Minha Para Proteger

Dudaah Fonseca · Capítulo 4 de 4

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Minha Para Proteger

Capítulo 18: – Amor Meu

no campo. Minha amiga disse que iria

ao banheiro rapidinho, e até agora não

voltou.

— Theo joga muito bem. —

Reconheci a voz da Suzana. Ela e os

pais também foram convidados para

passar do dia no Palácio.

Nossa relação continua estreita, pois

ainda não consigo confiar nela.

— Sim, é verdade. — Confirmei

orgulhosa. Ela ri.

— Como pode ter tanta certeza?

Lógico que entendi sua indagação.

— Theo me disse, e pelo que Bela

estava narrando… É verdade. Meu

namorado joga futebol muito bem.

— Não sei como consegue.

— O quê?

— Não deve ser fácil confiar nele,

sabe, sem enxergar. Sei lá… Nunca

passou por sua cabeça que um dia Theo

pode cansar e te largar por outra?

Engoli seco, tentando esconder a puta

insegurança.

— Confio em nosso amor.

— O amor tem muitas facetas. Tudo tem limite. Vai ter uma hora que você

não… Talvez não consiga acompanhar o

ritmo dele.

— Já conversamos sobre isso. Acho

melhor parar de opinar, sendo que nem

pedi sua opinião.

— Escutei a conversa dele com os

irmãos.

Eles

adoram

viajar,

se

aventurar… Seria chato você ficar

empatando ele. Como sua irmã, me

preocupo.

Parecia que todas as vozes da

insegurança e medo começaram a falar o

mesmo

tempo

na

minha

cabeça.

Ferrando tudo. A última coisa que

desejo, é que Theo se sinta preso a mim.

Seria insuportável saber que ele deixou

de viver por minha causa. Por um momento pensei em sair correndo, me

esconder e… Isso doí.

— Cheguei! E trouxe mais um copo

de refresco para você. Sobre o que

conversavam? — Diz Bela.

Com a mão um pouco trêmula,

segurei o copo que guiou até minha mão.

Bebi o líquido de uma vez.

— Nem notei quando ela foi embora.

— Assim que ela me viu, se levantou

e saiu. O que ela disse? Parece nervosa,

Laurinha.

— É que a consulta está se

aproximando.

Mais um motivo para eu ficar

ansiosa. O doutor Gael entrou em

contato e marcou uma pequena reunião

junto com sua equipe e minha família.

Theo também estava presente. Ele e o

doutor Wilkins conseguiram encontrar a

falha da cirurgia anterior. Explicaram os

pontos, e a única coisa que gravei é que

tenho uma nova chance. Marcaram a

operação para 12 de dezembro. Era o

tempo de eu refazer os exames, e passar

pelo anestesista.

Foi horrível criar expectativas na

primeira vez, e todas terem sido

afogadas. Eu quero enxergar, ver o rosto

das pessoas que amo, conhecer os

objetos, quero tudo.

— Não fique pensando, pois senão

ficará mais ansiosa.

Preciso ter fé. Preciso ficar na linha

do equilíbrio.

Todos já tinham ido embora, no

início da noite. A água morna da

banheira fazia meu corpo relaxar,

mesmo minha mente estando uma

montanha de dúvidas. Meu corpo estava

dopado pela forma intensa, que Theo me

amou. Minha testa repousava na sua,

enquanto suas mãos grandes estavam em

torno do meu quadril.

— Odeio quando fica pensativa.

Engoli o choro, pensando nas coisas

que Suzana disse. Ela disse o que muitos

não têm coragem de falar na minha cara.

A verdade. Que um dia eu poderia

acordar desse magnifico sonho e sentir o

homem da minha vida terminando nosso

relacionamento ou pior, se sentindo acuado, obrigado a estar comigo.

— Você estando feliz… Eu também

serei.

— Sei disso. O amor bonito funciona

assim.

— A cirurgia pode não dar certo

novamente.

— Tenho certeza que Deus guardou o

melhor para você, amor meu.

— Quero que me prometa uma coisa.

— Diga.

— Quando não se sentir mais bem do

meu lado, termine sem receio algum.

Senti uma pontada no estômago. É

lógico que eu sofreria, mas iria

sobreviver a dor.

Dei um pulo e gritei em surpresa ao

sentir o estalo da palma de sua mão na

lateral de minha bunda. Toquei seu

rosto, sentindo cócegas devido a barba

rala, e sabia que o atrevido estava

sorrindo, um sorriso nervoso, bruto.

— E eu por um acaso sou homem de

prometer a mulher que amo que vou

deixá-la. Você definitivamente fode

minha paciência, Laura.

— Você me bateu. Ardeu idiota!

Ele fecha as mãos no meu bumbum,

enquanto seus dentes mordem meu

queixo.

— Sendo seu, não me importo com os

adjetivos.

Minha nossa, era tão bom ser amada

assim. Pensei que homens como Theo,

existissem apenas em romances, alguns

eu lia em braile, outros ouvia Bela ou

meus pais lerem para mim. Isso só me

faz ter certeza que as pessoas certas

sempre irão surgir em nossas vidas,

pode demorar, mas elas acontecem.

— Eu te amo, Theo. — Murmurei

com meus lábios quase colados na sua

boca.

— Minha mãe costuma dizer que lar

é onde nosso coração está. Então você é

meu lar, amor meu. Você está gravada no

meu coração. Não tenho olhos para

outra, pois só enxergo você. Sou homem

de uma mulher só. E essa mulher é você,

Laura.

CAPÍTULO 18 – AMOR

MEU

THEO

Precisei passar dez dias fora de

Brasília. Arquei com todos meus

compromissos políticos em São Paulo e

Curitiba. Reuniões com empresários das

grandes industrias, políticos querendo

apresentar propostas e ajuda em outras.

Estava

exausto,

e

tinha

plena

consciência que seria assim durante

longos três anos.

Se eu quisesse, viveria sem trabalhar,

pois herdei tudo da família Alvarez,

Medeiros e meu pai Enrico fez questão

de dividir sua fortuna comigo e meus

irmãos. Sendo assim, tenho nas costas

riquezas que jamais pensei ter. Posso

afirmar que dinheiro não traz felicidade,

pois só soube sair da angustia e

depressão que sentia fortemente, quando

vi Laura, pois me senti motivado a

viver.

A

construtora

que

cuidou

da

construção do abrigo para cachorros,

avisou que tinham concluído a obra.

Pensei melhor e resolvi fazer do projeto

de minha namorada uma coisa grande.

Que realmente fizesse a diferença. Por

este motivo, pedi que planejassem o

local tanto para cães, gatos e qualquer

outro animal doméstico.

Comuniquei aos meus sogros e os

dois melhores amigos de Laura, que tudo

estava pronto. Mas só a levaria lá,

quando

minha

menina

estivesse

enxergando, e recuperada da cirurgia.

Seria seu presente de natal. Faltava

alguns dias para uma das datas mais

bonitas do ano.

Combinei com minha família que eles

passariam o natal aqui comigo, junto

com a família de Laura. E o ano novo, iriamos todos para o Rio de Janeiro.

Quase não consegui pregar os olhos.

Estava tenso. Em duas horas Laura

estaria entrando no centro cirúrgico. Era

inevitável não ficar ansioso. Mesmo

cansado, assim que cheguei em Brasília

meu

motorista

me

esperava

no

aeroporto. De lá fomos direto para o

Hospital Pinheiro Filho.

O doutor Gael explicou que mesmo

sendo tudo coberto pelo plano de saúde

público, o sistema poderia não aceitar.

Sem prolongar a conversa, dei carta

branca. Afirmei que pagaria qualquer

despesa. Tenho absoluta certeza que

essa cirurgia será um verdadeiro

sucesso, e dará esperança para as outras

pessoas que sofrem de má-formação

ocular desde a nascença.

— Eu trouxe para você. — Suzana

estendeu o copo de café.

Estão todos sentados e perdidos em seus próprios pensamentos, na sala de

espera.

— Não, obrigado.

Ela senta-se ao meu lado, e estreito

os olhos. Estou de saco cheio das

artimanhas dessa mulher fingida. Não

contei a Laura, mas Suzana tenta sempre

se exibir, faz insinuações nas poucas

vezes que ficamos sozinhos em almoços

ou jantares de família. Sempre reagi de

forma seca, cortando-a para deixar claro

que meu interesse por ela nunca existiu e

nem existirá.

— Vai ficar tudo bem, tenho certeza.

— Ela conversa, e põe o copo de café

na mesinha de centro. — Sei que não

deve ser fácil lidar com isso… Caso a

operação não der certo…

— Não conte com isso. E por favor,

quero ficar sossegado. — Encerro a

conversa, e noto os olhos atentos do seu

Lauro.

LAURA

O frio na barriga era grande. Pelo

que meu pai falou todos estavam no

quarto, esperando o doutor Wilkins tirar o curativo dos meus olhos. Estava

ansiosa, orando para Deus ter me dado

essa chance. Só ele sabe e entende o que

realmente sinto.

— Pode abrir os olhos, Laura.

Juro que tentei obedecer sua ordem,

porém o medo de abrir e sentir toda

aquela derrota é grande demais. Fiquei

imóvel, espremendo os olhos com força,

e provavelmente meu rosto estava com

uma careta.

— Algum problema, minha filha?

Está sentindo o quê? — Ouço a

indagação do meu pai Heitor.

Respirei fundo, e tentei acalmar meu

corpo. Por Deus, eu estava tremendo.

— Não, é que… Só preciso de um

tempinho.

O perfume conhecido que tanto amo

inalar, enquanto descanso meu rosto na

curva do pescoço, se aproximou. Theo

mexia comigo de um jeito absurdo.

— Não seja topetuda, amor. —

Pediu, antes de beijar minha testa

demoradamente.

Ah, Theo. Eu te amo com loucura, homem.

Percebi quando se afastou, e criei

coragem para abrir os olhos. A luz do

quarto me fez enxergá-los rapidamente,

finalmente estabilizei e não fiz outra

coisa a não ser chorar e sorrir. É tanta

alegria, tenho tanto que agradecer a

Deus, por ter escrito minha história

assim. Mesmo com os obstáculos eu

consegui superar mais um. Estava

contente, estava extremamente jubilosa.

