Manual para Normalização de Publicações Técnico-Científicas

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M a n u a l

 

p a r a N o r m a l i z a ç ã o

 

d e P u b l i c a ç õ e s

 

Té c n i c o - C i e n t í f i c a s

 

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Júnia Lessa França

 

Ana Cristina de Vasconcellos

 

Colaboração

Maria Helena de Andrade Magalhães

Stella Maris Borges

 

M a n u a l

 

p a r a N o r m a l i z a ç ã o

 

d e P u b l i c a ç õ e s

 

T é c n i c o - C i e n t í f i c a s

 

8ª edição revista

por Júnia Lessa França e

Ana Cristina de Vasconcellos

 

Belo Horizonte

Editora UFMG

2009

 

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© 1990, Júnia Lessa França e outras

 

1990, Editora UFMG

1992 - 2. ed.; 1996 - 3. ed.; 1998 - 4. ed.; 2001 - 5. ed.; 2001 - 5. ed. em Braille; 2003 - 6. ed.;

2004 - 7. ed.; 2007 - 8. ed.; 2008 - 1ª reimpressão; 2009 - 8. ed. revista

Este livro ou parte dele não pode ser reproduzido por qualquer meio sem autorização escrita do Editor

 

EDITORAÇÃO DE TEXTO e REVISÃO DE PROVAS Ana Maria de Moraes NORMALIZAÇÃO BIBLIOGRÁFICA Júnia Lessa França (FALE) e Ana Cristina de Vasconcellos (FALE) REVISÃO DE PROVAS 8ª EDIÇÃO REVISTA Michel Gannam

ATUALIZAÇÃO ORTOGRÁFICA Karen M. Chequer

PROJETO GRÁFICO e FORMATAÇÃO DE MIOLO 9ª EDIÇÃO Cássio Ribeiro

MONTAGEM DE CAPA Cássio Ribeiro, a partir do projeto gráfico de Roberto Marques PRODUÇÃO GRÁFICA Warren Marilac

UNIVERSIDADE FEDERAL DE MINAS GERAIS

Reitor Ronaldo Tadêu Pena

Vice-Reitora Heloisa Maria Murgel Starling

EDITORA UFMG

Diretor Wander Melo Miranda

Vice-Diretora Silvana Cóser

CONSELHO EDITORIAL

Wander Melo Miranda (presidente)

Carlos Antônio Leite Brandão

Juarez Rocha Guimarães

Márcio Gomes Soares

Maria das Graças Santa Bárbara

Maria Helena Damasceno e Silva Megale

Paulo Sérgio Lacerda Beirão

Silvana Cóser

EDITORA UFMG

Av. Antônio Carlos, 6627

Ala direita da Biblioteca Central Térreo Campus Pampulha CEP: 31270-901 Belo Horizonte/MG Tel +55 31 3409-4650 Fax +55 31 3409-4768 www.editora.ufmg.br editora@ufmg.br

 

F814m França, Júnia Lessa.

Manual para normalização de publicações técnico-científicas / Júnia Lessa França,

Ana Cristina de Vasconcellos ; colaboração: Maria Helena de Andrade Magalhães,

Stella Maris Borges. - 8. ed. rev. - Belo Horizonte: Ed. UFMG, 2009.

257 p. (Aprender)

Inclui referências.

ISBN: 978-85-7041-560-8

1. Documentação - Normalização. I. Vasconcellos, Ana Cristina de.

II. Magalhães, Maria Helena de Andade. III. Borges, Stella Maris. IV. Título.

V. Série.

CDD: 001.42

CDU: 001.81

 

Ficha catalográfica elaborada pela CCQC - Central de Controle de Qualidade da Catalogação da Biblioteca Universitária da UFMG

 

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lisTa de figuras

 

 

1 Estrutura de livros 16

2 Lombada ou dorso da publicação 26

3 Errata 27

4 Falsa folha de rosto 28

5 Frente da folha de rosto (livro) 29

6 Verso da folha de rosto (livro) 30

7 Glossário 31

8 Título corrente 32

9 Estrutura de monografias 35

10 Estrutura das dissertações e teses 37

11 Estrutura de memoriais 44

12 Frente da folha de rosto (dissertação) 45

13 Verso da folha de rosto (dissertação) 46

14 Folha de aprovação 47

15 Frente da folha de rosto (monografia) 48

16 Frente da folha de rosto (memorial) 49

17 Estrutura de relatórios técnico-científicos 51

18 Folha de rosto de relatório, com autoria coletiva 54

19 Folha de rosto de relatório, com autoria pessoal 55

20 Ficha de identificação de relatório 56

21 Estrutura de guia de bibliotecas e outras unidades informacionais 57

22 Estrutura de publicações periódicas 60

23 Frente da folha de rosto (publicação periódica) 69

24 Verso da folha de rosto (publicação periódica) 70

25 Estrutura de artigo de publicação periódica 71

26 Primeira página de artigo de periódico 77

 

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27 Estrutura de projetos de serviços 79

 

28 Estrutura de projetos de pesquisa 80

29 Frente da folha de rosto (projeto de serviço) 87

30 Frente da folha de rosto (projeto de pesquisa) 88

31 Recensão de livro 94

32 Recensão de publicação periódica 95

33 Sumário de publicação coletiva 102

34 Sumário de publicação periódica 103

35 Sumário de livro, com uso de numeração progressiva 104 36 Sumário de livro, dividido em partes 105

37 Sumário de tese 106

38 Lista de abreviaturas e siglas 109

39 Lista de ilustrações 122

40 Lista de tabelas 123

41 Tabela longa (dividida e colocada em páginas

confrontantes) 124

42 Continuação da tabela anterior 125

43 Tabela mais larga do que a página (arranjada no

sentido vertical) 126

44 Tabela longa (desmembrada em seções e arranjada na

mesma página) 127

45 Índice arranjado alfabeticamente 204

46 Índice especial (autor) 205

47 Índice geral (assunto, autor e título) 206

48 Folha sugerida de gabarito de livro 219

 

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suMÁriO

 

 

PREFáCio à 8ª Edição REViSTA 13

 

Parte I

RECoMENdAçÕES PARA PUBLiCAçÕES ESPECÍFiCAS

 

1 LiVRoS 16

1.1 Estrutura 16

1.1.1 Elementos materiais 17

1.1.2 Elementos pré-textuais 18

1.1.3 Elementos textuais 21

1.1.4 Elementos pós-textuais 22

1.2 Elementos de apoio e localização 24

1.3 Publicações oficiais - autoria 25

 

2 TRABALHoS ACAdêMiCoS: monografias, dissertações, teses e memoriais 33 2.1 Monografias 34

2.1.1 Estrutura 35

2.2 dissertações e teses 35

2.2.1 Estrutura 37

2.2.1.1 Elementos pré-textuais 38

2.2.1.2 Elementos textuais 41

2.2.1.3 Elementos pós-textuais 42

2.3 Memoriais 43

2.3.1 Estrutura 44

 

3 RELATÓRioS TéCNiCo-CiENTÍFiCoS 50

3.1 Fases de um relatório 50

3.2 Estrutura 51

 

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4 GUiA dE BiBLioTECAS E oUTRAS UNidAdES iNFoRMACioNAiS 57

 

4.1 Estrutura 57

4.1.1 Elementos essenciais 58

4.1.2 Elementos complementares 59

 

5 PUBLiCAçÕES PERiÓdiCAS 60

5.1 Estrutura 60

5.1.1 Elementos materiais 61

5.1.2 Elementos pré-textuais 62

5.1.3 Elementos textuais 64

5.1.4 Elementos pós-textuais 64

5.2 orientações gerais 65

5.2.1 Legenda bibliográfica 65

5.2.2 Título 66

5.2.3 Numeração 66

5.2.4 Volume e fascículo 67

5.2.5 Suplemento 68

5.2.6 Índice 68

 

6 ARTiGoS dE PUBLiCAçÕES PERiÓdiCAS 71

6.1 Estrutura 71

6.1.1 Elementos pré-textuais 72

6.1.2 Elementos textuais 72

6.1.3 Elementos pós-textuais 74

 

7 PLANEJAMENTo E PRoJEToS 78

7.1 Estruturas 79

7.1.1 Elementos pré-textuais 81

7.1.2 Elementos textuais 82

7.1.3 Elementos pós-textuais 85

7.2 itens específicos à estrutura de projetos de serviços 86

 

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Parte II

 

RECoMENdAçÕES APLiCáVEiS AoS diVERSoS TiPoS dE PUBLiCAçÕES

 

8 RESUMo E RECENSão 90

8.1 Resumo 90

8.1.1 Extensão 91

8.1.2 Estilo de redação e conteúdo 91

8.1.3 Língua 91

8.2 Recensão 92

 

9 NUMERAção PRoGRESSiVA dAS SEçÕES dE UM doCUMENTo 96

9.1 Estrutura 96

9.2 Apresentação 96

9.2.1 Numeração 96

9.2.1.1 Seções 97

9.2.1.2 Alíneas 98

9.2.1.3 Subalíneas 98

9.2.2 Títulos das seções 98

 

10 SUMáRio 99

10.1 Apresentação 99

10.2 Localização 100

10.3 Numeração das seções 101

 

11 ABREViATURAS E SiGLAS 107

 

12 iLUSTRAçÕES 110

12.1 Figuras 110

12.1.1 Apresentação 110

12.1.2 Localização 112

12.1.3 disposição 112

12.2 Gráficos 114

12.3 Tabelas e quadros 115

12.3.1 Títulos e numeração 115

 

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12.3.2 Corpo da tabela 116

 

12.3.3 Abreviaturas e símbolos 118

12.3.4 Unidade de medida 119

12.3.5 Notas de rodapé das tabelas e dos quadros 119

12.3.6 Localização das tabelas e dos quadros 120

12.3.7 disposição das tabelas 121

 

13 NUMERAiS 128

 

14 CiTAçÕES 130

14.1 Citação direta (textual) 130

14.2 Citação indireta (livre) 132

14.3 Citação de citação 133

14.4 Textos ensaísticos ou literários 134

14.5 Citação de informações extraídas das redes de comunicação eletrônica 141

15 NoTAS dE RodAPé 144

15.1 Apresentação 145

15.1.1 Notas de referência 145

15.1.2 Notas explicativas 149

 

