Manual para Normalização de Publicações Técnico-Científicas

Júnia Lessa França · Capítulo 2 de 8 · parte 1/2

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Manual para Normalização de Publicações Técnico-Científicas

– data, com a indicação do mês…

Este capítulo é longo, por isso está dividido em 2 partes.

– data, com a indicação do mês por extenso e ano em

algarismos arábicos (Ex.: v. 4 n. 2 abril/junho 2004). No

entanto, se a periodicidade da publicação for inferior à

mensal, deve-se imprimir a data completa (Ex.: v. 2 n.

1 15 janeiro 2004),

– local de publicação (cidade e estado),

– indicação da existência de suplementos, índices,

encartes,

– código ISSN colocado acima da legenda,

– legenda bibliográfica (ver 5.2.1).

 

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O verso da folha de rosto deve trazer as seguintes

informações (FIG. 24):

– sobre o registro do direito autoral, registrando-se o

ano do contrato, antecedido do símbolo © e o nome

do detentor dos direitos;

E X E M P L O

© 2004 Faculdade de Letras da UFMG

 

– sobre autorização de reprodução de artigos ou parte

deles;

E X E M P L O

• qualquer parte desta publicação pode ser reproduzida, desde

que citada a fonte

• todos os direitos desta edição reservados à Editora UFMG

• proibida a reprodução de qualquer parte, por qualquer meio,

sem a prévia autorização do Editor

 

– outros suportes em que a publicação encontra-se

disponível

E X E M P L O

• disponível também em CD-ROM

• disponível também em <http://www.journal.vet.ufmg.br/abmvz>

 

– ficha catalográfica, impressa no terço inferior da página

e elaborada de acordo com o Código de Catalogação

Anglo-Americano vigente. Deve incluir em nota especial os dados sobre a publicação (data do primeiro volume,

alterações de títulos e de periodicidade),

– créditos, devem ser incluídos os seguintes elementos

impressos sempre na mesma posição em todos os

fascículos, a critério do editor:

• nome e endereço do editor/editora comercial,

incluindo endereços eletrônicos,

• créditos institucionais,

• comissão editorial, técnica ou científica,

• créditos técnicos (projeto gráfico, normalização,

revisão, diagramação e formatação, capa, ilustrações

e outros),

• órgão de fomento,

• indexação da publicação,

 

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• filiação da publicação,

• nome e endereço da distribuidora,

• preço da assinatura e de fascículos avulsos;

b) errata

se houver necessidade de elaboração de uma errata, esta

deve ser inserida após a folha de rosto e trazer a referência

bibliográfica da publicação no alto da página;

c) sumário

é a listagem das principais divisões, seções e outras

partes do periódico, na mesma ordem e língua em que

se apresentam na publicação. O sumário deve indicar:

título de cada artigo, autor e paginação. De acordo com

a NBR 6027 (ABNT, 2003d), é facultativa a apresentação

do sumário na folha de rosto ou na primeira capa, mas

é importante que ocupe a mesma posição em todos

os fascículos. O capítulo 9 deste Manual descreve

detalhadamente o assunto;

d) editorial

deve ser apresentado após o sumário.

 

5.1.3 Elementos textuais

Os elementos textuais são os próprios artigos aprovados para publicação pela Comissão Editorial e podem ser agrupados em seções conforme a natureza do assunto ou gênero da publicação periódica (ver as recomendações do cap. 6 deste Manual ).

 

5.1.4 Elementos pós-textuais

a) índice

anualmente, a revista deve incluir um índice corres-

pondente a todo o volume. Esse índice pode integrar

o último fascículo do volume, o primeiro fascículo do volume seguinte ou constituir um fascículo inde-pendente . Sendo publicado em fascículo independente, deve incluir na folha de rosto informações indicando

a publicação a que pertence, além do tipo de índice:

autor, assunto, geográfico etc, data, números do

volume e fascículos abrangidos e o código ISSN da

publicação. Sempre que possível, deve-se elaborar um

 

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índice cumulativo, reunindo-se matéria dos volumes

publicados num período determinado (ver cap. 17);

b) instruções para apresentação de artigos

cada fascículo deve conter normas para redação e

apresentação de trabalhos a serem publicados, constituídas

de orientações objetivas e claras para os autores. Essas

instruções aparecem na última página numerada do

periódico ou na terceira capa;

c) outras seções

outras seções podem suceder-se aos artigos, tais como:

comunicações, notas de livros, resenhas de publicações

e noticiosos, a critério do editor.

 

5.2 Orientações gerais

 

5.2.1 Legenda bibliográfica

Segundo a NBR 6021 (ABNT, 2003) a legenda bibliográfica

deve aparecer, em rodapé, na folha de rosto e em cada página do texto com os seguintes elementos:

a) título abreviado do periódico;4 b) local de publicação, por extenso, na língua da publicação;

c) número do volume e do fascículo, em algarismos arábicos;

d) número das páginas inicial e final do fascículo;

e) data da edição do fascículo, sendo o mês abreviado.

A legenda bibliográfica da folha de rosto deve ser delimitada

por traços horizontais e verticais e indicar a paginação relativa ao fascículo, enquanto que a legenda de cada artigo contém apenas sua paginação específica.

 

Legenda de folha de rosto (fascículo como um todo):

E X E M P L O

Arq. Bras. Med. Vet. Zoot. Belo Horizonte v. 55 n. 6 p. 651-773 dez. 2003

 

Legenda das páginas referentes a cada artigo:

E X E M P L O

Arq. Bras. Med. Vet. Zoot., Belo Horizonte, v. 55, n. 6, p. 677-686, dez. 2003.

 

4 para abreviar os títulos de periódicos, pode-se consultar a nbR 6032 (abnT, 1989b).

 

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5.2.2 Título

O título deve ser claro, curto e representativo do assunto

de que trata a publicação. Caso o editor tenha conhecimento de outra publicação com o mesmo título, deve adicionar algum elemento (o local de publicação, por exemplo) para facilitar a distinção das duas publicações.

Na capa e folha de rosto, o título deve ser destacado

tipograficamente dos demais elementos, evitando-se a inclusão de abreviaturas.