Meus entes sorriam, e meus pais

estavam chorando iguais duas crianças.

Um pouco extasiada com tamanha

emoção, levantei da cama, precisava

abraçá-los fortemente. E assim fiz. Era

tão bom enxergá-los, guardar a imagem

única deles em minha mente. Tudo

parecia tão novo. Meus pais me

apertaram tanto, num abraço conjunto e

meu irmãozinho, que é uma graça, ficou

entre nós agarrado na minha cintura.

Lauro e Heitor são meus verdadeiros

pais, o amor puro e respeito que temos

uns pelos outros era prova do quanto

somos felizes. E meu irmão Marlon, chegou para nos completar.

Abracei meus pais biológicos, que

também estavam muito emocionados. Eu

escutava as conversas no fundo, porém

minha cabeça só trabalhava com a

imagem deles. E nada mais. Pensei em

perguntar por Suzana, porém evitei. Não

posso ser falsa ao ponto de querer sua

presença aqui, sendo que não me faz

falta. Talvez, o tempo mude o que sinto

por ela. Talvez.

Com muita animação, Bela dava

gargalhadas junto com Chico, e ali nos

abraçamos como os três melhores

amigos que somos. Eles dois foram

essenciais para eu vencer as barreiras

da deficiência visual. Bela e Chico

faziam questão de me ajudar em tudo,

são seres admiráveis.

Sem

me

importar

com

meus

familiares, joguei meus braços ao redor

do pescoço de Theo. Eu sempre ficava imaginando-o fisicamente, traçava seu

corpo com as mãos, dedos, lábios…

Todavia eu nunca me preparei para

tamanha beleza. Theo é lindo demais. O

Abracei com muita força, com medo de

sua pessoa sumir da minha frente. Fiquei

na ponta dos pés, e o beijei lentamente,

sua respiração estava tão irregular

quanto a minha.

— Eu adorei o beijo, mas sou

comprometido. — Ele diz, e seus lábios

brincam em um sorriso.

Filho da mãe! Estava tirando uma

com minha cara. Eu estava boquiaberta

com sua imagem, jamais me cansaria de

olhá-lo. Ele prosseguiu:

— Como pode ter tanta certeza que

sou seu namorado, moça bonita?

Dei de ombros.

— Foi o único que sobrou aqui na

sala. — Ele gargalhou jogando a cabeça

para trás levemente.

No fundo ouvíamos as risadas e

conversinhas da minha família e dos

doutores.

Os três dias que passei no hospital foi necessário para fazer exames de

rotina

e

passar

por

testes

oftalmológicos. Tudo que o doutor

Wilkins falava o doutor Gael traduzia

para eu poder entender.

Fui recebida em casa com uma

grande

comemoração.

Meus

pais

chamaram os amigos próximos, e todos

pareciam realmente contentes, por eu ter

a tão sonhada visão. Fiz muito carinho

no meu cão guia. Tom estava todo

animado, óbvio que ele sentiu minha

falta. Lamentavelmente meu namorado

não pode estar presente. Viajou hoje de

manhã para São Paulo, tinha uma

reunião de urgência com o Prefeito de

lá.

Passei o dia sorrindo, e conhecendo

minha casa. Era muito aconchegante e espaçosa, tudo para facilitar minha vida.

Luca veio para o almoço, e percebi um

clima entre ele e Bela. Não disse nada, depois perguntaria a ela.

A noite ajudei meus pais arrumarem a

bagunça da festa. Conversamos, e

fizemos planos e mais planos. Deitada

na cama, ainda me sentia nas nuvens.

Meu celular vibrou, assim que o peguei,

sorri. Era uma mensagem de voz de

Theo.

Escutei:

Amanhã esteja pronta às nove da

manhã. Supressa, minha Afrodite.

Animada, tentei adivinhar o que esse

homem aprontaria.

Theo conduzia o volante do carro

com elegância. Estava de óculos

escuros, seu cabelo estava um pouco

mais comprido. Sua mão repousava na

minha coxa exposta, só retirava quando

necessário. Fiquei um tempo admirando

sua figura máscula. Diminuindo a

velocidade, entrou numa estrada estreita,

e logo as enormes arvores e natureza

foram a decoração do local.

Estacionou o carro na estradinha, e saiu do automóvel. Antes que eu abrisse

a porta, ele a abriu me ajudando a

descer do Jeep. Segurando minha mão,

fomos até o vasto campo de flores.

Parecia uma pintura, uma verdadeira

obra de arte. O campo e as flores

estavam muito bem cuidadas.

— Onde estamos?

— Desde o início da estradinha, faz

parte das minhas terras. Esse campo é

uma das belezas da propriedade.

— Uau… É incrível. Nunca me falou

que era dono de uma fazenda.

— Não tenho fazenda aqui. É apenas

um sitio, tem alguns cavalos… Um

refúgio da movimentação da cidade.

— Então tem fazenda em outra

cidade?

— Sim, inclusive tem algumas que

nem conheço. — Deu de ombros,

agarrando

minha

cintura.

—

Sinceramente, não tenho noção do

dinheiro que tenho. Mas isso não importa.

Parecia que o campo não tinha fim.

Poderia julgar como um pedacinho do

paraíso. Fechei os olhos e imaginei

Theo e eu correndo juntos, com uma

menininha. Ah, céus! Precisava parar de

sonhar acordada. Theo abaixou o tronco,

e cochichou no meu ouvido:

— Vamos lá, amor meu. Corra, corra

e sinta-se livre de qualquer insegurança.

— Parece um sonho, tenho medo de

abrir os olhos e voltar para o escuro.

—

Você

disse

que

quando

enxergasse, gostaria de correr em uma

estrada,

bem,

não

podemos

ser

imprudentes por isso em vez da estrada,

poderá correr nesse campo maravilhoso.

Nós transcendemos, Laura.

Abri os olhos e com a vista

embasada

devido

as

lágrimas

acumuladas, vi o céu tão azul, olhei para

o homem que mudou minha vida, nunca

me cansaria de admirá-lo, era tão lindo,

até a pequena cicatriz acima da sua

sobrancelha direita declarava charme.

Com o ar potente em meus pulmões,

sorri

emocionada.

Eu

estava

enxergando.

Não me importei com o bater do

vento em meu vestido, corri sentindo

poder, determinação, felicidade. E logo

o som da minha risada, misturada com

as

gargalhadas

roucas

de

Theo,

preencheram o ambiente.

CAPÍTULO 19 – ALÍVIO

LAURA

Poderia se passar anos, mas nada me

prepararia para vê-lo se despir. Fiquei

de joelhos na ponta da cama, beijei seu

peito definido, fascinada por ser tão

viril. Nunca pensei que uma tatuagem

poderia ser sensual, o desenho da fênix

domina seu peitoral direito tem um

contraste

perfeito

com

sua

pele

bronzeada.

Ergueu meu queixo, tomando minha

boca com força, um beijo extremamente

gostoso que nos fez perder o ar e querer

mais e mais. Eu latejava, ansiando senti-

lo sem pudor algum, nos conduzindo ao

prazer intenso. Mordi os lábios ansiosa,

nervosa, assim que agarrou minha nuca

com a mão, puxando meu cabelo numa

pegada selvagem, tremi sentindo a

cabeça robusta do seu pau grande,

brilhando, as veias o marcando, chegando na sua barriga.

Nós nos encaramos, e seu olhar

percorria todo meu corpo. Estávamos

nos comunicando apenas com o olhar.

Seu

polegar

tocou

meus

lábios

entreabertos, os apertava, massageava.

Desceu os dedos entre o vão dos meus

seios. Gemi quando seu polegar

beliscou o bico de meu mamilo, o

puxava com força causando uma

sensação gostosa de dor e excitação.

Respirava irregular, quando desceu o

dedo rodeando-o na minha boceta.

Fechei

os

olhos

dopada,

e

os

movimentos continuaram até que parou

fazendo-me fitá-lo desgostosa.

Ele puxa um sorriso charmoso no rosto, e leva o polegar aos lábios.

Saboreando-o como se fosse um doce.

— Deite-se aberta pra mim, amor

meu.

Abalada fiz o que mandou. Olhei

para o teto e notei o enorme espelho que

pegava toda a extensão da cama. Theo

ficou de joelho entre minhas pernas, e

encarei seu pau lindo, brilhando na

ponta. Passei a língua nos lábios,

enquanto admirava os músculos do seu

abdome e peito. Um verdadeiro macho.

Com os olhos pregados nos meus,

começou a trilhar beijos pelos meus pés,

pernas, coxas e parou de frente para

minha vagina. Sentia minhas bochechas

esquentarem, mas que se dane. Na cama,

queria poder realizar nossos desejos,

taras e o quer que fosse… Seria algo

nosso.

Arqueei as costas quando começou a

chupar meu sexo sem dó. Era tão

gostoso que não conseguia controlar as

sensações que dominavam meu corpo,

minhas mãos buscavam alívio em seu

cabelo, e comecei a puxar os fios grossos. Olhei para cima, e visualizei

nossa imagem erótica no espelho…

Fiquei mais excitada, cheia de luxúria.

Os músculos de suas costas se

contorciam, as pernas grossas, o

bumbum duro… Tive vontade de mordê-

lo todinho.

Chamando seu nome, gozei, deixando

as lágrimas virem. Meu corpo estava

mole, minha mente tranquila. Senti seu

sorriso na curva do meu pescoço.

Beijava, mordia e chupava ali, fazendo-

me ronronar como uma gatinha. As mãos

grandes subiram por minhas costelas,

calou-me com sua boca. Mordeu de leve

minha bochecha, antes de descer a

cabeça e começar a chupar meu mamilo.

Sentia um formigamento, agonia, prazer.

Soltava lágrimas, gemia seu nome, o

xingava.

