, a não ser encontros. Melhor dizendo, nem os encontros eram programados, a não ser pela idéia de que tínhamos que ajudá-los a ter “um plano de estudos”, e isto era feito conversando. Conosco e com outros alunos em condições parecidas. Basicamente, a idéia era a seguinte: se o estudante pretende algo que seu curso não está possibilitando (e essa era, pelo menos no início, a razão para nos procurar), ele precisa nos dizer o que quer estudar.
Então, a partir do manuseio dos documentos disponíveis e participando de encontros (quase sempre em grupo) para conversar sobre o que iam vendo e ouvindo, estudantes passaram a montar seus projetos de pesquisa tendo como objetivo responder a
perguntas as mais diversas. 8 E se o material e o grupo não o inspiravam a continuar conosco, nós o encaminhávamos a algum
professor que o orientasse em projeto alheio ao nosso tema. 9 Todo o conjunto tinha um nome: Histórias do IPPUC-SP, e começou com um “projeto-matriz” – que permitiu a solicitação das primeiras bolsas. Em quatro anos tivemos na Fundação 46 estudantes da graduação, muitos professores e uma mestranda (que viera para o grupo para treinar algumas habilidades em pesquisa e acabou mudando seu tema inicial para HP: Mônica Azevedo). E bolsas de diferentes agências: Cepe/PUC, CNPq (tanto Pibic como “de balcão”), Fapesp, Capes.
Muitos dos estudantes que participaram deste projeto têm apresentado suas pesquisas em encontros científicos. Alguns são hoje mestrandos, boa parte dos quais acredita ter descoberto aí seu interesse por pesquisa (para dois ou três mais exaltados, foi aí que descobriram seu verdadeiro interesse pela Psicologia); e há ainda os que fazem sua pesquisa de mestrado em HP, como Alessandra Pimentel, Cristina Franco Alves, Sandra L. do Nascimento, Sonia
Regina Bueno. Para nós, da Fundação 10, um rico material para
nossa análise da “iniciação científica como uma questão de gosto”11. E ainda um produto planejado, mas a realizar: a publicação de um volume com algumas das histórias então contadas.
A produção de documentos para uma história de
um Programa de Pós- Graduação que fará 30
anos em 1999
A terceira experiência que relataremos é também a mais recente. Em fevereiro de 96, com a colaboração indispensável de mais quatro professoras do Programa de Psicologia da Educação da PUC-SP, oferecemos aos mestrandos e doutorandos um curso que, compactado em um mês, permitia créditos em pesquisa (uma das exigências do currículo). o objetivo geral era “buscar e analisar documentos que permitam ao Programa escrever uma história dos
seus 30 anos”.12
Em um mês, trabalhando em tempo integral (e até mais, porque o entusiasmo do grupo e o volume de documentos nos levaram a isso), sete mestrandos, três doutorandos e quatro professoras trabalharam com três diferentes interesses: (a) a concepção de Psicologia da Educação no Programa ao longo destes 30 anos; (b) os currículos para formação de mestrandos e doutorandos, desde a sua criação; e (c) a produção de teses e dissertações no período. Grupos mistos (estudantes e professoras) se formaram, e cada grupo ia procurando e descobrindo os documentos definidos, em conjunto com o grupo maior, como necessários e suficientes para desenvolver seu tema. Enquanto isso, com duas mestrandas que já trabalhavam conosco em HP, formávamos um quarto grupo – que atendia ao objetivo geral do curso: a análise e organização dos documentos que iam sendo encontrados. Ao final do mês, tínhamos já uma proposta de organização para os arquivos correntes e permanentes do Programa e um total de 75 tipos documentais identificados, integrando o material que será posto à disposição dos interessados em escrever a ou as histórias do Programa. Um primeiro relato do trabalho deste subgrupo foi apresentado na 48ª Reunião Anual da SBPC (Pimentel e Bueno, 1996). Outro, com análises mais específicas, será apresentado em 97, na Reunião Anual de Ribeirão Preto (Guedes, Bueno e Pimentel).
Com um procedimento que incluiu, além de muito trabalho individual e em subgrupo, encontros do grupo maior sempre que solicitados (para que todos conhecessem os documentos que iam sendo localizados, para se definir a oportunidade e ou necessidade de seu uso, bem como para as aulas sobre análise de fontes e documentos), o projeto dependeu ainda de leituras que iam sendo necessárias – tanto para o tema geral (lidar com documentos primários) como para os temas de cada grupo. O curso se completou com apresentação dos relatórios finais, que os grupos escreveram ao longo de março. Assim, tendo analisado (a) 30 ementas diferentes de cursos intitulados Psicologia da Educação ministrados no primeiro semestre aos mestrandos entre 1969 e 1976, (b) 322 resumos de teses e dissertações defendidas no período e (c) os planos curriculares e regulamentos que o Programa teve ao longo destes 27 anos, os três outros subgrupos realizaram pesquisas que constituem importante contribuição para uma história da pós-graduação na área, no país. Formas finais serão oportunamente comunicadas em encontros, eventualmente
transformados em artigos. 13
Concluindo
Eis aí as experiências prometidas ao início, e os comentários que este espaço para analisá-las podia comportar. O momento agora é de organizar e divulgar tudo que foi sendo produzido (bibliografias comentadas, por exemplo, ou uma relação de pessoas interessadas em HP, etc.); é o que estamos fazendo na Fundação Aniela e Tadeusz Ginsberg, que se compromete hoje também com o objetivo de “referenciar e difundir a psicologia”. Mas é tempo também de analisar o que isto pode significar para o estudo de HP em nosso meio – para que de fato saibamos defender, com dados, nossos próprios argumentos sobre a importância da História da Psicologia na formação de psicólogos e de pesquisadores.
