A história da educação em manuscritos, periódicos e compêndios
Sobre os autores
Edgleide de Oliveira Clemente da Silva
Doutoranda em Educação na Universidade do Estado do Rio de Janeiro-UERJ; mestre em Educação pela Universidade Federal de Alagoas-UFAL; e graduada em Pedagogia pela mesma instituição. Integrante do grupo de pesquisa “Núcleo de Ensino e Pesquisa em História da Educação” da UERJ. Atualmente, realiza pesquisas sobre a História da Educação Brasileira no Império, em especial, sobre os intelectuais que atuaram no cenário educacional desse período.
E-mail: edgleide.clemente@gmail.com
Ivanildo Gomes dos Santos
Doutor em Educação pelo PPGE-CE da Universidade Federal da Paraíba; mestre em Educação pelo PPGE-CEDU da Universidade Federal de Alagoas; especialista em Administração de Arquivos e Documentação pela Universidade Federal de Alagoas; e graduado em História pela Universidade Federal de Alagoas. Membro do Grupo de Estudo e Pesquisa História da Educação da Paraíba -HISTEDBR/PB.
E-mail: ivanildoeduc@hotmail.com
Maria das Graças de Loiola Madeira
Doutora e mestre em Educação pela Universidade Federal do Ceará com estágio pós-doutoral pela Università degli Studi di Firenze; e licenciada em Pedagogia pela Universidade Federal da Paraíba. É professora Associada do Centro de Educação da Universidade Federal de Alagoas; ministra a disciplina Fundamentos Históricos da Educação e da Pedagogia e pesquisa as produções literárias de docentes dos séculos XVIII-XX. Alguns temas estudados: biografias, educação missionária, magistério e literatura, impressos compêndios e instituições educacionais.
E-mail: gloiola@bol.com.br
Mauricéia Ananias
Doutora e mestre em História da Educação pela Universidade Estadual de Campinas – UNICAMP (2005 e 2000); e graduada em Licenciatura Plena em Filosofia pela Pontifícia Universidade Católica de Campinas – PUCC (1994). Atualmente, é professora Associada do Centro de Educação e membro do Programa de Pós-graduação em Educação da Universidade Federal da Paraíba. Integra os Grupos de pesquisa: História da Educação no Nordeste Oitocentista – GHENO e Estudos e Pesquisas História da Educação da Paraíba – HISTEDBR/PB, ambos radicados na Universidade Federal da Paraíba. Tem experiência na área de Educação, com ênfase em História da Educação, atuando principalmente com temas relacionados à história da educação na Paraíba Imperial, em especial, pesquisando processos de escolarização e a institucionalização da escola pública primária.
E-mail: mauriceia.ananias@gmail.com
Monica Luise Santos
Mestre em Educação pelo Programa de Pós-Graduação em Educação Brasileira da Universidade Federal de Alagoas; e graduada em Pedagogia pela Universidade Federal de Alagoas. É professora pública do município de Atalaia – Alagoas. Integrante do grupo de pesquisa História da Educação, Cultura e Literatura. Foi bolsista de Iniciação Científica no projeto de pesquisa “Roteiro de fontes da educação em periódicos de Alagoas: a trajetória da profissionalização e organização docente (1850-1950)”, coordenado
pela Prof. a a Dr. Maria das Graças de Loiola Madeira.
E-mail: monica.luise08@gmail.com
Regina Brito Mota dos Santos
Mestranda em Educação pela Universidade Federal da Paraíba (UFPB); e graduada em Pedagogia pela Universidade Federal de Alagoas. É professora da educação básica pela Prefeitura Municipal de Maceió.
E-mail: reginabrito11@hotmail.com
Suzana Lopes de Albuquerque
É professora do Instituto Federal de Educação de Goiás, Campus Goiânia Oeste, mestre em Educação pela Universidade Federal de Alagoas e doutoranda no programa de Educação na Universidade de São Paulo (USP). É líder do Grupo de pesquisa Panecástica e bolsista PIQS - IFG.
Email: suialopes@hotmail.com
Notas
Prefácio: (Des)alinhando expectativas
em torno de manuscritos e impressos
alagoanos
1. Disponível em:
http://memoria.bn.br/DocReader/docreader.aspx?
bib=730076&pesq%22pesq. Acesso em: 6 nov. 2017.
↩
2. A respeito da circulação das proposições de Jacotot em outros
países da América, cf. Kohan, 2013.
↩
3. Disponível em:
http://memoria.bn.br/DOCREADER/docreader.aspx?-
BIB=707260. Acesso em: 06 nov. 2017.
↩
4. Disponível em:
http://memoria.bn.br/DocReader/docreader.aspx?
bib=761559&pasta=ano%20192&pesq=. Acesso em: 15 maio 2018.