Mudança de título da publicação periódica só se faz

quando absolutamente necessária. Nesse caso, deve ser feita no início de um volume, preferencialmente, com uma nova numeração. O título antigo deve ser citado na folha de rosto e/ou capa, junto ao novo título, durante um ano após a mudança.

Se a publicação periódica for editada em várias partes ou

seções, deve-se indicar a parte ou seção logo após o título.

E X E M P L O

Boletim do Museu Nacional; Antropologia

Boletim do Museu Nacional; Botânica

 

5.2.3 Numeração

A numeração dos volumes deve, preferencialmente,

coincidir com o ano civil e ser ex pressa em algarismos arábicos (janeiro: n. 1, dezembro: n. 12). Caso o início da publicação se dê no decorrer do ano, o primeiro volume deve terminar em dezembro, para que os volumes subsequentes se iniciem no começo de cada ano.

Usa-se o termo volume e não ano para se indicar um

conjunto de fascículos.

Em cada volume deve-se recomeçar a numeração dos

fascículos, em algarismos arábicos.

E X E M P L O

v. 1 n. 1 2004

 

No entanto, a NBR 6021 (ABNT, 2003a) permite que a

numeração dos fascículos continue no volume seguinte:

E X E M P L O

v. 1 n. 1/12 2001

v. 2 n. 13/24 2001

 

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A paginação dos fascículos deve ser contínua, em cada

volume, utilizando-se algarismos arábicos, sem incluir a capa (ver 18.5). Essa numeração recomeça em cada volume.

As páginas reservadas aos anúncios devem ser excluídas

da paginação geral.

Em caso de fusão de duas ou mais publicações periódicas

sob um novo título, a resultante será considerada uma nova publicação periódica e terá, portanto, nova numeração. Caso se mantenha um dos títulos antigos, mantém-se também a numeração deste.

Quando uma publicação periódica se desdobrar em novos

títulos, estes corresponderão a duas (ou mais) novas publicações periódicas, iniciando-se uma nova numeração. Entretanto, caso uma delas mantenha o título original, esta manterá também a numeração anterior.

 

5.2.4 Volume e fascículo

A periodicidade é fator determinante do número de

fascículos que compõem um volume. Havendo um número muito grande de fascículos publicados em um curto espaço de tempo, pode--se publicar mais de um volume por ano.

Todos os fascículos deverão ter o mesmo formato. Caso

haja ne cessidade de mudá-lo, isso deve acontecer somente no início de um vo lume. A NBR 6021 (ABNT, 2003a) recomenda que a publicação periódica tenha um projeto gráfico que padronize formato, composição, tipo de papel, cores, ilustrações, técnica de impressão, acabamento e tiragem.

Deve-se manter a uniformidade tipográfica nas seções de

todos os fascículos de um periódico. Tipos e corpos diferentes podem ser usados para a distinção dos diversos elementos do texto (títulos, autores, notas), desde que se conserve sua legibilidade.

Número especial deve conter, além dos elementos e partes

de um fascículo normal, indicação de que se trata de número especial, na capa e na folha de rosto.

Havendo interrupção na publicação, deve-se informar,

nos fascí culos subsequentes, a data e o número do volume do último fascículo publicado.

Quando a periodicidade for irregular, o último fascículo

do vo lume deve trazer impressa a nota: fim do volume.

 

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Ocorrendo a necessidade de publicar acumuladamente

mais de um fascículo, isso deverá ser feito dentro do mesmo ano e volume:

E X E M P L O

v. 2 n. 3/4 julho/dezembro.

 

5.2.5 Suplemento

Suplemento é a parte da publicação periódica que contém

material complementar e de apoio. Segundo a NBR 6021 (ABNT, 2003a, p. 9):

As informações sobre um suplemento devem ser indicadas

no anverso da folha de rosto do fascículo da publicação

que acompanha, bem como na ficha catalográfica e no seu

editorial.

 

Pode integrar um fascículo ou ser publicado separadamente.

O suplemento dependente usa a mesma identificação do fascículo que complementa, porém tem paginação própria.

Quando publicado separadamente, o suplemento, segundo

a NBR 6021 (ABNT, 2003a, p. 9):

Tem título e identificação próprios (número do volume,

fascículo, data e código ISSN). Neste caso, deve indicar, no verso

da folha de rosto do suplemento, a informação Suplemento de:, com a indicação do título completo da publicação que suplementa, bem como seus números de volume e fascículo,

data e o código ISSN. Na publicação, em contrapartida, devem

constar, na mesma posição, a informação Suplementado por:, com a indicação do título completo do suplemento, bem como

os números do volume e fascículo, data e o código ISSN.

 

5.2.6 Índice

Anualmente, a revista deve incluir um índice de assunto

e/ou autor correspondente a todo o volume. Esse índice pode integrar o último fascículo do volume ou o primeiro fascículo do volume seguinte. Sendo publicado em fascículo independente, deve incluir na folha de rosto informações indicando a publicação a que pertence, além do tipo de índice (autor, assunto, geográfico etc), data e números do volume e fascículos abrangidos e o ISSN da publicação.

 

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aRQuiVo bRasileiRo de

 

medicina VeTeRináRia e zooTecnia

 

(BRAZILIAN JOURNAL OF VETERINARY AND ANIMAL SCIENCES)

 

v. 55 n. 6

Dezembro - 2003

 

BELO HORIZONTE ISSN: 0101-0935

 

Arq. Bras. Med. Vet. Zoot. Belo Horizonte v. 55 n. 6 p. 651-773 dez. 2003

 

fiGuRa 23 - frente da folha de rosto (publicação periódica)

 

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© 2003 FEP-MVZ Editora

Disponível nos sites: www.journal.vet.ufmg.br / www.scielo.org.

Indexado por/Indexed by: ISI, AGRIS, BIOSIS, CAB, CAS, MEDLARS, “Referatynyi Zhurnal”, Bibliografia Brasileira de Medicina Veterinária e Zootecnia e LILACS.