16 REFERêNCiAS 152

16.1 Conceitos 152

16.2 Transcrição dos elementos que compõem as referências 153 16.2.1 Formas de entrada 153

16.2.1.1 Autores pessoais 153

16.2.1.2 Autor entidade 156

16.2.1.3 Entrada por título 157

16.2.2 Título e subtítulo 157

16.2.3 Autoria secundária (tradutores, revisores, ilustradores etc.) 158

16.2.4 Edição 159

16.2.5 Local de publicação 159

16.2.6 Editora 160

16.2.7 data 161

 

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16.2.8 descrição física 161

 

16.3 Apresentação de referências 162

16.3.1 Publicações avulsas consideradas no todo, no formato

convencional e no eletrônico 162

16.3.2 Partes de publicações avulsas, no formato convencional

e no eletrônico 171

16.3.3 Publicações periódicas consideradas no todo, no formato

convencional e no eletrônico 175

16.3.4 Partes de publicações periódicas, no formato convencional

e no eletrônico 176

16.3.5 Referências com notas especiais 181

16.3.6 Referências de materiais especiais, no formato convencional

e no eletrônico 186

16.3.7 documentos de acesso exclusivo em meio eletrônico 195

17 ÍNdiCE 198

17.1 Arranjo 198

17.2 Conteúdo 198

17.3 Forma 199

17.4 Localização 200

17.5 Elaboração de índice de assunto 200

17.6 Pontuação e indicativo de localização 201

17.7 Normalização de termos usados 201

17.8 Remissivas 202

 

18 APRESENTAção GRáFiCA 207

18.1 digitação 207

18.2 Apresentação 210

18.2.1 Citações 210

18.2.2 Notas de rodapé 211

18.2.3 Referências 211

18.2.3.1 ordenação das referências 212

18.3 Titulação 213

18.3.1 Capítulos e seções secundárias 214

 

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18.3.2 ilustrações 214

 

18.4 Espaçamentos 215

18.4.1 Título e texto 215

18.4.2 Sumário 215

18.5 Paginação 215

18.6 Título corrente 216

18.7 Equações e fórmulas 217

18.8 Lombadas 217

 

REFERêNCiAS 220

 

ANExo A - Registro de publicações: direitos autorais, iSBN, iSSN 226

1 direitos autorais 226

2 iSBN 228

3 iSSN 230

 

ANExo B - Concessão de patentes 232

 

ANExo C - Relação das normas da ABNT sobre documentação e seus objetivos 235

ANExo d - Abreviatura dos meses 240

 

ÍNdiCE 241

 

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PrefÁCiO à 8ª ediçãO

 

 

De 1990, em sua primeira edição, a 2009, já na oitava,

o Manual para Normalização de Publicações Técnico-Científicas vem refletindo e tentando acompanhar a evolução das publicações científicas.

Inicialmente preocupado apenas com a padronização

da produção científica da UFMG, hoje já consagrado e reconhecido nacionalmente como uma publicação relevante da área, o Manual passou a integrar bibliografias de concursos públicos e a ser adotado por diversas Universidades brasileiras nos seus cursos de graduação e pós-graduação. Assim, acentuou-se o compromisso da equipe responsável por sua edição em mantê-lo permanentemente atualizado. Por essa razão, faz-se necessária a publicação de novas edições sempre que as normas oficiais são revisadas ou mesmo quando uma edição se esgota.

Como não houve nenhuma nova edição das normas da

ABNT sobre documentação entre 2007 e 2009, esta edição teve como foco principal uma revisão geral em todos os capítulos, com adequação e inclusão de novos exemplos e aprimoramento da redação, objetivando uma linguagem mais didática.

Procuramos, como sempre temos feito, enriquecer o

Manual com novos exemplos, novos casos que nos são apresentados com frequência pelos colegas de profissão, pela nossa prática diária com a normalização dos trabalhos acadêmicos, principalmente, e pelas questões trazidas pelos nossos usuários.

Aproveitamos para expressar aqui nossos agradecimentos

a essas pessoas, com as quais dividimos nossa satisfação pela “vida longa” e credibilidade deste trabalho junto ao público em geral.

 

As Autoras

 

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Par te I

 

 

Recomendações paRa

 

publicações específicas

 

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1 LIVROS 1

 

 

Livros são publicações avulsas, contendo no mínimo

cinquenta páginas impressas, grampeadas, costuradas ou coladas e revestidas de capa. Os livros e folhetos recebem uma numeração internacional padronizada (ISBN). Segundo a NBR 6029, as publi-cações contendo de cinco a quarenta e nove páginas são chamadas de folheto.

As publicações de responsabilidade de órgãos governa-

mentais são chamadas Publicações Oficiais e devem ser apresentadas conforme as instruções no final deste capítulo.

 

1.1 Estrutura

Os livros contêm elementos: materiais, relativos à sua

estrutura física; pré-textuais, que antecedem o texto; textuais, relativos ao seu conteúdo e pós-textuais, conforme quadro abaixo:2

 

elemenTos maTeRiais elemenTos pRÉ-TeXTuais elemenTos

- falsa folha de rosto pÓs-TeXTuais

- sobrecapa

- folha de rosto - posfácio

- capa - dedicatória - referências- - agradecimentos - glossário folhas de guarda

- lombada ou dorso da - listas- epígrafe - apêndice- anexo

publicação - errata - índice

- orelhas - sumário - colofão- prefácio e/ou apresentação

 

elemenTos TeXTuais

- texto (introdução, desenvolvimento e

conclusão)

- elementos de apoio e

localização

fiGuRa 1 - estrutura de livros

 

1 capítulo baseado na nbR 6029 (abnT, 2006a). 2 os elementos apresentados em negrito caracterizam-se como essenciais à publicação; os demais

são condicionados à necessidade do texto.

 

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l i V R o s 17

 

1.1.1 Elementos materiais

 

a) sobrecapa

proteção para a capa em papel ou outro material, consti-

tuída de primeira e quarta capas e orelhas. Deve incluir

as mesmas informações contidas na capa;

b) capa

proteção externa das publicações. A capa pode ser feita

de material flexível (brochura) ou rígido (cartonado ou

encadernado). “A primeira e a quarta capas são as faces

externas da publicação. A segunda e a terceira capas são

as faces internas ou verso da primeira e quarta capas,

respectivamente”, de acordo com a NBR 6029 (ABNT,

2006a, p. 2).

As capas devem trazer os seguintes elementos impressos:

– primeira capa

• nome(s) do(s) autor(es),

• título e subtítulo da publicação, por extenso,

• editora e/ou logomarca,

• a indicação de edição, local e ano de publicação é

opcional,

– segunda e terceira capas

• não devem conter material de propaganda,

– quarta capa ou contracapa

• ISBN,

• código de barras,

• um resumo do conteúdo da obra e o endereço da

editora podem constar opcionalmente;

c) folhas de guarda

folhas inseridas no início e no fim do livro para fixar o

miolo às capas feitas de material rígido (encadernados)

e não devem trazer nenhuma informação impressa;

 

2009_2_MANUAL_NORMAS_8_EDICAO_REVISTA_parte_1.indd 17 21/5/2009 09:28:39 18 m a n u a l p a R a n o R m a l i z a ç ã o d e p u b l i c a ç õ e s T É c n i c o - c i e n T í f i c a s

 

d) lombada ou dorso da publicação

lado externo do livro onde fica a costura, que reúne as

margens internas ou dobras das folhas, oposta ao corte das

páginas. Deverá indicar: nome(s) do(s) autor(es), título

da publicação, abreviado ou não, logomarca da editora

e outros elementos de identificação, como volumes,

fascículos, tomos, datas (FIG. 2). Para apresentação de

lombadas, consultar o capítulo 18 deste Manual;

e) orelhas

abas ou extremidades, excedentes da sobrecapa e/ou capa

que se “dobram” sobre si mesmas, para dentro. Podem

incluir in formações biográficas e/ou bibliográficas

sobre o autor, comentários sobre o documento (tipo

de leitor a que se destina, faixa etária).

O conteúdo de uma publicação constitui-se de elementos

pré-textuais, textuais e pós-textuais, que devem figurar na seguinte ordem:

 

1.1.2 Elementos pré-textuais

a) falsa folha de rosto

folha opcional que precede a folha de rosto e contém no

anverso o título e o subtítulo da publicação, centralizados

na página; no verso deve conter informações relativas à

série a que pertence o livro (FIG. 4);

b) folha de rosto

folha obrigatória que contém os elementos essenciais de

identificação da publicação (FIG. 5). Edições fac- similadas

ou com texto em mais de uma língua, podem incluir mais

de uma folha de rosto. Para obras em mais de um volume,

a folha de rosto do primeiro deve conter as informações

comuns à obra como um todo, e cada volume deve incluir

também as informações específicas dele.

No anverso da folha de rosto, aparecem os seguintes

elementos:

– autor: nome completo do autor e/ou autores individuais

ou entidades, editores responsáveis, organizadores,

tradutores, compiladores, adaptadores, prefaciadores,

seguidos de seus respectivos títulos, na mesma língua

do texto,

 

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l i V R o s 19

 

– título: deverá ser colocado no centro da página em

fonte maior do que a utilizada para o nome do autor.

Caso haja subtítulo, será diferenciado tipograficamente

do título. Obra em vários volumes deve ter um título

geral e cada volume pode ter um título específico,

– edição: conjunto de exemplares de uma obra impressos

na mesma ocasião, podendo ser reproduzido em uma

ou mais tira gens, sem nenhuma alteração. Indica-se o

número da edição a partir da segunda,

– número de volumes: indicação da quantidade de

partes de que se compõem publicações de conteúdo

muito extenso. As ins truções sobre a utilização da

obra em geral devem constar do primeiro volume, e as

informações específicas devem ser repetidas no início

dos volumes correspondentes,

– notas tipográficas: indicações de local(is), editora(s)

e data da publicação, nesta ordem, centradas uma em

cada linha, na parte inferior da página.

