K4 O Quadrado Azul
Dedicado ao pintor Amadeo de Souza-Cardoso, que então expunha de Paris a Nova Iorque, este é um dos objectos mais estranhos do modernismo português. A capa promete dizer aqui o segredo do génio intransmissível, e lá dentro segue uma prosa de salão em que uma marquesa de quimono de crepe da China não é compreendida por ninguém, nem pelo pai de monóculo de aro de ouro. Almada mistura o retrato social com o manifesto e a piada, e cobrava dez réis por isso. Lisboa, 1917.
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