↩
A instrução nas Alagoas no período
colonial: os manuscritos e os
primeiros vestígios de uma educação
não dirigida por religiosos
1. O projeto Resgate de Documentação Histórica Barão do Rio
Branco (Projeto Resgate) foi criado institucionalmente em 1995 por meio de protocolo assinado entre as autoridades portuguesas e brasileiras no âmbito da Comissão Bilateral Luso-Brasileira de Salvaguarda e Divulgação do Patrimônio Documental (COLUSO). Tem como objetivo principal disponibilizar documentos históricos relativos à História do Brasil existentes em arquivos de outros países, sobretudo Portugal e demais países europeus com os quais tivemos uma história colonial imbricada. Para maiores detalhes, acessar:
http://www.cmd.unb.br/resgate_index.php.
↩
2. O primeiro exemplar da obra foi lançado em 1949. Aqui,
usamos a 3.ª edição, publicada em 2006, pela Editora da Universidade Federal de Alagoas – EDUFAL, tendo em vista o esgotamento da original e das versões anteriores.
↩
3. O termo está entre as aspas, pois na documentação primária
não existe essa expressão, haja vista que o território pertencia a Pernambuco. No entanto, utilizamos para delimitar a região que hoje se conhece como estado de Alagoas.
↩
4. Não queremos aqui entrar em confronto nem tampouco
desmerecer as pesquisas e contribuições desses dois grandes pesquisadores historiadores da educação alagoana. Temos consciência de que Costa (1931) e Verçosa (2006) deram-nos a conhecer a História da Educação Alagoana a partir daquilo que as condições e fontes lhes ofereciam e do que era possível ter acesso à época de suas pesquisas.
↩
5. Imposto criado pelo governo português, após a publicação do
Alvará de 1772, para o financiamento da Instrução no Reino e no Ultramar. Para o caso da América portuguesa e da África, a cada 460 gramas (1 arretel – antiga medida de massa/peso – ou 1 libra) de carne verde cortada nos açougues, deveria ser pago 1 real; e a cada dois litros de aguardente da terra (1 canada), pagos 10 réis, para fins do Subsídio (Silva, 2007).
↩
6. Reses estão relacionadas às quantidades de cabeças de gado
ou outro animal de corte; e canada diz respeito a dois litros de aguardente da terra.
↩
7. A respeito dessa temática, cf. Olival, 2001.
↩
8. Um quartel indica um período de quatro meses. Assim, os
professores recebiam a cada três meses, regularidade comum à época.
↩
9. Não é objeto deste trabalho a discussão sobre o que era
opinião pública para o período ou o que seria entendido por tal expressão.
↩
10. Não quero aqui entrar na discussão interminável que existe
entre os autores alagoanos a respeito desse fato, se foi uma forma de punição a Pernambuco na tentativa de enfraquecer a capitania, devido à Revolução Pernambucana de 1817, como defende Moreno Brandão (1909), ou se a comarca já possuía as condições necessárias para emancipar-se, como defende Jaime de Altavila (1988), ou mesmo os dois motivos, como defende Verçosa (2006).
↩
Magistério e literatura em periódicos
alagoanos da década de 1880: as
composições poéticas de Alcina Leite
e Maria Lucia Romariz
1. O ano de 1917 é apenas indicação baseada na consulta aos
periódicos. A data exata da morte de Maria Lúcia ainda é desconhecida.
2. Em 16 de julho de 1880, o jornal O Liberal divulgava: “Iris da
Escola: novo methodo para aprender a ler a letra redonda e a manuscripta em 30 lições, pelo professor Antonio Francisco Leite Pindahiba. Obra organizada sob os novos preceitos do ensino primário ultimamente adoptados a compreensão das crianças” (ano XIII, n. 159, p. 4)
↩
3. Maria Lucia havia concluído o Liceu Provincial, um feito para
poucas mulheres do Brasil Império, considerando que a escola primária e o curso normal eram os únicos caminhos comumente destinados àquelas interessadas em galgar espaços no universo das letras. Anna Sampaio, irmã de Lucia, foi a primeira mulher alagoana a finalizar um curso de Direito (1893).
↩
4. A data exata do periódico não foi localizada. O apoio dessa
informação encontra-se em nota do jornal maceioense Gutenberg, de 20 de fevereiro de 1881.
↩
5. Conforme relatório do Governo da Província das Alagoas para o
ano de 1882, a turma assumida teve matrícula de 33, com frequência de 20 alunas.
↩
6. Cf. Jornal Cruzeiro do Norte, Maceió, 23 de dezembro 1892. No
Regulamento da Escola, aprovado desde 04 de outubro de 1894, consta que ela “obedecia a um regime especial por integrar a Escola Normal responsável pelo ensino pratico. Dividia-se em très graus e era dirigida por seis professores, dividida igualmente pelo sexo” (Relatório dos Presidentes da Província das Alagoas, 15 de abril de 1901, p. 09).