Afastou-se e com um sorriso safado

no rosto, ficou de joelho na cama. Pegou

minha perna esquerda elevando-a e

deixando meu pé plantado em seu

peitoral duro, suado. Pôs meu dedo do

pé em sua boca e o mordeu. Minha boceta já estava palpitante exigindo seu

toque. Ergueu um pouco minha perna,

colou-se mais e gememos juntos, quando

seu pau entrou lentamente na minha

vagina. Entrou profundamente, sentia a

dorzinha… Choraminguei tentando tocá-

lo, mas a posição não deixava.

Pus as mãos em meu cabelo, virando

o rosto para o lado… Tentava acudir a

paixão avassaladora. O choque de

nossos corpos no movimento erótico,

nos levava ao prazer de forma absurda.

Suas mãos másculas se fecharam ao

redor dos meus seios que estavam duros,

sensíveis.

Visualizei nosso reflexo no espelho…

E fiquei mais exaltada. Era quente, sexy

demais.

Como

se

lesse

meus

pensamentos, ergueu a cabeça e mordeu

os lábios segurando o sorriso sacana.

Então piscou para mim, e aumentou o

ritmo, dando estocadas firmes, ousadas, metendo sem dó.

— Deliciosa… Linda demais. — Diz,

fitando-me. — Isso, amor meu… Engole

meu com essa bocetinha gostosa!

Delirante,

comecei

a

rebolar,

deixando os movimentos mais gostoso,

profundo. Theo, ficou mais bruto, estava

com um olhar travesso. Lambeu o

polegar, antes de levá-lo até meu nervo

duro… Assisti tudo pelo espelho,

apertei os lábios sentindo as lágrimas

molharem minha face. Tremia demais,

enquanto ele despejava seu prazer em

mim… Nunca esqueceria dessa imagem.

Seu corpo febril, as veias grossas, seus

gemidos roucos, sua pegada… Alcancei

a maravilhosa sensação.

Ele estava tão golpeado quanto eu.

Theo era lindo demais. Tremia com seus

beijos sôfregos, suas mãos inquietas

sempre apertando, mostrando posse em

meu corpo suado, febril. Meus lábios

queimavam de tanto que já nós nos beijamos.

Estávamos sentados de frente, nus na

cama. Minha mão e meus olhos

exploravam seu corpo. Eu o conhecia

cada vez mais, e como consequência, o

amor crescia. Tinha chegado ao ápice

chorando, enlouquecida de prazer, pois

eu estava o enxergando. Vi seus olhos

escurecerem, me assistirem com fome e

tara. E só tínhamos começado.

— Está com fome? — Indagou,

neguei maneando a cabeça.

Meus dedos estão buliçosos. Estou a

todo instante querendo tocar nele.

Espero que Theo, não sai correndo a

qualquer momento.

Beija minha mão, antes de falar:

— Eu realmente estou ficando com

medo, Laura.

Ele ri, e tento fazer cara de brava.

— Estou gravando sua imagem, seu

feio.

— Tem algo errado com sua visão,

moça. Pois sou um homem muito

bonito… Muitas mulheres acham isso.

Fecho minha feição na hora.

— Também escuto muitos elogios dos

meus colegas da universidade. —

Insinuo.

Seus lábios ficam em linha reta, e ele

me encara com certa arrogância. Ah,

meu bem. Quem mandou causar ciúmes

em mim.

— Mando, prender todos.

É doido. Só pode!

— Pelo o quê, amor? — Pergunto

manhosa, beijando seu queixo.

— Por darem em cima da mulher do

Presidente.

Entre risadas, ele puxou meu corpo e

fiquei totalmente em cima dele. Rolamos

na cama, e nós nos entregamos ao nosso

amor indomável.

CAPÍTULO 20 – MEU

MAIOR PRESENTE

THEO

Passamos o fim de semana no sítio

que tenho em Águas Claras, região

administrativa do Distrito Federal.

Foram dois dias fantásticos, exploramos

pouco a região, pois nossa vontade era

apenas de fazer amor até a exaustão.

De volta a rotina, precisei me focar

ao máximo. Faltava pouco para as datas

comemorativas. E antes disso era

necessário

eu

resolver

todas

as

pendências. Sempre que tinha um

tempinho ligava para minha namorada.

Ela estava se dedicando a alfabetização

escrita, pois seu conhecimento em braile

já não faria parte de sua rotina. Seu TCC

seguiria o mesmo projeto, porém agora

ela faria uma apresentação com slides.

Não tenho dúvida que Laura ficará com

uma boa nota.

Minha vontade era de sempre mantê-

la comigo. Seria de grande alegria tê-la

todas as noites em meus braços,

dormindo juntinho de mim. Relaxei as

costas na cadeira, brincando com a

caneta entre os dedos, fechei os olhos.

Lembrei-me de tudo que passamos,

desde o dia que a vi no meio da

multidão

em

frente

ao

Palácio

protestando.

É uma topetuda atrevida mesmo.

Com um grande pesar, sinto-me um

completo imbecil. No fim de meu

mandato, planejava suicídio. Deixaria

esse mundo tendo em mente que a morte

de meu avô foi culpa minha. Que ele

protegeu meu corpo naquele terrível

acidente como se fosse um escudo, ou

melhor, ele foi. Ricardo Medeiros,

morreu por amor. Ele me protegeu, sem

pensar duas vezes. Vivo com isso

durante todos esses anos, é difícil.

As

coisas

poderiam

ter

sido

diferentes. Mas minha cabeça estava

fodida demais para pensar em meus

familiares. O quanto eu seria egoísta por

causar sofrimento neles. Agiria como um covarde, uma coisa que não sou. Minha

mãe e minha avó não enfrentaram o

inferno para depois, eu, abertamente

abandoná-las.

Que Deus não me castigue, pois sei

que mereço por ter planejado contra

minha própria vida, a qual apenas o

Senhor, tem o direito de tirá-la. Que

tipo de filho eu seria? Minha nossa!

Parece que só agora a ficha da vergonha

caiu sobre meus olhos.

— Presidente, o senhor já aprovou as

Leis feitas e aprovadas pelo congresso?

— Indagou Bento.

Desde a última vez que ele ousou se

intrometer na minha relação com Laura,

nossa amizade foi para um campo

formal. É melhor assim.

— Ainda não, Bento. Primeiro vou

terminar de editar essas medidas

provisórias.

— Tudo bem. Irei ver com Rosana os

próximos compromissos de sua agenda.

LAURA

Era véspera de natal. Passei os

últimos dias estudando como uma louca com uma professora particular de

alfabetização. Continuaria com as aulas

até eu realmente ter segurança com a

escrita e leitura.

Ontem visitei João, Pietro e Luci.

Meus ex-alunos, amava ensinar braile

para aqueles baixinhos. Eles ficaram

muito contentes por mim, e a família dos

três

me

encheram

de

perguntas.

Expliquei que o meu caso clínico o

doutor Gael estuda há muitos anos.

Prometi que conversaria com o doutor e

quem sabe ele poderia estudar o caso

dos três.

Fiz as compras de natal junto com

meus pais e irmão. Foi muito divertido.

E pela primeira vez tive a certeza que estava lindíssima. Decidida a mudar um

pouco o visual, não resisti e passei boas

horas no salão do shopping. Cortei o

cabelo um pouco mais abaixo dos

ombros,

fiz

unhas,

sobrancelhas,

depilação e para finalizar uma linda

maquiagem que marcava meus olhos.

Trajei o macaquinho preto, o tecido

tinha um caimento perfeito no meu

corpo. Prendi o cinto dourado, e

finalizei o visual. A ceia seria no

Palácio, Theo havia ligado e pediu para

eu esperá-lo aqui. Segundo o senhor

mandão, precisava me mostrar algo.

Meus pais e meu irmão foram na frente

junto com Tom, pois esse ninguém

deixava.

Assim que tranquei o portão, me

deparei com meu namorado, impecável

usando jeans, blusa social azul-escuro.

Alguns fios de seu cabelo caiam sobre a

testa, o que me lembra cor de areia.

Lindo e gostoso demais.

Durante o caminho até o tal lugar, ele

apenas sorria, eu tentei persuadi-lo com

beijos e provocações, mas Theo era

firme. Fiquei confusa quando estacionou

em frente a um terreno, mais afastado das casas. Ao saímos do carro,

caminhamos até a área que estava

cercada por uma grade media pintada de

verde. Olhei para cima e li: Cantinho.

Então… Será que era possível. Desde

que recuperei a visão não fui conhecer o

terreno que comprei para ser o abrigo de

cachorrinhos abandonados. Estava tão

atarefada com outras coisas, que apenas

perguntei aos meus pais como estava o

andamento

do

projeto

e

ambos

afirmaram que estava tudo certo.

— Eu fiz do seu projeto algo maior,

amor meu. Sou um dos principais

voluntários, claro por agora não terei

tempo para visitar e ver como está o

andamento. Mas deixarei tudo isso nas

suas mãos. Não se preocupe com as

despesas tudo já está certo.

Colocou a mão no bolso da calça, e

tirou uma chave com um chaveiro de

cachorrinho. Ri, pegando-a. Theo me desarmava, me deixava sem ar, sempre

me surpreendendo. O amor que ele exala

aumenta a vontade de eu querer ser a

melhor para ele.

O salto alto, que fiz questão de calçar

hoje, me deixava numa altura favorável.

Busquei sua boca, e passei meus lábios

por cima dos seus, que estavam

entreabertos, ansioso para eu beijá-lo.

Chupei seu lábio inferior, fazendo-o

apertar minha cintura, descendo as mãos

para o meu bumbum, apalpando-o com

vontade. É tanto amor que acredito que

essa vida é pouca… Acredito em

reencarnações e tenho certeza que em

qualquer vida. Theo e eu vamos nos

encontrar. Agarro seu rosto e o beijo.

THEO

Por mim passaria a noite de natal

toda apenas com minha garota. Porém,

seria grosseiro de nossa parte. Afinal,

nossas famílias estavam nos esperando

no Palácio.

A cada cômodo, Laura sorria mais. O

lugar ficou incrível e pensaram em todas

as condições para os animais que ficariam abrigados ali. Dei a ideia da

minha namorada ser a garota propaganda

da campanha. Ela aceitou prontamente,

animada para dar início às atividades do

abrigo.