O verso da folha de rosto (FIG. 6) inclui os seguintes

elementos:

– registro do nome do detentor dos direitos autorais

ou editoriais (copyright), antecedido pelo símbolo ©,

– informações sobre autorização de reprodução do livro

ou parte dele,

– título original da obra (quando tradução), número e

data da edição da qual se fez a tradução, data de edições

anteriores ou de copyright da obra original,

– registro de informações sobre outros suportes em

que a publicação possa estar disponível,

– ficha catalográfica3 impressa no terço inferior da

página e elaborada conforme o Código de Catalogação

Anglo-Americano vigente;

 

3 ficha contendo elementos identificadores da publicação, tais como: nome do autor, título, edição, local

de publicação, editora, data, paginação, isbn (international book number) número identificador do livro em âmbito internacional (anexo a), assunto e notas complementares.

 

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– créditos: nome e endereço da editora/editor, incluindo

correio eletrônico e home page; créditos institucionais;

comissão científica, técnica ou editorial; créditos

técnicos (projeto gráfico, normalização, copidesque,

revisão, diagramação, formatação, capa e ilustrações);

órgão de fomento; nome e endereço da distribuidora

e outras informações a critério do editor,

– relação de edições e reimpressões anteriores, com os

respectivos editores e datas,

c) dedicatória

texto, geralmente curto, no qual o autor presta alguma

homenagem ou dedica seu trabalho a alguém;

d) agradecimentos

manifestação de reconhecimento a pessoas e instituições

que, de alguma forma, colaboraram para a execução do

trabalho. Os agradecimentos podem constar também no

prefácio;

e) epígrafe

citação de um pensamento que, de certa forma, embasou

a gênese da obra. Pode ocorrer também no início de cada

capítulo ou partes principais;

 

Obs.: dedicatória, agradecimentos e epígrafe são elementos opcionais, ficando a critério

do autor a sua inclusão. caso ocorram, devem aparecer separadamente, em páginas

ímpares.

 

f) listas

rol de elementos ilustrativos ou explicativos. Dependendo

das características do documento, podem ser incluídas

as seguintes listas:

– lista de ilustrações: relação de gráficos, quadros,

fórmulas, lâminas, figuras (desenhos, gravuras, mapas,

fotografias), na mesma ordem em que são citadas na

publicação, com cada ilustração designada por seu tipo e

a indicação da página onde estão localizadas. O capítulo

11 normaliza a apresentação das ilustrações (FIG. 39),

– lista de tabelas: relação numérica das tabelas na mesma

ordem em que se sucedem no texto, com indicação

 

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l i V R o s 21

 

da página correspondente. Para sua apresentação

consultar 12.3 (FIG. 40),

– lista de abreviaturas e siglas: relação alfabética das

abreviaturas e siglas utilizadas na publicação, seguidas

das palavras ou expressões a que correspondem, escritas

por extenso (ver cap. 11),

– lista de notações ou símbolos: relação de sinais

convencionados, utilizados no texto, seguidos dos

respectivos significados;

g) errata

listagem de erros com as devidas correções, indicação de

páginas e, quando possível, de linhas em que os mesmos

aparecem (FIG. 3). Se possível, deve ser inserida, como

encarte, após a folha de rosto;

h) sumário

indicação de conteúdo do documento, refletindo as suas

divisões e/ou seções, na mesma ordem e grafia em que

aparecem no texto. Usa-se o termo “sumário” (e não a

palavra índice ou lista) para designar essa parte. Havendo

mais de um volume, deve-se incluir um sumário completo

do trabalho em cada volume. Maior detalhamento sobre

os sumários encontra-se no capítulo 9, específico sobre

o assunto, neste Manual;

i) prefácio e/ou apresentação

o prefácio faz uma exposição do conteúdo da obra. Pode

ser escrito pelo próprio autor ou por outra pessoa, a

critério do autor. Quando um novo prefácio é escrito

para uma nova edição, ele precede o original que é

reintitulado, por exemplo, Prefácio à 8ª edição. O prefácio e/ou apresentação deve(m) começar em página

ímpar.

 

1.1.3 Elementos textuais

Exposição na qual o autor elabora, de forma objetiva, suas

ideias, argumentos, justificativas e comprovações.

Todo texto científico divide-se em três partes:

 

2009_2_MANUAL_NORMAS_8_EDICAO_REVISTA_parte_1.indd 21 21/5/2009 09:28:39 22 m a n u a l p a R a n o R m a l i z a ç ã o d e p u b l i c a ç õ e s T É c n i c o - c i e n T í f i c a s

 

a) introdução

enunciado geral e preciso do assunto, contendo

exposição do trabalho, argumentos, objetivos, alcance,

métodos e materiais de pesquisa utilizados. A revisão

de literatura, quando houver, deve ser apresentada

preferencialmente em ordem cronológica, conforme a

evolução do assunto;

b) desenvolvimento

parte principal da comunicação científica. É mais extensa

e “tem por objetivo desenvolver a ideia principal, anali-

sando-a, ressaltando os pormenores mais importantes,

discutindo hipóteses divergentes, expondo a própria

hipótese e demonstrando-a.”4 Deve permitir ao leitor uma completa percepção do conteúdo. Embora não

haja uma divisão única ou um esquema formal para os

trabalhos científicos, estes devem ser divididos em

capítulos ou partes, conforme a natureza e complexi-

dade de cada trabalho em particular (ver cap. 10);

c) conclusão

síntese final, decorrência lógica e natural de tudo o que

a precede.

 

Como elementos de apoio ao texto podem-se incluir

citações, notas de rodapé, ilustrações e resumo, e como elementos de localização adotam-se títulos correntes e numeração das páginas, que têm por objetivo facilitar o manuseio da obra. Esses elementos serão tratados em capítulos específicos e em 1.2 deste Manual, respectivamente.

 

1.1.4 Elementos pós-textuais

 

a) posfácio

matéria informativa ou explicativa que se acrescenta após

a elaboração do texto;

 

4 Ruiz, 1978, p. 73.

 

2009_2_MANUAL_NORMAS_8_EDICAO_REVISTA_parte_1.indd 22 21/5/2009 09:28:39

l i V R o s 23

 

b) referências

relação das fontes utilizadas pelo autor do texto, listadas

em ordem alfabética ou numérica, obedecendo à ordem

de citação no texto e normalizadas segundo a NBR

6023 (ABNT, 2002a). As instruções para elaboração e

apresentação de uma listagem de referências constam

do capítulo 16 deste Manual;

c) glossário

lista de palavras pouco conhecidas ou estrangeiras, ou

termos e expressões técnicas acompanhadas de definições

ou traduções. As palavras devem ser listadas em ordem

alfabética, em destaque tipográfico, seguidas por suas

definições (FIG. 7);

d) apêndices e anexos

documentos complementares e/ou comprobatórios

do texto. Trazem informações esclarecedoras que não

se incluem no texto para não prejudicar a sequência

lógica da leitura. O apêndice difere do anexo por ser

elaborado pelo próprio autor, enquanto o anexo é um

documento de autoria de outro(s). Segundo a NBR

6029 (ABNT, 2006a), tanto o apêndice quanto o anexo

são identificados por letras maiúsculas sequenciais,

seguidos de seus respectivos títulos (Ex. ANEXO A -

Projeto piloto; APÊNDICE A - Roteiro da entrevista).

Devem ser citados no texto seguidos da letra de ordem,

sendo apresentados entre parênteses quando vierem no

final da frase. Se inseridos na redação, o termo ANEXO

ou APÊNDICE vem livre dos parênteses. Quando

a quantidade de anexos ou apêndices for exces siva,

dificultando a inclusão junto ao texto, pode-se formar

um volume separado; a paginação, entretanto, deve dar

sequência à numeração do texto;

e) índice

relação detalhada de assuntos e/ou nomes de pessoas,

nomes geográficos e outros com a indicação de sua

localização no texto. O índice deve ser elaborado

por um profissional e de acordo com as orientações

 

2009_2_MANUAL_NORMAS_8_EDICAO_REVISTA_parte_1.indd 23 21/5/2009 09:28:39 24 m a n u a l p a R a n o R m a l i z a ç ã o d e p u b l i c a ç õ e s T É c n i c o - c i e n T í f i c a s

 

específicas do capítulo 17 deste Manual e da NBR 6034 (ABNT, 2004a);

f) colofão

indicação do impressor (gráfica), endereço, local e

data, localizados de preferência na página ímpar da

última folha do documento.

 

1.2 Elementos de apoio e localização

 

a) título corrente

informação opcional impressa no alto de cada página

contendo nome(s) do(s) autor(es), título da obra, do

capítulo ou da seção (FIG. 8). Segundo a NBR 6029 (ABNT,

2006a) o nome do autor pode ser usado como título

corrente. Podem ser combinados os seguintes pares:

– nas páginas pares o nome do autor seguido do título

corrente da obra, e nas páginas ímpares deve aparecer o título do capítulo ou da seção, inclusive dos capítulos

complementares como anexos, apêndices, glossários,

referências e índices,

– nas páginas pares, como na combinação anterior, constar

o autor com o título corrente da obra, e nas páginas ímpares indica-se o autor seguido do título do capítulo ou seção,

– uma terceira opção pode ser a combinação do título da

obra nas páginas pares e o título do capítulo ou seção nas páginas ímpares;

b) paginação

a numeração ordenada das páginas de uma publicação deve

ser contínua, em algarismos arábicos. A numeração das

páginas aparece a partir da segunda página após o sumário

(NBR 6029, p. 9), computando-se, porém, na contagem, as

páginas preliminares desde a falsa folha de rosto.

As páginas de abertura de capítulos e partes da obra

também são contadas e não numeradas. As obras de

conteúdo muito extenso são geralmente seccionadas em

várias unidades físicas (volumes) e devem ter paginação

 

2009_2_MANUAL_NORMAS_8_EDICAO_REVISTA_parte_1.indd 24 21/5/2009 09:28:39

l i V R o s 25

 

contínua nos diversos volumes. Recomenda-se a paginação

isolada em cada volume, quando a matéria for dividida por

especialidade. A numeração pode ser colocada em evidência

no ângulo superior, preferencialmente, dentro da margem

direita, nas páginas ímpares, e dentro da margem esquerda,

nas páginas pares. No entanto, a NBR 6029 (ABNT, 2006a,

p. 9) permite maior flexibilidade quando estabelece que “[...]

sua localização fica a critério do projeto gráfico da editora,

desde que fora da mancha.”

