
Mussum Forévis: samba, mé e trapalhões
de Juliano Barreto

Consumimos notícias como quem respira e ninguém nos ensinou a fazê-lo. Alain de Botton trata o noticiário como uma instituição que substituiu a religião no papel de organizar a atenção coletiva, e examina cada secção de cada vez: crimes, celebridades, economia, desastres no estrangeiro. A pergunta que persegue é simples e desconfortável: o que esta notícia me faz sentir, e serve para alguma coisa aquilo que me faz sentir? Curto, irónico e desconfortável de ler numa semana de eleições.