Manual para Normalização de Publicações Técnico-Científicas
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M a n u a l
p a r a N o r m a l i z a ç ã o
d e P u b l i c a ç õ e s
Té c n i c o - C i e n t í f i c a s
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Júnia Lessa França
Ana Cristina de Vasconcellos
Colaboração
Maria Helena de Andrade Magalhães
Stella Maris Borges
M a n u a l
p a r a N o r m a l i z a ç ã o
d e P u b l i c a ç õ e s
T é c n i c o - C i e n t í f i c a s
8ª edição revista
por Júnia Lessa França e
Ana Cristina de Vasconcellos
Belo Horizonte
Editora UFMG
2009
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© 1990, Júnia Lessa França e outras
1990, Editora UFMG
1992 - 2. ed.; 1996 - 3. ed.; 1998 - 4. ed.; 2001 - 5. ed.; 2001 - 5. ed. em Braille; 2003 - 6. ed.;
2004 - 7. ed.; 2007 - 8. ed.; 2008 - 1ª reimpressão; 2009 - 8. ed. revista
Este livro ou parte dele não pode ser reproduzido por qualquer meio sem autorização escrita do Editor
EDITORAÇÃO DE TEXTO e REVISÃO DE PROVAS Ana Maria de Moraes NORMALIZAÇÃO BIBLIOGRÁFICA Júnia Lessa França (FALE) e Ana Cristina de Vasconcellos (FALE) REVISÃO DE PROVAS 8ª EDIÇÃO REVISTA Michel Gannam
ATUALIZAÇÃO ORTOGRÁFICA Karen M. Chequer
PROJETO GRÁFICO e FORMATAÇÃO DE MIOLO 9ª EDIÇÃO Cássio Ribeiro
MONTAGEM DE CAPA Cássio Ribeiro, a partir do projeto gráfico de Roberto Marques PRODUÇÃO GRÁFICA Warren Marilac
UNIVERSIDADE FEDERAL DE MINAS GERAIS
Reitor Ronaldo Tadêu Pena
Vice-Reitora Heloisa Maria Murgel Starling
EDITORA UFMG
Diretor Wander Melo Miranda
Vice-Diretora Silvana Cóser
CONSELHO EDITORIAL
Wander Melo Miranda (presidente)
Carlos Antônio Leite Brandão
Juarez Rocha Guimarães
Márcio Gomes Soares
Maria das Graças Santa Bárbara
Maria Helena Damasceno e Silva Megale
Paulo Sérgio Lacerda Beirão
Silvana Cóser
EDITORA UFMG
Av. Antônio Carlos, 6627
Ala direita da Biblioteca Central Térreo Campus Pampulha CEP: 31270-901 Belo Horizonte/MG Tel +55 31 3409-4650 Fax +55 31 3409-4768 www.editora.ufmg.br editora@ufmg.br
F814m França, Júnia Lessa.
Manual para normalização de publicações técnico-científicas / Júnia Lessa França,
Ana Cristina de Vasconcellos ; colaboração: Maria Helena de Andrade Magalhães,
Stella Maris Borges. - 8. ed. rev. - Belo Horizonte: Ed. UFMG, 2009.
257 p. (Aprender)
Inclui referências.
ISBN: 978-85-7041-560-8
1. Documentação - Normalização. I. Vasconcellos, Ana Cristina de.
II. Magalhães, Maria Helena de Andade. III. Borges, Stella Maris. IV. Título.
V. Série.
CDD: 001.42
CDU: 001.81
Ficha catalográfica elaborada pela CCQC - Central de Controle de Qualidade da Catalogação da Biblioteca Universitária da UFMG
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lisTa de figuras
1 Estrutura de livros 16
2 Lombada ou dorso da publicação 26
3 Errata 27
4 Falsa folha de rosto 28
5 Frente da folha de rosto (livro) 29
6 Verso da folha de rosto (livro) 30
7 Glossário 31
8 Título corrente 32
9 Estrutura de monografias 35
10 Estrutura das dissertações e teses 37
11 Estrutura de memoriais 44
12 Frente da folha de rosto (dissertação) 45
13 Verso da folha de rosto (dissertação) 46
14 Folha de aprovação 47
15 Frente da folha de rosto (monografia) 48
16 Frente da folha de rosto (memorial) 49
17 Estrutura de relatórios técnico-científicos 51
18 Folha de rosto de relatório, com autoria coletiva 54
19 Folha de rosto de relatório, com autoria pessoal 55
20 Ficha de identificação de relatório 56
21 Estrutura de guia de bibliotecas e outras unidades informacionais 57
22 Estrutura de publicações periódicas 60
23 Frente da folha de rosto (publicação periódica) 69
24 Verso da folha de rosto (publicação periódica) 70
25 Estrutura de artigo de publicação periódica 71
26 Primeira página de artigo de periódico 77
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27 Estrutura de projetos de serviços 79
28 Estrutura de projetos de pesquisa 80
29 Frente da folha de rosto (projeto de serviço) 87
30 Frente da folha de rosto (projeto de pesquisa) 88
31 Recensão de livro 94
32 Recensão de publicação periódica 95
33 Sumário de publicação coletiva 102
34 Sumário de publicação periódica 103
35 Sumário de livro, com uso de numeração progressiva 104 36 Sumário de livro, dividido em partes 105
37 Sumário de tese 106
38 Lista de abreviaturas e siglas 109
39 Lista de ilustrações 122
40 Lista de tabelas 123
41 Tabela longa (dividida e colocada em páginas
confrontantes) 124
42 Continuação da tabela anterior 125
43 Tabela mais larga do que a página (arranjada no
sentido vertical) 126
44 Tabela longa (desmembrada em seções e arranjada na
mesma página) 127
45 Índice arranjado alfabeticamente 204
46 Índice especial (autor) 205
47 Índice geral (assunto, autor e título) 206
48 Folha sugerida de gabarito de livro 219
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suMÁriO
PREFáCio à 8ª Edição REViSTA 13
Parte I
RECoMENdAçÕES PARA PUBLiCAçÕES ESPECÍFiCAS
1 LiVRoS 16
1.1 Estrutura 16
1.1.1 Elementos materiais 17
1.1.2 Elementos pré-textuais 18
1.1.3 Elementos textuais 21
1.1.4 Elementos pós-textuais 22
1.2 Elementos de apoio e localização 24
1.3 Publicações oficiais - autoria 25
2 TRABALHoS ACAdêMiCoS: monografias, dissertações, teses e memoriais 33 2.1 Monografias 34
2.1.1 Estrutura 35
2.2 dissertações e teses 35
2.2.1 Estrutura 37
2.2.1.1 Elementos pré-textuais 38
2.2.1.2 Elementos textuais 41
2.2.1.3 Elementos pós-textuais 42
2.3 Memoriais 43
2.3.1 Estrutura 44
3 RELATÓRioS TéCNiCo-CiENTÍFiCoS 50
3.1 Fases de um relatório 50
3.2 Estrutura 51
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4 GUiA dE BiBLioTECAS E oUTRAS UNidAdES iNFoRMACioNAiS 57
4.1 Estrutura 57
4.1.1 Elementos essenciais 58
4.1.2 Elementos complementares 59
5 PUBLiCAçÕES PERiÓdiCAS 60
5.1 Estrutura 60
5.1.1 Elementos materiais 61
5.1.2 Elementos pré-textuais 62
5.1.3 Elementos textuais 64
5.1.4 Elementos pós-textuais 64
5.2 orientações gerais 65
5.2.1 Legenda bibliográfica 65
5.2.2 Título 66
5.2.3 Numeração 66
5.2.4 Volume e fascículo 67
5.2.5 Suplemento 68
5.2.6 Índice 68
6 ARTiGoS dE PUBLiCAçÕES PERiÓdiCAS 71
6.1 Estrutura 71
6.1.1 Elementos pré-textuais 72
6.1.2 Elementos textuais 72
6.1.3 Elementos pós-textuais 74
7 PLANEJAMENTo E PRoJEToS 78
7.1 Estruturas 79
7.1.1 Elementos pré-textuais 81
7.1.2 Elementos textuais 82
7.1.3 Elementos pós-textuais 85
7.2 itens específicos à estrutura de projetos de serviços 86
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Parte II
RECoMENdAçÕES APLiCáVEiS AoS diVERSoS TiPoS dE PUBLiCAçÕES
8 RESUMo E RECENSão 90
8.1 Resumo 90
8.1.1 Extensão 91
8.1.2 Estilo de redação e conteúdo 91
8.1.3 Língua 91
8.2 Recensão 92
9 NUMERAção PRoGRESSiVA dAS SEçÕES dE UM doCUMENTo 96
9.1 Estrutura 96
9.2 Apresentação 96
9.2.1 Numeração 96
9.2.1.1 Seções 97
9.2.1.2 Alíneas 98
9.2.1.3 Subalíneas 98
9.2.2 Títulos das seções 98
10 SUMáRio 99
10.1 Apresentação 99
10.2 Localização 100
10.3 Numeração das seções 101
11 ABREViATURAS E SiGLAS 107
12 iLUSTRAçÕES 110
12.1 Figuras 110
12.1.1 Apresentação 110
12.1.2 Localização 112
12.1.3 disposição 112
12.2 Gráficos 114
12.3 Tabelas e quadros 115
12.3.1 Títulos e numeração 115
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12.3.2 Corpo da tabela 116
12.3.3 Abreviaturas e símbolos 118
12.3.4 Unidade de medida 119
12.3.5 Notas de rodapé das tabelas e dos quadros 119
12.3.6 Localização das tabelas e dos quadros 120
12.3.7 disposição das tabelas 121
13 NUMERAiS 128
14 CiTAçÕES 130
14.1 Citação direta (textual) 130
14.2 Citação indireta (livre) 132
14.3 Citação de citação 133
14.4 Textos ensaísticos ou literários 134
14.5 Citação de informações extraídas das redes de comunicação eletrônica 141
15 NoTAS dE RodAPé 144
15.1 Apresentação 145
15.1.1 Notas de referência 145
15.1.2 Notas explicativas 149
16 REFERêNCiAS 152
16.1 Conceitos 152
16.2 Transcrição dos elementos que compõem as referências 153 16.2.1 Formas de entrada 153
16.2.1.1 Autores pessoais 153
16.2.1.2 Autor entidade 156
16.2.1.3 Entrada por título 157
16.2.2 Título e subtítulo 157
16.2.3 Autoria secundária (tradutores, revisores, ilustradores etc.) 158
16.2.4 Edição 159
16.2.5 Local de publicação 159
16.2.6 Editora 160
16.2.7 data 161
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16.2.8 descrição física 161
16.3 Apresentação de referências 162
16.3.1 Publicações avulsas consideradas no todo, no formato
convencional e no eletrônico 162
16.3.2 Partes de publicações avulsas, no formato convencional
e no eletrônico 171
16.3.3 Publicações periódicas consideradas no todo, no formato