 

1.3 Publicações oficiais-autoria

 

São publicações de responsabilidade de órgãos

governamentais. Apresentam, em sua folha de rosto, as Armas da República, conforme a Instrução Normativa n. 83, de 3 abr. 1978 do DASP, publicada no Diário Oficial de 3 abr. 1978, p. 4.651, item 2. Consideram-se como autores de publicações oficiais:

a) entidade-coletiva5

quando organiza, edita, publica e divulga uma obra sob sua

direção e em seu nome. Normalmente publica: relatórios

das atividades do órgão, bibliografias, planos, projetos,

regulamentos, trabalhos administrativos, balanços e

similares. Entretanto, a entidade coletiva será considerada

apenas editor da obra quando:

– tratar-se de obra sob encomenda, ou seja, o órgão contrata

pessoa (servidor ou não) para elaborar determinado

trabalho,

– a entidade for apenas o patrocinador da obra, o que não

lhe assegura o direito à autoria,

– ocorrer compilação ou seleção de textos legais e outros, desde

que as compilações constituam trabalho intelectual;

b) autores pessoais (autoria única ou múltipla)

quando um ou mais servidores são responsáveis pelo

conteúdo de obra que exceda os limites das atividades

específicas do órgão, considerado, então, como editor.

 

5 lei nº 9.610 de 19 fev. 1998 que dispõe sobre direitos autorais (bRasil, 1998).

 

2009_2_MANUAL_NORMAS_8_EDICAO_REVISTA_parte_1.indd 25 21/5/2009 09:28:39 26 m a n u a l p a R a n o R m a l i z a ç ã o d e p u b l i c a ç õ e s T É c n i c o - c i e n T í f i c a s

 

fiGuRa 2 - lombada ou dorso da publicação

 

2009_2_MANUAL_NORMAS_8_EDICAO_REVISTA_parte_1.indd 26 21/5/2009 09:28:40

l i V R o s 27

 

e R R a T a

onde se lê leia-se página parágrafo linha

material de referência conclusão 132 1 3

pretextuais pré-textuais 156 2 2

postextuais pós-textuais 156 2 1

 

fiGuRa 3 - errata

 

2009_2_MANUAL_NORMAS_8_EDICAO_REVISTA_parte_1.indd 27 21/5/2009 09:28:40 28 m a n u a l p a R a n o R m a l i z a ç ã o d e p u b l i c a ç õ e s T É c n i c o - c i e n T í f i c a s

 

inTeRação em sala de aula

 

QuesTões conceiTuais e meTodolÓGicas

 

fiGuRa 4 - falsa folha de rosto

 

2009_2_MANUAL_NORMAS_8_EDICAO_REVISTA_parte_1.indd 28 21/5/2009 09:28:40

l i V R o s 29

 

LAURA CANÇADO RIBEIRO

Professora de Psicologia da Personalidade

no Curso de Psicologia da UFMG

 

MARIA DAS GRAÇAS DE CASTRO BREGUNCI

Professora de Psicologia da Educação na

Faculdade de Educação da UFMG

 

inTeRação em sala de aula

 

QuesTões conceiTuais e meTodolÓGicas

 

Belo Horizonte

Editora UFMG/PROED

1986

 

fiGuRa 5 - frente da folha de rosto (livro)

 

2009_2_MANUAL_NORMAS_8_EDICAO_REVISTA_parte_1.indd 29 21/5/2009 09:28:40 30 m a n u a l p a R a n o R m a l i z a ç ã o d e p u b l i c a ç õ e s T É c n i c o - c i e n T í f i c a s

 

© 1990, Júnia Lessa França e outras

1990, Editora UFMG

1992 - 2. ed.; 1996 - 3. ed.; 1998 - 4. ed.; 2001 - 5. ed.; 2001 - 5. ed. em Braille; 2003 - 6. ed.; 2004 - 7. ed.; 2007 - 8. ed. Este livro ou parte dele não pode ser reproduzido por qualquer meio sem autorização escrita do Editor EDITORAÇÃO DE TEXTO E REVISÃO DE PROVAS Ana Maria de Moraes

NORMALIZAÇÃO BIBLIOGRÁFICA Júnia Lessa França (FALE) e

Ana Cristina de Vasconcellos (FALE)

PROJETO GRÁFICO E FORMATAÇÃO DE MIOLO Cássio Ribeiro

CAPA Cássio Ribeiro, a partir do projeto gráfico de Roberto Marques

PRODUÇÃO GRÁFICA Warren M. Santos

UNIVERSIDADE FEDERAL DE MINAS GERAIS

REITOR Ronaldo Tadêu Pena

VICE-REITORA Heloisa Maria Murgel Starling

EDITORA UFMG

DIRETOR Wander Melo Miranda

VICE-DIRETORA Silvana Cóser

CONSELHO EDITORIAL

Wander Melo Miranda (presidente)

Carlos Antônio Leite Brandão

Juarez Rocha Guimarães

Márcio Gomes Soares

Maria das Graças Santa Bárbara

Maria Helena Damasceno e Silva Megale

Paulo Sérgio Lacerda Beirão

Silvana Cóser

EDITORA UFMG

Av. Antônio Carlos, 6627

Ala direita da Biblioteca Central Térreo Campus Pampulha CEP:31270-901 Belo Horizonte/MG Tel (31) 3499-4650 Fax (31) 3499-4768

www.editora.ufmg.br editora@ufmg.br

 

F814m França, Júnia Lessa.

Manual para normalização de publicações técnico-científicas / Júnia Lessa França,

Ana Cristina de Vasconcellos ; colaboração: Maria Helena de Andrade Magalhães,

Stella Maris Borges. - 8. ed. rev. e ampl. por Júnia Lessa França e Ana Cristina de Vasconcellos. -

Belo Horizonte: Ed. UFMG, 2007.

255 p. (Aprender)

Inclui referências.

ISBN: 978-85-7041-560-8

1. Documentação - Normalização. I. Vasconcellos, Ana Cristina de.

II. Magalhães, Maria Helena de Andade. III. Borges, Stella Maris. IV. Título.

V. Série.

CDD: 001.42

CDU: 001.81

 

Ficha catalográfica elaborada pela CCQC - Central de Controle de Qualidade da Catalogação da Biblioteca Universitária da UFMG

 

fiGuRa 6 - Verso da folha de rosto (livro)

 

2009_2_MANUAL_NORMAS_8_EDICAO_REVISTA_parte_1.indd 30 21/5/2009 09:28:40

l i V R o s 31

 

GlossáRio

 

Assemble: (Montador) Um programa que produz um programa em

linguagem objeto, a partir de um programa em linguagem

simbólica. Um montador realiza funções como: tradução dos

códigos simbólicos de operação em instruções executáveis pela

máquina: atribuição de locações de memória a cálculo ou

endereços absolutos, a partir de endereços simbólicos.

Carregador: (Loader) Uma parte do sistema supervisor usada para

carregar programas da biblioteca do sistema para a memória,

antes de sua execução.

Compilador: (Compileri) Um programa mais poderoso que o

montador. Além de ser capaz de traduzir, o compilador é capaz de

substituir certos comandos de entrada por grupos de instruções

ou sub-rotinas.

Compositor: (Composer) Versão do link-editor para o sistema/4.

Dados ativos: Dados que estão sendo usados, alterados ou referenciados.

Endereço absoluto: (Absolute address) Uma parte do endereço de

memória que serve de base, índice ou endereço inicial para

modificação de endereços subsequentes.

Fase: (Phase) Um módulo ou grupo de módulos que foi processado

pelo link-editor para formar uma rotina executável. Exceto em

circunstâncias muito especiais uma fase não é relocável.

Fase móvel: (Overlay Phase) Uma fase que é carregada na memória

durante a execução de um programa e substitui por superposição

outra fase móvel e/ou é substituída por outra fase móvel.

 

fiGuRa 7 - Glossário

 

2009_2_MANUAL_NORMAS_8_EDICAO_REVISTA_parte_1.indd 31 21/5/2009 09:28:40 32 m a n u a l p a R a n o R m a l i z a ç ã o d e p u b l i c a ç õ e s T É c n i c o - c i e n T í f i c a s

 

fiGuRa 8 - Título corrente

 

2009_2_MANUAL_NORMAS_8_EDICAO_REVISTA_parte_1.indd 32 21/5/2009 09:28:42

2 TRABALHOS ACADÊMICOS:

 

monografias, dissertações, teses e memoriais 1

 

Os trabalhos monográficos ou monografias constituem

o produto de leituras, observações, investigações, reflexões e críticas desenvolvidas nos cursos de graduação e pós-graduação.

Sua principal característica é a abordagem de um tema

único (mónos = um só e graphein = escrever).

Para Marconi e Lakatos (1990), monografia é

 

um estudo sobre um tema específico ou particular, com

suficiente valor representativo e que obedece a rigorosa

metodologia. Investiga determinado assunto não só em

profundidade, mas em todos os seus ângulos e aspectos [...]

Contribuição importante, original e pessoal para a ciência.2

 

Para se chegar à elaboração da monografia, pressupõe-se

que já se tenha definido uma ideia, um problema, uma questão, um tema ou assunto, sobre o qual será centrada a investigação.

Para o sucesso da pesquisa, concorrem o interesse,

preferências pessoais, formação acadêmica e conhecimentos prévios do pesquisador, bem como originalidade e utilidade do tema.

Após definir o problema a ser investigado, a etapa

seguinte é o levantamento bibliográfico, que tem por objetivo situar o pesquisador quanto ao assunto escolhido, através da revisão de literatura, na qual ele passa a ter conhecimento de outros trabalhos já publicados na área.

Para tanto, são utilizadas obras de referência, catálogos

de bibliotecas, índices de periódicos, bases de dados nacionais e internacionais, redes eletrônicas de comunicação, enfim, todas as fontes disponíveis para se ter acesso à informação desejada. Feito o levantamento, será necessário obter o material para leitura.

