As Ratices da Rattazzi

Ramalho Monteiro · Capítulo 3 de 9

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As Ratices da Rattazzi

Capítulo IV

quiz apimentar a sua já muito frisante critica—isto concedendo que

seja ella a verdadeira auctora. Foi amontoando com abundancia

tudo quanto lhe pareceu mais interessante, mais pittoresco até;

soccorreu-se de vez em quando a quaesquer «documentos

auctorisados», e afinal offereceu-nos innocentemente esse mimo

admiravel, que tanto tem irritado os animos indigenas.

 

IV

 

Em vista d'isto, é uma dôr d'alma dar sete tostões pelo engraçado

livro, que não se perdia nada em ser despoticamente condemnado a

qualquer emprego hygienicamente mais utilitario.

 

Eu já disse que a bomba temeraria que ella pretendeu

arremessar-nos, estalou-lhe extemporaneamente nas mãos, por

felicidade sua. Assim é, com effeito.

 

Porque se ella se não ferisse, toda queimada pela sua pólvora

adocicada, não attrairía de tal fórma as disveladas attenções

publicas, que se apressáram humanitariamente em ir a soccorrel-a,

cuidando-a com liberalidade extremosa—comprando-lhe

descuidosamente a perola do seu livro.

 

Um tal acaso quiz que os nossos bonissimos corações fôssem

poderosamente captivados, pela infeliz victima d'uma leviandade

desculpavel. E de facto, estou em dizer desassombradamente que

não ha de ter a minima razão de queixa, da nossa sollicita caridade,

e do nosso arrebatado amor do proximo.