convencional e no eletrônico 175
16.3.4 Partes de publicações periódicas, no formato convencional
e no eletrônico 176
16.3.5 Referências com notas especiais 181
16.3.6 Referências de materiais especiais, no formato convencional
e no eletrônico 186
16.3.7 documentos de acesso exclusivo em meio eletrônico 195
17 ÍNdiCE 198
17.1 Arranjo 198
17.2 Conteúdo 198
17.3 Forma 199
17.4 Localização 200
17.5 Elaboração de índice de assunto 200
17.6 Pontuação e indicativo de localização 201
17.7 Normalização de termos usados 201
17.8 Remissivas 202
18 APRESENTAção GRáFiCA 207
18.1 digitação 207
18.2 Apresentação 210
18.2.1 Citações 210
18.2.2 Notas de rodapé 211
18.2.3 Referências 211
18.2.3.1 ordenação das referências 212
18.3 Titulação 213
18.3.1 Capítulos e seções secundárias 214
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18.3.2 ilustrações 214
18.4 Espaçamentos 215
18.4.1 Título e texto 215
18.4.2 Sumário 215
18.5 Paginação 215
18.6 Título corrente 216
18.7 Equações e fórmulas 217
18.8 Lombadas 217
REFERêNCiAS 220
ANExo A - Registro de publicações: direitos autorais, iSBN, iSSN 226
1 direitos autorais 226
2 iSBN 228
3 iSSN 230
ANExo B - Concessão de patentes 232
ANExo C - Relação das normas da ABNT sobre documentação e seus objetivos 235
ANExo d - Abreviatura dos meses 240
ÍNdiCE 241
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PrefÁCiO à 8ª ediçãO
De 1990, em sua primeira edição, a 2009, já na oitava,
o Manual para Normalização de Publicações Técnico-Científicas vem refletindo e tentando acompanhar a evolução das publicações científicas.
Inicialmente preocupado apenas com a padronização
da produção científica da UFMG, hoje já consagrado e reconhecido nacionalmente como uma publicação relevante da área, o Manual passou a integrar bibliografias de concursos públicos e a ser adotado por diversas Universidades brasileiras nos seus cursos de graduação e pós-graduação. Assim, acentuou-se o compromisso da equipe responsável por sua edição em mantê-lo permanentemente atualizado. Por essa razão, faz-se necessária a publicação de novas edições sempre que as normas oficiais são revisadas ou mesmo quando uma edição se esgota.
Como não houve nenhuma nova edição das normas da
ABNT sobre documentação entre 2007 e 2009, esta edição teve como foco principal uma revisão geral em todos os capítulos, com adequação e inclusão de novos exemplos e aprimoramento da redação, objetivando uma linguagem mais didática.
Procuramos, como sempre temos feito, enriquecer o
Manual com novos exemplos, novos casos que nos são apresentados com frequência pelos colegas de profissão, pela nossa prática diária com a normalização dos trabalhos acadêmicos, principalmente, e pelas questões trazidas pelos nossos usuários.
Aproveitamos para expressar aqui nossos agradecimentos
a essas pessoas, com as quais dividimos nossa satisfação pela “vida longa” e credibilidade deste trabalho junto ao público em geral.
As Autoras
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Par te I
Recomendações paRa
publicações específicas
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1 LIVROS 1
Livros são publicações avulsas, contendo no mínimo
cinquenta páginas impressas, grampeadas, costuradas ou coladas e revestidas de capa. Os livros e folhetos recebem uma numeração internacional padronizada (ISBN). Segundo a NBR 6029, as publi-cações contendo de cinco a quarenta e nove páginas são chamadas de folheto.
As publicações de responsabilidade de órgãos governa-
mentais são chamadas Publicações Oficiais e devem ser apresentadas conforme as instruções no final deste capítulo.
1.1 Estrutura
Os livros contêm elementos: materiais, relativos à sua
estrutura física; pré-textuais, que antecedem o texto; textuais, relativos ao seu conteúdo e pós-textuais, conforme quadro abaixo:2
elemenTos maTeRiais elemenTos pRÉ-TeXTuais elemenTos
- falsa folha de rosto pÓs-TeXTuais
- sobrecapa
- folha de rosto - posfácio
- capa - dedicatória - referências- - agradecimentos - glossário folhas de guarda
- lombada ou dorso da - listas- epígrafe - apêndice- anexo
publicação - errata - índice
- orelhas - sumário - colofão- prefácio e/ou apresentação
elemenTos TeXTuais
- texto (introdução, desenvolvimento e
conclusão)
- elementos de apoio e
localização
fiGuRa 1 - estrutura de livros
1 capítulo baseado na nbR 6029 (abnT, 2006a). 2 os elementos apresentados em negrito caracterizam-se como essenciais à publicação; os demais
são condicionados à necessidade do texto.
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l i V R o s 17
1.1.1 Elementos materiais
a) sobrecapa
proteção para a capa em papel ou outro material, consti-
tuída de primeira e quarta capas e orelhas. Deve incluir
as mesmas informações contidas na capa;
b) capa
proteção externa das publicações. A capa pode ser feita
de material flexível (brochura) ou rígido (cartonado ou
encadernado). “A primeira e a quarta capas são as faces
externas da publicação. A segunda e a terceira capas são
as faces internas ou verso da primeira e quarta capas,
respectivamente”, de acordo com a NBR 6029 (ABNT,
2006a, p. 2).
As capas devem trazer os seguintes elementos impressos:
– primeira capa
• nome(s) do(s) autor(es),
• título e subtítulo da publicação, por extenso,
• editora e/ou logomarca,
• a indicação de edição, local e ano de publicação é
opcional,
– segunda e terceira capas
• não devem conter material de propaganda,
– quarta capa ou contracapa
• ISBN,
• código de barras,
• um resumo do conteúdo da obra e o endereço da
editora podem constar opcionalmente;
c) folhas de guarda
folhas inseridas no início e no fim do livro para fixar o
miolo às capas feitas de material rígido (encadernados)
e não devem trazer nenhuma informação impressa;
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d) lombada ou dorso da publicação
lado externo do livro onde fica a costura, que reúne as
margens internas ou dobras das folhas, oposta ao corte das
páginas. Deverá indicar: nome(s) do(s) autor(es), título
da publicação, abreviado ou não, logomarca da editora
e outros elementos de identificação, como volumes,
fascículos, tomos, datas (FIG. 2). Para apresentação de
lombadas, consultar o capítulo 18 deste Manual;
e) orelhas
abas ou extremidades, excedentes da sobrecapa e/ou capa
que se “dobram” sobre si mesmas, para dentro. Podem
incluir in formações biográficas e/ou bibliográficas
sobre o autor, comentários sobre o documento (tipo
de leitor a que se destina, faixa etária).
O conteúdo de uma publicação constitui-se de elementos
pré-textuais, textuais e pós-textuais, que devem figurar na seguinte ordem:
1.1.2 Elementos pré-textuais
a) falsa folha de rosto
folha opcional que precede a folha de rosto e contém no
anverso o título e o subtítulo da publicação, centralizados
na página; no verso deve conter informações relativas à
série a que pertence o livro (FIG. 4);
b) folha de rosto
folha obrigatória que contém os elementos essenciais de
identificação da publicação (FIG. 5). Edições fac- similadas
ou com texto em mais de uma língua, podem incluir mais
de uma folha de rosto. Para obras em mais de um volume,
a folha de rosto do primeiro deve conter as informações
comuns à obra como um todo, e cada volume deve incluir
também as informações específicas dele.
No anverso da folha de rosto, aparecem os seguintes
elementos:
– autor: nome completo do autor e/ou autores individuais
ou entidades, editores responsáveis, organizadores,
tradutores, compiladores, adaptadores, prefaciadores,
seguidos de seus respectivos títulos, na mesma língua
do texto,
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l i V R o s 19
– título: deverá ser colocado no centro da página em
fonte maior do que a utilizada para o nome do autor.
Caso haja subtítulo, será diferenciado tipograficamente
do título. Obra em vários volumes deve ter um título
geral e cada volume pode ter um título específico,
– edição: conjunto de exemplares de uma obra impressos
na mesma ocasião, podendo ser reproduzido em uma
ou mais tira gens, sem nenhuma alteração. Indica-se o
número da edição a partir da segunda,
– número de volumes: indicação da quantidade de
partes de que se compõem publicações de conteúdo
muito extenso. As ins truções sobre a utilização da
obra em geral devem constar do primeiro volume, e as
informações específicas devem ser repetidas no início
dos volumes correspondentes,
– notas tipográficas: indicações de local(is), editora(s)
e data da publicação, nesta ordem, centradas uma em
cada linha, na parte inferior da página.