 

1 capítulo baseado na nbR 14724 (abnT, 2005c). 2 maRconi; laKaTos, 1990, p. 205.

 

2009_2_MANUAL_NORMAS_8_EDICAO_REVISTA_parte_1.indd 33 21/5/2009 09:28:42 34 m a n u a l p a R a n o R m a l i z a ç ã o d e p u b l i c a ç õ e s T É c n i c o - c i e n T í f i c a s

 

Obtido o material, deve-se efetuar uma leitura cuidadosa,

anotando-se tudo que se considerar relevante para o trabalho, e sobretudo a referência (autor, título, local de publicação, editora e data); no caso de se pretender fazer citações de trechos dos trabalhos consultados, lembrar-se de anotar a paginação correspondente.

Caso o levantamento tenha sido muito exaustivo e resul-

tado em um número excessivo de textos, deve-se fazer uma seleção, descartando os menos específicos, dando prioridade aos que abordam o tema escolhido de forma mais direta. Esses cuidados com a leitura organizada do material irão economizar tempo futuro e darão mais segurança no momento de se redigir o trabalho.

Dentre os trabalhos monográficos mais usuais, destacam-

-se aqueles exigidos para obtenção de graus, como a dissertação de mestrado e a tese de doutorado. Para a conclusão de cursos de especialização, ou mesmo de graduação, é comum a apresentação de trabalhos acadêmicos muitas vezes chamados simplesmente de monografias (ver 2.1). Considera-se também como monografia a redação de memorial, exigido para a progressão na carreira docente.

O que distingue os diferentes trabalhos acadêmicos são

os níveis de profundidade e originalidade, bem como a exigência de defesa pública para alguns deles.

Neste Manual iremos chamar de “monografias” os

trabalhos acadêmicos elaborados antes da pós-graduação (mestrado e doutorado).

 

2.1 Monografias

Por ser uma primeira experiência de relato científico, a

monografia constitui-se numa preparação metodológica para futuros trabalhos de investigação. Por essa razão sua estrutura assemelha-se à das dissertações e teses, podendo restringir-se aos elementos considerados essenciais: capa, folha de rosto, resumo, sumário, texto e referências. Deve estar relacionada ao curso, disciplina, estudo e ter a supervisão de um orientador ou professor.

A NBR 14724 (ABNT, 2005c) atribui as seguintes

denominações para esses trabalhos:

– Trabalho de conclusão de curso - TCC,

– Trabalho de graduação interdisciplinar - TGI,

– Trabalho de conclusão de curso de especialização e/

ou aperfeiçoamento.

 

2009_2_MANUAL_NORMAS_8_EDICAO_REVISTA_parte_1.indd 34 21/5/2009 09:28:42

T R a b a l H o s a c a d Ê m i c o s 35

 

2.1.1 Estrutura

A estrutura sugerida por este Manual pode passar por

adaptações de acordo com as recomendações dos colegiados de cursos específicos.

 

elemenTos pRÉ-TeXTuais

- capa

- folha de rosto- errata

- dedicatória

- agradecimentos

- epígrafe

- resumo na língua vernácula- resumo em língua estrangeira- listas

- sumário

elemenTos TeXTuais

- introdução- desenvolvimento- considerações finais

elemenTos pÓs-TeXTuais

- referências- glossário

- apêndice(s) e anexo(s)

- índice(s)

 

fiGuRa 9 - estrutura de monografias

os elementos apresentados em negrito são considerados essenciais;

os demais são opcionais. Ver a conceituação dos elementos em 2.2.

 

2.2 Dissertações e teses

 

Dissertações e teses constituem o produto de pesquisas

desenvolvidas em cursos no nível de pós-graduação (mestrado e doutorado). Abordam um tema único, exigindo investigações próprias à área de especialização e métodos específicos. Devem ser escritas no idioma do país, onde serão defendidas, com exceção daquelas para obtenção do grau de mestre ou doutor em línguas estrangeiras.

 

2009_2_MANUAL_NORMAS_8_EDICAO_REVISTA_parte_1.indd 35 21/5/2009 09:28:42 36 m a n u a l p a R a n o R m a l i z a ç ã o d e p u b l i c a ç õ e s T É c n i c o - c i e n T í f i c a s

 

A diferença entre tese e dissertação refere-se ao grau de

profundidade e originalidade exigido na tese, defendida na conclusão de curso de doutoramento. Não obstante, a maioria das universidades brasileiras considera como tese os trabalhos de conclusão de cursos de pós-graduação independentemente do seu nível (mestrado e doutorado). A distinção entre tese e dissertação é feita pelos pareceres do Conselho Federal de Educação - CFE, abaixo transcritos:

 

Parecer 977/65

Art. 2º

§ 1º O preparo de uma dissertação será exigido para obtenção

do grau de “Mestre”;

§ 2º A elaboração de uma tese constitui exigência para

obtenção do grau de “Doutor”.

Art. 9º

A dissertação do mestrado deverá evidenciar conhecimento da

literatura existente e a capacidade de investigação do candidato,

podendo ser baseada em trabalho experimental, projeto especial

ou contribuição técnica.

Art. 10

A tese de doutorado deverá ser elaborada com base em

investigação original devendo representar trabalho de real

contribuição para o tema escolhido.

 

Parecer 77/69

Art. 13

V - Do candidato ao Mestrado exige-se dissertação ou

outro tipo de trabalho a critério do departamento; para

o grau de Doutor requer-se defesa de tese que represente

trabalho de pesquisa importando em real contribuição para o

conhecimento do tema.

 

2009_2_MANUAL_NORMAS_8_EDICAO_REVISTA_parte_1.indd 36 21/5/2009 09:28:42

T R a b a l H o s a c a d Ê m i c o s 37

 

2.2.1 Estrutura

As dissertações e teses podem ser compostas das seguintes

partes: pré-textuais, textuais e pós-textuais, conforme o quadro abaixo:3

 

elemenTos pRÉ-TeXTuais

- capa

- lombada

- folha de rosto- errata

- folha de aprovação- páginas preliminares

dedicatória

agradecimentos

epígrafe

- resumo na língua vernácula- resumo em língua estrangeira- lista de ilustrações

- lista de tabelas

- lista de abreviaturas e siglas

- lista de símbolos

- sumário

elemenTos TeXTuais

- texto

introdução

desenvolvimento

conclusão ou considerações finais

elemenTos pÓs-TeXTuais

- referências- glossário

- apêndice(s)

- anexo(s)

- índice(s)

 

fiGuRa 10 - estrutura das dissertações e teses

 

3 os elementos apresentados em negrito caracterizam-se como essenciais à publicação, os demais são

opcionais.

 

2009_2_MANUAL_NORMAS_8_EDICAO_REVISTA_parte_1.indd 37 21/5/2009 09:28:42 38 m a n u a l p a R a n o R m a l i z a ç ã o d e p u b l i c a ç õ e s T É c n i c o - c i e n T í f i c a s

 

2.2.1.1 Elementos pré-textuais

 

a) capa

deve conter nome da instituição (opcional), autoria,

título do trabalho, subtítulo, se houver, número do

volume, local (cidade) e ano de depósito (entrega),

dispostos nessa ordem. A inclusão de outros elementos

ou dados é opcional;

b) lombada

elemento opcional padronizado pela NBR 12225

(ABNT, 2004b). Deve trazer impressos o nome do autor

e o título e elementos alfanuméricos de identificação

(Ex.: v. 2). Para apresentação de lombadas, consultar

o capítulo 18 deste Manual;

c) folha de rosto (fIg.12)

o anverso da folha de rosto contém os seguintes dados

necessários à identificação:

– autor: o nome completo do autor deverá ser centrado

no alto da folha de rosto, observando-se uma margem

vertical de 3,0 cm, escrito com letras menores do que

as utilizadas para o título e seguido dos títulos e/ou

credenciais (opcional),

– título: deve ser preciso e significativo, escrito com

fonte maior do que a usada para o nome do autor,

colocado no centro da página. O subtítulo, quando houver, deve ser graficamente diferenciado e separado

do título por dois-pontos,

– número de volumes: se houver mais de um, em cada

folha de rosto deve constar o número do respectivo

volume,

– nota de tese ou dissertação: consiste na explicitação

da natureza do trabalho (tese ou dissertação),

mencionando-se o curso de pós-graduação e a unidade

aos quais foi apresentado, o objetivo (grau pretendido,

e outros),

– área de concentração: após a nota de tese ou

dissertação, indica-se a área de concentração do curso

 

2009_2_MANUAL_NORMAS_8_EDICAO_REVISTA_parte_1.indd 38 21/5/2009 09:28:42

T R a b a l H o s a c a d Ê m i c o s 39

 

escolhido pelo mestrando ou doutorando, quando

houver pode-se indicar também a linha de pesquisa,

– orientador: o nome do orientador do trabalho deve

suceder à informação de área de concen tração,

seguido do nome da instituição a que pertence e, se

houver, do co-orientador,

– notas tipográficas: compõem-se de local, instituição

(opcional) e data (ano) de depósito (da entrega),

centrado um em cada linha, observando-se a margem

vertical infe rior de 2,0 cm,

– verso da folha de rosto: contém no terço inferior

da página a ficha catalográfica, que deverá ser

confeccionada por profissional bibliotecário de

acordo com o Código de Catalogação Anglo-Americano

vigente (FIG. 13);

d) errata

listagem de erros com as devidas correções, indicações

de páginas e, quando possível, de linhas em que

os mesmos aparecem (FIG. 3). Se possível deve ser

inserida, como encarte, após a folha de rosto;

e) folha de aprovação

a ser inserida logo após a folha de rosto, não sendo

considerada na contagem das páginas. Deve conter:

nome do autor do trabalho, título e subtítulo (se

houver), natureza e objetivo do trabalho, nome da

instituição a que é submetido, linha de pesquisa, área de

concentração, data de aprovação, nome completo dos

membros da banca examinadora, titulação e instituições

a que pertencem e local para assinatura dos mesmos.