UNIVERSIDADE FEDERAL DE MINAS GERAIS

Reitora: Ana Lúcia Almeida Gazzola

Vice-Reitor: Marcos Borato Viana

ESCOLA DE VETERINÁRIA

Diretor: Roberto Baracat de Araujo

Vice-Diretor: Francisco Carlos Faria Lobato

Apoio Financeiro [Financial Support]:

CNPq (Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico)

FEP-MVZ (Fundação de Estudo e Pesquisa em Medicina Veterinária e Zootecnia)

Escola de Veterinária - Universidade Federal de Minas Gerais

Parceria científica [Scientific partners]:

Sociedade Brasileira de Melhoramento Animal - SBMA

Sociedade Brasileira de Transferência de Embrião - SBTE

Correspondências, pedidos de assinatura e solicitação de números avulsos deverão ser endereçados a: [All correspondences, subscriptions and claims for missing issues should be addressed to the Editor] FEP-MVZ Editora

Arquivo Brasileiro de Medicina Veterinária e Zootecnia

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E-mail: journal@vet.ufmg.br

Publicação bimestral/Published bimonthly

Assinatura Anual/ Annual Subscription

 

Arquivo Brasileiro de Medicina Veterinária e Zootecnia, v. 35, 1983-

– Belo Horizonte : Fundação de Estudo e Pesquisa em Medicina

Veterinária e Zootecnia, Escola de Veterinária, Universidade

Federal de Minas Gerais.

il. ; 23 cm.

Títulos anteriores: Arquivos da Escola Superior de Veterinária

do Estado de Minas Gerais, 1943-49.; Arquivos da Escola Superior

de Veterinária da Universidade Rural do Estado de Minas Gerais,

1950-59; Arquivos da Escola de Veterinária da Universidade Federal

de Minas Gerais, 1960-63; Arquivos da Escola de Veterinária da

Universidade Federal de Minas Gerais, 1964-1982.

Periodicidade bimestral.

ISSN: 0102-0935

1. Veterinária – Periódicos. 2. Zootecnia – Periódicos. 3. Alimento

animal – Periódicos. I. Universidade Federal de Minas Gerais. Escola

de Veterinária.

CDD: 636.005

 

fiGuRa 24 - Verso da folha de rosto (publicação periódica)

 

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6 ARTIgOS DE PUBLICAÇÕES PERIÓDICAS 1

 

 

As orientações que se seguem destinam-se à normalização

de artigos a serem publicados em revistas técnicas e científicas. Normas gerais:

a) para submeter um artigo à aprovação do Conselho

Editorial de uma revista, o autor deve tomar conhecimento

das normas editoriais da revista e adotá-las;

b) não se deve enviar, para publicação, artigo que já

tenha sido editado ou aceito para publicação em outras

revistas.

 

6.1 Estrutura

O artigo de publicação periódica obedece a uma estrutura

básica própria (FIG. 25),2 assim descrita:

 

ELEMENTOS PRÉ-TEXTUAIS

- cabeçalho (título, subtítulo, nome do autor(es)- resumo na língua do texto- palavras-chave na língua do texto

ELEMENTOS TEXTUAIS

- introdução

revisão de literatura

- desenvolvimento material e métodos

resultados e discussão

- conclusão

ELEMENTOS PÓS-TEXTUAIS

- título e subtítulo em língua estrangeira

- resumo em língua estrangeira- palavras-chave em língua estrangeira- notas explicativas

- referências

- glossário

- anexos e/ou apêndices

- agradecimentos

- data de entrega

 

fiGuRa 25 - estrutura de artigo de publicação periódica

 

1 capítulo baseado na nbR 6022 (abnT, 2003b). 2 os elementos apresentados em negrito são os essenciais à publicação, os demais são opcionais.

 

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6.1.1 Elementos pré-textuais

a) cabeçalho (fiG. 26)

inclui os seguintes elementos:

– título do artigo: deve ser claro e objetivo, podendo

ser completado por um subtítulo diferenciado

tipograficamente, ou separados por dois-pontos (:).

Deve ser escrito na mesma língua do texto, evitando-se

abreviaturas, parênteses e fórmulas que dificultem a

compreensão do conteúdo do artigo. Quando se tratar

de uma tradução, o(s) nome(s) do(s) tradutor(es) e o

título original do trabalho devem constar em nota de

rodapé,

– nome do autor e colaborador(es): deve-se indicar o

nome por extenso, depois do título; suas credenciais

(referentes ao assunto do artigo), endereço postal e

eletrônico serão indicados em nota de rodapé por

asterisco (ver 6.1.3, alínea d);

b) resumo

um resumo de conteúdo, redigido na língua do texto,

é elemento obrigatório, não devendo ultrapassar 250 palavras;

c) palavras-chave

indicação de palavras significativas do conteúdo do artigo,

para facilitar a elaboração posterior de um índice de

assunto (ver 17.5); são separadas entre si por ponto.

 

6.1.2 Elementos textuais

O texto3 de artigo de publicação periódica, como qualquer

outro trabalho científico, divide-se basicamente em três partes: Introdução, Desenvolvimento e Conclusão.

a) introdução

exposição breve do tema tratado, apresentando-o de

maneira geral e relacionando a literatura consultada com o

assunto do artigo. A introdução deve expor preliminarmente

o tema; apresentar definições, conceituações, pontos

de vista e abordagens; justificativa da escolha do

 

3 baseado em ReY, 1972, p. 60.

