
Esfinge
Publicado em 1908, este romance de Coelho Neto começa na pensão Barkley, na Rua Paissandu, um casarão antigo governado com rigor silencioso pela inglesa Miss Barkley. Entre os hóspedes estão o comendador Bernaz, o pianista Frederico Brandt e Décio, estudante de Medicina. A partir desse ambiente doméstico e ordeiro, a narrativa se abre para o mistério e o fantástico, marca da fase mais inquieta do autor. A prosa trabalha a atmosfera com descrições minuciosas do jardim, dos ninhos e da luz, num cenário que parece guardar segredos. Coelho Neto explora o enigma e a ambiguidade que dão título ao livro, misturando observação realista e sugestão sobrenatural. Uma leitura para quem aprecia a literatura brasileira do início do século XX em sua vertente simbolista.