Outros dados (avaliação, parecer e outras considerações)

podem ser incluídos nessa página a critério do curso de

pós-graduação (FIG. 14);

f) páginas preliminares

páginas que antecedem ao resumo. Podem ser incluídas

as seguintes partes, devendo constar cada uma em página

separada:

 

2009_2_MANUAL_NORMAS_8_EDICAO_REVISTA_parte_1.indd 39 21/5/2009 09:28:42 40 m a n u a l p a R a n o R m a l i z a ç ã o d e p u b l i c a ç õ e s T É c n i c o - c i e n T í f i c a s

 

– dedicatória: texto, geralmente curto, no qual o autor

presta uma homenagem ou dedica seu trabalho a

alguém,

– agradecimentos: manifestação de agradecimento

a pessoas e instituições que, de alguma forma,

colaboraram para a execução do trabalho,

– epígrafe: citação de um pensamento que, de certa

forma, embasou a gênese da obra. Pode ocorrer

também no início de cada capítulo ou de partes

principais;

g) resumo na língua vernácula

redigido pelo próprio autor da tese ou dissertação, o

resumo — síntese dos pontos relevantes do texto, em

linguagem clara, concisa, direta, com o máximo de

500 palavras — deve ressaltar o objetivo, o resultado

e as conclusões do trabalho, assim como o método e

a técnica empregados na sua elaboração. O resumo é

seguido das palavras-chave e/ou descritores, represen-

tativos do conteúdo. Precede o sumário e é redigido

na língua do mesmo. O capítulo 8 deste Manual e a

NBR 6028 (ABNT, 2003e) contêm orientações para a

elaboração de resumo;

h) resumo em língua estrangeira

a tradução do resumo para o inglês ou para outro

idioma de difusão internacional aparece logo após o

resumo na língua vernácula, seguido das palavras-

-chave e/ou descritores, na língua;

i) listas

rol de elementos ilustrativos ou explicativos. Depen-

dendo da característica do documento podem ser

incluídas as seguintes listas:

– lista de ilustrações: relação de gráficos, quadros,

fórmulas, lâminas, figuras (desenhos, gravuras, mapas,

fotografias), na mesma ordem em que são citadas no

texto, com cada ilustração designada por seu tipo e a

indicação da página onde estão localizadas (FIG. 39),

 

2009_2_MANUAL_NORMAS_8_EDICAO_REVISTA_parte_1.indd 40 21/5/2009 09:28:42

T R a b a l H o s a c a d Ê m i c o s 41

 

– lista de tabelas: relação numérica das tabelas na mesma

ordem em que se sucedem na tese, seguida do título e

com a indicação da página correspondente,

– lista de abreviaturas e siglas: relação alfabética das

abreviaturas e siglas utilizadas na publicação, seguidas

das palavras ou expressões a que correspondem,

escritas por extenso (ver cap. 11),

– lista de notações ou símbolos: relação de sinais

convencionados, utilizados no texto, seguidos dos

respectivos significados;

j) sumário

indicação do conteúdo do documento, refletindo suas

divisões e/ou seções, na mesma ordem e grafia em

que aparecem no texto. Usa-se o termo “sumário”

(e não a palavra índice ou lista) para designar essa

parte. Havendo mais de um volume, deve-se incluir

um sumário completo do trabalho em cada volume.

Maior detalhamento sobre sumário encontra-se na NBR

6027 (ABNT, 2003d) e no capítulo 9, específico sobre o

assunto, neste Manual.

2.2.1.2 Elementos textuais

Como todos os trabalhos científicos, a organização

do texto das teses e dissertações deve obedecer a seguinte ordem: Introdução, Desenvolvimento e Conclusão, dividindo-se em seções e subseções conforme a natureza do assunto. Deve-se utilizar o sistema de numeração progressiva estabelecido pela NBR 6024 (ABNT, 2003c) que permite apresentar a matéria em uma sequência lógica, facilitando sua identificação e localização. Utiliza-se comumente a seguinte estrutura em capítulos:

a) introdução

deve fornecer uma visão global da pesquisa realizada,

incluindo a formulação de hipóteses, delimitações do

assunto tratado e os objetivos da pesquisa;

b) desenvolvimento

– revisão de literatura: nesse capítulo, o autor deve

demonstrar conhecimento da literatura básica sobre o

 

2009_2_MANUAL_NORMAS_8_EDICAO_REVISTA_parte_1.indd 41 21/5/2009 09:28:42 42 m a n u a l p a R a n o R m a l i z a ç ã o d e p u b l i c a ç õ e s T É c n i c o - c i e n T í f i c a s

 

assunto, resumindo os resultados de estudos feitos por

outros autores. A literatura citada deve ser apresentada

preferencialmente em ordem cronológica, em blocos

de assunto, mostrando a evolução do tema de maneira

integrada. Todo documento analisado deve constar na

listagem bibliográfica e ser referen ciado conforme as

recomendações do capítulo 16,

– material e métodos (ou metodologia): é a parte

onde se descreve a metodologia adotada para o

desenvolvimento do trabalho. Descrição breve, porém

completa e clara das técnicas e processos empregados,

bem como o delineamento experimental,

– resultados: esse capítulo deve ser apresentado de

forma detalhada, propiciando ao leitor a percepção

completa dos resultados obtidos. Deve incluir

ilustrações, como quadros, gráficos, tabelas, mapas

e outros,

– discussão dos resultados: é a comparação dos

resultados alcançados pelo estudo com aqueles

des critos na revisão de literatura. É a discussão e

demonstração das novas verdades a partir de verdades garantidas;

c) conclusão

síntese final da tese, a conclusão constitui-se de uma

resposta à hipótese enunciada na introdução. O autor

manifestará seu ponto de vista sobre os resultados

obtidos e sobre o alcance dos mesmos. Não se permite a

inclusão de dados novos nesse capítulo. Nas dissertações,

algumas vezes, o autor pode intitular essa parte de

Considerações finais , caso não tenha atingido o nível de profundidade necessário para tecer conclusões.

 

Obs.: a apresentação de citações e notas de rodapé está incluída nos capítulos 14 e 15

deste Manual. para a paginação dos trabalhos acadêmicos, consultar o item 18.5.

 

2.2.1.3 Elementos pós-textuais

 

a) referências

consiste numa listagem das publicações utilizadas

para elaboração do trabalho, podendo ser ordenada

 

2009_2_MANUAL_NORMAS_8_EDICAO_REVISTA_parte_1.indd 42 21/5/2009 09:28:42

T R a b a l H o s a c a d Ê m i c o s 43

 

alfabeticamente ou pelo sistema numérico. O capítulo

16 contém instruções sobre normalização das referências

e o capítulo 18 traz informações sobre a apresentação

gráfica;

b) glossário

lista alfabética de palavras poucos conhecidas, estran-

geiras, termos ou expressões técnicas acompanhadas

de definições ou traduções (FIG. 7);

c) apêndices e anexos

documentos complementares e/ou comprobatórios do

texto, sendo o apêndice elaborado pelo próprio autor

e o anexo de autoria diferente, trazem informações

esclarecedoras, tabelas ou dados colocados à parte, para

não quebrar a sequência lógica da exposição. Tanto o

apêndice quanto o anexo são identificados por letras

maiúsculas sequenciais, travessão e seguidos de seus

respectivos títulos (Ex.: ANEXO A - Projeto piloto;

APÊNDICE A - Roteiro da entrevista). Devem ser citados

no texto seguidos da letra de ordem, sendo apresentados

entre parênteses quando vierem no final da frase. Se

inseridos na redação, os termos ANEXO ou APÊNDICE

vêm livres dos parênteses. Caso tenham sido utilizadas as

23 letras do alfabeto na identificação dos apêndices e dos

anexos, permite-se usar letras maiúsculas dobradas.

d) índice

elemento opcional, elaborado conforme a NBR 6034

(ABNT, 2004a) e o capítulo 17 deste Manual.

 

2.3 Memoriais

 

Memorial é o relatório exigido em Universidades para

obtenção de progressão vertical na carreira dos Docentes. É apresentado às comissões de progressão ou às comissões julgadoras de concursos públicos para provimento de vagas de professores.

Inclui “a descrição e a avaliação crítica da formação

universitária, das atividades profissionais e, em particular, das atividades docentes que possam contribuir para o julgamento global do

 

2009_2_MANUAL_NORMAS_8_EDICAO_REVISTA_parte_1.indd 43 21/5/2009 09:28:42 44 m a n u a l p a R a n o R m a l i z a ç ã o d e p u b l i c a ç õ e s T É c n i c o - c i e n T í f i c a s

 

candidato”,4 o que o difere do curriculum vitae, que se limita a apresentar dados biográficos, de formação acadêmica e atividades profissionais, sem comentários pessoais a respeito dessas informações.

Pela sua natureza e objetivo, o Memorial requer uma apre-

sentação esmerada, de forma a torná-lo atraente aos examinadores.

A sua estrutura é semelhante à das dissertações e teses,

porém a divisão do texto fica a critério do autor, seguindo obri-gatoriamente o desenvolvimento cronológico de suas atividades acadêmicas.

Alguns memoriais vão muito além da simples apresentação

das habilitações pessoais e profissionais do candidato, com textos tão ricamente elaborados que os transformam em verdadeiras obras literárias.

 

2.3.1 Estrutura

Os memoriais podem ter a seguinte estrutura:

 

- capa

- folha de rosto- páginas preliminares

dedicatória

agradecimentos

epígrafe

- sumário- texto

- referências

 

fiGuRa 11 - estrutura de memoriais

os itens apresentados em negrito são considerados essenciais,

os demais são opcionais.

 

Obs.: a apresentação gráfica dos trabalhos acadêmicos está prevista no capítulo 18 deste

Manual.

 

4 ufpR, 1995, p. 1.

 

2009_2_MANUAL_NORMAS_8_EDICAO_REVISTA_parte_1.indd 44 21/5/2009 09:28:43

T R a b a l H o s a c a d Ê m i c o s 45

 

Cristina Almeida Cunha Filgueiras

 

pRáTicas educaTiVas no moVimenTo populaR:

 

a eXpeRiÊncia das mulHeRes no baiRRo indusTRial

 

Dissertação apresentada ao Curso de

Mestrado da Faculdade de Educação da

Universidade Federal de Minas Gerais,

como requisito parcial à obtenção do

título de Mestre em Educação.

