
O Cemitério
de Stephen King

Escrito por Almada Negreiros em 1916, este panfleto nasceu como resposta direta ao crítico Júlio Dantas, figura consagrada que ridicularizou os jovens da revista Orpheu. Com apenas 23 anos, o autor recorre à ironia, ao sarcasmo e a uma linguagem propositalmente insultuosa para atacar não só um homem, mas toda uma geração de literatos acomodados. O texto original saiu impresso todo em maiúsculas, em papel de embrulho, com oito páginas e o famoso grito “Pim!” a pontuar cada provocação. É um dos documentos mais violentos e vivos do modernismo português. Vale como retrato de uma ruptura estética e como peça de combate contra o academismo instalado. A edição respeita o Novo Acordo Ortográfico.