O verso da folha de rosto (FIG. 6) inclui os seguintes
elementos:
– registro do nome do detentor dos direitos autorais
ou editoriais (copyright), antecedido pelo símbolo ©,
– informações sobre autorização de reprodução do livro
ou parte dele,
– título original da obra (quando tradução), número e
data da edição da qual se fez a tradução, data de edições
anteriores ou de copyright da obra original,
– registro de informações sobre outros suportes em
que a publicação possa estar disponível,
– ficha catalográfica3 impressa no terço inferior da
página e elaborada conforme o Código de Catalogação
Anglo-Americano vigente;
3 ficha contendo elementos identificadores da publicação, tais como: nome do autor, título, edição, local
de publicação, editora, data, paginação, isbn (international book number) número identificador do livro em âmbito internacional (anexo a), assunto e notas complementares.
2009_2_MANUAL_NORMAS_8_EDICAO_REVISTA_parte_1.indd 19 21/5/2009 09:28:39 20 m a n u a l p a R a n o R m a l i z a ç ã o d e p u b l i c a ç õ e s T É c n i c o - c i e n T í f i c a s
– créditos: nome e endereço da editora/editor, incluindo
correio eletrônico e home page; créditos institucionais;
comissão científica, técnica ou editorial; créditos
técnicos (projeto gráfico, normalização, copidesque,
revisão, diagramação, formatação, capa e ilustrações);
órgão de fomento; nome e endereço da distribuidora
e outras informações a critério do editor,
– relação de edições e reimpressões anteriores, com os
respectivos editores e datas,
c) dedicatória
texto, geralmente curto, no qual o autor presta alguma
homenagem ou dedica seu trabalho a alguém;
d) agradecimentos
manifestação de reconhecimento a pessoas e instituições
que, de alguma forma, colaboraram para a execução do
trabalho. Os agradecimentos podem constar também no
prefácio;
e) epígrafe
citação de um pensamento que, de certa forma, embasou
a gênese da obra. Pode ocorrer também no início de cada
capítulo ou partes principais;
Obs.: dedicatória, agradecimentos e epígrafe são elementos opcionais, ficando a critério
do autor a sua inclusão. caso ocorram, devem aparecer separadamente, em páginas
ímpares.
f) listas
rol de elementos ilustrativos ou explicativos. Dependendo
das características do documento, podem ser incluídas
as seguintes listas:
– lista de ilustrações: relação de gráficos, quadros,
fórmulas, lâminas, figuras (desenhos, gravuras, mapas,
fotografias), na mesma ordem em que são citadas na
publicação, com cada ilustração designada por seu tipo e
a indicação da página onde estão localizadas. O capítulo
11 normaliza a apresentação das ilustrações (FIG. 39),
– lista de tabelas: relação numérica das tabelas na mesma
ordem em que se sucedem no texto, com indicação
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da página correspondente. Para sua apresentação
consultar 12.3 (FIG. 40),
– lista de abreviaturas e siglas: relação alfabética das
abreviaturas e siglas utilizadas na publicação, seguidas
das palavras ou expressões a que correspondem, escritas
por extenso (ver cap. 11),
– lista de notações ou símbolos: relação de sinais
convencionados, utilizados no texto, seguidos dos
respectivos significados;
g) errata
listagem de erros com as devidas correções, indicação de
páginas e, quando possível, de linhas em que os mesmos
aparecem (FIG. 3). Se possível, deve ser inserida, como
encarte, após a folha de rosto;
h) sumário
indicação de conteúdo do documento, refletindo as suas
divisões e/ou seções, na mesma ordem e grafia em que
aparecem no texto. Usa-se o termo “sumário” (e não a
palavra índice ou lista) para designar essa parte. Havendo
mais de um volume, deve-se incluir um sumário completo
do trabalho em cada volume. Maior detalhamento sobre
os sumários encontra-se no capítulo 9, específico sobre
o assunto, neste Manual;
i) prefácio e/ou apresentação
o prefácio faz uma exposição do conteúdo da obra. Pode
ser escrito pelo próprio autor ou por outra pessoa, a
critério do autor. Quando um novo prefácio é escrito
para uma nova edição, ele precede o original que é
reintitulado, por exemplo, Prefácio à 8ª edição. O prefácio e/ou apresentação deve(m) começar em página
ímpar.
1.1.3 Elementos textuais
Exposição na qual o autor elabora, de forma objetiva, suas
ideias, argumentos, justificativas e comprovações.
Todo texto científico divide-se em três partes:
2009_2_MANUAL_NORMAS_8_EDICAO_REVISTA_parte_1.indd 21 21/5/2009 09:28:39 22 m a n u a l p a R a n o R m a l i z a ç ã o d e p u b l i c a ç õ e s T É c n i c o - c i e n T í f i c a s
a) introdução
enunciado geral e preciso do assunto, contendo
exposição do trabalho, argumentos, objetivos, alcance,
métodos e materiais de pesquisa utilizados. A revisão
de literatura, quando houver, deve ser apresentada
preferencialmente em ordem cronológica, conforme a
evolução do assunto;
b) desenvolvimento
parte principal da comunicação científica. É mais extensa
e “tem por objetivo desenvolver a ideia principal, anali-
sando-a, ressaltando os pormenores mais importantes,
discutindo hipóteses divergentes, expondo a própria
hipótese e demonstrando-a.”4 Deve permitir ao leitor uma completa percepção do conteúdo. Embora não
haja uma divisão única ou um esquema formal para os
trabalhos científicos, estes devem ser divididos em
capítulos ou partes, conforme a natureza e complexi-
dade de cada trabalho em particular (ver cap. 10);
c) conclusão
síntese final, decorrência lógica e natural de tudo o que
a precede.
Como elementos de apoio ao texto podem-se incluir
citações, notas de rodapé, ilustrações e resumo, e como elementos de localização adotam-se títulos correntes e numeração das páginas, que têm por objetivo facilitar o manuseio da obra. Esses elementos serão tratados em capítulos específicos e em 1.2 deste Manual, respectivamente.
1.1.4 Elementos pós-textuais
a) posfácio
matéria informativa ou explicativa que se acrescenta após
a elaboração do texto;
4 Ruiz, 1978, p. 73.
2009_2_MANUAL_NORMAS_8_EDICAO_REVISTA_parte_1.indd 22 21/5/2009 09:28:39
l i V R o s 23
b) referências
relação das fontes utilizadas pelo autor do texto, listadas
em ordem alfabética ou numérica, obedecendo à ordem
de citação no texto e normalizadas segundo a NBR
6023 (ABNT, 2002a). As instruções para elaboração e
apresentação de uma listagem de referências constam
do capítulo 16 deste Manual;
c) glossário
lista de palavras pouco conhecidas ou estrangeiras, ou
termos e expressões técnicas acompanhadas de definições
ou traduções. As palavras devem ser listadas em ordem
alfabética, em destaque tipográfico, seguidas por suas
definições (FIG. 7);
d) apêndices e anexos
documentos complementares e/ou comprobatórios
do texto. Trazem informações esclarecedoras que não
se incluem no texto para não prejudicar a sequência
lógica da leitura. O apêndice difere do anexo por ser
elaborado pelo próprio autor, enquanto o anexo é um
documento de autoria de outro(s). Segundo a NBR
6029 (ABNT, 2006a), tanto o apêndice quanto o anexo
são identificados por letras maiúsculas sequenciais,
seguidos de seus respectivos títulos (Ex. ANEXO A -
Projeto piloto; APÊNDICE A - Roteiro da entrevista).
Devem ser citados no texto seguidos da letra de ordem,
sendo apresentados entre parênteses quando vierem no
final da frase. Se inseridos na redação, o termo ANEXO
ou APÊNDICE vem livre dos parênteses. Quando
a quantidade de anexos ou apêndices for exces siva,
dificultando a inclusão junto ao texto, pode-se formar
um volume separado; a paginação, entretanto, deve dar
sequência à numeração do texto;
e) índice
relação detalhada de assuntos e/ou nomes de pessoas,
nomes geográficos e outros com a indicação de sua
localização no texto. O índice deve ser elaborado
por um profissional e de acordo com as orientações
2009_2_MANUAL_NORMAS_8_EDICAO_REVISTA_parte_1.indd 23 21/5/2009 09:28:39 24 m a n u a l p a R a n o R m a l i z a ç ã o d e p u b l i c a ç õ e s T É c n i c o - c i e n T í f i c a s
específicas do capítulo 17 deste Manual e da NBR 6034 (ABNT, 2004a);
f) colofão
indicação do impressor (gráfica), endereço, local e
data, localizados de preferência na página ímpar da
última folha do documento.
1.2 Elementos de apoio e localização
a) título corrente
informação opcional impressa no alto de cada página
contendo nome(s) do(s) autor(es), título da obra, do
capítulo ou da seção (FIG. 8). Segundo a NBR 6029 (ABNT,
2006a) o nome do autor pode ser usado como título
corrente. Podem ser combinados os seguintes pares:
– nas páginas pares o nome do autor seguido do título
corrente da obra, e nas páginas ímpares deve aparecer o título do capítulo ou da seção, inclusive dos capítulos
complementares como anexos, apêndices, glossários,
referências e índices,
– nas páginas pares, como na combinação anterior, constar
o autor com o título corrente da obra, e nas páginas ímpares indica-se o autor seguido do título do capítulo ou seção,
– uma terceira opção pode ser a combinação do título da
obra nas páginas pares e o título do capítulo ou seção nas páginas ímpares;
b) paginação
a numeração ordenada das páginas de uma publicação deve
ser contínua, em algarismos arábicos. A numeração das
páginas aparece a partir da segunda página após o sumário
(NBR 6029, p. 9), computando-se, porém, na contagem, as
páginas preliminares desde a falsa folha de rosto.