 

Área de concentração: Ciências Sociais

Orientadora: Profª Olinda M. Noronha

Universidade de Campinas

 

Belo Horizonte

1986

 

fiGuRa 12 - frente da folha de rosto (dissertação)

 

2009_2_MANUAL_NORMAS_8_EDICAO_REVISTA_parte_1.indd 45 21/5/2009 09:28:43 46 m a n u a l p a R a n o R m a l i z a ç ã o d e p u b l i c a ç õ e s T É c n i c o - c i e n T í f i c a s

 

fiGuRa 13 - Verso da folha de rosto (dissertação)

 

2009_2_MANUAL_NORMAS_8_EDICAO_REVISTA_parte_1.indd 46 21/5/2009 09:28:43

T R a b a l H o s a c a d Ê m i c o s 47

 

fiGuRa 14 - folha de aprovação

 

2009_2_MANUAL_NORMAS_8_EDICAO_REVISTA_parte_1.indd 47 21/5/2009 09:28:45 48 m a n u a l p a R a n o R m a l i z a ç ã o d e p u b l i c a ç õ e s T É c n i c o - c i e n T í f i c a s

 

Bernardo Tavares de Almeida

 

as TeoRias da ReGulação econômica:

 

uma Visão inTRoduTÓRia

 

Monografia apresentada ao Departamento

de Ciências Econômicas da Faculdade de

Ciências Econômicas da Universidade

Federal de Minas Gerais como requisito

parcial para obtenção do título de Bacharel

em Ciências Econômicas.

Orientador: William Ricardo de Sá

 

Belo Horizonte

1997

 

fiGuRa 15 - frente da folha de rosto (monografia)

 

2009_2_MANUAL_NORMAS_8_EDICAO_REVISTA_parte_1.indd 48 21/5/2009 09:28:45

T R a b a l H o s a c a d Ê m i c o s 49

 

Ana Maria Cardoso de Andrade

 

...“a beleza de seR um eTeRno apRendiz”...

 

a composição da lembRança

 

Memorial apresentado ao Departamento

de Biblioteconomia como requisito

parcial para inscrição ao concurso de

Professor Titular.

 

Belo Horizonte

1991

 

fiGuRa 16 - frente da folha de rosto (memorial)

 

2009_2_MANUAL_NORMAS_8_EDICAO_REVISTA_parte_1.indd 49 21/5/2009 09:28:45

3 RELATÓRIOS TÉCNICO-CIENTÍfICOS 1

 

 

Segundo a NBR 10719 (ABNT, 1989d, p. 1), relatório

técnico-científico é um

documento que relata formalmente os resultados ou progressos

obtidos em investigação de pesquisa e desenvolvimento ou

que descreve a situação de uma questão técnica ou científica.

O relatório técnico-científico apresenta, sistematicamente,

informação suficiente para um leitor qualificado, traça

conclusões e faz recomendações. É estabelecido em função

e sob a responsabilidade de um organismo ou de uma pessoa

a quem será submetido.

 

3.1 fases de um relatório

Geralmente a elaboração do relatório passa pelas seguintes

fases:

a) plano inicial

determinação da natureza, preparação do relatório e do

programa de seu desenvolvimento. De acordo com a

natureza de seu conteúdo, o relatório técnico-científico

pode ser classifi cado como: sigiloso, reservado, secreto,

confidencial, entre outros. (Decreto 79.099, de 06/01/77);

b) coleta e organização do material

durante a execução do trabalho, é feita a coleta, a

ordenação e o armazenamento do material necessário ao

desenvolvimento do relatório;

c) redação

desenvolvimento das etapas do relatório. Devem-se

observar as características da redação técnica;

 

1 capítulo baseado na nbR 10719 (abnT, 1989d); esta norma está em processo de revisão pela abnT.

 

2009_2_MANUAL_NORMAS_8_EDICAO_REVISTA_parte_1.indd 50 21/5/2009 09:28:45

R e l a T Ó R i o s T É c n i c o - c i e n T í f i c o s 51

 

d) revisão

recomenda-se uma revisão crítica do relatório, considerando-se

os seguintes aspectos: redação (conteúdo e estilo), sequência

das informações, apresentação gráfica e física. Maiores detalhes

sobre a elaboração de relatórios estão contidos na NBR 10719

(ABNT, 1989d).

 

3.2 Estrutura

 

Os relatórios técnico-científicos (FIG. 17) constituem-se

dos seguintes elementos:2

 

- capa

- folha de rosto- prefácio ou Apresentação

- resumo

- listas

ilustrações

símbolos, abreviaturas ou convenções

- sumário

- texto

- anexo(s) e apêndice(s)- agradecimentos

- referências- glossário

- índice(s)

- ficha de identificação

 

fiGuRa 17 - estrutura de relatórios técnico-científicos

 

a) capa

contém dados que identificam a publicação e deve ser

padronizada para todos os números de relatórios em série;

b) folha de rosto

inclui os seguintes elementos identificadores do relatório:

 

2 os elementos apresentados em negrito caracterizam-se como essenciais à publicação, os demais são

opcionais.

 

2009_2_MANUAL_NORMAS_8_EDICAO_REVISTA_parte_1.indd 51 21/5/2009 09:28:45 52 m a n u a l p a R a n o R m a l i z a ç ã o d e p u b l i c a ç õ e s T É c n i c o - c i e n T í f i c a s

 

– entidade e/ou repartição e departamento: o nome

do órgão ou entidade responsável (autor coletivo) vem

no alto da página, centrado, seguido do respectivo

departamento ou divisão (FIG. 18),

– número do relatório: o relatório técnico-científico deve

ser numerado em ordem sequencial, indicando-se a

posição do trabalho relatado em relação aos outros da

mesma série. A indicação do número deve constar no

alto da folha de rosto, na extremidade superior direita.

Frequentemente, porém, encontram-se relatórios não

numerados,

– título e subtítulo: podem ser expressos através de uma

palavra ou frase que determine o assunto do relatório.

Às vezes, torna-se necessário usar um subtítulo para

identificar melhor o assunto tratado,

– nome do autor: deve ser localizado abaixo do título,

indicando-se sempre sua qualificação e função (FIG. 19).

Entretanto, é comum o órgão ou entidade responsabilizar-

-se pela autoria do relatório,

– número da parte e respectivo título, se houver, – número do volume, quando houver mais de um, – número da edição, a partir da segunda, – notas tipográficas: devem ser indicados na parte inferior

central da folha de rosto o local (cidade), o mês e o ano

de publicação;

Eventualmente, a folha de rosto pode ser substituída pela

capa ou pela ficha de identificação (FIG. 20).

Obs.: para a elaboração dos itens prefácio, resumo, sumário, listas (de ilustrações,

abreviaturas, siglas e símbolos) agradecimentos, glossário e índice, deve-se

consultar os capítulos específicos deste Manual.

c) texto

o texto constitui a parte principal do relatório, devendo

apresentar: introdução, metodologia e discussão,

procedimentos experimentais e resultados, conclusões e

recomendações.

A linguagem deve ser clara, concisa e formal, usando frases

simples e curtas, terminologia própria do assunto e relatando

o desenvolvimento da pesquisa ou trabalho com indicação

cronológica de cada etapa.

 

2009_2_MANUAL_NORMAS_8_EDICAO_REVISTA_parte_1.indd 52 21/5/2009 09:28:45

R e l a T Ó R i o s T É c n i c o - c i e n T í f i c o s 53

 

As ilustrações constituem parte integrante do texto, desem-

penhando papel importante para sua compreensão. Quando

se tratar de material complementar, devem ser incluídas em

anexo. Como em qualquer trabalho científico, o texto do

relatório compreende:

– introdução: descreve claramente os objetivos e finalidades

do trabalho relatado, bem como os objetivos do

relatório,

– discussão: é a parte do relatório que descreve a natureza e

os resultados do trabalho. Em se tratando de um relatório

de pesquisa, a discussão descreve a conduta e os processos

da investigação. Descrevem-se testes, experiências,

observações, vantagens e desvantagens, métodos usados

para coleta dos dados, resultados e análises. A discussão

deve ser redigida de maneira completa, com a devida

atenção para os detalhes técnicos, a fim de facilitar a

compreensão e possibilitar que as técnicas utilizadas

possam ser repetidas; deve-se mencionar e listar todos

os equipamentos usados, indicando-se o nome, modelo

e série de cada um. Essas informações são necessárias,

tendo em vista possibilitar a verificação dos resultados

apresentados, bem como a realização de outros trabalhos

com utilização de equipamentos e processos idênticos,

– conclusões e recomendações: constituem a finalização

do relatório e devem ser baseadas na evidência clara dos

fatos observados, apresentando as comprovações mais

importantes para um exame crítico dos dados. Não devem

constar da conclusão dados quantitativos e resultados

passíveis de discussão;

d) anexos e apêndices

outras informações complementares podem constar de

alguns relatórios, tais como análises, cálculos e dados que,

por sua natureza, devam ser incluídos em apêndices ou

anexos;

e) referências

para a elaboração de Referências, consultar o capítulo 16;

f) ficha de identificação

a ficha de identificação é um item essencial, específico

do relatório técnico-científico. Localiza-se após o índice,

 

2009_2_MANUAL_NORMAS_8_EDICAO_REVISTA_parte_1.indd 53 21/5/2009 09:28:45 54 m a n u a l p a R a n o R m a l i z a ç ã o d e p u b l i c a ç õ e s T É c n i c o - c i e n T í f i c a s

 

podendo também substituir a folha de rosto. Deve conter

todas as informações bibliográficas do documento, além

de outros dados necessários à sua perfeita identificação e

ser apresentada de forma normalizada (FIG. 20).