Assim que chegamos, meus irmãos

começaram as gracinhas. Antes da ceia,

meu dengo fez a oração. Vitória é um

anjo, tinha uma sensibilidade incrível

com as palavras. A troca de presentes

foi em meio de muitas risadas e

palhaçadas dos nossos familiares.

Laura, se ausentou rapidamente para

ligar para os pais biológicos que

passaram a noite de natal com os

parentes. Convidaram Laura, porém

minha namorada esclareceu que passaria

com sua família. Ela não tinha intenção

de machucar dona Yanca, no entanto, ela

agiu corretamente sendo sincera.

— E como foi seu TCC, Laura?

Ficou muito nervosa? — Perguntou meu

dengo, interessada.

— Sim, fiquei muito nervosa. Você

não tem noção. Minhas mãos ficaram

frias. Graças a Deus consegui apresentar bem. Acho que foi muita tensão para o

grande dia.

— E quando será a colação de grau?

— Indago. Preciso atuar bem.

Essa

topetuda

não

pode

nem

desconfiar que eu estarei presente.

Detalhe, eu estarei entregando os

diplomas.

— Dia nove de janeiro.

— Adoraria ir, amor meu. Porém

estarei viajando. — Murmuro tentando

parecer realmente desapontado. Ela

sorri, mas o sorriso não alcança seus

olhos.

— Eu entendo.

Beija meus lábios rapidamente.

— Tire muitas fotos, Laura. — Pedi

minha irmã.

— Com certeza. Terei dois fotógrafos

que estarão muito emocionados. — Ela

direciona o olhar para os pais, que estão

conversando com meus avós.

Meu pai ligou o som, e uma música

tranquila e romântica preencheu o lugar.

Daniel prontamente estendeu a mão para

meu dengo que o olhava com muito

amor. Logo os dois foram dançar. Esse

cara é um sortudo, pois encontrou um

verdadeiro anjo. Meus pais começaram

a dançar também, o centro da saleta

ganhou mais um par, os meus avós,

depois meus sogros, que sorriam

apaixonados.

Neto mais uma vez estava no celular,

não entendia qual era a dele. Espero que

ele pense bem antes de casar-se com

Giovanna. E Rafael estava pensativo,

desde que chegou hoje de manhã.

Segurei a mão macia de Laura, e nos

direcionamos até aonde os casais

estavam dançando. Sua cabeça pousou

em meu peitoral, e beijei o topo de sua

testa. Ficamos assim, agarradinhos

balançando o corpo com leveza.

CAPÍTULO 21 – CÉU

ESCURO

LAURA

Estava ficando irritada. Todos os vestidos

que

experimentava

eu

encontrava um defeito. Bela, parecia

muito

contente

pelo

meu

estado

histérico. Esse não era meu normal. Com

certeza não.

Bufei, saindo do vestuário jogando o

décimo quinto vestido, em cima dos

outros.

— Seria uma boa tomar um suco de

maracujá.

— Hoje não estou legal.

— Percebi isso a muito tempo.

— O pior de tudo que não sei o

porquê estou com esse humor péssimo.

— Está assim porque falta poucos

dias para a colação de grau e seu

namorado não vai poder ir. É um dia

muito importante para você, é natural

você o quer presente.

Soltei um ar, derrotada. Ela me

entende.

O ano novo na cidade maravilhosa

foi incrível. Passamos momentos em

família inesquecíveis. Tivemos um

momento só nosso, caminhamos pela

praia de mãos dadas, descalços,

sentindo a brisa bater em nossos corpos.

Trocamos carícias, muitos beijos e

promessas de amor.

Sei que Theo faz de tudo para dar

conta da administração do país, e do

nosso namoro. Temos uma vida para

comandar e para comandarmos juntos, é

necessária compreensão de ambas as

partes.

— Você é esperta. — Ela ri, pegando

o vestido verde-água.

Estendendo-o no meu colo, só agora

com clareza notei o quanto é bonito. As

alças são grosas bordadas, apertado na

região do busto e cintura. É perfeito.

Parece vestido de contos de fadas. Outro

ponto que me agradou bastante é que não

é chamativo, é bonito e simples.

Combinamos de almoçar com Chico, no restaurante próximo do pet shop do

meu pai. Era maravilhoso enxergar as

pessoas que eu amava, conhecendo suas

manias nas expressões. Meu amigo

confessou

que

estava

namorando

Brenda, e logo marcaria de sairmos em

casais.

Recentemente

Bela

nos

comunicou que Luca a pediu em namoro.

Ela doidinha aceitou na hora. Rimos

muito de sua empolgação.

Há três dias, conversei com seu

Clovis e encerramos o contrato. Foi bom

trabalhar na Angel, consegui juntar

dinheiro, comprei o terreno que queria

para o abrigo. Todavia, modelar não é

para mim. Fazia todos os trabalhos com

dedicação, mas adorar não.

Meus

pais

biológicos

sempre

mantinham presença. Ainda era cedo

para afirmar que eu sentia amor por

eles. Apenas o tempo pode dizer isso.

Minha irmã continuava com suas facetas,

sentia que não gostava de mim. Mesmo

ela querendo provar o contrário.

Em algumas ocasiões em família que

estavam presentes, sempre tentava

conversar apenas com meu namorado.

Nada me passou despercebido. E agora

que enxergo tudo ficou mais claro. Ela

deseja o Theo. Com esperteza, continuo

jogando limpo. Não deixo espaço para

Suzana aprontar.

Fazia poucos dias que inauguramos o

abrigo Cantinho. Decidi junto com

Theo, que a publicidade seria melhor

sendo crianças fazendo a propaganda.

Meu irmão Marlon foi o primeiro a

gravar, junto com Tom. As outras

crianças foram do nosso bairro, elas

fizeram o vídeo com os cachorrinhos e

gatos que já estão no abrigo. Meu pai

Heitor conseguiu mais dois amigos

veterinários para ajudar a tratar os animais. E Chico também estava

escalado no time.

Bela me ajudou a criar o site e

páginas nas redes sociais. Assim nosso

trabalho voluntário chamava atenção.

Todos que tivessem interesse em adotar

assinariam um termo de compromisso.

Assim que cheguei ao Palácio, fui

direto para o Gabinete. O encontrei

concentrado lendo algum documento.

Deixei minha mochila na cadeira, e ele

notou minha presença. Sorrindo, beijo

sua bochecha. Theo, afasta a cadeira

puxando-me para seu colo.

— Adoro quando você fica aqui

comigo, amor meu.

Beijo-o sôfrega, o abraçando. Ele

puxa meu lábio entre os dentes

acompanhado de um sorriso safado.

— Eu também. Vai demorar muito?

— Depende… Qual seu plano

comigo?

Espero

que

seja

bem

pervertido.

— Nada disso senhor Presidente.

Pensei em assistirmos um filme e comer

besteiras.

Ele enrugou o nariz, fazendo-me rir.

— Parece bom, principalmente se

deixarmos o filme de lado e namorarmos

um pouquinho.

É um safado mesmo.

— Estou falando sério, amor. Vou

esperar você no quarto.

— Ok, tudo bem.

Tirei minhas sapatilhas deixando-as

no pé da poltrona, tirei minha calça

jeans e a camiseta seguiu o mesmo rumo.

Queria estar confortável, e adoro vestir

as camisas de Theo. Peguei uma no seu

closet chiquérrimo. As roupas estão

organizadas com tanta perfeição que

parecia que eu estava dentro de uma

boutique.

Pretendia procurar algum filme na

televisão a cabo. No entanto minha

atenção foi para a bagunça de livros que

estavam sobre o jogo de sofá ao lado da

enorme estante. Havia duas caixas de papelão e uma estava cheia de livros até

a metade, a outra estava vazia.

Curiosa como sou, comecei a fuçar.

Theo, realmente adora livros de

suspense e policial. Atrapalhada, deixei

o livro escapar da minha mão e reparei

que de dentro dele havia caído um

envelope branco. Sem pensar duas vezes

peguei e abri para ler:

Eu sei que neste momento vocês

devem estar se perguntando “porque

ele fez isso?”. Perdão, pois só sinto

que nessa vida já não conseguia viver

mais. Desde o infeliz acidente, entrei

num mundo paralelo… Durmo e acordo

sentindo uma tristeza, uma solidão tão

grande… Às vezes sozinho, penso que

era para ter sido eu, e não o meu avô

Ricardo. Eu prometi a ele que

reergueria o nome da família Medeiros,

dessa vez fazendo o certo.

Ser o Presidente do meu país foi a

melhor

coisa

que

poderia

ter

acontecido, pois me via motivado a

mudar o que estava ruim e tentar

melhorar… Deixar as pessoas felizes. E

por mais que doa, eu não conseguia me

enxergar depois do meu mandato. Eu

determinei que viveria mais quatro

anos e depois finalmente cometeria

suicídio. Eu tracei esse plano… Porque

simplesmente não aguentava mais a

solidão, a culpa.

Por favor, me perdoem.

Theodoro Mendes Medeiros Alvarez.

Minhas lágrimas molhavam a carta…

A carta suicida de Theo. Como ele

pôde? Durante as entrevistas que

realizava com ele, percebia seu tom de

voz melancólico. No entanto, nunca pude

enxergar antes o seu olhar. Então era

isso… Eu não significo nada para ele?

— Já escolheu o que vamos assistir?

Encaro-o e ele que até então

começava a desabotoar a camisa social,

parou, percebendo meu estado. Seus

olhos fixaram-se no papel em minhas

mãos,

sua

feição

demostrava

nervosismo, medo.

— Então esse é o seu plano? —

Estendo a carta com raiva. — Acho que

vai terminar a porra do seu mandato com

chave de ouro.

Ele passa as mãos no cabelo, e dá

dois passos em minha direção, mas me

afasto fazendo-o recuar.

— Eu posso explicar, amor…

— Explicar o quê? Que vai se matar?

Explicar que é egoísta demais para

procurar ajuda? Explicar que vai deixar

sua família aos prantos… Explicar que

eu não significo nada? — Indago

sarcástica.