As páginas de abertura de capítulos e partes da obra
também são contadas e não numeradas. As obras de
conteúdo muito extenso são geralmente seccionadas em
várias unidades físicas (volumes) e devem ter paginação
2009_2_MANUAL_NORMAS_8_EDICAO_REVISTA_parte_1.indd 24 21/5/2009 09:28:39
l i V R o s 25
contínua nos diversos volumes. Recomenda-se a paginação
isolada em cada volume, quando a matéria for dividida por
especialidade. A numeração pode ser colocada em evidência
no ângulo superior, preferencialmente, dentro da margem
direita, nas páginas ímpares, e dentro da margem esquerda,
nas páginas pares. No entanto, a NBR 6029 (ABNT, 2006a,
p. 9) permite maior flexibilidade quando estabelece que “[...]
sua localização fica a critério do projeto gráfico da editora,
desde que fora da mancha.”
1.3 Publicações oficiais-autoria
São publicações de responsabilidade de órgãos
governamentais. Apresentam, em sua folha de rosto, as Armas da República, conforme a Instrução Normativa n. 83, de 3 abr. 1978 do DASP, publicada no Diário Oficial de 3 abr. 1978, p. 4.651, item 2. Consideram-se como autores de publicações oficiais:
a) entidade-coletiva5
quando organiza, edita, publica e divulga uma obra sob sua
direção e em seu nome. Normalmente publica: relatórios
das atividades do órgão, bibliografias, planos, projetos,
regulamentos, trabalhos administrativos, balanços e
similares. Entretanto, a entidade coletiva será considerada
apenas editor da obra quando:
– tratar-se de obra sob encomenda, ou seja, o órgão contrata
pessoa (servidor ou não) para elaborar determinado
trabalho,
– a entidade for apenas o patrocinador da obra, o que não
lhe assegura o direito à autoria,
– ocorrer compilação ou seleção de textos legais e outros, desde
que as compilações constituam trabalho intelectual;
b) autores pessoais (autoria única ou múltipla)
quando um ou mais servidores são responsáveis pelo
conteúdo de obra que exceda os limites das atividades
específicas do órgão, considerado, então, como editor.
5 lei nº 9.610 de 19 fev. 1998 que dispõe sobre direitos autorais (bRasil, 1998).
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fiGuRa 2 - lombada ou dorso da publicação
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l i V R o s 27
e R R a T a
onde se lê leia-se página parágrafo linha
material de referência conclusão 132 1 3
pretextuais pré-textuais 156 2 2
postextuais pós-textuais 156 2 1
fiGuRa 3 - errata
2009_2_MANUAL_NORMAS_8_EDICAO_REVISTA_parte_1.indd 27 21/5/2009 09:28:40 28 m a n u a l p a R a n o R m a l i z a ç ã o d e p u b l i c a ç õ e s T É c n i c o - c i e n T í f i c a s
inTeRação em sala de aula
QuesTões conceiTuais e meTodolÓGicas
fiGuRa 4 - falsa folha de rosto
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l i V R o s 29
LAURA CANÇADO RIBEIRO
Professora de Psicologia da Personalidade
no Curso de Psicologia da UFMG
MARIA DAS GRAÇAS DE CASTRO BREGUNCI
Professora de Psicologia da Educação na
Faculdade de Educação da UFMG
inTeRação em sala de aula
QuesTões conceiTuais e meTodolÓGicas
Belo Horizonte
Editora UFMG/PROED
1986
fiGuRa 5 - frente da folha de rosto (livro)
2009_2_MANUAL_NORMAS_8_EDICAO_REVISTA_parte_1.indd 29 21/5/2009 09:28:40 30 m a n u a l p a R a n o R m a l i z a ç ã o d e p u b l i c a ç õ e s T É c n i c o - c i e n T í f i c a s
© 1990, Júnia Lessa França e outras
1990, Editora UFMG
1992 - 2. ed.; 1996 - 3. ed.; 1998 - 4. ed.; 2001 - 5. ed.; 2001 - 5. ed. em Braille; 2003 - 6. ed.; 2004 - 7. ed.; 2007 - 8. ed. Este livro ou parte dele não pode ser reproduzido por qualquer meio sem autorização escrita do Editor EDITORAÇÃO DE TEXTO E REVISÃO DE PROVAS Ana Maria de Moraes
NORMALIZAÇÃO BIBLIOGRÁFICA Júnia Lessa França (FALE) e
Ana Cristina de Vasconcellos (FALE)
PROJETO GRÁFICO E FORMATAÇÃO DE MIOLO Cássio Ribeiro
CAPA Cássio Ribeiro, a partir do projeto gráfico de Roberto Marques
PRODUÇÃO GRÁFICA Warren M. Santos
UNIVERSIDADE FEDERAL DE MINAS GERAIS
REITOR Ronaldo Tadêu Pena
VICE-REITORA Heloisa Maria Murgel Starling
EDITORA UFMG
DIRETOR Wander Melo Miranda
VICE-DIRETORA Silvana Cóser
CONSELHO EDITORIAL
Wander Melo Miranda (presidente)
Carlos Antônio Leite Brandão
Juarez Rocha Guimarães
Márcio Gomes Soares
Maria das Graças Santa Bárbara
Maria Helena Damasceno e Silva Megale
Paulo Sérgio Lacerda Beirão
Silvana Cóser
EDITORA UFMG
Av. Antônio Carlos, 6627
Ala direita da Biblioteca Central Térreo Campus Pampulha CEP:31270-901 Belo Horizonte/MG Tel (31) 3499-4650 Fax (31) 3499-4768
www.editora.ufmg.br editora@ufmg.br
F814m França, Júnia Lessa.
Manual para normalização de publicações técnico-científicas / Júnia Lessa França,
Ana Cristina de Vasconcellos ; colaboração: Maria Helena de Andrade Magalhães,
Stella Maris Borges. - 8. ed. rev. e ampl. por Júnia Lessa França e Ana Cristina de Vasconcellos. -
Belo Horizonte: Ed. UFMG, 2007.
255 p. (Aprender)
Inclui referências.
ISBN: 978-85-7041-560-8
1. Documentação - Normalização. I. Vasconcellos, Ana Cristina de.
II. Magalhães, Maria Helena de Andade. III. Borges, Stella Maris. IV. Título.
V. Série.
CDD: 001.42
CDU: 001.81
Ficha catalográfica elaborada pela CCQC - Central de Controle de Qualidade da Catalogação da Biblioteca Universitária da UFMG
fiGuRa 6 - Verso da folha de rosto (livro)
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l i V R o s 31
GlossáRio
Assemble: (Montador) Um programa que produz um programa em
linguagem objeto, a partir de um programa em linguagem
simbólica. Um montador realiza funções como: tradução dos
códigos simbólicos de operação em instruções executáveis pela
máquina: atribuição de locações de memória a cálculo ou
endereços absolutos, a partir de endereços simbólicos.
Carregador: (Loader) Uma parte do sistema supervisor usada para
carregar programas da biblioteca do sistema para a memória,
antes de sua execução.
Compilador: (Compileri) Um programa mais poderoso que o
montador. Além de ser capaz de traduzir, o compilador é capaz de
substituir certos comandos de entrada por grupos de instruções
ou sub-rotinas.
Compositor: (Composer) Versão do link-editor para o sistema/4.
Dados ativos: Dados que estão sendo usados, alterados ou referenciados.
Endereço absoluto: (Absolute address) Uma parte do endereço de
memória que serve de base, índice ou endereço inicial para
modificação de endereços subsequentes.
Fase: (Phase) Um módulo ou grupo de módulos que foi processado
pelo link-editor para formar uma rotina executável. Exceto em
circunstâncias muito especiais uma fase não é relocável.
Fase móvel: (Overlay Phase) Uma fase que é carregada na memória
durante a execução de um programa e substitui por superposição
outra fase móvel e/ou é substituída por outra fase móvel.
fiGuRa 7 - Glossário
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fiGuRa 8 - Título corrente
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2 TRABALHOS ACADÊMICOS:
monografias, dissertações, teses e memoriais 1
Os trabalhos monográficos ou monografias constituem
o produto de leituras, observações, investigações, reflexões e críticas desenvolvidas nos cursos de graduação e pós-graduação.
Sua principal característica é a abordagem de um tema
único (mónos = um só e graphein = escrever).
Para Marconi e Lakatos (1990), monografia é
um estudo sobre um tema específico ou particular, com
suficiente valor representativo e que obedece a rigorosa
metodologia. Investiga determinado assunto não só em
profundidade, mas em todos os seus ângulos e aspectos [...]
Contribuição importante, original e pessoal para a ciência.2
Para se chegar à elaboração da monografia, pressupõe-se
que já se tenha definido uma ideia, um problema, uma questão, um tema ou assunto, sobre o qual será centrada a investigação.
Para o sucesso da pesquisa, concorrem o interesse,
preferências pessoais, formação acadêmica e conhecimentos prévios do pesquisador, bem como originalidade e utilidade do tema.
Após definir o problema a ser investigado, a etapa
seguinte é o levantamento bibliográfico, que tem por objetivo situar o pesquisador quanto ao assunto escolhido, através da revisão de literatura, na qual ele passa a ter conhecimento de outros trabalhos já publicados na área.
Para tanto, são utilizadas obras de referência, catálogos
de bibliotecas, índices de periódicos, bases de dados nacionais e internacionais, redes eletrônicas de comunicação, enfim, todas as fontes disponíveis para se ter acesso à informação desejada. Feito o levantamento, será necessário obter o material para leitura.
1 capítulo baseado na nbR 14724 (abnT, 2005c). 2 maRconi; laKaTos, 1990, p. 205.