 

companHia eneRGÉTica de minas GeRais - cemiG

Superintendência de Coordenação do Planejamento

Departamento de Estudos Econômicos e Planejamento

de Geração

 

Relatório nº 02110 PN/GR 1104

 

RelaTÓRio esTaTísTico 1977

 

Belo Horizonte

maio 1977

 

fiGuRa 18 - folha de rosto de relatório, com autoria coletiva

 

2009_2_MANUAL_NORMAS_8_EDICAO_REVISTA_parte_1.indd 54 21/5/2009 09:28:45

R e l a T Ó R i o s T É c n i c o - c i e n T í f i c o s 55

 

comissão inTeResTadual da bacia do

paRaná/uRuGuai (cibpu)

 

depaRTamenTo de esTudos e pRojeTos

 

RelaTÓRio GeRal

 

sobRe a HidRoloGia da bacia do Rio paRaná

 

a monTanTe de GuaíRa

 

por

 

Eduardo Riomey Yassuda

Professor de Geologia da USP

 

Adolpho Santos Júnior

Engenheiro, Diretor técnico da CIBPU

 

São Paulo

1966

 

fiGuRa 19 - folha de rosto de relatório, com autoria pessoal

 

2009_2_MANUAL_NORMAS_8_EDICAO_REVISTA_parte_1.indd 55 21/5/2009 09:28:45 56 m a n u a l p a R a n o R m a l i z a ç ã o d e p u b l i c a ç õ e s T É c n i c o - c i e n T í f i c a s

 

fiGuRa 20 - ficha de identificação de relatório

fonte: nbR 10719 (abnT, 1989d, p. 15).

 

2009_2_MANUAL_NORMAS_8_EDICAO_REVISTA_parte_1.indd 56 21/5/2009 09:28:46

4 gUIA DE BIBLIOTECAS E OUTRAS

 

UNIDADES INfORMACIONAIS 1

 

Os guias de bibliotecas e de outras unidades informacionais

– Centros de Documentação, Centros de Informação e outros – são publicações técnicas, de referência, elaboradas com o objetivo de levar ao usuário as informações essenciais sobre aquela determinada unidade. São geralmente publicações condensadas, de poucas páginas, mas é fundamental que seu conteúdo informacional seja objetivo e preciso.

 

4.1 Estrutura

Os guias devem conter informações essenciais e, se

necessário, podem ser enriquecidos com outros dados, a critério da unidade informacional.

 

ELEMENTOS ESSENCIAIS

- capa

- folha de rosto

- sumário

- elementos textuais

ELEMENTOS COMPLEMENTARES

- histórico

- ilustrações

- vinculação administrativa

- nomes dos responsáveis

- publicações editadas pela unidade informacional

- dimensões físicas

- acervo

- localização das coleções

- índice

 

fiGuRa 21 - estrutura de guia de bibliotecas e outras unidades informacionais

 

1 capítulo baseado na nbR 10518 (abnT, 2005a), com acréscimo da estrutura do documento, seguindo

os critérios básicos adotados para os livros pela nbR 6029 (abnT, 2006a).

 

2009_2_MANUAL_NORMAS_8_EDICAO_REVISTA_parte_1.indd 57 21/5/2009 09:28:46 58 m a n u a l p a R a n o R m a l i z a ç ã o d e p u b l i c a ç õ e s T É c n i c o - c i e n T í f i c a s

 

4.1.1 Elementos essenciais

 

a) capa

As capas devem trazer os seguintes elementos impressos:

– primeira capa

• nome oficial da unidade informacional, seguido de

sigla, quando houver, indicada entre parênteses, com

remissiva no índice, se houver,

• título e subtítulo da publicação, por extenso,

• tipo de unidade informacional, que pode estar

inserido no título,

• local e ano de publicação,

– segunda e terceira capas

• não devem conter material de propaganda,

– quarta capa ou contracapa

• ISBN,

• código de barras,

• endereço completo da unidade informacional (postal,

eletrônico, homepage, telefones, fax, inclusive código

do país e da área);

b) folha de rosto

O anverso da folha de rosto deve conter:

– nome oficial da unidade organizacional, da mesma

forma que foi impresso na primeira capa,

– título e subtítulo da publicação,

– local, editora e data de publicação.

O verso da folha de rosto pode incluir os seguintes

elementos:

– créditos técnicos: relação de nomes de pessoas ou

instituições que participaram da elaboração do guia,

– ficha catalográfica;

c) sumário

– indicação de conteúdo da publicação, refletindo as suas

divisões, na mesma ordem em que aparecem no texto.

 

2009_2_MANUAL_NORMAS_8_EDICAO_REVISTA_parte_1.indd 58 21/5/2009 09:28:46

G u i a d e b i b l i o T e c a s e o u T R a s u n i d a d e s i n f o R m a c i o n a i s 59

 

Nesse tipo de publicação, mesmo quando o número

de páginas é pequeno, o sumário é essencial para que

a informação seja localizada rapidamente;

 

d) elementos textuais

– público a que se destina,

– informações sobre o acervo: assuntos e tipos de

documentos,

– serviços oferecidos e custos,

– recursos disponíveis para a comunidade, incluindo

aqueles destinados a usuários com necessidades

especiais,

– horário e dias de atendimento,

– restrições relativas ao uso de alguma coleção, se houver.

 

4.1.2 Elementos complementares

a) breve histórico da unidade informacional, que pode ser

em forma de apresentação;

b) ilustrações: na capa ou inseridas no texto, desde que não

prejudiquem a legibilidade da informação;

c) vinculação administrativa da unidade informacional;

d) nome do responsável e dos outros membros da equipe

que compõe a unidade informacional, no caso do guia ser

atualizado periodicamente;

e) relação das publicações editadas pela unidade informacional,

quando for o caso;

f ) dimensões físicas da unidade informacional;

g) outras informações sobre o acervo, como: tratamento

técnico utilizado, dados quantitativos e existência de

coleções especiais;

h) localização das coleções, nos casos de unidades informacionais

muito grandes ou cujos acervos sejam localizados em

espaços físicos distintos;

i) índice, se necessário;

j) publicação do guia em mais de um idioma, nos casos de

unidades informacionais que recebem usuários de outras

nacionalidades.

 

2009_2_MANUAL_NORMAS_8_EDICAO_REVISTA_parte_1.indd 59 21/5/2009 09:28:46

5 PUBLICAÇÕES PERIÓDICAS1

 

 

As publicações periódicas são aquelas editadas a intervalos

prefixados, por tempo indeterminado, com a colaboração de diversos autores, sob a responsabilidade de um editor e/ou Comissão Editorial, incluindo assuntos diversos segundo um plano definido. São consideradas publicações periódicas mais comuns: jornais e revistas.2

 

5.1 Estrutura

 

As publicações periódicas podem apresentar os seguintes

elementos constantes da FIG. 22:3

 

ELEMENTOS MATERIAIS

- capa

- lombada

ELEMENTOS PRÉ-TEXTUAIS

- folha de rosto- errata

- sumário

- editorial

ELEMENTOS TEXTUAIS

- artigos

ELEMENTOS PÓS-TEXTUAIS

- índice

- instruções para apresentação de artigos- outras seções: comunicações, notas de livros,

resenhas etc.

 

fiGuRa 22 - estrutura de publicações periódicas

 

1 capítulo baseado na nbR 6021 (abnT, 2003a). 2 o termo “periódico” costuma ser usado como sinônimo de “publicação períodica”. 3 os elementos apresentados em negrito caracterizam-se como essenciais à publicação, os demais são

opcionais.

 

2009_2_MANUAL_NORMAS_8_EDICAO_REVISTA_parte_1.indd 60 21/5/2009 09:28:46

p u b l i c a ç õ e s p e R i Ó d i c a s 61

 

5.1.1 Elementos materiais

 

a) capa

é o revestimento externo da publicação, composto de

primeira capa (face externa), segunda capa (verso da primeira), terceira capa (verso ou face interna da quarta capa) e a quarta capa, também chamada de contracapa (outra face externa):

– primeira capa

deve conter os seguintes elementos, dispostos a critério

do editor, com exceção do código ISSN:

• logomarca da editora responsável,

• título da publicação periódica e subtítulo, por

extenso,

• número do volume e do fascículo em algarismos

arábicos,

• data, com a indicação do mês por extenso e do ano

em algarismos arábicos. Se a publicação tiver sua

periodicidade inferior à mensal, a data deve ser

completa (Ex.: v. 5 n. 1 7 janeiro 2004), ver NBR

5892 (ABNT, 1989a),

• número de ISSN (ANEXO A),

• nome do órgão editor responsável,

• indicação de suplemento, número especial etc.,

quando for o caso,

• ilustração (opcional), de forma a não prejudicar a

visibilidade dos dados bibliográficos,

– segunda capa

apesar de pouco comum, este espaço pode ser utilizado

para apresentar a relação de nomes dos órgãos ou

entidades responsáveis pela edição da publicação,

conselho editorial, anúncios publicitários etc.,

– terceira capa

segundo a NBR 6021 (ABNT, 2003a), “podem constar os

seguintes elementos: objetivos da publicação, instruções

editoriais para os autores e anúncios publicitários”,

 

2009_2_MANUAL_NORMAS_8_EDICAO_REVISTA_parte_1.indd 61 21/5/2009 09:28:46 62 m a n u a l p a R a n o R m a l i z a ç ã o d e p u b l i c a ç õ e s T É c n i c o - c i e n T í f i c a s

 

– quarta capa

conforme a NBR 6021 (ABNT, 2003a, p. 4),

podem ser impressos comentários sobre a própria

publicação, lista de lançamentos e de outras publicações

da editora, anúncios publicitários e demais informações

a critério do editor.

 

b) lombada

quando possível, a lombada deverá conter o título da

publicação periódica, o número do volume, o número do

fascículo, a data de publicação e a logomarca da editora.

 

5.1.2 Elementos pré-textuais

a) folha de rosto (fiG. 23)

os elementos que compõem a folha de rosto são aqueles

identificadores da publicação e, portanto, devem ser

impressos no seu anverso, sempre na mesma posição,

com a mesma tipologia gráfica, em todos os fascículos

da publicação, na seguinte ordem:

– título e subtítulo, por extenso, podendo ser impressos

com destaque visual dos demais elementos, exprimindo, se

possível, a área do assunto abrangido pela publicação,

– número do volume e do fascículo em algarismos

arábicos, usando-se as abreviaturas v. e n.,