 

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a R T i G o s d e p u b l i c a ç õ e s p e R i Ó d i c a s 73

 

tema; objetivos e plano adotado para o desenvolvimento

da pesquisa ou do estudo; deve situar o problema da

pesquisa no contexto geral da área e indicar os pressupostos

necessários à sua compreensão. Não se aconselha a

inclusão de ilustrações, tabelas e gráficos, na introdução,

– revisão de literatura

pode ser incluída na introdução ou apresentada sepa-

radamente. Deve citar textos que tenham embasado o

desenvolvimento do trabalho. A revisão da literatura

citada deve ser apresentada preferencialmente em

ordem cronológica, conforme evolução do assunto,

observando-se as normas para citação no texto, segundo

orientação do capítulo 14 deste Manual;

b) desenvolvimento

núcleo do trabalho onde o autor expõe, explica e demonstra

o assunto em todos os seus aspectos. Deve-se adotar o

sistema de numeração progressiva4 para a divisão do tema. Para relatos de pesquisa, o artigo pode apresentar

a seguinte subdivisão:

 

– material e métodos (metodologia)

descrição do material e dos métodos para o desenvol-

vimento da pesquisa e indicação breve das técnicas

e processos utilizados na investigação. Modelos de

questionários, entrevistas ou qualquer outro material

complementar usado na pesquisa devem ser apresen-

tados em anexo,

– resultados e discussão

esse item visa discutir, confirmar ou negar hipóteses

e/ou confirmar resultados da pesquisa indicados

anteriormente na introdução. Expõe de forma

detalhada, racional, objetiva e clara o resultado da

pesquisa, permitindo ao leitor completa assimilação da

investigação realizada. Dependendo do estilo do autor

ou da necessidade, a discussão pode ser apresentada separadamente dos resultados;

 

4 Ver nbR 6024 (abnT, 2003c) e cap. 9 deste Manual.

 

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c) conclusão

é a parte final do trabalho e deve incluir, antes de tudo,

uma resposta para a problemática do tema proposto

na intro dução. É uma decorrência lógica e natural de

tudo que a precede. Deve ser breve, concisa e referir-se

às hipóteses levantadas e discutidas anteriormente. O

autor pode expor seu ponto de vista pessoal com base

nos resultados que ava liou e interpretou. Esse item pode

incluir também recomen dações e/ou sugestões de outras

pesquisas na área.

 

6.1.3 Elementos pós-textuais

 

a) título e subtítulo em língua estrangeira

a NBR 6022 (ABNT, 2003b) recomenda a apresentação

do título e subtítulo (se houver) em língua estrangeira,

diferenciados tipograficamente ou separados por dois-

-pontos (:);

b) resumo em língua estrangeira

apresentar o resumo no idioma exigido pelas normas da

revista;

c) palavras-chave em língua estrangeira

incluir a versão das palavras-chave identificadoras do(s)

assunto(s) abordado(s) no artigo, na língua do resumo;

d) notas explicativas

devem ser reduzidas ao mínimo e colocadas em rodapé.

A primeira página do artigo poderá conter as seguintes

notas: qualificações, títulos ou credenciais do(s) autor(es),

endereço postal e eletrônico (ver cap. 15 );

E X E M P L O

* Professor da Faculdade de Letras da UFMG.josie@mail.gesnet.com.br

 

e) referências

relação das fontes utilizadas pelo autor. Instruções sobre

a normalização e apresentação das referências constam

no capítulo 16 deste trabalho;

 

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a R T i G o s d e p u b l i c a ç õ e s p e R i Ó d i c a s 75

 

f) glossário

relação da terminologia técnica e de palavras estrangeiras

adotadas no artigo, seguidas da respectiva definição ou

tradução;

g) anexos e apêndices

constituindo-se de material complementar ao texto,

devem ser incluídos somente quando imprescindíveis à

sua compreensão;

h) agradecimentos5

elemento pós-textual a ser apresentado, opcionalmente;

i) data de entrega

data de entrega dos originais à redação do periódico, para

publicação.

RECOMENDAÇÕES

 

a) ilustrações

gráficos, mapas, gravuras, fotografias, tabelas e outras

objetivam complementar o texto, explicando e simplifi-

cando seu entendimento. Devem localizar-se tão perto

quanto possível do lugar onde são mencionadas no texto

(ver cap. 12);

b) artigos publicados em partes

seja em dois ou mais fascículos, devem conter as palavras

continua, no fim do texto publicado, continuação, depois do título do texto subsequente, e fim, depois do título da última parte. Pode-se também optar pelo

acréscimo ao título do número de cada parte, devendo

a última ser indicada. Os artigos devem começar no alto

da página, preferen cialmente ímpar;

c) artigo extenso

deve-se evitar a fragmentação de um artigo longo em

diversas partes no mesmo fascículo;

 

5 ReY, 1972, p. 61.

 

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d) observar

para numeração das seções, abreviaturas e siglas e

citações no texto, consultar os capítulos 9, 11 e 14, respectivamente, deste Manual.

 

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a R T i G o s d e p u b l i c a ç õ e s p e R i Ó d i c a s 77

 

Efeito do fracionamento da ração diária sobre a concentração

sérica de progesterona em porcas gestantes

 

L.F.R. Carvalho*, J.M. Silva Filho* I.J. Silva*, M.N. Bandeira*,

M.P. Morais**, M.S. Palhares*

R E S U M O

 

Avaliou-se a influência do fracionamento da alimentação diária nos primeiros 30 dias de gestação de porcas sobre a concentração sérica de progesterona (ng/ml) no 3o, 5o, 8o, 12o, 21o, 28o dias pós-cobrição, utilizando-se a técnica de radioimunoensaio, a partir de amostras de sangue coletadas da veia cava em 15 matrizes entre o terceiro e o sexto parto. As fêmeas foram distribuídas em três grupos de cinco animais: o grupo 1 recebeu apenas um trato diário de dois quilos de ração, o grupo 2 recebeu dois tratos diários de um quilo de ração cada, e o grupo 3, três tratos diários de 670 gramas de ração até 30 dias de gestação. O fracionamento da quantidade de ração fornecida diariamente não alterou a concentração sérica de progesterona até o 28o dia de gestação nas matrizes suínas pluríparas.

 

Palavras-chave: Progesterona. Gestação. Ração.

 

I N T R O D U Ç Ã O

 

A influência da concentração energética no período inicial de gestação sobre a sobrevivência embrionária tem sido estudada em fêmeas suínas (DICK et al., 1980; ASHWORTH, 1991; JINDAL et al., 1997). Entretanto o manejo alimentar e suas implicações em características reprodutivas só recentemente começaram a ser estudados em bovinos (VASCONCELOS, 1998) e suínos (BANDEIRA, 1999). Vasconcelos (1998) em dois experimentos avaliou a relação entre o horário de fornecimento e a quantidade de alimento ingerido sobre a concentração sérica de progesterona endógena.

