
Dois Anos de Férias
de Júlio Verne

Poema elegíaco de 1847, escrito no auge do romantismo português, sobre a palavra que a língua portuguesa gosta de dizer que só ela tem. Henrique Ernesto de Almeida Coutinho trabalha a saudade como estado da alma e como assunto nacional, no registo alto que a época pedia: apóstrofes, sombras, ausência e memória. Vale como documento de uma sensibilidade e como amostra de um verso que já quase não se lê fora dos arquivos. A ortografia é a de 1847 e o poema lê-se em pouco mais de meia hora.