
A família real no Brasil: política e cotidiano (1808-1821)
de Juliana Gesuelli Meirelles

No meio da Questão Coimbrã, Álvaro do Carvalhal escreveu esta carta longa a um amigo em Vila Real para dizer o que pensava dos dois nomes que enchiam os jornais: Antero de Quental, que conhecia de o ver passar na rua em Coimbra e de lhe falar às vezes, e Ramalho Ortigão, que só conhecia pelo folheto Literatura de Hoje. Traça o perfil literário de cada um sem se pôr do lado de nenhum, e usa a polémica como pretexto para falar do país, da vida académica e do gosto que então se impunha. Carvalhal morreu aos vinte e quatro anos e deixou pouca obra, quase toda publicada depois da sua morte.