— Não, não é nada disso! Eu amo

você, amor meu. Você e minha família

são minha maior riqueza.

— Será que não passou pela sua

cabeça que você deixaria sua família

inconsolável. E eu, Theo? Eu ficaria

uma verdadeira porcaria. Eu te amo

tanto… Eu imagino um futuro com você, apenas você. — Começo a rasgar a

carta, com raiva. — Eu seria um ser

incompleto, pois minha metade estaria a

sete palmos do chão. Depois de tudo que

você fez por nós… Você me deixaria em

pedaços, marcada com a dor. Eu sabia

que não deveria ter confiado… Droga,

droga.

Termino de rasgar a carta, e ele se

aproxima circulando seus braços ao meu

redor. Para piorar tudo, começo a chorar

angustiada, grito com ele, enquanto soco

seu

peitoral.

Estou

tão

brava,

decepcionada. E ouvir o choro dele, faz

tudo ficar pior.

— Me perdoe, amor meu. Escrevi

essa carta há muitos anos… Sim, eu

pensei em tirar minha própria vida

quando terminasse o meu mandato. Mas

tudo mudou. Quando vi você lá no meio

daquela multidão, me desafiando… Ali,

eu senti que algo tinha mudado. Eu quis conhecê-la melhor, de alguma forma

você me salvou da tristeza que eu

carregava aqui. — Pôs minha mão em

cima do seu peito, e senti seu coração

batendo

forte.

—

Nosso

amor

transformou minha vida. Me salvou.

CAPÍTULO 22 – VISÃO

CELESTIAL

LAURA

Só em imaginar que um dia eu

poderia perder Theo, meu corpo

chegava a tremer, um frio tomava conta

do meu estômago. Ele chorou tanto

abraçado a mim, que foi inevitável

segurar as lágrimas.

Eu senti tanta raiva e medo, enquanto

lia aquela carta estúpida. Todavia, ele

explicou que havia escrito há anos,

mesmo assim foi impossível não sentir a

angustia. Não poderia aceitar que nosso

amor terminasse de forma trágica.

Jamais.

Pensei em ir pra casa, e passar a

noite enrolada no edredom desabafando,

chorando copiosamente e tentar buscar

uma alternativa. Pelo menos uma razão

para eu continuar ao lado de Theo.

Afinal, a semente da dúvida foi plantada

na minha cabeça.

Será que ele nunca mais pensaria em

suicídio?

Seria mais fácil para mim terminar

tudo com Theo. Assim evitaria sofrer,

caso um dia ele cometesse essa loucura.

Apesar de meu namorado ter afirmado

que não planejava mais esse ato

macabro, a insegurança vai foder minha

cabeça.

Theo sempre esteve disposto a

mostrar que somos bons juntos. Quando

eu tentava fugir sorrateiramente, lá

estava ele, apontando que merecíamos

uma chance. Era a minha vez de lutar

por nós dois.

— Está melhor, amor? — Continuo

fazendo cafuné em seu cabelo.

— A dor de cabeça passou, mas…

Após nosso momento de desabafo, fomos tomar banho juntos. Não falamos

nada. Nem era preciso. Cuidei dele, o

ajudei a trajar o short de pijama, e fui à

cozinha atrás de um analgésico. Faz um

tempo que ele tomou e está com a

cabeça deitada no meu colo, enquanto

faço carinho, e uma vez ou outra não

resisto e beijo seus lábios docemente.

Aproveitando essa paz… Consegui

colocar os pontos que faltavam no meu

namoro com Theo. O fato de ele ser

mais experiente e mais velho, mexeu

comigo, pois como toda mulher que

ainda está iniciando a vida amorosa,

tive instabilidade emocional. Mas a

cada gesto, Theo exibe que nada disso

importa. O que realmente vale, é o que

sentimos.

Nunca pensei que encontraria um

homem tão decidido. Afinal, tenho

certeza que não faltaram mulheres aos

pés dele. Sou muito sortuda por ter

encontrado meu primeiro amor em um

ser sensato, carinhoso e forte.

A última coisa que eu gostaria, era

ter sido mais uma conquista. Cogitei sim, essa ideia. Porém todas se

transformaram

em

paranoias

desnecessárias. Theo, sempre agiu como

um verdadeiro príncipe… Confesso,

mesmo não gostando muito de seu lado

mandão.

— Você tem razão.

Encarei seus olhos, agora abertos e

vi arrependimento.

— Sobre o quê?

— Eu sou um egoísta.

— Theo, por favor…

— Laura, a dor e a tristeza falavam

mais alto. A solidão me acompanhou

durante todos esses anos. Foquei nos

estudos e a única coisa que eu poderia

fazer era ser o melhor. Tudo para honrar

a memória do meu avô. Ele não morreu

à toa.

— Eu não quis ofendê-lo. Mas

entenda, eu li uma carta sua de

despedida, e simplesmente enlouqueci

de raiva e angustia. Pensei que eu não

significava nada, que você não se importava comigo.

Parei de pensar. Fiquei sem um pingo

de razão. Movi meus lábios contra os

seus. Ele sentou-se na cama sem

desgrudar sua boca da minha, e me

puxou para seu colo enchendo suas mãos

com meu cabelo. Deixou de ser um

simples beijo, seguindo para um beijo

espiral, quente, cheio de paixão.

— Você é meu hino nacional, Laura.

Murmurou entre meus lábios. Sua

língua procurando a minha, buscando-a

com fome. Agarrei sua nuca puxando-o

mais contra mim, querendo que ele me

consumisse como quisesse. Eu confiava

nele. Estava a ponto de sentir a ardência

em cada pedacinho do meu corpo… Eu

ficava sedenta por ele.

***

Hoje fiquei de fazer a rematrícula do

meu irmão. Estranhei seu pedido.

Marlon parecia apreensivo por minha

resposta. Perguntei o motivo, porém

desconversou.

Ao chegarmos à escola, notei sua

expressão facial e constatei nervosismo.

Normalmente meu irmão é sempre muito

descontraído, sorridente. E agora está

assim… Parecendo perdido. Há alguns

meses eu tinha percebido que ele estava

pensativo, preocupado com algo. Mas

pensei que fosse uma fase. Também

cogitei a possibilidade de que toda a

aglomeração

da

minha

operação,

poderia ter o atingido emocionalmente

ao ponto de deixá-lo ansioso.

— Qual o problema, Marlon?

— Não é nada não, Laurinha. —

Tenta sorrir. — Vamos logo embora.

Você já fez minha rematrícula mesmo.

Olhei para trás onde seu olhar estava

fixo. E estudei o grupo de meninos e

meninas que riam com gosto. Havia duas

mulheres interagindo com eles.

— Eles fizeram algo com você?

— Não! — Respondeu de prontidão.

Aí tem coisa. — Eu só quero tomar o

soverte que me prometeu.

— Eu sou sua irmã. Não confia em mim?

— Laurinha…

— Só vamos sair daqui quando você

falar.

Ele encarou as mãos, e suspirou.

— Eles não gostam muito de mim.

Pensei que fosse pela cor da minha

pele… Bem, não é só por isso. —

Encarou meus olhos e notei que estava

segurando o choro. — Eles ficam

debochando dos nossos pais… Falando

que eu vou ser gayzinho como nossos

pais.

Juro por Deus, me faltou o ar de tanta

indignação.

— Por que não disse antes que estava

sofrendo bullying?

Deu de ombros.

— Não ia adiantar. A professora só

pede para eles pararem, mas eles

continuam. E não posso brigar na

escola… Nessas horas eu adoraria. Mas

isso magoaria nossos pais.

— Marlon, você sabe que nossos

pais não têm nada de errado, certo? —

Maneou a cabeça concordando. —

Nossos pais são seres maravilhosos,

exemplares e pais mais que perfeitos.

Eles são dois homens que se amam… E

sabemos que isso não é bem visto por

algumas pessoas. Sei que também é

difícil ignorar os comentários maldosos,

mas esses comentários podem nos tornar

mais fortes, pois no fundo sabemos que

esses tipos de seres humanos são

bobões. — Ele sorri sincero. — Não

posso dizer que nossos pais nasceram

gays ou qualquer coisa do tipo. No

entanto, eu posso afirmar que a alma

deles, nasceram para se amar.

— Eu amo nossos pais do jeito que

são.

— Eu também. E que mal tem se

nossa família não segue os padrões

tradicionais?

— Nenhum.

— Vamos dar uma liçãozinha para

esse povo.

O

dia

no

colégio

seria

de

rematrícula. Liguei para Bela, e pedi

que ela reunisse o máximo de pessoas

possíveis para protestarem a favor das

famílias fora dos termos tradicionais e

contra todas as formas de preconceito.

Lógico que ela falou mil coisas, mas não

me importei. Eu sabia que ela não

recusaria um pedido meu. Quando dei

por mim a frente da escola já estava

começando a lotar, e os cartazes

estavam claros com o propósito.

Curiosa, a diretora apareceu exigindo

uma explicação. Contei tudo que meu

irmão estava passando e ela prometeu

que resolveria. Deixei evidente que era

obrigação dela, todavia continuaríamos

com a manifestação.

CAPÍTULO 23 –

PRIMEIRA DAMA

LAURA

Estou terrivelmente inquieta. Ao lado

dos meus colegas, ouvimos o discurso

do

Reitor

Tourinho.

Faltava

pouquíssimo para finalmente eu ter meu

sonhado e suado diploma nas mãos.

Virei minha cabeça de relance

encontrando as pessoas que mais amo e

admiro, sentadas em seus devidos

lugares. Assim como eu, estavam

emocionados e felizes. Lamentavelmente

meu

namorado

não

pôde

vir…

Sinceramente estou chateada. Claro, não

fiz caso, pois entendo que ele carrega o

país nas costas.

— É com muito prazer que tenho a

honra de convocar o senhor Presidente

para fazer a entrega dos diplomas aos

formandos.

Ah, ele não fez isso? Oh, Deus! Sim,

ele fez.

Entrou no palco com toda a sua

elegância e vi seus seguranças se

espalharem pelo local rapidamente.