2009_2_MANUAL_NORMAS_8_EDICAO_REVISTA_parte_1.indd 33 21/5/2009 09:28:42 34 m a n u a l p a R a n o R m a l i z a ç ã o d e p u b l i c a ç õ e s T É c n i c o - c i e n T í f i c a s
Obtido o material, deve-se efetuar uma leitura cuidadosa,
anotando-se tudo que se considerar relevante para o trabalho, e sobretudo a referência (autor, título, local de publicação, editora e data); no caso de se pretender fazer citações de trechos dos trabalhos consultados, lembrar-se de anotar a paginação correspondente.
Caso o levantamento tenha sido muito exaustivo e resul-
tado em um número excessivo de textos, deve-se fazer uma seleção, descartando os menos específicos, dando prioridade aos que abordam o tema escolhido de forma mais direta. Esses cuidados com a leitura organizada do material irão economizar tempo futuro e darão mais segurança no momento de se redigir o trabalho.
Dentre os trabalhos monográficos mais usuais, destacam-
-se aqueles exigidos para obtenção de graus, como a dissertação de mestrado e a tese de doutorado. Para a conclusão de cursos de especialização, ou mesmo de graduação, é comum a apresentação de trabalhos acadêmicos muitas vezes chamados simplesmente de monografias (ver 2.1). Considera-se também como monografia a redação de memorial, exigido para a progressão na carreira docente.
O que distingue os diferentes trabalhos acadêmicos são
os níveis de profundidade e originalidade, bem como a exigência de defesa pública para alguns deles.
Neste Manual iremos chamar de “monografias” os
trabalhos acadêmicos elaborados antes da pós-graduação (mestrado e doutorado).
2.1 Monografias
Por ser uma primeira experiência de relato científico, a
monografia constitui-se numa preparação metodológica para futuros trabalhos de investigação. Por essa razão sua estrutura assemelha-se à das dissertações e teses, podendo restringir-se aos elementos considerados essenciais: capa, folha de rosto, resumo, sumário, texto e referências. Deve estar relacionada ao curso, disciplina, estudo e ter a supervisão de um orientador ou professor.
A NBR 14724 (ABNT, 2005c) atribui as seguintes
denominações para esses trabalhos:
– Trabalho de conclusão de curso - TCC,
– Trabalho de graduação interdisciplinar - TGI,
– Trabalho de conclusão de curso de especialização e/
ou aperfeiçoamento.
2009_2_MANUAL_NORMAS_8_EDICAO_REVISTA_parte_1.indd 34 21/5/2009 09:28:42
T R a b a l H o s a c a d Ê m i c o s 35
2.1.1 Estrutura
A estrutura sugerida por este Manual pode passar por
adaptações de acordo com as recomendações dos colegiados de cursos específicos.
elemenTos pRÉ-TeXTuais
- capa
- folha de rosto- errata
- dedicatória
- agradecimentos
- epígrafe
- resumo na língua vernácula- resumo em língua estrangeira- listas
- sumário
elemenTos TeXTuais
- introdução- desenvolvimento- considerações finais
elemenTos pÓs-TeXTuais
- referências- glossário
- apêndice(s) e anexo(s)
- índice(s)
fiGuRa 9 - estrutura de monografias
os elementos apresentados em negrito são considerados essenciais;
os demais são opcionais. Ver a conceituação dos elementos em 2.2.
2.2 Dissertações e teses
Dissertações e teses constituem o produto de pesquisas
desenvolvidas em cursos no nível de pós-graduação (mestrado e doutorado). Abordam um tema único, exigindo investigações próprias à área de especialização e métodos específicos. Devem ser escritas no idioma do país, onde serão defendidas, com exceção daquelas para obtenção do grau de mestre ou doutor em línguas estrangeiras.
2009_2_MANUAL_NORMAS_8_EDICAO_REVISTA_parte_1.indd 35 21/5/2009 09:28:42 36 m a n u a l p a R a n o R m a l i z a ç ã o d e p u b l i c a ç õ e s T É c n i c o - c i e n T í f i c a s
A diferença entre tese e dissertação refere-se ao grau de
profundidade e originalidade exigido na tese, defendida na conclusão de curso de doutoramento. Não obstante, a maioria das universidades brasileiras considera como tese os trabalhos de conclusão de cursos de pós-graduação independentemente do seu nível (mestrado e doutorado). A distinção entre tese e dissertação é feita pelos pareceres do Conselho Federal de Educação - CFE, abaixo transcritos:
Parecer 977/65
Art. 2º
§ 1º O preparo de uma dissertação será exigido para obtenção
do grau de “Mestre”;
§ 2º A elaboração de uma tese constitui exigência para
obtenção do grau de “Doutor”.
Art. 9º
A dissertação do mestrado deverá evidenciar conhecimento da
literatura existente e a capacidade de investigação do candidato,
podendo ser baseada em trabalho experimental, projeto especial
ou contribuição técnica.
Art. 10
A tese de doutorado deverá ser elaborada com base em
investigação original devendo representar trabalho de real
contribuição para o tema escolhido.
Parecer 77/69
Art. 13
V - Do candidato ao Mestrado exige-se dissertação ou
outro tipo de trabalho a critério do departamento; para
o grau de Doutor requer-se defesa de tese que represente
trabalho de pesquisa importando em real contribuição para o
conhecimento do tema.
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T R a b a l H o s a c a d Ê m i c o s 37
2.2.1 Estrutura
As dissertações e teses podem ser compostas das seguintes
partes: pré-textuais, textuais e pós-textuais, conforme o quadro abaixo:3
elemenTos pRÉ-TeXTuais
- capa
- lombada
- folha de rosto- errata
- folha de aprovação- páginas preliminares
dedicatória
agradecimentos
epígrafe
- resumo na língua vernácula- resumo em língua estrangeira- lista de ilustrações
- lista de tabelas
- lista de abreviaturas e siglas
- lista de símbolos
- sumário
elemenTos TeXTuais
- texto
introdução
desenvolvimento
conclusão ou considerações finais
elemenTos pÓs-TeXTuais
- referências- glossário
- apêndice(s)
- anexo(s)
- índice(s)
fiGuRa 10 - estrutura das dissertações e teses
3 os elementos apresentados em negrito caracterizam-se como essenciais à publicação, os demais são
opcionais.
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2.2.1.1 Elementos pré-textuais
a) capa
deve conter nome da instituição (opcional), autoria,
título do trabalho, subtítulo, se houver, número do
volume, local (cidade) e ano de depósito (entrega),
dispostos nessa ordem. A inclusão de outros elementos
ou dados é opcional;
b) lombada
elemento opcional padronizado pela NBR 12225
(ABNT, 2004b). Deve trazer impressos o nome do autor
e o título e elementos alfanuméricos de identificação
(Ex.: v. 2). Para apresentação de lombadas, consultar
o capítulo 18 deste Manual;
c) folha de rosto (fIg.12)
o anverso da folha de rosto contém os seguintes dados
necessários à identificação:
– autor: o nome completo do autor deverá ser centrado
no alto da folha de rosto, observando-se uma margem
vertical de 3,0 cm, escrito com letras menores do que
as utilizadas para o título e seguido dos títulos e/ou
credenciais (opcional),
– título: deve ser preciso e significativo, escrito com
fonte maior do que a usada para o nome do autor,
colocado no centro da página. O subtítulo, quando houver, deve ser graficamente diferenciado e separado
do título por dois-pontos,
– número de volumes: se houver mais de um, em cada
folha de rosto deve constar o número do respectivo
volume,
– nota de tese ou dissertação: consiste na explicitação
da natureza do trabalho (tese ou dissertação),
mencionando-se o curso de pós-graduação e a unidade
aos quais foi apresentado, o objetivo (grau pretendido,
e outros),
– área de concentração: após a nota de tese ou
dissertação, indica-se a área de concentração do curso
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T R a b a l H o s a c a d Ê m i c o s 39
escolhido pelo mestrando ou doutorando, quando
houver pode-se indicar também a linha de pesquisa,
– orientador: o nome do orientador do trabalho deve
suceder à informação de área de concen tração,
seguido do nome da instituição a que pertence e, se
houver, do co-orientador,
– notas tipográficas: compõem-se de local, instituição
(opcional) e data (ano) de depósito (da entrega),
centrado um em cada linha, observando-se a margem
vertical infe rior de 2,0 cm,
– verso da folha de rosto: contém no terço inferior
da página a ficha catalográfica, que deverá ser
confeccionada por profissional bibliotecário de
acordo com o Código de Catalogação Anglo-Americano
vigente (FIG. 13);
d) errata
listagem de erros com as devidas correções, indicações
de páginas e, quando possível, de linhas em que
os mesmos aparecem (FIG. 3). Se possível deve ser
inserida, como encarte, após a folha de rosto;
e) folha de aprovação
a ser inserida logo após a folha de rosto, não sendo
considerada na contagem das páginas. Deve conter:
nome do autor do trabalho, título e subtítulo (se
houver), natureza e objetivo do trabalho, nome da
instituição a que é submetido, linha de pesquisa, área de
concentração, data de aprovação, nome completo dos
membros da banca examinadora, titulação e instituições
a que pertencem e local para assinatura dos mesmos.