 

* escola de Veterinária da ufmG

caixa postal 567

30123-970 – belo Horizonte, mG

** db melhoramento suíno, patos de minas, mG

e-mail: monteiro@vet.ufmg.br

 

Arq. Bras. Med. Vet. Zoot., Belo Horizonte, v. 55, n. 6, p. 659-664, dez. 2003

 

fiGuRa 26 - primeira página de artigo de periódico

 

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7 PLANEJAMENTO E PROJETOS

 

 

Planejamento é o processo que permite direcionar ações

de forma coordenada e dinâmica visando execução, acompanhamento, controle e avaliação de serviços. Segundo Oliveira (2005), diferencia-se de previsão, projeção, predição, resolução de problemas ou planos. Para ele,

o plano corresponde a um documento formal que se constitui

na consolidação das informações e atividades desenvolvidas

no processo de planejamento; é o limite da formalização

do planejamento, uma visão estática do planejamento, uma

decisão em que a relação custo versus benefícios deve ser

observada (OLIVEIRA, 2005, p. 35).

 

Para fazer um planejamento, torna-se necessário definir

os objetivos e, com base nestes, estabelecer o tipo de planejamento — estratégico, tático ou operacional — a ser desenvolvido. Para tanto, é necessário o levantamento de dados para elaboração de um diagnóstico, adotando-se metodologia específica para estudo e avaliação do ambiente organizacional.

Feito o diagnóstico, procede-se ao planejamento

propriamente dito, que deve ser explicitado através de um projeto.

Em geral, os projetos reúnem um conjunto de elementos

para estruturar um plano de execução e operacionalizar a aplicação de recursos de qualquer natureza, para produção de bens e serviços. Na sua maioria, os projetos de pesquisa deverão obedecer a uma estrutura preestabelecida pelas agências de fomento responsáveis por seu financiamento. Já os projetos culturais que vão se valer das Leis de Incentivo à Cultura para obtenção de patrocínios devem solicitar às Secretarias de Cultura (do Estado ou Município) e ao Ministério da Cultura os formulários próprios para encaminhamento aos respectivos órgãos para avaliação.

Os projetos de serviços são elaborados com o objetivo

de traçar uma diretriz de trabalho estruturada em um plano de execução de tarefas para um setor, uma instituição, um grupo de empresas etc. Qualquer que seja, é importante adequá-lo ao perfil e às

 

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características daquele a que se destina. Sugere-se uma estrutura para a sua apresentação e desenvolvimento (FIG. 27).

Os projetos de pesquisa, pela sua natureza científica,

diferem dos demais projetos; por essa razão, pretende-se enfocar de forma simples e sucinta orientações para elaboração desses projetos, para auxiliar aqueles que se iniciam na pesquisa científica (FIG. 28).

 

7.1 Estruturas

 

Os projetos podem obedecer às seguintes estruturas

básicas, cujos elementos serão detalhados abaixo1 (FIG. 27 e FIG. 28):

 

ELEMENTOS PRÉ-TEXTUAIS

- capa

- folha de rosto- sumário

ELEMENTOS TEXTUAIS

- introdução ou apresentação- justificativa- objetivos

- estratégias de ação ou metodologia- orçamento físico-financeiro- cronograma- acompanhamento, avaliação e controle- equipe técnica

 

ELEMENTOS PÓS-TEXTUAIS

- referências- apêndice(s)

- anexo(s)

 

fiGuRa 27 - estrutura de projetos de serviços

 

1 os elementos apresentados em negrito nas fiG. 27 e 28 caracterizam-se como essenciais à publicação;

os demais são opcionais.

 

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ELEMENTOS PRÉ-TEXTUAIS

- capa

- lombada

- folha de rosto

- lista de ilustrações

- lista de tabelas

- lista de abreviaturas e siglas

- lista de símbolos

- sumário

ELEMENTOS TEXTUAIS

- introdução

breve histórico

justificativa (pode constar ou não da introdução) objetivos (pode constar ou não da introdução)

definições conceituais

definição das variáveis

hipóteses

- referencial teórico- metodologia

métodos e técnicas

caracterização do objeto de pesquisa

definição da área física

plano de amostragem

procedimentos de coleta de dados

apuração e análise de dados

- plano de desenvolvimento

cronograma de execução

- recursos necessários

humanos

materiais

financeiros

ELEMENTOS PÓS-TEXTUAIS

- referências

- glossário

- apêndice(s)

- anexo(s)

- índice

 

fiGuRa 28 - estrutura de projetos de pesquisa

 

Obs.: os elementos acima compõem uma estrutura ampla dos projetos de pesquisa,

o que não implica que sejam obrigatórios em todos os projetos.

 

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7.1.1 Elementos pré-textuais

 

a) capa

deve conter, nesta ordem, nome da instituição a qual

o projeto será submetido, nome do(s) autor(es), título,

subtítulo, se houver, diferenciado tipograficamente do

título, local, ano de depósito (entrega);

b) lombada

elemento opcional, para sua apresentação consultar o

capítulo 18 deste Manual;

c) folha de rosto

inclui os seguintes elementos identificadores do projeto

de pesquisa:

– autor: nome completo do autor e/ou do coordenador

e dos membros da equipe técnica deverão ser apre-sentados no alto da folha de rosto, indicando-se a

qualificação e função de cada um. No caso de projeto

de pesquisa, para fins de dissertação ou tese, incluir

o nome do professor orientador,

– título e subtítulo: o título deve ser simples e preciso,

visando informar com poucas palavras o caráter e o

objetivo da pesquisa que se pretende executar, escrito

com tipo maior que o usado para o nome do(s)

autor(es) e colocado no centro da página; se houver

um subtítulo, deve-se diferenciá-lo tipograficamente

do título,

– nota indicando a natureza e o objetivo do projeto:

a nota poderá ser redigida da seguinte forma: Projeto de pesquisa apresentado a ..., seguida de informações que indiquem a finalidade do projeto de pesquisa (Ex.:

ingresso no Mestrado, Doutorado, projeto de iniciação

científica, monografia de conclusão de curso) e nome

da instituição ou setor a que será submetido,

– local e data (ano de depósito, entrega): deverão constar

na parte inferior, central, da folha de rosto (FIG. 30);

 

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d) listas

de ilustrações, tabelas, abreviaturas e siglas e símbolos

devem relacionar os elementos ilustrativos na mesma

ordem que se apresentam no texto, designados

por seu tipo e número com a indicação da página

correspondente;

e) sumário

facilita a consulta e a visualização da estrutura do projeto.