Parou ao lado do Reitor, e com toda

simpatia o cumprimentou. Theo, tomou a

voz da vez. E iniciou um discurso

felicitando os futuros professores de

História.

Eu nem consegui disfarçar minha cara

abobalhada

e…

Apaixonada.

Esse

homem mexe com todos os meus

sentidos, todas as células do meu corpo

o corresponde. Pode parecer patético,

mas eu me sinto mais feliz quando estou

com Theo. Ele já é uma parte de mim.

Escutei os murmurinhos, e queria me

encolher por alguns instantes. O mundo

todo sabia sobre meu namoro com o

Presidente do Brasil, então, ainda estou

tentando me acostumar com os holofotes.

Tento levar tudo na esportiva, mas às

vezes, desejo fugir para as montanhas.

Eu só não consigo entender essa

curiosidade das pessoas sobre minha

vida íntima com Theo. É como se nossa

vida fosse uma novela aos olhos dos curiosos.

— Seu namorado, não tira os olhos

de você. — Comentou, Emanuelle uma

colega de turma.

Cai na besteira de encará-lo e fiquei

morrendo

de

vergonha

com

sua

piscadela para mim.

No momento que chamaram meu

nome, quase não consegui ficar de pé.

Nesse momento quis estapear Theo,

afinal eu não estava preparada para ter sua presença em minha formatura.

Irônico, mas é verdade. Eu estou dando

pulinhos de felicidade por dentro, pois o

meu amor está presente em um momento

muito importante.

Subi no palco, e tentei manter um

nível de concentração absurdo. Eu

precisava manter o salto na vertical,

odiaria pagar o mico do ano, perdendo o

equilíbrio.

Apertei as mãos de todos as

autoridades ali presentes. O Reitor me

encarou

com

um

sorriso

que

desconheço, não posso esquecer que

esse ser, sofreu durante os anos que

estudei na universidade. Pensando

bem… Acho que esse sorriso cheio de

dentes do senhor Tourinho, é porque

finalmente ele está se livrando de mim.

Sorri, internamente. É bom ele não

esquecer que tenho um irmão. Marlon,

pode querer ser o próximo manifestante

ativo da universidade. É uma pena, pois

até lá o senhor Tourinho já estará

aposentado.

— Parabéns, amor meu. — Diz, Theo

ao entregar meu diploma. Já tinham

chamado o próximo graduado, e forcei

minhas pernas a se afastarem dele. —

Ah, não vai assim não! — Agarrou meu

braço deixando meu corpo muito

próximo ao seu. Suas mãos grandes

acariciaram as laterais de minha face, e

tinha certeza que estávamos sendo o centro das atenções. Ele faz de

propósito. — Essa é mais uma vitória

em sua vida, Laura. Que Deus continue

abençoando seus projetos, e nos

mantenha cada vez mais unidos. Eu te

amo, topetuda. — Beijou minha testa.

Segurando as lágrimas com uma força

gigantesca, saio do palco sem agarrá-lo

na frente de todos.

A festa de formatura estava bobando.

Havia um mural enorme com nossas

fotos durante todo o curso. E quem diria

que eu estaria enxergando tudo. Não

tinha como eu conter sequer um

pouquinho de minha imensa realização.

Meus

pais

realmente

estavam

animados e alegres. Caíram na pista de

dança com meus colegas e os demais

convidados. Ri muito com o jeito deles

de dançar. Dona Yanca e seu Geovane

estavam

orgulhosos

de

mim.

Conversamos muito sobre tudo um

pouco. Suzana não veio, segundo seu

Geovane ela estava com uma enxaqueca

horrível e preferiu ficar em casa.

— Pronta para irmos? — Theo,

perguntou baixinho no meu ouvido,

abraçando-me por trás.

— Parece muito ansioso. O que está

aprontando, Presidente?

Ele beija minha bochecha.

— Nada de mais, amor meu. Só

quero levá-la para nossa festinha

particular.

Mordi os lábios sabendo como nossa

noite e amanhecer seria.

Durante a festa tive que dividir a

atenção de Theo com as demais pessoas.

Todos queriam ao menos falar um “oi”

para o senhor Presidente. Atencioso,

engatava uma conversa paralela com

seus eleitores.

THEO

Assim que o motorista estacionou em

frente

à

minha

nova

residência

localizada no bairro Lago Norte, desci

do carro ajudando logo depois minha

namorada descer. Sua feição dizia tudo.

Ela adorou o lugar.

— Minha nossa! Parece que isso tudo

saiu de uma revista.

Elogios não faltaram de sua parte.

Apresentei cada cantinho da bela casa.

Adorava o quanto ela é inteligente,

curiosa e doce. Adentramos ao quarto, a

suíte era a maior e mais bem trabalhada

na decoração. Quis fazer desse lugar

nosso refúgio.

Admirei o balançar de seu quadril

formoso, enquanto caminhava para o

centro do quarto. Ela estava lindíssima.

Tirei as primeiras peças do terno sob

seu olhar faminto. Quando pretendia vir

até mim, paralisou. Laura, notou um

objeto bastante conhecido por ela.

Aproveitei seu momento de distração

para ir até a cômoda de madeira branca,

e retirar uma caixinha que havia guardado estrategicamente ali. Passei

reto por ela e sentei na cama, deixando a

caixinha atrás de mim.

— Eu já posso perguntar?

Eu sorrio, afirmando positivamente

com a cabeça.

Desde que saímos da sua festa, que

ela tenta tirar qualquer informação de

mim. Foram perguntas em cima de

perguntas. Quando chegamos aqui não

foi diferente.

Com as mãos na cintura olhando de

mim para o poste de pole dance

devidamente instalado em “nosso”

quarto, disse:

— Por que você comprou uma

mansão? Adorei ter você comigo hoje,

mas porque escondeu de mim? E o que

este poste está fazendo aqui? —

Pretendia

respondê-la,

mas

ela

continuou tagarelando: — Theo, juro

que se essa casa costumava ser seu…

— Calminha aí sua topetuda. Já

deixei claro que sou homem de mulher

uma só, ou seja, você. Eu tenho um

apartamento aqui na cidade, porém

pensando em um futuro do seu lado

acabei comprando essa casa para nós

dois. Esse poste, está aí por vários

motivos. Quero vê-la dançando pra mim,

quero amá-la gostoso… São tantas

coisas úteis, que posso passar a noite

ditando.

Minha Afrodite estava ruborizada,

quando deu um passo em minha direção

estendi

a

mão

no

ar,

pedindo

silenciosamente para que parasse de

andar.

— Theo…

— Laura…

Enrugando o nariz meio irritada por

ela ainda está parada, enquanto eu

admiro sua beleza, proferiu:

— Vou ficar parada aqui a noite toda?

— Se eu quiser sim. — Dei de

ombros, deixando-a indignada.

— Seu…

— Seu homem, que quer vê-la

dançando, usando apenas a calcinha

nesse rabinho gostoso.

Ela começou a se despir. E ali

ficamos nós, perdidos com trocas de

olhares. Instrui que Laura ligasse o

aparelho de som que estava na pequena

estante. E usando apenas salto alto e

uma calcinha minúscula mostrou como

domina essa arte da dança. Muito

gostosa, rebolava quando suas pernas

não estavam abraçando o poste. Seus

mamilos balançavam… E eu ficava cada

vez mais enfeitiçado e excitado. Estou

praticamente babando.

Ao fim do belo espetáculo erótico,

andou em passos calmos em minha

direção. Uma parte de seu cabelo cobria

seus peitos, e fiquei mais sedento ainda.

Sentando-se em meu colo, colocando

cada uma das pernas nas laterais de

minha cintura, rapidamente peguei a caixinha, mostrando o objeto de veludo

branco.

—

Esse

anel

significa

nosso

compromisso. — Abro revelando o

delicado anel. — Sim, é um anel de

noivado, mas o pedido de casamento vai

acontecer quando tiver que acontecer.

Escorrego o anel no seu dedo, e o

beijo sentindo um pouco da joia.

— Eu… Ah minha nossa, é perfeito.

— Uma viga se formou entre suas

sobrancelhas, ela pegou minha mão

passando seu polegar por cima do meu

dedo que também contém o anel de

noivado. Óbvio, sem a pequena e

delicada pedra de esmeralda. — Você

estava usando esse anel antes?

— Sim. — Murmurei, beijando seus

seios durinhos.

— Pera aí, amor. Vamos conversar

um pouco.

Topetuda. Ama foder meu juízo.

— Ok. Sobre o que devemos falar?

— A questão do casamento, bem, eu

ainda

não

me

sinto

preparada…

Podemos diminuir o ritmo, concorda?

Estalei um tapa na lateral da sua coxa

direita, fazendo-a arregalar os olhos

azuis.

— Mas que merda, Theo!

— Merda é essa sua conversa fiada.

— Agarrei sua bunda. — Vamos casar

no momento certo. Não precisamos ficar

de papinho, amor meu.

Calei Laura com um beijo.

Ela não tem que ter nenhuma dúvida

ou receio do nosso presente e futuro

juntos. Laura Monteiro já faz parte da

minha existência.

LAURA

Apertei os olhos, pois a luz do dia

invadia o quarto. Eu estava dolorida lá

embaixo… Eu e Theo parecíamos dois

esfomeados.

Após fazer minha higiene, vesti a

blusa dele que estava caída sobre o

estofado de frente para a cama.

Descalça, desci a escada, lutando com

alguns fios rebeldes de meu cabelo

tentei fazer o melhor coque possível. No

último degrau da escada, vi minha

“digníssima” irmã envolvendo os

braços ao redor do pescoço de Theo.

Ela impulsionou o rosto tentando

capturar os lábios dele, sem sucesso

parecia irritada. Fazia tempo que minha

paciência com Suzana estava numa

corda bamba. E agora com essa ousadia,

não fingirei que não vejo nada. Pois

cega, não sou.

Quando Suzana percebeu minha

presença tentou novamente beijar meu

noivo. Theo segurou os pulsos dela,

afastando-a.

— Solte-a, Theo!

— Laura, é melhor…

— Eu resolvo isso. Pode nos dar

licença.