Outros dados (avaliação, parecer e outras considerações)
podem ser incluídos nessa página a critério do curso de
pós-graduação (FIG. 14);
f) páginas preliminares
páginas que antecedem ao resumo. Podem ser incluídas
as seguintes partes, devendo constar cada uma em página
separada:
2009_2_MANUAL_NORMAS_8_EDICAO_REVISTA_parte_1.indd 39 21/5/2009 09:28:42 40 m a n u a l p a R a n o R m a l i z a ç ã o d e p u b l i c a ç õ e s T É c n i c o - c i e n T í f i c a s
– dedicatória: texto, geralmente curto, no qual o autor
presta uma homenagem ou dedica seu trabalho a
alguém,
– agradecimentos: manifestação de agradecimento
a pessoas e instituições que, de alguma forma,
colaboraram para a execução do trabalho,
– epígrafe: citação de um pensamento que, de certa
forma, embasou a gênese da obra. Pode ocorrer
também no início de cada capítulo ou de partes
principais;
g) resumo na língua vernácula
redigido pelo próprio autor da tese ou dissertação, o
resumo — síntese dos pontos relevantes do texto, em
linguagem clara, concisa, direta, com o máximo de
500 palavras — deve ressaltar o objetivo, o resultado
e as conclusões do trabalho, assim como o método e
a técnica empregados na sua elaboração. O resumo é
seguido das palavras-chave e/ou descritores, represen-
tativos do conteúdo. Precede o sumário e é redigido
na língua do mesmo. O capítulo 8 deste Manual e a
NBR 6028 (ABNT, 2003e) contêm orientações para a
elaboração de resumo;
h) resumo em língua estrangeira
a tradução do resumo para o inglês ou para outro
idioma de difusão internacional aparece logo após o
resumo na língua vernácula, seguido das palavras-
-chave e/ou descritores, na língua;
i) listas
rol de elementos ilustrativos ou explicativos. Depen-
dendo da característica do documento podem ser
incluídas as seguintes listas:
– lista de ilustrações: relação de gráficos, quadros,
fórmulas, lâminas, figuras (desenhos, gravuras, mapas,
fotografias), na mesma ordem em que são citadas no
texto, com cada ilustração designada por seu tipo e a
indicação da página onde estão localizadas (FIG. 39),
2009_2_MANUAL_NORMAS_8_EDICAO_REVISTA_parte_1.indd 40 21/5/2009 09:28:42
T R a b a l H o s a c a d Ê m i c o s 41
– lista de tabelas: relação numérica das tabelas na mesma
ordem em que se sucedem na tese, seguida do título e
com a indicação da página correspondente,
– lista de abreviaturas e siglas: relação alfabética das
abreviaturas e siglas utilizadas na publicação, seguidas
das palavras ou expressões a que correspondem,
escritas por extenso (ver cap. 11),
– lista de notações ou símbolos: relação de sinais
convencionados, utilizados no texto, seguidos dos
respectivos significados;
j) sumário
indicação do conteúdo do documento, refletindo suas
divisões e/ou seções, na mesma ordem e grafia em
que aparecem no texto. Usa-se o termo “sumário”
(e não a palavra índice ou lista) para designar essa
parte. Havendo mais de um volume, deve-se incluir
um sumário completo do trabalho em cada volume.
Maior detalhamento sobre sumário encontra-se na NBR
6027 (ABNT, 2003d) e no capítulo 9, específico sobre o
assunto, neste Manual.
2.2.1.2 Elementos textuais
Como todos os trabalhos científicos, a organização
do texto das teses e dissertações deve obedecer a seguinte ordem: Introdução, Desenvolvimento e Conclusão, dividindo-se em seções e subseções conforme a natureza do assunto. Deve-se utilizar o sistema de numeração progressiva estabelecido pela NBR 6024 (ABNT, 2003c) que permite apresentar a matéria em uma sequência lógica, facilitando sua identificação e localização. Utiliza-se comumente a seguinte estrutura em capítulos:
a) introdução
deve fornecer uma visão global da pesquisa realizada,
incluindo a formulação de hipóteses, delimitações do
assunto tratado e os objetivos da pesquisa;
b) desenvolvimento
– revisão de literatura: nesse capítulo, o autor deve
demonstrar conhecimento da literatura básica sobre o
2009_2_MANUAL_NORMAS_8_EDICAO_REVISTA_parte_1.indd 41 21/5/2009 09:28:42 42 m a n u a l p a R a n o R m a l i z a ç ã o d e p u b l i c a ç õ e s T É c n i c o - c i e n T í f i c a s
assunto, resumindo os resultados de estudos feitos por
outros autores. A literatura citada deve ser apresentada
preferencialmente em ordem cronológica, em blocos
de assunto, mostrando a evolução do tema de maneira
integrada. Todo documento analisado deve constar na
listagem bibliográfica e ser referen ciado conforme as
recomendações do capítulo 16,
– material e métodos (ou metodologia): é a parte
onde se descreve a metodologia adotada para o
desenvolvimento do trabalho. Descrição breve, porém
completa e clara das técnicas e processos empregados,
bem como o delineamento experimental,
– resultados: esse capítulo deve ser apresentado de
forma detalhada, propiciando ao leitor a percepção
completa dos resultados obtidos. Deve incluir
ilustrações, como quadros, gráficos, tabelas, mapas
e outros,
– discussão dos resultados: é a comparação dos
resultados alcançados pelo estudo com aqueles
des critos na revisão de literatura. É a discussão e
demonstração das novas verdades a partir de verdades garantidas;
c) conclusão
síntese final da tese, a conclusão constitui-se de uma
resposta à hipótese enunciada na introdução. O autor
manifestará seu ponto de vista sobre os resultados
obtidos e sobre o alcance dos mesmos. Não se permite a
inclusão de dados novos nesse capítulo. Nas dissertações,
algumas vezes, o autor pode intitular essa parte de
Considerações finais , caso não tenha atingido o nível de profundidade necessário para tecer conclusões.
Obs.: a apresentação de citações e notas de rodapé está incluída nos capítulos 14 e 15
deste Manual. para a paginação dos trabalhos acadêmicos, consultar o item 18.5.
2.2.1.3 Elementos pós-textuais
a) referências
consiste numa listagem das publicações utilizadas
para elaboração do trabalho, podendo ser ordenada
2009_2_MANUAL_NORMAS_8_EDICAO_REVISTA_parte_1.indd 42 21/5/2009 09:28:42
T R a b a l H o s a c a d Ê m i c o s 43
alfabeticamente ou pelo sistema numérico. O capítulo
16 contém instruções sobre normalização das referências
e o capítulo 18 traz informações sobre a apresentação
gráfica;
b) glossário
lista alfabética de palavras poucos conhecidas, estran-
geiras, termos ou expressões técnicas acompanhadas
de definições ou traduções (FIG. 7);
c) apêndices e anexos
documentos complementares e/ou comprobatórios do
texto, sendo o apêndice elaborado pelo próprio autor
e o anexo de autoria diferente, trazem informações
esclarecedoras, tabelas ou dados colocados à parte, para
não quebrar a sequência lógica da exposição. Tanto o
apêndice quanto o anexo são identificados por letras
maiúsculas sequenciais, travessão e seguidos de seus
respectivos títulos (Ex.: ANEXO A - Projeto piloto;
APÊNDICE A - Roteiro da entrevista). Devem ser citados
no texto seguidos da letra de ordem, sendo apresentados
entre parênteses quando vierem no final da frase. Se
inseridos na redação, os termos ANEXO ou APÊNDICE
vêm livres dos parênteses. Caso tenham sido utilizadas as
23 letras do alfabeto na identificação dos apêndices e dos
anexos, permite-se usar letras maiúsculas dobradas.
d) índice
elemento opcional, elaborado conforme a NBR 6034
(ABNT, 2004a) e o capítulo 17 deste Manual.
2.3 Memoriais
Memorial é o relatório exigido em Universidades para
obtenção de progressão vertical na carreira dos Docentes. É apresentado às comissões de progressão ou às comissões julgadoras de concursos públicos para provimento de vagas de professores.
Inclui “a descrição e a avaliação crítica da formação
universitária, das atividades profissionais e, em particular, das atividades docentes que possam contribuir para o julgamento global do
2009_2_MANUAL_NORMAS_8_EDICAO_REVISTA_parte_1.indd 43 21/5/2009 09:28:42 44 m a n u a l p a R a n o R m a l i z a ç ã o d e p u b l i c a ç õ e s T É c n i c o - c i e n T í f i c a s
candidato”,4 o que o difere do curriculum vitae, que se limita a apresentar dados biográficos, de formação acadêmica e atividades profissionais, sem comentários pessoais a respeito dessas informações.
Pela sua natureza e objetivo, o Memorial requer uma apre-
sentação esmerada, de forma a torná-lo atraente aos examinadores.
A sua estrutura é semelhante à das dissertações e teses,
porém a divisão do texto fica a critério do autor, seguindo obri-gatoriamente o desenvolvimento cronológico de suas atividades acadêmicas.
Alguns memoriais vão muito além da simples apresentação
das habilitações pessoais e profissionais do candidato, com textos tão ricamente elaborados que os transformam em verdadeiras obras literárias.
2.3.1 Estrutura
Os memoriais podem ter a seguinte estrutura:
- capa
- folha de rosto- páginas preliminares
dedicatória
agradecimentos
epígrafe
- sumário- texto
- referências
fiGuRa 11 - estrutura de memoriais
os itens apresentados em negrito são considerados essenciais,
os demais são opcionais.
Obs.: a apresentação gráfica dos trabalhos acadêmicos está prevista no capítulo 18 deste
Manual.
4 ufpR, 1995, p. 1.
2009_2_MANUAL_NORMAS_8_EDICAO_REVISTA_parte_1.indd 44 21/5/2009 09:28:43
T R a b a l H o s a c a d Ê m i c o s 45
Cristina Almeida Cunha Filgueiras
pRáTicas educaTiVas no moVimenTo populaR:
a eXpeRiÊncia das mulHeRes no baiRRo indusTRial
Dissertação apresentada ao Curso de
Mestrado da Faculdade de Educação da
Universidade Federal de Minas Gerais,
como requisito parcial à obtenção do
título de Mestre em Educação.
