Dispersão
Doze poesias, tiragem de duzentos e cinquenta exemplares, capa desenhada por José Pacheco, edição do autor em sua casa na Travessa do Carmo, Lisboa, 1914. Abre com Partida, e a primeira estrofe já diz o problema do livro inteiro: ao ver escoar-se a vida humanamente em suas águas certas, eu hesito. O que se segue é a subida e a queda de quem quer ser tudo ao mesmo tempo, sou labirinto, sou licorne e acanto, e sabe que não vai chegar. Dois anos depois o autor matou-se em Paris, aos vinte e seis. É uma das pedras de fundação do modernismo português.
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