As Ratices da Rattazzi

Ramalho Monteiro · Capítulo 1 de 9

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As Ratices da Rattazzi

Capítulo II

d'avaliar o quanto essa gente da Europa dá mostras de nunca ter

enxergado nas cartas geographicas o nosso delicioso torrão. Ella, a

quem um amor genuinamente material impellia para nós, que morria

mesmo de desejos por nos cobrir carinhosamente com as paginas

amorosas d'um livro modesto:—ao vêr-nos assim fórtes e robustos

quaes somos, cheios de vigor, perfeitos e bellos, sobretudo os do

sexo forte—o que decerto mais lhe interessava—, ella

enthusiasmou-se grandemente, e dominada então de certo despeito

tambem, por se vêr litteralmente desmentida no seu querido sonho

intimo, foi talvez por isso levada a tratar-nos um pouco mais

rudemente.

 

Ora, a admittir-se esta hypothese, temos de confessar que é esta

uma razão perfeitamente innocente, e extraordinariamente natural.

 

II

 

É, comtudo, incontestavel que uma enorme sympathia concebeu

por nós, e tanto que não se poupou a prodigalisar aos seus mais

affeiçoados, mais escolhidos, mais protegidos, e mais amados,

exhuberantes provas dos seus principescos sentimentos.

 

Ninguem, aposto!, ainda se esqueceu d'esses mais que famosos

banquetes, a que concorreram quasi todas as notabilidades

nacionaes, quasi todos os genios que tanto abundam n'este paiz

abençoado. E que festas não foram aquellas, ruidosas, sumptuosas,

magestosas, celebradas ao som festival de atroadora algazarra

d'etiqueta principesca; festas em que as saudações ardentes se trocaram com as mais enthusiasticas convicções que o Champagne