↩
7. Carta localizada no acervo do Instituto Histórico e Geográfico
de Alagoas.
↩
8. O referido poema integra a obra Campesinas (1889, p. 20), e
trata da passagem bíblica, especificamente, o sofrimento de Maria diante do filho crucificado. Portanto, a frase em latim pode ser traduzida como “Tristeza materna”.
↩
9. Antonio F. Leite Pindahyba era professor de escola pública
primária em Atalaia, desde 1874. Ao publicar a obra Iris da Escola, ele pretendia que fosse adotada pela província para circular nas escolas primárias. Fato que não ocorreu: “Reprovado pela congregação do Liceu O Iris da Escola, nem mesmo o seu autor, que é professor publico, o podia admitir em sala de aula” (O Orbe, 2 de julho de 1882, ano IV, n. 71, p. 1).
↩
10. A professora pública Julia de Carvalho colaborava
intensamente como IPP. Em 1888, O Magistério anuncia seu empreendimento na publicação de um Compêndio de Arithmética elementar. (Cf. O Magistério – órgão do Instituto dos Professores Primários – Revista Pedagógica, Scientifica, Litteraria e Noticiosa, ano II, Maceió, 15 fev. 1888).
↩
11. Cf. O periódico 15 de Outubro, de 1886. Maceió, n. único,
Comemorativo da Sessão Magna do Instituto dos Professores Primários das Alagoas, p. 4.
↩
12. Uma biografia completa de Alcina foi escrita pelo poeta e
romancista alagoano Rodolpho Alves de Faria (1871-99), ainda ignorada (Barros, 2005).
↩
13. Maria Lucia assinava, inicialmente, com o sobrenome do
esposo falecido em fevereiro de 1883, Antônio de Almeida Romariz. Em novembro de 1889, ela passou a assinar Maria Lucia Duarte, em virtude do matrimônio com João Francisco Duarte.
↩
14. Os dois exemplares de 1888 e 1889, do referido periódico,
encontram-se no acervo do IHGAL, contendo cada um mais de 150 páginas.
↩
15. Em 12 de maio de 1896, o Gutenberg veiculou algumas notas
sobre Maria Lucia na Câmara dos Deputados do Estado de
Alagoas. Não se sabe ao certo se ela ocupava algum cargo naquela casa legislativa.
↩
16. Cf. Diario do Povo, 2 fev. 1917.
Thomaz Espindola e a Geografia
escolar do Império brasi6eiro: uma
análise do compêndio Elementos de
Geografia e Cosmografia oferecidos à
mocidade alagoana (1885)
1. Versão modificada do texto apresentado no VII Congresso
Brasileiro de História da Educação. Cuiabá, UFMG, 20 a 23 de maio de 2013
↩
2. A primeira edição desse compêndio foi lançada no ano de 1860
pela editora de TVP da Gazeta de Notícias de Maceió. Também destaco que, diante do extenso título da obra, por vezes, ela será mencionada ao longo do texto como: Elementos de Geografia (1885).
↩
3. Nesse campo, ocupou os cargos de Inspetor de Saúde Pública
e Provedor do Porto, Comissário Vacinador e Médico Consulente do Hospital Regional de Maceió.
↩
4. No cargo de inspetor geral de estudos, cabia a Espindola
sistematizar os dados de todas as escolas particulares e públicas alagoanas e encaminhá-los ao presidente da província, constituindo duas formas de avaliar a educação: a importância do lugar social ocupado e da história de vida de cada um.
↩
5. Segundo Barros (2005, p. 541), Espindola também é autor de
dois relatos de viagens, os quais ainda não foram encontrados.
São eles: “Descrição das viagens do Dr. José Bento Cunha Figueiredo Júnior ao interior da Provincia de Alagoas” (1870) e “Viagem do Presidente da Provincia Francisco de Carvalho Soares Brandão a Povoação de Piranhas e Paulo Afonso” (1878).
↩
6. Esse viajante era considerado uma “pessoa de extraordinário
vigor, habilidade e ilustração, estruturou suas próprias jornadas e temas de estudo e despendeu em sua efetivação a energia de uma vida inteira. Tanto suas viagens quanto seus escritos assumem uma proporção épica a que ele devotou sua vida e fortuna para criar” (Pratt, 1999, p. 203).
↩
7. Segundo Rocha (1996, p. 131), a Geografia matemática é uma
“concepção de Geografia cuja principal característica era a forte influência exercida pelas ciências matemáticas sobre ela, o que explica o fato de que, em conexão com os ensinamentos acerca das considerações gerais sobre a Terra, fossem também ensinadas a astronomia, a cosmografia e a cartografia, bem como a geometria”.