Área de concentração: Ciências Sociais
Orientadora: Profª Olinda M. Noronha
Universidade de Campinas
Belo Horizonte
1986
fiGuRa 12 - frente da folha de rosto (dissertação)
2009_2_MANUAL_NORMAS_8_EDICAO_REVISTA_parte_1.indd 45 21/5/2009 09:28:43 46 m a n u a l p a R a n o R m a l i z a ç ã o d e p u b l i c a ç õ e s T É c n i c o - c i e n T í f i c a s
fiGuRa 13 - Verso da folha de rosto (dissertação)
2009_2_MANUAL_NORMAS_8_EDICAO_REVISTA_parte_1.indd 46 21/5/2009 09:28:43
T R a b a l H o s a c a d Ê m i c o s 47
fiGuRa 14 - folha de aprovação
2009_2_MANUAL_NORMAS_8_EDICAO_REVISTA_parte_1.indd 47 21/5/2009 09:28:45 48 m a n u a l p a R a n o R m a l i z a ç ã o d e p u b l i c a ç õ e s T É c n i c o - c i e n T í f i c a s
Bernardo Tavares de Almeida
as TeoRias da ReGulação econômica:
uma Visão inTRoduTÓRia
Monografia apresentada ao Departamento
de Ciências Econômicas da Faculdade de
Ciências Econômicas da Universidade
Federal de Minas Gerais como requisito
parcial para obtenção do título de Bacharel
em Ciências Econômicas.
Orientador: William Ricardo de Sá
Belo Horizonte
1997
fiGuRa 15 - frente da folha de rosto (monografia)
2009_2_MANUAL_NORMAS_8_EDICAO_REVISTA_parte_1.indd 48 21/5/2009 09:28:45
T R a b a l H o s a c a d Ê m i c o s 49
Ana Maria Cardoso de Andrade
...“a beleza de seR um eTeRno apRendiz”...
a composição da lembRança
Memorial apresentado ao Departamento
de Biblioteconomia como requisito
parcial para inscrição ao concurso de
Professor Titular.
Belo Horizonte
1991
fiGuRa 16 - frente da folha de rosto (memorial)
2009_2_MANUAL_NORMAS_8_EDICAO_REVISTA_parte_1.indd 49 21/5/2009 09:28:45
3 RELATÓRIOS TÉCNICO-CIENTÍfICOS 1
Segundo a NBR 10719 (ABNT, 1989d, p. 1), relatório
técnico-científico é um
documento que relata formalmente os resultados ou progressos
obtidos em investigação de pesquisa e desenvolvimento ou
que descreve a situação de uma questão técnica ou científica.
O relatório técnico-científico apresenta, sistematicamente,
informação suficiente para um leitor qualificado, traça
conclusões e faz recomendações. É estabelecido em função
e sob a responsabilidade de um organismo ou de uma pessoa
a quem será submetido.
3.1 fases de um relatório
Geralmente a elaboração do relatório passa pelas seguintes
fases:
a) plano inicial
determinação da natureza, preparação do relatório e do
programa de seu desenvolvimento. De acordo com a
natureza de seu conteúdo, o relatório técnico-científico
pode ser classifi cado como: sigiloso, reservado, secreto,
confidencial, entre outros. (Decreto 79.099, de 06/01/77);
b) coleta e organização do material
durante a execução do trabalho, é feita a coleta, a
ordenação e o armazenamento do material necessário ao
desenvolvimento do relatório;
c) redação
desenvolvimento das etapas do relatório. Devem-se
observar as características da redação técnica;
1 capítulo baseado na nbR 10719 (abnT, 1989d); esta norma está em processo de revisão pela abnT.
2009_2_MANUAL_NORMAS_8_EDICAO_REVISTA_parte_1.indd 50 21/5/2009 09:28:45
R e l a T Ó R i o s T É c n i c o - c i e n T í f i c o s 51
d) revisão
recomenda-se uma revisão crítica do relatório, considerando-se
os seguintes aspectos: redação (conteúdo e estilo), sequência
das informações, apresentação gráfica e física. Maiores detalhes
sobre a elaboração de relatórios estão contidos na NBR 10719
(ABNT, 1989d).
3.2 Estrutura
Os relatórios técnico-científicos (FIG. 17) constituem-se
dos seguintes elementos:2
- capa
- folha de rosto- prefácio ou Apresentação
- resumo
- listas
ilustrações
símbolos, abreviaturas ou convenções
- sumário
- texto
- anexo(s) e apêndice(s)- agradecimentos
- referências- glossário
- índice(s)
- ficha de identificação
fiGuRa 17 - estrutura de relatórios técnico-científicos
a) capa
contém dados que identificam a publicação e deve ser
padronizada para todos os números de relatórios em série;
b) folha de rosto
inclui os seguintes elementos identificadores do relatório:
2 os elementos apresentados em negrito caracterizam-se como essenciais à publicação, os demais são
opcionais.
2009_2_MANUAL_NORMAS_8_EDICAO_REVISTA_parte_1.indd 51 21/5/2009 09:28:45 52 m a n u a l p a R a n o R m a l i z a ç ã o d e p u b l i c a ç õ e s T É c n i c o - c i e n T í f i c a s
– entidade e/ou repartição e departamento: o nome
do órgão ou entidade responsável (autor coletivo) vem
no alto da página, centrado, seguido do respectivo
departamento ou divisão (FIG. 18),
– número do relatório: o relatório técnico-científico deve
ser numerado em ordem sequencial, indicando-se a
posição do trabalho relatado em relação aos outros da
mesma série. A indicação do número deve constar no
alto da folha de rosto, na extremidade superior direita.
Frequentemente, porém, encontram-se relatórios não
numerados,
– título e subtítulo: podem ser expressos através de uma
palavra ou frase que determine o assunto do relatório.
Às vezes, torna-se necessário usar um subtítulo para
identificar melhor o assunto tratado,
– nome do autor: deve ser localizado abaixo do título,
indicando-se sempre sua qualificação e função (FIG. 19).
Entretanto, é comum o órgão ou entidade responsabilizar-
-se pela autoria do relatório,
– número da parte e respectivo título, se houver, – número do volume, quando houver mais de um, – número da edição, a partir da segunda, – notas tipográficas: devem ser indicados na parte inferior
central da folha de rosto o local (cidade), o mês e o ano
de publicação;
Eventualmente, a folha de rosto pode ser substituída pela
capa ou pela ficha de identificação (FIG. 20).
Obs.: para a elaboração dos itens prefácio, resumo, sumário, listas (de ilustrações,
abreviaturas, siglas e símbolos) agradecimentos, glossário e índice, deve-se
consultar os capítulos específicos deste Manual.
c) texto
o texto constitui a parte principal do relatório, devendo
apresentar: introdução, metodologia e discussão,
procedimentos experimentais e resultados, conclusões e
recomendações.
A linguagem deve ser clara, concisa e formal, usando frases
simples e curtas, terminologia própria do assunto e relatando
o desenvolvimento da pesquisa ou trabalho com indicação
cronológica de cada etapa.
2009_2_MANUAL_NORMAS_8_EDICAO_REVISTA_parte_1.indd 52 21/5/2009 09:28:45
R e l a T Ó R i o s T É c n i c o - c i e n T í f i c o s 53
As ilustrações constituem parte integrante do texto, desem-
penhando papel importante para sua compreensão. Quando
se tratar de material complementar, devem ser incluídas em
anexo. Como em qualquer trabalho científico, o texto do
relatório compreende:
– introdução: descreve claramente os objetivos e finalidades
do trabalho relatado, bem como os objetivos do
relatório,
– discussão: é a parte do relatório que descreve a natureza e
os resultados do trabalho. Em se tratando de um relatório
de pesquisa, a discussão descreve a conduta e os processos
da investigação. Descrevem-se testes, experiências,
observações, vantagens e desvantagens, métodos usados
para coleta dos dados, resultados e análises. A discussão
deve ser redigida de maneira completa, com a devida
atenção para os detalhes técnicos, a fim de facilitar a
compreensão e possibilitar que as técnicas utilizadas
possam ser repetidas; deve-se mencionar e listar todos
os equipamentos usados, indicando-se o nome, modelo
e série de cada um. Essas informações são necessárias,
tendo em vista possibilitar a verificação dos resultados
apresentados, bem como a realização de outros trabalhos
com utilização de equipamentos e processos idênticos,
– conclusões e recomendações: constituem a finalização
do relatório e devem ser baseadas na evidência clara dos
fatos observados, apresentando as comprovações mais
importantes para um exame crítico dos dados. Não devem
constar da conclusão dados quantitativos e resultados
passíveis de discussão;
d) anexos e apêndices
outras informações complementares podem constar de
alguns relatórios, tais como análises, cálculos e dados que,
por sua natureza, devam ser incluídos em apêndices ou
anexos;
e) referências
para a elaboração de Referências, consultar o capítulo 16;
f) ficha de identificação
a ficha de identificação é um item essencial, específico
do relatório técnico-científico. Localiza-se após o índice,
2009_2_MANUAL_NORMAS_8_EDICAO_REVISTA_parte_1.indd 53 21/5/2009 09:28:45 54 m a n u a l p a R a n o R m a l i z a ç ã o d e p u b l i c a ç õ e s T É c n i c o - c i e n T í f i c a s
podendo também substituir a folha de rosto. Deve conter
todas as informações bibliográficas do documento, além
de outros dados necessários à sua perfeita identificação e
ser apresentada de forma normalizada (FIG. 20).
companHia eneRGÉTica de minas GeRais - cemiG
Superintendência de Coordenação do Planejamento
Departamento de Estudos Econômicos e Planejamento
de Geração
Relatório nº 02110 PN/GR 1104
RelaTÓRio esTaTísTico 1977
Belo Horizonte
maio 1977
fiGuRa 18 - folha de rosto de relatório, com autoria coletiva
2009_2_MANUAL_NORMAS_8_EDICAO_REVISTA_parte_1.indd 54 21/5/2009 09:28:45
R e l a T Ó R i o s T É c n i c o - c i e n T í f i c o s 55
comissão inTeResTadual da bacia do
paRaná/uRuGuai (cibpu)
depaRTamenTo de esTudos e pRojeTos
RelaTÓRio GeRal
sobRe a HidRoloGia da bacia do Rio paRaná
a monTanTe de GuaíRa
por
Eduardo Riomey Yassuda
Professor de Geologia da USP
Adolpho Santos Júnior
Engenheiro, Diretor técnico da CIBPU
São Paulo
1966
fiGuRa 19 - folha de rosto de relatório, com autoria pessoal
2009_2_MANUAL_NORMAS_8_EDICAO_REVISTA_parte_1.indd 55 21/5/2009 09:28:45 56 m a n u a l p a R a n o R m a l i z a ç ã o d e p u b l i c a ç õ e s T É c n i c o - c i e n T í f i c a s
fiGuRa 20 - ficha de identificação de relatório
fonte: nbR 10719 (abnT, 1989d, p. 15).
