Cavalo de Tróia 2: Massada
Dedicatória
A Pedro Valverde Tort,
que acreditou em mim,
como eu em Jesus de Nazaré.
“... E às 3h30, depois de beijar o solo rochoso da cripta, abandonei o horto de
José de Arimatéia. Os soldados da Fortaleza Antônia continuavam ali desmaiados,
como testemunhas mudas da mais sensacional notícia: a ressurreição do Filho do
Homem.
“Eram 5h42 daquele domingo ‘de glória’, 9 de abril do ano 30 de nossa era,
quando o módulo decolou, enquanto o Sol se erguia. E ao elevar-nos, em direção
ao futuro, uma parte de meu coração permanecia para sempre naquele ‘tempo’ e
naquele Homem a quem chamam Jesus de Nazaré.”
Assim, com estas frases, finalizo o meu livro anterior Cavalo de Tróia 1. Aqueles
que o leram lembrarão, talvez, que no relato do major norte-americano já se
menciona o que o próprio Jasão chama de uma segunda “viagem” no tempo. Pois
bem, a presente obra relata essa nova e não menos fascinante aventura,
interrompida por motivos puramente técnicos: o volume da documentação era tal
que se fez necessário dividi-la ao menos em duas partes.
Feita essa ressalva, entendo que, antes de passar à transcrição desta segunda
fase do diário, igualmente é meu dever esclarecer dois outros pontos.
Primeiro: não seria justo encorajar o leitor a dar continuidade à leitura do
presente trabalho sem antes ter tido a oportunidade de ler Cavalo de Tróia 1. Vou
explicar. Dado que o que aqui será relatado faz parte de um todo – o Diário do
Major – com um enredo que se liga em grande parte ao do próprio Cavalo de Tróia
1, o leitor que se depare com este volume ignorando o já publicado estaria – sem
querer – em inferioridade de condições para compreender muitos detalhes técnicos,
exposições, objetivos e acontecimentos registrados na chamada Cavalo de Tróia 1.
Tudo isso obriga-me, em suma, a sugerir ao leitor que, se não conhece minha obra
anterior, adie a leitura desta.
Segundo: dada a natureza dos fatos e afirmações traduzidos nas mais de
quatrocentas páginas que constituem esta forçada segunda parte do diário, atrevo-
me a recomendar aos leitores cujos princípios religiosos estejam
irremediavelmente cristalizados na mais pura ortodoxia que, do mesmo modo,
renunciem à presente informação. Apesar de tais acontecimentos e apreciações
sobre a infância de Jesus de Nazaré e as aparições do Mestre da Galiléia após sua
morte e ressurreição terem sido tratados pelo autor do diário com absoluto
respeito, algumas das revelações alcançam – na minha humilde opinião – tal
magnitude que os espíritos pouco evoluídos ou de estreita visão poderiam sentir-se
feridos ou pelo menos desorientados. Por outro lado, para aqueles que
permanecem na difícil senda da busca da Verdade, as sucessivas descobertas que
aqui encontrarão – estou firmemente convencido – contribuirão para o
enriquecimento de sua alma e para entender melhor a figura, o retorno e a
mensagem do Filho de Deus.
Estes, e não outros, têm sido e continuam sendo meus objetivos ao escrever
ambos os livros.
Feitos estes esclarecimentos, entremos de pronto nesta última parte do Diário do Major.