Para sua elaboração consultar o capítulo 10, específico

sobre o assunto.

 

7.1.2 Elementos textuais

 

a) introdução

apresenta uma conceituação do tema e da delimitação

do problema ou objeto de estudo, possibilitando uma

visão geral do trabalho a ser realizado. A critério do

autor, podem ser incluídos nessa parte: um breve

histórico, justificativas e objetivos do projeto, definições

conceituais e das variáveis, formulação de hipóteses e

uma pequena revisão da literatura;

Os seguintes elementos podem constar da introdução ou

seguir a ela constituindo partes do projeto de pesquisa:

– justificativa

consiste na apresentação de forma objetiva e precisa

do problema a ser estudado. Deve conter a delimitação

do tema e as razões de ordem teórica e/ou prática que

justificam o interesse ou a relevância da investigação

proposta. Devem ser considerados os objetivos da

instituição e os benefícios que os resultados da

pesquisa irão obter. Aconselha-se incluir uma breve

argumentação do tema em trabalhos relevantes da

área, podendo-se empregar conceitos que elucidem o

problema a se pesquisar,

– objetivos

indica-se o que se pretende com o desenvolvimento da

pesquisa e quais os resultados esperados para contribuir

na resolução do problema proposto; dependendo da

 

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natureza do projeto, procede-se à apresentação do

objetivo geral e dos específicos, separadamente,

– definições conceituais

em projetos de pesquisa que tratam de temas complexos

faz-se necessária a definição clara e precisa dos conceitos

a serem utilizados, que pode ser respaldada por uma

revisão de literatura,

– definição das variáveis

as variáveis referem-se a diferentes aspectos do tema

a ser pesquisado e são adotadas para conferir maior

precisão aos enunciados científicos, especialmente

objetivos e hipóteses,

– hipóteses

consiste em oferecer uma solução possível, através

de uma proposição testável que pode ser considerada

verdadeira ou falsa ao final da investigação e que

conduzirão o desenvolvimento da pesquisa;

b) referencial teórico

é a parte conceitual que fundamenta o projeto, relaciona

matéria sobre o tema sob diferentes aspectos e posições,

permitindo ao pesquisador maior clareza e segurança na

formulação e delimitação do problema a ser pesquisado.

Muitas vezes, essa parte é abordada na introdução, mas,

dependendo da quantidade de elementos referenciais

levantados em uma revisão de literatura ou bibliografia,

pode-se criar um capítulo para este tópico;

c) metodologia

deve-se apresentar a metodologia, indicando-se os

métodos e técnicas a serem adotados para a realização da pesquisa. É aqui que se traça o delineamento da pesquisa

que pode ser: descritiva (descoberta e observação de fenômenos procurando descrevê-los, classificá-los e

observá-los), experimental (descoberta do modo e das causas que levam o fenômeno a ser produzido) (RUDIO,

1999). A pesquisa pode ter uma ou mais abordagens

que podem ser qualitativa (dados geram interpretação,

 

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reflexão), quantitativa (dados contáveis, mensuráveis),

naturalista (coleta de dados feita no ambiente natural),

longitudinal (delimita os períodos de observação). As

pesquisas descritivas podem ser: pesquisa de opinião,

estudo de caso, pesquisa documental, dentre outras.

As pesquisas experimentais podem ser: de campo, de

laboratório etc.

– caracterização do objeto de pesquisa: deve-se descrever

minuciosamente o tamanho e a composição do universo

considerado para estudo,

– definição da área física: quando se tratar de pesquisa

de campo, deve-se identificar a área física e delimitá-la

com precisão,

– plano de amostragem: definir tipo, tamanho e formas

de composição da amostra,

– procedimentos de coleta de dados: indicar a estratégia

a ser adotada e os instrumentos necessários para a

realização da pesquisa, como questionários, formulários,

roteiro para as entrevistas, observação assistemática ou

sistemática, manuais de tabulação e outros,

– apuração e análise dos dados: indicar tipo de apuração

e tempo previsto para sua realização, definir os

procedimentos para tabulação, análise e interpretação

dos dados como o uso de tabelas e outros procedimentos

estatísticos;

d) plano de desenvolvimento

deve-se estabelecer as etapas e os passos necessários à

realização dos objetivos pretendidos.Para isso será

necessário traçar um cronograma de execução fixando as etapas consecutivas, fazendo-se uma estimativa o mais

viável possível do tempo necessário, delimitando-se o

início e o final de cada etapa. Essa informação pode ser

apresentada em tabelas ou gráficos (barras ou setores);

e) recursos necessários

– humanos: relacionar o pessoal envolvido no projeto,

informando suas funções e atividades,

 

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p l a n e j a m e n T o e p R o j e T o s 85

 

– materiais: listar os materiais de consumo e permanentes

necessários à pesquisa,

– financeiros: devem ser previstas todas as despesas da

pesquisa, agrupando-as por tipo, como: gastos com

pessoal (técnico e de apoio), diárias, passagens, serviços,

materiais e reserva técnica, quando permitida; quanto

ao financiamento, elaborar um quadro de orçamento

global no qual serão indicados: a origem dos recursos

(próprios ou externos), entidades que financiarão a

pesquisa e a parcela que caberá a cada uma.

 

Obs.: seguir modelos propostos pelas entidades financiadoras, que, além de formulários

próprios, já têm definidas políticas de ressarcimento e contrapartida em recursos

financeiros. para teses e dissertações, seguir o roteiro para elaboração de projetos

do curso pretendido.

