A Severa
Rua do Capelão, na Mouraria, princípio do século XIX. Romão Alquilé, alentejano que negoceia em gado, sobe o bairro atrás de um saiote vermelho, ceia em casa da Malhada e é enxotado quando outro bate ao postigo. Já na rua, encontra nos degraus de uma porta uma criança de oito anos que a mãe pôs fora de casa, dá-lhe um cruzado novo e parte para o Alentejo. Chama-se Severa. A mãe é a Cesária, cigana que fugiu de Vila Viçosa com um tocador de rabeca, cortando a corda do urso para atar a trouxa: nessa noite o pai apunhalou o animal no escuro, julgando surpreender os dois. Quem sobe à sobreloja da Cesária é D. João, amigo de cocheiros e de toureiros, com Domingos Harson, de família inglesa, por companheiro de navalha nos becos. No fim, é o Custódia que bate ao portão dos Marialvas com a notícia, e Lisboa segue de noite, pelo Bairro Alto, o caixão aberto da fadista.

