
O Homem do Castelo Alto
de Philip K. Dick

Vinte e seis narrativas curtas escritas logo depois do acordo de paz que encerrou a guerra civil moçambicana, em 1992. Mia Couto reúne gente voltando para casa, para terras minadas e aldeias sem ninguém, e escreve isso numa língua que ele mesmo inventa: abensonhadas, abençoadas e sonhadas ao mesmo tempo, palavras coladas que o português não tinha e agora precisa. Há um velho que planta um rio, um homem que espera a chuva de dentro de uma lata, mães que reconhecem filhos pela voz. É triste sem ser derrotado, e a invenção verbal nunca vira exibição.