
Dois Anos de Férias
de Júlio Verne
Composta por Bernardim Ribeiro no início do século XVI, esta narrativa abre com uma jovem que, afastada da casa do pai, recorda sua vida em terras distantes. A voz feminina conduz um relato de amor, ausência e sofrimento, marcado pela saudade que dá nome à obra. Entre paisagens campestres e episódios de cavalaria, a história mistura prosa sentimental e passagens líricas, num tom melancólico que percorre cada capítulo. É tida como uma das primeiras novelas sentimentais da literatura portuguesa e teve várias edições ao longo dos séculos. Esta versão segue a edição popular revista por Delfim Guimarães, publicada em Lisboa em 1916, que atualizou algumas palavras caídas em desuso sem alterar a linguagem original. Um marco do Renascimento português, ainda lido por seu valor histórico e poético.