A Senhora Viscondessa

S. de Magalhães Lima · Capítulo 10 de 67

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A Senhora Viscondessa

Capítulo VIII

Cá fóra numerosas tropas atravessavam as ruas. Portugal, constitucional, saùdava o seu nunca--esquecido vinte e quatro de Julho.

Terminados os brindes, que foram immensos e ruidosos, continuaram todos para o salão. Só Alfredo, por confiança na casa, ousou ficar á mesa, a cujo extremo adormeceu. E, suspeitando que fumava, dormiu um longo e pesado somno.

Quando realmente deu por si soavam tres horas nos relogios da casa. Meio adormecido e meio acordado, olhou e viu duas sombras, que, a um recanto do aparador, se agitavam docemente. Aproximando-se mais reconheceu então uma das creadas da casa, conversando airosamente com um garboso gentil homem.

--Ora pois!--regougou elle.--Nem mais nem menos. Tudo corre bem e todos teem rasão...

E sahiu, assobiando a carta adorada da Grã-Duquesa.

Na carta que eu tive, Amelia formosa,

Me disseste amor...

 

VIII