 

7.1.3 Elementos pós-textuais

 

a) referências

relacionar todas as fontes que foram consultadas para

elaboração do projeto. Instruções sobre a normalização

e apresentação das referências constam no capítulo 16

deste Manual;

b) glossário

pode-se acrescentar um glossário para as palavras

e expressões técnicas ou pouco conhecidas com as

definições correspondentes (FIG. 7);

c) apêndice(s) e/ou anexo(s)

devem ser acrescentados ao texto documentos

complementares que possam enriquecer e elucidar o

projeto, tais como: mapas, plantas, fotos, quadros, tabelas

etc.;

d) índice

relação detalhada de assuntos e/ou nomes de pessoas,

nomes geográficos e outros com a indicação de sua

localização no texto. O índice deve ser elaborado por um

profissional e de acordo com as orientações específicas do

capítulo 17 deste Manual e da NBR 6034 (ABNT, 2004a).

 

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7.2 Itens específicos à estrutura de projetos

de serviços

 

a) estratégias de ação ou metodologia

a estratégia de ação, também denominada de Memorial

descritivo ou Metodologia , refere-se ao detalhamento das etapas previstas para o desenvolvimento do trabalho.

As atividades necessárias para atingir o(s) objetivos(s)

desejado(s) devem ser enumeradas e descritas, explicando-se

como a equipe pretende desenvolvê-las. Uma estratégia de

ação consistente é aquela que:

• demonstra a capacidade da equipe em viabilizar o

projeto,

• detalha os objetivos e mostra claramente as etapas

previstas para a realização do projeto,

• prevê o tempo de duração de cada etapa,

• relaciona e descreve as parcerias ou contrapartidas que

possam existir,

• demonstra coerência com o orçamento proposto;

b) cronograma de atividades

deve-se planejar as atividades a serem executadas, fazendo-

-se uma estimativa o mais viável possível do tempo

necessário ao seu desenvolvimento, delimitando-se o início

e o final de cada atividade. Pode-se elaborar o cronograma

em forma de tabela ou gráfico (barras ou setores);

c) acompanhamento, avaliação e controle

definição dos mecanismos e informações necessários a

acompanhamento, avaliação e controle das atividades

desenvolvidas no projeto;

d) equipe

espaço destinado à relação e assinatura dos participantes

do projeto.

 

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p l a n e j a m e n T o e p R o j e T o s 87

 

JACYNTHO JOSÉ LINS BRANDÃO (Coordenador)

JÚNIA LESSA FRANÇA

ROSÂNGELA COSTA BERNARDINO

 

pRojeTo “suplemenTo liTeRáRio de

 

minas GeRais – 35 anos”:

 

2ª etapa: microfilmagem e digitalização

do acervo de 1966 a 2004

 

Belo Horizonte

Biblioteca da Faculdade de Letras

2004

 

fiGuRa 29 - frente da folha de rosto (projeto de serviço)

 

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MARIA ANTONIETA PEREIRA

 

museu e máQuina:

 

uma tradição de identidade

na américa latina

 

Projeto de pesquisa apresentado ao

curso de Pós-Graduação em Estudos

Literários da FALE/UFMG

FINALIDADE: Desenvolvimento de

uma investigação sobre a construção da

rede textual na obra de Ricardo Piglia

 

Belo Horizonte

1997

 

fiGuRa 30 - frente da folha de rosto (projeto de pesquisa)

 

2009_2_MANUAL_NORMAS_8_EDICAO_REVISTA_parte_1.indd 88 21/5/2009 09:28:48

Par te II

 

 

Recomendações aPLIcÁVeIs

 

aos dIVeRsos TIPos de PUBLIcações

 

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8 RESUMO E RECENSÃO

 

 

8.1 Resumo 1

 

Resumo é a apresentação concisa e seletiva de um texto,

ressaltando de forma clara e sintética a natureza do trabalho, seus resultados e conclusões mais importantes, seu valor e originalidade. É importante para os pesquisadores, sobretudo por auxiliar na seleção de leituras.

O resumo de teses, dissertações, monografias e artigos de

periódicos precede o texto, se redigido na mesma língua do documento; sucede ao texto nos livros, quando traduzido para outros idiomas; ou pode ser publicado independentemente do texto, em bibliografias analíticas e revistas de resumo.

Quando não integrar o texto original, o resumo deverá ser

precedido da referência completa do documento resumido.

Caracterizam-se como:

a) resumo crítico ou resenha deve ser redigido por

especialistas e constitui-se em uma análise crítica de

um documento; (ver 8.2 Recensão);

b) resumo indicativo é a apresentação sintética dos

tópicos relevantes de um documento, isenta de

informações quantitativas e qualitativas; não dispensa

a consulta ao original;

c) resumo informativo é auto-suficiente, podendo ser

entendido independente da consulta ao texto original;

pode incluir objetivos, metodologia, resultados e

conclusão.

 

1 Baseado na nBR 6028 (aBnT, 2003e). Para a elaboração de resumos, pode-se consultar também a

norma Iso R.214.

 

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R e s U m o e R e c e n s à o 91

 

8.1.1 Extensão

A norma recomenda que o resumo contenha de 50 a 100

palavras, para comunicações breves; de 100 a 250 palavraspara artigos de periódicos;de 150 a 500 palavras, para os trabalhos acadêmicos e relatórios técnicos.

 

8.1.2 Estilo de redação e conteúdo

O resumo deve constituir-se num texto redigido de

forma cursiva, concisa e objetiva, respeitando a estrutura do original e reproduzindo apenas as informações mais significativas, como: objetivos, método, técnicas de abordagem, descobertas, valores numéricos, resultados e conclusões. Limita-se a um parágrafo, devendo incluir palavras representativas do assunto. A NBR 6028 (ABNT, 2003e) recomenda que “a primeira frase deve ser significativa, explicando o tema principal do documento” e que em seguida a categoria do tratamento seja informada, por exemplo: memória, estudo de caso, análise da situação etc.

Deve ser redigido usando-se o verbo na voz ativa e na

terceira pessoa do singular. A NBR 6028 (ABNT, 2003e) recomenda também a inclusão de palavras-chave logo abaixo do resumo, antecedidas da expressão: Palavras-chave.

