Centenario do Revolução de 1820
Fernando Afonso Geraldes
pela mesma Secretaria aos ditos Desembargador, e Tenente
Coronel, se ordenárão as reedificações, limpeza, e ampliações
no Caes antigo d'Aveiro para maior comodidade da Navegação,
Comercio, e belleza da Cidade, e tudo pela mesma Repartição
das Obras da Barra, e Ria d'Aveiro. E por Aviso de 6 de Junho
Sua Magestade Aprova, e manda levantar na Barra d'Aveiro
uma pyramide de baliza, farol, e monumento, ordenando ao
Director, e superintendente a sua execução.--Portaria de 27 de
Janeiro de 1813. Nomeou-se Piloto Mór da Barra d'Aveiro um
dos mais acreditados da Foz do Douro. Acha-se provida de
catraios, viradores, anchorotes, e de tudo quanto é necessario
para o Serviço das Embarcações, que demandarem este Porto.
Fernando Afonso Geraldes
Vid. pag. 4
Sem duvida, como galardão dos serviços que
prestou á revolução, foi nomeado por Portaria da
Regencia, de 22 de Março de 1821, para suceder a
Ayres Pinto de Souza no cargo de Governador das
Justiças da Relação e Casa do Porto, nomeação que
agradeceu em carta dirigida ao Presidente do
Congresso que foi lida na sessão de 3 de Abril e
«ouvida com agrado».--Diario das Cortes gerais e
extraordinarias da nação portugueza--Paginas 432.
Fernando Afonso Geraldes, foi, pelo seu
casamento com D. Maria Joana de Bourbon de Melo
Sampaio Pereira de Figueiredo, senhor da Casa da Graciosa, hoje representada pelo seu segundo neto
sr. Marquez da Graciosa.
1 Referindo-se á organisação do sinhedrio, escreve o sr. José de Arriaga: «Cada socio encarregar-se-ia, por meio das suas relações, de procurar adeptos entre os homens mais respeitaveis e importantes de todas as classes sociais e entre as primeiras autoridades do reino». (Historia da Revolução portugueza de 1820. Tomo I, pag. 653).
2 Vide Notas finais.
3 Idem.
4 Gravito, enforcado no Porto em 7 de Maio de 1829 por haver tomado parte em Aveiro na revolução de 16 de Maio de 1828, quando Manuel Fernandes Tomaz, morreu (19 de novembro de 1822) foi um dos que conduziu o seu cadaver, de casa para a egreja de Santa Catarina, onde foi sepultado. «Era já noite, escreve o sr. José d'Arriaga, quando apareceu o feretro; acompanhavam-n'o Ferreira Borges, Moura Silva Cardoso, que levava a chave do caixão, Sepulveda, Xavier de Araujo, João Maria da Cunha Sotto-Maior, Hermano José Braamcamp e Francisco Gravito da Veiga e Lima (Historia da Revolução Portugueza de 1820 4. o vol., pag. 134).
5 Entre as muitas manifestações de pesar pela morte de Manuel Fernandes Tomaz em Lisboa e provincias, realisou-se naquela cidade, na Sociedade patriotica nacional, a 27 de novembro, uma sessão extraordinaria em que tomaram parte diferentes oradores. Um destes foi Garrett, que então iniciou a sua brilhantissima carreira, e outro o futuro titular da pasta da justiça no primeiro ministerio da rainha D.
Maria II, visconde da Granja, ilustre filho de Aveiro, Antonio Barreto Ferraz de Vasconcelos e que segundo a opinião do sr. José d'Arriaga foi quem proferiu o melhor discurso de toda esta sessão, e quem fez o desenho mais completo deste grande vulto da nossa historia. (Historia da Revolução de 1820 o , 4. vol., pag. 144.--Este discurso encontra-se na integra nas Notas finais.)
6 Memoria das Providencias e Operações, a bem da Regeneração Nacional, que o Brigadeiro Bernardo Correia de Castro e Sepulveda, então Coronel Comandante do Regimento de Infantaria n. o 18, praticou em o dia 24 de agosto de 1820, etc. (Pag. 6). (Biblioteca Nacional de Lisboa. Obras varias fl. 33, 34)
7 Junto das ultimas assinaturas ha esta cóta: «Aspado em cumprimento da Ordem da Secretaria de Estado dos Negocios do Reino de 21 de Agosto de 1830 e do termo da Vereação neste Liv., a fls. 208 v. Neves». Esta vereação realisou-se em 13 de Setembro de 1823, vindo assim narrado o facto na respectiva acta: «N'esta por virtude do oficio da Secretaria de Estado dos Negocios do Reino datada de 21 de Agosto proximo passado que manda aspar nos livros do Arquivo das camaras todos os registos dos documentos que obrigarão os oficiais das camaras a prometer e jurar obediencia ás Instituições politicas, opressivas e ilegais, fazendo reduzir a cinzas os originais d'onde foram extraidos tais transumptos; assim se cumpriu neste mesmo acto, e logo se aspou todo o Auto da Camara do dia trinta de Agosto do ano de mil oito centos e vinte, por conter o juramento á Junta Provisional, e obediencia ás Cortes e á Constituição que ficam incluido o oficio incerto no Auto que assim o determinou, cujo Auto se acha neste Livro desde fl. 87 v. a 92, e fica de forma que se não póde lêr.
8 Historia da Revolução portugueza de 1820--Segundo volume--pag. 339.
9 Livro de registo citado, fl. 135.
10 Cartas biograficas ao povo, no «Nacional» de 20 de janeiro de 1835.
11 Diario das Côrtes gerais e extraordinarias da nação portugueza, pag. 12.
12 Livro das Vereações citado a fl. 289.
13 Diario das cortes geraes e extraordinarias da nação portuguesa, pag. 656.
14 Livro das vereações fl. 114v.
15 Livro das vereações fl. 123
16 Com relação a este facto ha no Livro das vereações (fls. 155 e 164) estas referencias:
Sessão de 30 de Outubro de 1822.
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«N'esta conferenciaram sobre o juramento da Constituição da Monarchia Portugueza no dia tres do corrente, na Igreja cathedral d'esta cidade, escreverem-se cartas de participação aos chefes compreendidos no art. 1. o do Decreto de 11 do corrente, determinaram o ornato da cathedral, e que se lançassem pregões para se iluminar no dito dia esta cidade, e esta casa da Camara, para o que se lançassem pregões.»