2009_2_MANUAL_NORMAS_8_EDICAO_REVISTA_parte_1.indd 56 21/5/2009 09:28:46
4 gUIA DE BIBLIOTECAS E OUTRAS
UNIDADES INfORMACIONAIS 1
Os guias de bibliotecas e de outras unidades informacionais
– Centros de Documentação, Centros de Informação e outros – são publicações técnicas, de referência, elaboradas com o objetivo de levar ao usuário as informações essenciais sobre aquela determinada unidade. São geralmente publicações condensadas, de poucas páginas, mas é fundamental que seu conteúdo informacional seja objetivo e preciso.
4.1 Estrutura
Os guias devem conter informações essenciais e, se
necessário, podem ser enriquecidos com outros dados, a critério da unidade informacional.
ELEMENTOS ESSENCIAIS
- capa
- folha de rosto
- sumário
- elementos textuais
ELEMENTOS COMPLEMENTARES
- histórico
- ilustrações
- vinculação administrativa
- nomes dos responsáveis
- publicações editadas pela unidade informacional
- dimensões físicas
- acervo
- localização das coleções
- índice
fiGuRa 21 - estrutura de guia de bibliotecas e outras unidades informacionais
1 capítulo baseado na nbR 10518 (abnT, 2005a), com acréscimo da estrutura do documento, seguindo
os critérios básicos adotados para os livros pela nbR 6029 (abnT, 2006a).
2009_2_MANUAL_NORMAS_8_EDICAO_REVISTA_parte_1.indd 57 21/5/2009 09:28:46 58 m a n u a l p a R a n o R m a l i z a ç ã o d e p u b l i c a ç õ e s T É c n i c o - c i e n T í f i c a s
4.1.1 Elementos essenciais
a) capa
As capas devem trazer os seguintes elementos impressos:
– primeira capa
• nome oficial da unidade informacional, seguido de
sigla, quando houver, indicada entre parênteses, com
remissiva no índice, se houver,
• título e subtítulo da publicação, por extenso,
• tipo de unidade informacional, que pode estar
inserido no título,
• local e ano de publicação,
– segunda e terceira capas
• não devem conter material de propaganda,
– quarta capa ou contracapa
• ISBN,
• código de barras,
• endereço completo da unidade informacional (postal,
eletrônico, homepage, telefones, fax, inclusive código
do país e da área);
b) folha de rosto
O anverso da folha de rosto deve conter:
– nome oficial da unidade organizacional, da mesma
forma que foi impresso na primeira capa,
– título e subtítulo da publicação,
– local, editora e data de publicação.
O verso da folha de rosto pode incluir os seguintes
elementos:
– créditos técnicos: relação de nomes de pessoas ou
instituições que participaram da elaboração do guia,
– ficha catalográfica;
c) sumário
– indicação de conteúdo da publicação, refletindo as suas
divisões, na mesma ordem em que aparecem no texto.
2009_2_MANUAL_NORMAS_8_EDICAO_REVISTA_parte_1.indd 58 21/5/2009 09:28:46
G u i a d e b i b l i o T e c a s e o u T R a s u n i d a d e s i n f o R m a c i o n a i s 59
Nesse tipo de publicação, mesmo quando o número
de páginas é pequeno, o sumário é essencial para que
a informação seja localizada rapidamente;
d) elementos textuais
– público a que se destina,
– informações sobre o acervo: assuntos e tipos de
documentos,
– serviços oferecidos e custos,
– recursos disponíveis para a comunidade, incluindo
aqueles destinados a usuários com necessidades
especiais,
– horário e dias de atendimento,
– restrições relativas ao uso de alguma coleção, se houver.
4.1.2 Elementos complementares
a) breve histórico da unidade informacional, que pode ser
em forma de apresentação;
b) ilustrações: na capa ou inseridas no texto, desde que não
prejudiquem a legibilidade da informação;
c) vinculação administrativa da unidade informacional;
d) nome do responsável e dos outros membros da equipe
que compõe a unidade informacional, no caso do guia ser
atualizado periodicamente;
e) relação das publicações editadas pela unidade informacional,
quando for o caso;
f ) dimensões físicas da unidade informacional;
g) outras informações sobre o acervo, como: tratamento
técnico utilizado, dados quantitativos e existência de
coleções especiais;
h) localização das coleções, nos casos de unidades informacionais
muito grandes ou cujos acervos sejam localizados em
espaços físicos distintos;
i) índice, se necessário;
j) publicação do guia em mais de um idioma, nos casos de
unidades informacionais que recebem usuários de outras
nacionalidades.
2009_2_MANUAL_NORMAS_8_EDICAO_REVISTA_parte_1.indd 59 21/5/2009 09:28:46
5 PUBLICAÇÕES PERIÓDICAS1
As publicações periódicas são aquelas editadas a intervalos
prefixados, por tempo indeterminado, com a colaboração de diversos autores, sob a responsabilidade de um editor e/ou Comissão Editorial, incluindo assuntos diversos segundo um plano definido. São consideradas publicações periódicas mais comuns: jornais e revistas.2
5.1 Estrutura
As publicações periódicas podem apresentar os seguintes
elementos constantes da FIG. 22:3
ELEMENTOS MATERIAIS
- capa
- lombada
ELEMENTOS PRÉ-TEXTUAIS
- folha de rosto- errata
- sumário
- editorial
ELEMENTOS TEXTUAIS
- artigos
ELEMENTOS PÓS-TEXTUAIS
- índice
- instruções para apresentação de artigos- outras seções: comunicações, notas de livros,
resenhas etc.
fiGuRa 22 - estrutura de publicações periódicas
1 capítulo baseado na nbR 6021 (abnT, 2003a). 2 o termo “periódico” costuma ser usado como sinônimo de “publicação períodica”. 3 os elementos apresentados em negrito caracterizam-se como essenciais à publicação, os demais são
opcionais.
2009_2_MANUAL_NORMAS_8_EDICAO_REVISTA_parte_1.indd 60 21/5/2009 09:28:46
p u b l i c a ç õ e s p e R i Ó d i c a s 61
5.1.1 Elementos materiais
a) capa
é o revestimento externo da publicação, composto de
primeira capa (face externa), segunda capa (verso da primeira), terceira capa (verso ou face interna da quarta capa) e a quarta capa, também chamada de contracapa (outra face externa):
– primeira capa
deve conter os seguintes elementos, dispostos a critério
do editor, com exceção do código ISSN:
• logomarca da editora responsável,
• título da publicação periódica e subtítulo, por
extenso,
• número do volume e do fascículo em algarismos
arábicos,
• data, com a indicação do mês por extenso e do ano
em algarismos arábicos. Se a publicação tiver sua
periodicidade inferior à mensal, a data deve ser
completa (Ex.: v. 5 n. 1 7 janeiro 2004), ver NBR
5892 (ABNT, 1989a),
• número de ISSN (ANEXO A),
• nome do órgão editor responsável,
• indicação de suplemento, número especial etc.,
quando for o caso,
• ilustração (opcional), de forma a não prejudicar a
visibilidade dos dados bibliográficos,
– segunda capa
apesar de pouco comum, este espaço pode ser utilizado
para apresentar a relação de nomes dos órgãos ou
entidades responsáveis pela edição da publicação,
conselho editorial, anúncios publicitários etc.,
– terceira capa
segundo a NBR 6021 (ABNT, 2003a), “podem constar os
seguintes elementos: objetivos da publicação, instruções
editoriais para os autores e anúncios publicitários”,
2009_2_MANUAL_NORMAS_8_EDICAO_REVISTA_parte_1.indd 61 21/5/2009 09:28:46 62 m a n u a l p a R a n o R m a l i z a ç ã o d e p u b l i c a ç õ e s T É c n i c o - c i e n T í f i c a s
– quarta capa
conforme a NBR 6021 (ABNT, 2003a, p. 4),
podem ser impressos comentários sobre a própria
publicação, lista de lançamentos e de outras publicações
da editora, anúncios publicitários e demais informações
a critério do editor.
b) lombada
quando possível, a lombada deverá conter o título da
publicação periódica, o número do volume, o número do
fascículo, a data de publicação e a logomarca da editora.
5.1.2 Elementos pré-textuais
a) folha de rosto (fiG. 23)
os elementos que compõem a folha de rosto são aqueles
identificadores da publicação e, portanto, devem ser
impressos no seu anverso, sempre na mesma posição,
com a mesma tipologia gráfica, em todos os fascículos
da publicação, na seguinte ordem:
– título e subtítulo, por extenso, podendo ser impressos
com destaque visual dos demais elementos, exprimindo, se
possível, a área do assunto abrangido pela publicação,
– número do volume e do fascículo em algarismos
arábicos, usando-se as abreviaturas v. e n.,