Manhãs de Cascais

Alberto Pimentel · Capítulo 26 de 44

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Manhãs de Cascais

Capítulo XVIII

Uma vez matara um homem n'um monte, como quem diz um casal, e obrigára a mulher da victima a aparar-lhe o sangue n'um alguidar.

Dois rapazitos, e um d'elles é hoje um cavalheiro altamente collocado, sahiam, em férias, de Beja para a sua terra natal.

Um homem de grandes barbas espessas appareceu-lhes na charneca.

—Quem são vocês? perguntou-lhes.

—Somos estudantes.

—E eu, sabem quem eu sou?

—Não sabemos.

—Pois eu sou o Chapéu de ferro.

—O Chapéu de ferro! exclamaram horrorisados.

—Sim, eu sou o Chapéu de ferro, e deixo-os ir em paz. Talvez quizessem que eu os matasse, dois creançolas!{155}

 

XVIII