Devem-se evitar no resumo: abreviaturas, símbolos,

fórmulas, equações e diagramas que não sejam absolutamente necessários à sua compreensão, bem como comentários, críticas e julgamento pessoal do resumidor; palavras e/ou expressões supérfluas, tais como: O presente trabalho trata-se de ..., O autor do trabalho descreve... , devem também ser evitadas.

 

8.1.3 Língua

Em princípio, redige-se o resumo na língua do público

a que este se destina. Entretanto, algumas considerações devem ser observadas:

a) traduções do resumo

quando não integra o texto, o resumo poderá ser traduzido

para tantos idiomas quantos forem convenientes à

difusão do trabalho. Usam-se os seguintes cabeçalhos:

Abstract (inglês), Résumé (francês), Resumen (espanhol) e Zusammenfassung (alemão);

 

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b) resumo em artigos de periódicos

o resumo deverá ser redigido e traduzido no(s) idioma(s)

exigido(s) pela publicação.

 

E X E M P L O FAGLIARI, José Jurandir et al. Proteína total e fracionamento

eletroforético do soro de vacas Guzerá prenhes, submetidas a

três sistemas de imunização contra paratifo. Arq. Bras. Vet. Zootec.,

Belo Horizonte, v. 35, n. 1, p. 51-57, 1983.

Verificou-se a influência de três sistemas de imunização contra

paratifo, em vacas prenhes da raça Guzerá, através de análises da

proteína total e do perfil eletroforético das frações albumina e

gamaglobulina. Examinaram-se amostras séricas de 24 bovinos,

distribuídos em quatro grupos de seis animais, submetidos

a diferentes sistemas de imunização. Dentre as observações

verificadas, destacam-se pela importância: as melhores

“performances” para a fração gamaglobulina foram observadas

nos tratamentos submetidos à imunização, os aumentos dos

valores da proteína total deveram-se, principalmente, à elevação

dos níveis de gamaglobulina; os valores séricos de albumina,

alfaglobulina e betaglobulina sofreram ligeiras variações, dentro

dos parâmetros normais.

Palavras-chave: Guzerá. Bovino – Doenças. Patologia veterinária.

Paratifo – Aspectos imunológicos.

 

8.2 Recensão

 

Trabalho de síntese, publicado logo após a edição de uma

obra, tendo por objetivo servir como veículo de crítica e avaliação. Geralmente constitui seção especial de revistas, sendo também chamado de revisão, nota de livros ou resenha.

Podem-se fazer recensões de livros, artigos de periódicos,

filmes e outros, separadamente, ou reunir vários trabalhos que tratam do mesmo tema, analisando-os em conjunto. As recensões devem vir precedidas da referência completa das obras a que se referem (FIG. 31 e 32).

Uma diferença básica entre o resumo e a recensão é que

o pri meiro se restringe ao conteúdo do trabalho analisado, enquanto esta última introduz um quadro de referência mais amplo, comparando, avaliando e criticando a obra — sob o ponto de vista pessoal do autor da recensão — em relação a outros trabalhos e ao estado-da-arte.

 

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R e s U m o e R e c e n s à o 93

 

Não se confunde também com a revisão de literatura, uma

vez que a re censão se concentra em uma ou em pequeno conjunto de obras, enquanto a revisão de literatura busca fazer uma análise ampla da literatura de uma área ou problema específico de pesquisa.

Segundo Salomon (2004), ao se acrescentar à análise da

obra um julgamento de valor, é necessário ficar atento aos seguintes aspectos:

a) o tipo de publicação

não podem ser idênticos os critérios de julgamento de uma

obra científica, técnica e didática, em que a autenticidade

do texto deve ser analisada objetivamente, e uma obra

de arte, em que se deve levar em conta a presença do

emocional, subjetivo, de cada autor;

b) o tipo de crítica a ser elaborada

embora existam vários tipos de crítica, duas são mais usuais:

a crítica interna, quando se avalia o conteúdo da obra e o

significado das ideias nela contidas, e a crítica externa, que

ressalta “o significado, a importância, o valor histórico da

obra. Compreende a crítica do texto, a da autenticidade e

a da proveniência.”2

A recensão deve ser elaborada por especialistas no assunto,

obedecer às normas próprias das revistas especializadas em que será publicada e apresentar características de apreciação justa, clareza de exposição, precisão e concisão, para cumprir sua finalidade de auxiliar na seleção de leituras.

 

2 saLomon, 2004, p. 192.

 

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MACHADO, I. F.; RIBAS, O.T.; OLIVEIRA, fossas sépticas para o tratamento de esgotos T. A. Cartilha: procedimentos básicos para sanitários, em residências situadas em áreas uma arquitetura no trópico úmido. São Paulo: pouco urbanizadas, os autores deveriam dar Editora Pini, 1986. um dimensionamento dessas fossas em relação

 

ciantes nos problemas do projeto de habitações Trata-se de um pequeno manual para ini-ao número de usuários. Ou, quando propõem a utilização de madeira para estruturas de coberturas, sugerem sua impermeabilização, nas regiões do Brasil, situadas basicamente na mas não dão nenhuma regra prática de como bacia do Amazonas. proceder a essa impermeabilização (e proteção

O livro inicia-se com uma visão geral do contra xilófagos, de uma maneira geral).

 

que se deve obter com uma casa, propondo Uma outra crítica mais grave pode ser, também uma teoria de como se deve “construir entretanto, feita: todo o manual está montado corretamente”. Esta primeira parte critica o em torno de considerações sobre a casa isolada, atual panorama das atividades construtivas, de acordo com a tradicional ocupação rural mais voltadas para objetivos de “representação da região amazônica. De fato a população de status ” do usuário que para o conforto físico dessa área do país sempre foi muito rarefeita. e psicológico, e para a economia dos recursos Entretanto, não é essa tendência que se veri-disponíveis. fica atualmente, nem é o que se pode prever

Em contraposição a essa postura, o livro para o futuro. Nesse sentido, o manual não

enumera os con dicionantes “corretos”, o clima, orienta, nem faz menção de agrupamentos o solo, a paisagem e os cuidados que devem concen trados de habitações, seja sobre o solo, ser tomados para obter-se o máximo desfrute seja em altura.

Continuar: parte 2 de 2