↩
Revisitando Arthur Ramos: a cultura
negra e o debate da educação e seu
poder de correção e controle social
na década de 1930
1. A obra apenas é publicada no Brasil em 2004.
2. Esta obra foi lançada postumamente. Nina Rodrigues não
chegou a concluí-la, segundo Souza (2013), a obra foi acabada graças aos trabalhos dos membros da “escola Nina Rodrigues” que reuniram os cadernos e documentos.
↩
3. A primeira edição do livro O Folclore Negro no Brasil foi
publicada em 1935.
↩
A infância na Revista de Ensino (1927-
1931) em Alagoas: um contraponto
com Walter Benjamin
1. O estudo é parte dos resultados da pesquisa da monografia de
conclusão do curso de Pedagogia, já finalizada, da Universidade Federal de Alagoas (UFAL).
↩
2. De acordo com informações extraídas da Revista de Ensino
(1927), José Ribeiro Escobar foi lente de didática da Escola Normal de São Paulo e participou ativamente das cruzadas pedagógicas em Alagoas e Pernambuco, onde se pretendia divulgar os novos processos de ensino. A sua obra Ensino de fracções foi recomendada como indispensável aos professores primários de Alagoas.
↩
3. O referido texto foi elaborado para o “Projeto 20 anos do
Histedbr”, realizado em Campinas, em 25 de agosto de 2005, no âmbito do projeto de pesquisa “O espaço acadêmico da pedagogia no Brasil”.
↩
4. De acordo com Iane Martins (2014), Mercedes Dantas foi uma
jornalista, literata e professora primária baiana. É autora de dois livros de crônica, Adão e Eva e Nús, e foi professora do magistério no Distrito Federal.
↩
5. Maria Amalia Vaz de Carvalho (1847-1921) foi escritora e
poetisa portuguesa. Foi a primeira mulher a integrar a Academia de Ciências de Lisboa e escreveu para vários jornais em Portugal (Diário Popular, Repórter, Artes e Letras) e no
Brasil (Jornal do Commércio, Rio de Janeiro), sob o pseudónimo de Maria de Sucena. Para compor a biografia de Maria Amalia Vaz de Carvalho, foram retiradas informações do portal da Literatura:
http://www.portaldaliteratura.com/autores.php?autor=200. Acesso em: 18 jan. 2017.
↩
6. Craveiro Costa foi professor e historiador alagoano, diretor dos
grupos escolares Dr Diegues Junior e Pedro II, e, também esteve à frente da Sociedade Alagoana de Educação. Publicou outros artigos na Revista, como: “Historia alagoana” (1927); “Methodologia” (1927); “Educação civica” (1927); “A escola moderna” (1927); “Da historia alagoana” (1927); “Velhas opiniões” (1927); “Exames e examinadores” (1927); “Municipio do Pilar” (1930); e “Circulo de Paes e Professores” (1931). A este respeito, em sua biografia, consultar o site ABC das Alagoas. Disponível em:
https://www2.senado.leg.br/bdsf/bitstream/handle/id/1104/73903
0_vI.pdf?sequence=7. Acesso em: 18 jan. 2017.
↩
7. O francês Charles-Ange Laisant foi um político, matemático,
anarquista e educador racionalista. Publicou “As diversas numerações”, na Revista, em 1927. A respeito de sua biografia, ver o texto Charles-Ange Laisant: matemático, anarquista e educador racionalista, de Rodrigo Rosa da Silva. Disponível em:
https://cienciaeanarquismo.milharal.org/files/2014/01/Rodrigo-
Rosa.pdf. Acesso em: 18 jan. 2017.
↩
8. Maria Rosália Ambrósio foi pioneira no estado de Alagoas na
defesa do método Montessori, e chegou a publicar outros artigos em que faz referência direta ao método: “Pequena palestra sobre a cultura dos sentidos” (1928) e “Em louvor a Maria Montessori” (1929). A respeito de sua biografia, consultar o site ABC das Alagoas. Disponível em:
https://www2.senado.leg.br/bdsf/bitstream/handle/id/1104/73903
0_vI.pdf?sequence=7. Acesso em: 18 jan. 2017.
↩
9. Francisco Moreno Brandão (1875-1938) nasceu em Pão de
Açúcar, foi lente da 1.ª cadeira de Português da Escola Normal de Maceió e publicou outros artigos na Revista, a citar, “O principado da prosa” (1929); “Gallicismos” (1930) e “Gabino Besouro” (1930). Era sócio efetivo do Instituto Histórico e Geográfico de Alagoas e membro da Academia Alagoana de Letras. Em romances como Vinho velho, A Lara e O escomungado, enfocou aspectos de seu cotidiano quando viveu em São Miguel dos Campos, Maceió e Pão de Açúcar. A respeito de sua biografia, consultar o site ABC das Alagoas.
↩
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Edgleide de Oliveira Clemente da Silva
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