Theo aparentemente estava numa luta

interna. Finalmente se retirou. No entanto, eu tinha certeza que ele estaria

ouvindo a conversa e preparado para se

intrometer caso as coisas fiquem feias.

—

Não

irei

prolongar

nossa

conversa. Sei muito bem que não nos

damos bem. E você sente ciúme de seus

pais comigo, só pode ser esse o motivo.

Que fique claro, que jamais passou por

minha cabeça querer alguma coisa sua.

Somos irmãs de sangue, porém esse fato

não significa nada. Então pare de se

fingir de boa moça na frente da minha

família e de seus pais. Seja mulher e

assuma sua verdadeira personalidade.

Mantenha-se longe do meu noivo, pare

de cobiçá-lo, senão da próxima vez não

terei dó.

Nem sei como essa sonsa soube que

estávamos aqui, só espero que hoje seja

a primeira e última vez que venha

perturbar meu sossego.

— Quem você pensa que é, para falar assim comigo? — Indagou cheia de

ódio.

Olhei bem fundo de seus olhos, e não

escondi

meu

sorriso

debochado,

respondi:

— A primeira dama. — Ergui a

sobrancelha esquerda desafiando-a.

Se ela queria que eu agisse como uma

cadela sem coração, conseguiu. Eu e

Suzana

não

somos

parecidas

fisicamente… E muitos menos na

personalidade. Sentei com tudo no sofá,

quando ela saiu como uma verdadeira

garota mimada. Escondi o rosto entre as

mãos e fiquei pensando nesse problema.

Eu não desejo nada de ruim para Suzana.

Espero que a vida a ensine da melhor

forma que “ninguém é melhor que

ninguém” .

— Não estrague o dia por isso.

Encarei Theo. Ele tem toda razão.

Merecemos viver agora em diante

pensando em nós dois. Sem espaço

algum, para vilões. Eu descobri o amor

com Theo. E percebi que quando nos

olhamos, desejamos ser melhores do que

somos. Acordamos e dormimos tentando

ser o melhor. Nós nos completamos e sei

que cada passo que dermos juntos,

teremos sucesso.

EPÍLOGO

LAURA

Essa calma de Theo chegava a ser

irritante. Ou eu realmente estava uma

pilha de nervos. Eu só desejo que esta

noite seja mais que perfeita. Que todos

conheçam a pessoa maravilhosa que meu

marido é.

A aliança em meu anelar reflexe mais

um passo extremamente importante em

minha vida. Faz cinco meses que

estamos

oficialmente

casados.

A

cerimônia foi modesta, e a lua de mel coisa de outro mundo. Passamos um mês

inteirinho

conhecendo

as

praias

nordestinas.

Passei no concurso do Estado, e

iniciei minha carreira como professora.

Adoro todos os meus alunos, e

principalmente elaborar aulas. Hoje sou

mestre em História, além de sempre

fazer cursos extras para melhorar minha

qualidade

profissional.

Em

março

estarei realizando a prova do concurso

Federal. Será uma honra dar aulas na

universidade que estudei.

***

Ontem em uma coletiva de imprensa,

Theo, anunciou que não pretendia se

candidatar, mas continuaria comandando

seu partido político e sempre fará de

tudo para pessoas de boa fé continuarem

fazendo parte do METP. Aproveitou para falar sobre o lançamento do livro

escrito por mim, sobre a trajetória

política de sua família, até o fim do seu

atual mandato.

Todos os nossos familiares estão

presentes no elegante lançamento do

livro “No sangue Medeiros, Alvarez,

Mendes e Falcão” . Meu marido fez

questão que eu escrevesse o quanto

Enrico Falcão, seu pai do coração, foi

essencial para ele se tornar um bom

homem. Meus sogros ficaram muito

emocionados, assim como os outros

integrantes de nossa família.

Vitória organizou toda a edição do

livro junto com sua equipe editorial com

muita calma e delicadeza. A Editora

Falcão está com tudo no mercado, sendo

que a mesma prioriza talentos nacionais

de todos os gêneros literários.

— Ele está se saindo bem. —

Comenta minha cunhada, segurando a

câmera profissional.

Ela tem toda razão. Meu marido está

à vontade com o pequeno público

sentado nas cadeiras do pequeno auditório

da

livraria,

feita

exclusivamente para eventos literários.

Um encontro íntimo com o autor e leitor.

Theo, queria que eu estivesse com ele lá

no palco, porém preferi assisti-lo. Eu

escrevi, montei todo um esquema para a

trajetória do livro, entretanto, meu

marido era o narrador e principal

personagem.

— Verdade. Theo é perfeito em tudo.

— Falei, sem esconder o sorriso

apaixonado de meus lábios.

— Vocês dois são só açúcar. — Ela

ri, encarando o irmão.

Quando o evento terminou. Fomos

todos para minha casa. Chegando lá eu e

Bela pegamos as taças para brindarmos

devido ao sucesso do lançamento do

livro que já era notícia no país inteiro e

breve pretendíamos expandir, fazendo

do livro, em conjunto com a Editora,

ganhar

fama

e

reconhecimento

internacional.

— Eu adoraria beber um pouquinho

de champanhe. — Vitória exclamou

olhando para sua taça de suco de

laranja.

Minha cunhada estava com um

barrigão de oito meses. Linda e feliz. É

as duas palavras que uso para a definir.

O pequeno Enrique já é o xodó de todos

nós. Eu não me canso de encher o novo

pacotinho de mimos. Isso porque ele

ainda nem nasceu, imagine quando esse

serzinho estiver em nossos braços.

Eu estava extremamente em paz por

todos que amo estarem unidos. Bela,

estava noiva de Luca e pretendiam casar

no próximo ano. Como eu esperava ela

se graduou em Direito, porém não seguiu

carreira. Fez curso de assessoria, e

trabalha na Angel do lado do noivo e

sogro. Chico terminou com Brenda há

mais ou menos seis meses, segundo ele,

ambos queriam coisas diferentes. Meu

melhor amigo está focado apenas em sua carreira. Meu pai Heitor o chamou para

ser sócio do pet shop, logo quando

Chico se formou. Ele ficou tão contente

que abraçou meu pai e quase não o

soltou, fazendo todos rirem. Desde então

o pet shop vem crescendo e Chico já é um veterinário conhecido e procurado.

Meus

pais

biológicos

sempre

participam de almoço em família

conosco. E depois de anos, posso

afirmar que nossa relação evoluiu.

Infelizmente não os chamo de pai e mãe.

No

entanto,

mantemos

uma

camaradagem, o que é um progresso.

Tristemente Suzana se perdeu no mundo

das noitadas, bebidas e homens. Isso tem

acabado com dona Yanca e seu

Geovane. Ela piorou depois que eles

cortaram todas as regalias dela. Irritada,

saiu da casa dos pais. Dona Yanca confessou que pretendia voltar atrás,

mas seu Geovane não permitiu. E por

mais que seja patético eu me preocupo

com aquela mimada arrogante.

— Por que está com essa cara de

preocupada?

Suspirei, abraçando Theo.

— Não é nada. — Apertou minha

cintura, como se dissesse “mentira”. —

É que não gosto de ver dona Yanca

tristonha.

Ergueu meu rosto mantendo o polegar

e o dedo indicador segurando meu

queixo.

— Conheço você, amor meu. Está na

cara que também está pensando na

ingrata da sua irmã.

Decidida a encerrar o assunto,

agarro-o passando meu nariz pelo seu

pescoço ficando extasiada com seu

cheiro de homem gostoso. Alcanço sua

boca beijando-o com vontade.

***

Nossa rotina nunca mantinha a linha.

Theo sempre faz questão de me

surpreender. Agora que ele tem mais tempo, e pode trabalhar em casa, dedica

os dias nos tornando mais felizes. Há

uma semana deixamos o Palácio, antes

já passávamos mais tempo em nossa

bela casa aqui no Lago Norte.

Antes de eu sair da faculdade na qual

comecei a dar aulas, como professora

substituta, meu marido me ligou pedindo

para eu comprar morangos. Apesar de

adorar os alunos, pretendo dar aulas no

ensino superior, apenas na universidade

pública mesmo. Por isso estou focada

em passar neste concurso.

No caminho de volta para casa,

comecei a cantarolar a música que

estava tocando em uma estação qualquer

do rádio. Dirigir foi outro passo muito

importante em minha vida. Theo, quem

me ensinou e claro, acabamos fazendo

amor gostoso dentro do seu carro. O

qual ele mantém até hoje.

Parei no sinal vermelho, e fiquei

observando o movimento caótico dos

carros. Esse horário é sempre cansativo.

Do outro lado rua, vi uma mulher sendo

agredida por um homem bem mais forte que ela. Angustiada, cacei meu celular

dentro da bolsa e disquei o número da

polícia. O que me deixou mais puta, foi

saber que pessoas passavam por eles e

simplesmente não interviam. Sem me

importar, sabendo que uma multa

absurda chegaria no fim do mês lá em

casa, por eu sair do carro deixando

parado

numa

avenida

muito

movimentada, atravessei a rua entre os

carros

que

ainda

estavam

no

congestionamento.

— Ei, largue a moça! Já liguei para

polícia! — Exclamei morrendo de medo

do homem estar armado.

Eu como sempre pensando e falando

sem pensar duas vezes. Theo tem razão.

Eu nunca vou mudar. Continuarei sendo

teimosa até o último fio de cabelo.

— Desgraçada, isso não acabou aqui!

— Gritou, soltando a moça, que agora

de mais perto, percebo o quanto parece

frágil, suja e machucada.

O agressor saiu correndo, e só agora

as pessoas que passam pela calçada se

aproximaram. Poderiam ter feito isso

antes.

— Eu vou ajudar você. Não se

preocupe. — Falei, ainda tremendo de

raiva daquele ser. Seu cabelo longo e

loiro estava cobrindo uma parte de seu

rosto, ela chorava baixinho.

Segurei seu ombro, e afastei as

mechas de seu cabelo. O choque foi

grande. Era Suzana.

— Minha nossa… Suzana. — Sem

poder conter as lágrimas já desciam

pelo meu rosto.