* Pós-graduação em Psicologia Social e da Educação – PUC-SP.
1 Refiro-me aqui ao Grupo de Trabalho da ANPEPP sobre Iniciação Científica, coordenado pela professora Lívia Simão Mathias (USP) e do qual fazem parte ainda Sergio Leite (Unicamp), Lígia Marcondes (USP) e Maria Margarida P. Rodrigues (UFES).
2 Adicionalmente às manifestações mais pessoais e que, em geral, refletem mais o carinho dos autores que a importância do nosso trabalho, foi significativo para o Núcleo a referência feita por Marina Massimi em sua Tese de Doutorado, USP, 1985.
3 Embora não tivesse assumido a disciplina na ocasião, o professor Luis Cláudio tem sido um grande colaborador do Núcleo. Na nossa organização, ele é lembrado como “membro efetivo”, do mesmo jeito que outros também grandes colegas: Marina Massimi (USP-RP), Regina Campos Freitas (UFMG), Emanuel Tourinho (UFPA), Josef Brožek (USA) e todos os ex-doutorandos e mestrandos de qualquer dos três Programas em Psicologia da PUC-SP que defenderam ou defenderão suas Dissertações e Teses em História da Psicologia.
4 Hoje o Núcleo acrescenta ainda um P – Niephpsi – pois que inclui agora a Linha de Pesquisa em HP no Brasil, do Programa de Psicologia da Educação da PUC-SP, que a professora Mitsuko Antunes coordena.
5 Artigo publicado em History of Human Sciences (vol.1, n.2, out.1988, pp. 147-77).
6 Publicado em Insight: Psicoterapia, Ano V, nº 54, agosto de 1995.
7 Interessante verificar a variedade de razões dos estudantes para procurar a Fundação: “um lugar para continuar pesquisa iniciada em sala”; “atividade para encher o tempo entre aulas”; “procura de um professor para orientar assunto que não existe no currículo”; “vontade de ter uma pesquisa individual mas com um grupo para estar apoiando”; “oportunidade de fazer uma pesquisa (coisa proibida aos primeiranistas, de acordo com as agências de fomento)”...
8 As perguntas dos alunos variavam entre curiosidade por um passado que lhes era agora apresentado (o que era a Psicologia quando o IPPUC-SP foi criado; quem foi Aniela Ginsberg, o que ela pesquisava; a relação professor-aluno e a pesquisa nos currículos do IP...) e sua transformação em problemas mais elaborados (o IP e o projeto da Igreja de formação de lideranças católicas; as alterações curriculares na PUC: relação com o debate na comunidade científica sobre a formação em psicologia; como conhecer uma instituição estudando suas publicações: – os artigos, as resenhas, notícias sobre congressos; o pesquisar nas décadas de 50 e 60: a contribuição do IP...). A relação completa dos projetos realizados no período estará no texto referido na nota 1.
9 Tivemos, nesta condição, dois alunos com bolsa na área de saúde (Fapesp e OMS), uma em psicologia ambiental (CNPq), uma sobre práticas alternativas (CNPq, depois Fapesp) e cinco em psicologia na comunidade (Funap).
10 A equipe interessada neste tema inclui ainda Sandra Bettoi e Eveline Bouteiller Kavakama.
11 Artigo a publicar, possivelmente em Temas em Psicologia, revista da SBP. A expressão “gosto” tem aqui um papel claro – o de lembrar tanto o gosto/paladar como o julgamento de valor. Cabe dizer ainda que o título do artigo deliberadamente traz a iniciação científica em minúsculo (para sinalizar mais que a IC formalmente definida pelas agências de fomento) e termina com uma interrogação.
12 O que tínhamos era mais que um curso, era uma pesquisa encomendada pela coordenação do Programa e que envolveu, além das atividades e do pessoal acima citado, especialistas em arquivologia (do Centro de Documentação e Informação Científica da PUC-SP), que orientaram no plano de organização do material encontrado.
13 Relatórios arquivados no Programa de Estudos Pós-graduados em Psicologia da Educação.
Você terminou História da psicologia: pesquisa, formação, ensino
Regina Helena de Freitas Campos
Livros como este
-
Clio-Psyché: discursos e práticas na história da psicologia
-
Espaço e lugar privilegiado para formação de professores
-
A urdidura do magistério primário na Corte Imperial: um professor na trama de relações e agências
-
A instrução pública nas vozes dos portadores de futuros (Brasil – séculos XIX e XX)
-
Educação, saúde e esporte: novos desafios à Educação Física
-
Humanização e educação integral: refletindo sobre rotas alternativas
Depois do livro
Páginas que vieram com esta edição, guardadas aqui para consulta.