Eco da Voz Portuguesa por Terras de Santa Cruz

António Feliciano de Castilho · Capítulo 7 de 8

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Eco da Voz Portuguesa por Terras de Santa Cruz

*Viii*

!……………………………..!……………………………….!

Mata-os, mas não os aviltes.

 

*VIII*

Saiam já de nossa terra os Estrangeiros armados! E onde quer que

elles tenham arvorado o seu estandarte, erga-se para memoria dessa affronta uma alta cruz, e diga-se:

Aqui jaz Portugal, que a seus filhos, não tendo já nome que

deixar, legou —Vingança— porêm vingança nobre: a de haverem de amarem-se para engrandecer-se, para se regenerar.

 

IX

Rainha!

Manda o Teu sceptro de ferro para os Teus arsenaes.

Ve-lo-Has transformado em espadas, ancoras, pelouros, e arados.

E os pulsos dos Teus Portuguezes, ainda magoados das algemas que lhes Lançaste, Verás como ganham vigor para defender-Te, e

para humildes servir-Te.

Humildes por amor!

Para leval-os ao combate, e depois do combate a seu trabalho, Toma Tu uma leve canna, como Teus Avós fizeram, e Vae, risonha,

nobre e compassiva, ante elles, que são Teus filhos.

Leval-os-Has onde Quizeres; porque, apesar do que Has feito,

elles Te amam.

Leaes cavalheiros, só querem que não te esqueças de que És sua Mãi, e de que nem mesmo entre as féras ha Mãi para consentir

que seus filhos sejam offendidos por estrangeiros.

Tu Crês que não És sua Mãi, elles se consideram Teus filhos, e hão de amar-Te, em quanto Fores, ao menos madrasta sua e não

Estrangeira, Tu, que És filha de D. Pedro.

Se Queres ser cruel embora o Sejas.

Teus subditos são cavalheiros leaes, que nunca tingiram suas mãos no sangue dos seus Reis, no cadafalso, como fizeram já

aquelles a que recorres, aquelles cuja bandeira se arvora a Teu reclamo, em terras de Portugal!

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Rainha pelos Portuguezes!

Teus subditos soffrerão tudo, tudo por Ti; menos a infamia de uma

bofetada por mão de Regicidas.

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Rainha pelo amor e pelas armas de Portugal!

Preferes ser tyranna?

Matta os Portuguezes Tu mesma: não os Aviltes.