— Não precisa ter pena de mim. Eu

vou sair daqui.

Segurei seus braços com força.

— Chega disso, Suzana. Olha onde

sua arrogância a trouxe. Nossos pais

estão tão preocupados, tem dias que

você não liga para ao menos dizer que está viva. Pense neles.

Pela primeira vez vi no seu olhar,

uma demonstração sincera. Respirei

aliviada e muito emocionada quando ela

jogou os braços, abraçando-me com

força como se gritasse ajuda. Com

ternura

acariciei

suas

costas,

sussurrando diversas vezes que tudo vai

ficar bem. Ela vai ficar bem.

Quando

chegamos

à

delegacia

acompanhadas

pelos

policias

que

compareceram ao local, aproveitei e

liguei para meu marido que não ficou

nada contente por saber que só agora

está sendo avisado. Expliquei tudo que

aconteceu, e com a voz mais suave disse

que entendia. Theo, queria vir até aqui, mas falei que era melhor ficar em casa

mesmo.

No portão de casa, lindo e com a

feição de pura preocupação. Meu

marido abraçou-me assim que sai do

carro. Ele cumprimentou Suzana, porém

não disse mais nada. Sabendo que eu e

minha irmã iriamos conversar, avisou

que qualquer coisa estaria no nosso

quarto. Antes daria a ração de Tom que

estava passando uns dias com a gente,

Marlon e eu dividimos Tom. O vira-lata

ganhou na loteria sendo paparicado por

todos os lados.

— Eu vou cuidar desses ferimentos.

Peguei a cadeira e pus em frente à

beira da cama, onde ela está sentada.

Emprestei uma muda de roupa para ela.

E agora de banho tomado, percebi que

sua expressão estava acabada.

Suzana disse que o homem que a

agrediu era o cara que estava namorando

há cinco meses. De início ele a tratava

bem e prometia um verdadeiro contos de

fadas. Então, ela começou a se sentir

acuada com seu ciúme e de um pulo para o outro começou a agredi-la. Com medo,

não tinha coragem de terminar. Minha

irmã assim com qualquer outra mulher

que sofre com a violência, aguentou tudo

calada por vergonha e medo. Agradeço

a Deus por ter me colocado hoje lá

naquele momento onde eu assisti tudo e

pude ajudar.

— Nem sei como consegue olhar pra

minha cara.

— Sei que tivemos desavenças, pois

suas atitudes comigo foram sujas. Porém

não sou mesquinha. Você precisava de

ajuda, então ajudei.

— Eu agi daquela maneira por puro

ciúme. Eu vi o quanto nossos pais

estavam felizes por terem encontrado a

filha… E todos os dias falavam o quanto

você é esforçada, inteligente, boa… Eu

só queria tirar tudo de você.

— Espero que tenha colocado na sua

cabecinha que eu nunca quis tirar nada

de você.

— Sim, eu sei. Me arrependo

profundamente das minhas escolhas.

Termino de fazer os curativos, e seguro sua mão.

— Estarei do seu lado, Suzana. Pode

contar comigo.

As lágrimas desciam pelo seu rosto,

e ela sorriu verdadeiramente apertando

minha mão com força. Abraço-a

beijando seu cabelo.

THEO

Eu estava deitado na rede em nossa

casa de praia em Búzios, admirando a

incrível vista do mar e horizonte. Só de

pensar que um dia planejei acabar com

minha própria vida, por não aguentar a

solidão que meu estado de espirito se

encontrava, desde o acidente que tirou a

vida do meu avô, tenho vontade de me

chutar.

No fim de meu mandato deixei tudo

como eu queria. Os projetos sociais que

planejei junto com minha equipe foram

cumpridos, mesmo com alguns atrasos.

Consegui melhorar muita coisa em meu

país e erguer o nome da família

Medeiros na política, fechando com

chave de ouro, pois o lançamento do

livro contando toda trajetória da linhagem política de minha família,

entrou na lista dos Best-seller do país e

outros países também.

Continuo comandando o meu partido

político, porém diminui muito o ritmo do

trabalho. Deixei pessoas confiáveis

tomando conta, além disso Bento é meus

olhos lá dentro. Hoje casado e feliz com

seu bebê a caminho, deixamos nossa

briga de lado e retornamos nossa

amizade. Sei que na época ele só

pensava no meu bem profissional. No

entanto,

o

tempo

nos

ajuda

a

amadurecer.

Como meus irmãos costumam dizer,

eu sou um “dono de casa”. Adoro

cozinhar, cuidar das minhas princesinhas

e principalmente agradar minha esposa

em todos os sentidos. Depois do

nascimento de meu sobrinho Enrique,

tive mais vontade ainda de ter filhos. E

um ano depois, fomos abençoados com a

notícia da gravidez de Laura, e ainda

por cima, saber que seriamos pais de

gêmeos. Descobrir o sexo dos bebês nos

encheu de emoção, pois teríamos duas

menininhas.

Assim como meu pai fez comigo e

meus irmãos. Eu mandei fazer uma

pulseirinha de ouro para minhas filhas

com o símbolo do infinito. Claro, nos

primeiros dias as sapequinhas ficavam

arrebentando

a

pulseirinha,

mas

felizmente já se acostumaram com a

joia.

Ana

Luíza

e

Alícia

são

as

verdadeiras princesas da família. Estão

com dois anos, todavia são muito

espertas e.… Danadas. Passam o dia atrás de mim, as vezes Laura faz cena

dizendo que elas gostam mais de mim.

Tudo dengo da minha Afrodite.

— Que marido preguiçoso eu tenho.

Laura acaba comigo. Céus, ela sabe

que não posso agarrá-la quando nossas

meninas estão por perto. Bandida!

Nunca perdeu sua graça de provocação

e muito menos sua beleza que me

encanta todos os dias.

— Pensei que eu pudesse descansar

um pouquinho, antes de pegá-la de jeito.

— Ela morde os lábios, escondendo um

sorriso. Laura está usando um biquíni

pequeno, branco. E com toda sua

gostosura me deixa insano.

— Agora não, amor. Deixe pra mais

tarde. — Pisca, beijando meus lábios

rapidamente.

— Aonde estão nossas meninas?

— Estão nos esperando para tomar

banho de mar. Você conhece as filhas

que tem.

É verdade. Quando Ana e Alícia

colocam uma coisa na cabeça, sai de

baixo. Certas coisas deixamos passar outras somos firmes. Afinal de contas

tudo tem limite.

— Vai indo na frente que já vou.

A topetuda sai rebolando. Ah bunda

gostosa. Ousada e linda.

Estico os braços ao sair da rede. E

fico encostado no batente da área,

assistindo minha esposa brincar com

nossas meninas. Era incrível saber que

tenho uma família linda. Esse é com

absoluta certeza meu: felizes para

sempre.

OUTRAS OBRAS DISPONÍVEL NA

AMAZON

Duologia Rio de Janeiro:

Livro 1 – O Executivo

Livro 2 – O meu jeito de Amar

Livros único:

Laços de Amor – a redenção de um

homem (contém um conto do casal

secundário no final).

Série Os Falcão:

Livro 1 – O Preço do Poder

Livro 2 – Minha para Proteger

Data dos próximos lançamentos da

série Os Falcão:

Livro 3 – Para amar e proteger

(previsto para Agosto, data ainda será

divulgada).

Livro 4 último da série os Falcão –

Meu para amar (previsto para Outubro,

data ainda será divulgada).

Conto:

Alicerce da paixão.

SOBRE A AUTORA

Uma Rondoniense de 19 anos,

solteira. Sempre adorou colecionar

livros de diversos gêneros, e desde seus

13 anos encontrou na literatura o seu

“mundo”. Há quatro anos mantinha um

blog onde escrevia fanfics, e aos poucos

foi chamando atenção de leitores. Em

2014 publicou seu primeiro romance na

plataforma Wattpad.

CONTATO

FACEBOOK – DUDAAH

FONSECA

https://www.facebook.com/profile.php?

id=100009503316755

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FONSECA

https://twitter.com/dudaahfonseca

EMAIL

Eduardafonseca991@gmail.com

AGRADECIMENTOS

Sou muito abençoada por ter

encontrado na escrita o meu “mundo” , a

qual posso ir além do que pensei que

poderia chegar um dia. Um surto de

agradecimentos, é claro, acompanhado

de abraços e beijos para minha

mãezinha, aos meus amigos, e

especialmente para os meus leitores e

para minha revisora Val. Amo vocês!

Document Outline

 

SINOPSE

PRÓLOGO

CAPÍTULO 1 – O PROTESTO

CAPÍTULO 2 – CAPA DE REVISTA

CAPÍTULO 3 – LUZ NO FIM DO TÚNEL

CAPÍTULO 4 – O MELHOR GOLPE

CAPÍTULO 5 – SEDUZIDO POR ELA

CAPÍTULO 6 – FÊNIZ NA ÁGUA

CAPÍTULO 7 – MINHA AFRODITE

CAPÍTULO 8 – VOCÊ É MEU CÉU

CAPÍTULO 9 – A MENINA DOS MEUS OLHOS

CAPÍTULO 10 – FAÇO ISSO POR AMOR

CAPÍTULO 11 – PONTE DE LUZ

CAPÍTULO 12 – OS FALCÃO

CAPÍTULO 13 – LÁGRIMAS DE ANJO

CAPÍTULO 14 – PROFUNDAMENTE SUA

CAPÍTULO 15 – ENSAIO SOBRE CEGUEIRA

CAPÍTULO 16 – MEU FAZ DE CONTA

CAPÍTULO 17 – CORAÇÕES QUEBRADOS

CAPÍTULO 18 – AMOR MEU

CAPÍTULO 19 – ALÍVIO

CAPÍTULO 20 – MEU MAIOR PRESENTE

CAPÍTULO 21 – CÉU ESCURO

CAPÍTULO 22 – VISÃO CELESTIAL

CAPÍTULO 23 – PRIMEIRA DAMA

EPÍLOGO

Você terminou Minha Para Proteger

Dudaah Fonseca

Livros como este