Dôr e Luz
Um seminarista de Coimbra escreveu estes versos na primeira quinzena de novembro de 1911 e ofereceu-os aos pais e aos colegas de curso. Não há aqui grande arte nem pretensão de a haver: há um rapaz muito novo a tentar dizer dor, fé e dúvida ao mesmo tempo, na língua e na métrica que lhe ensinaram no seminário. Sobrevive como testemunho de um mundo que desapareceu, o do clero português nos anos em que a República mudou tudo. Abre com uma carta do autor aos condiscípulos, que vale tanto como os versos.
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