
Mente, Linguagem e Sociedade
Searle chama de posições-padrão as opiniões que temos antes de refletir: existe um mundo real independente de nós, nossos sentidos lhe dão acesso, palavras como coelho ou árvore se referem a coisas, uma afirmação é verdadeira quando corresponde aos fatos. O primeiro capítulo responde a quem as ataca: o perspectivismo do manual de Brian Fay, o argumento de que um quarto tem sete objetos num esquema conceitual e um só noutro. O peso dele, escreve, é 160 em libras e 72 em quilos. Conta o debate em que um etnometodologista respondeu “Sim” à pergunta se elogiar a lua num passeio seria criá-la, e o jantar em que Bertrand Russell disse o que diria a Deus: “O Senhor não nos deu provas suficientes!” Depois vêm a consciência como processo biológico, a intencionalidade, o dinheiro e as instituições, e a fala como ação: usar aliança de casamento ou uniforme da polícia é um ato de fala.
