Obras Posthumas
O que sobrou depois dos dois tomos que Tolentino publicou em vida, recolhido dezassete anos após a morte dele. Abre com um soneto a Sua Alteza a pedir-lhe que torne ao Tejo undoso, e o poeta trata logo de avisar que não leva a seus pés rogo teimoso de importuno cansado pretendente: vem apenas beijar-lhe a mão humildemente. Essa posição, a do funcionário pobre que pede sem parecer que pede, é o assunto de quase tudo o que escreveu, e é o que faz dele um satirista e não um cortesão. Lisboa, Typografia Rollandiana, 1828.
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