Os 100 Segredos das Pessoas Felizes

David Niven · Capítulo 3 de 11

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Os 100 Segredos das Pessoas Felizes

Capítulo 40

 

Seja responsável

 

Termine o que começar. Preocupe-se com o que estiver fazendo e faça-o bem feito. Embora ser responsável exija mais do que ser relaxado, nós nos sentimos melhores com nós mesmos quando fazemos um bom trabalho.

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No sudoeste da Flórida, os engenheiros haviam projetado uma das maiores pontes do estado. A ponte era tão grande que tiveram que construí-la partindo simultaneamente das duas margens e encaminhando-se para o centro. O problema é que, quando chegaram ao meio, os dois lados não se encaixavam. Havia uma diferença de sessenta centímetros. Milhões e milhões de dólares e milhares e milhares de horas de trabalho foram desperdiçados. Você sabe o que eles fizeram? Construíram outra ponte.

É um velho ditado, ainda atual. A pressa é inimiga da perfeição.

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Pesquisas feitas com adultos revelam que a tendência a ser disciplinado, persistente e consciencioso exerce um efeito positivo sobre a felicidade de dezoito por cento.

Furnham e Cheng, 1997

 

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Arranje um passatempo

 

Os passatempos são uma fonte constante de interesse, fornecendo dois ingredientes essenciais para a vida: estabilidade e diversão.

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Elsa coleciona livros antigos. Ela tem todo tipo de livros arrumados nas estantes de sua casa, alguns clássicos, algumas primeiras edições raras e outros cujas páginas ela simplesmente gosta de folhear. Para Elsa, colecionar livros é uma fonte de entretenimento e uma maneira de estabelecer relações com as pessoas mais diferentes em todo o mundo, pois ela se comunica também por correio eletrônico. Cada cidade que Elsa visita é um espaço potencial de aventuras, pois ela vai às lojas de antigüidades e aos sebos buscando livros para sua coleção. O que a coleção de livros significa para Elsa? "Ela me põe em contato com a História, com outras pessoas com quem me encontro para trocar livros e, mais importante do que tudo: tenho um gosto enorme de viver cercada de livros."

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Em pesquisas realizadas com milhares de adultos, descobriu-se que aqueles que possuem um passatempo têm chances seis por cento maiores de avaliar suas vidas de modo favorável.

Mookherjee, 1997

 

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A amizade é mais importante do que o dinheiro

Se você quiser saber se uma pessoa é feliz, não pergunte a ela quanto dinheiro tem no banco. Não pergunte qual é seu salário líquido. Pergunte sobre seus amigos.

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Dois consultores financeiros trabalhavam juntos há mais de dez anos quando o mercado entrou em crise. Eles lutaram o quanto puderam, mas acabaram perdendo tudo o que tinham. Na hora de recolher os pedaços, os conflitos e acusações foram tantos que, com o dinheiro perdido, foi-se a amizade.

Depois de passarem mais de um ano sem se falar, encontraram-se para almoçar. Ambos admitiram que haviam vivido uma enorme perda. E não era o dinheiro, era a amizade. Um disse: "O dinheiro é como uma luva. A amizade é como a mão. Um é útil, o outro é essencial." Foi preciso passarem pelas duas perdas para descobrirem isso.

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Os pesquisadores identificaram os fatores essenciais para uma vida feliz. Os componentes básicos são o número de amigos, a proximidade dos amigos, a proximidade da família e as relações com os colegas e vizinhos. Juntos, esses fatores respondem por cerca de setenta por cento da felicidade pessoal. Nem riqueza nem fama entram nessa lista de fatores essenciais.

Murray e Peacock, 1996

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Invejar os relacionamentos das outras pessoas é inútil

 

As pessoas que têm muitos amigos às vezes invejam aqueles que são mais ligados à família. Em contrapartida, as pessoas cujo relacionamento é predominantemente com a família invejam aqueles que vivem cercados de amigos. O segredo para uma satisfação constante na vida está em usufruir o que se tem, em vez de tentar copiar os outros. A inveja não é necessariamente negativa: ela pode ser estímulo para obter algo que se deseja. Mas o fundamental é alegrar-se com o que você possui sem deixar que as comparações com o que é dos outros diminuam seu prazer.

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Há alguns anos, um grupo de filósofos e historiadores reuniu-se para estudar as vantagens da vida familiar dois séculos atrás. Sua preocupação era a instabilidade das relações familiares modernas e o medo generalizado de que nossa sociedade esteja sofrendo da falta dos laços familiares tradicionais. Os estudiosos perguntavam-se se a unidade familiar agrária – um vínculo estável entre mãe é pai e um número grande de filhos – era o modelo ideal para os seres humanos e se algumas das lições do passado ainda seriam úteis hoje.

Eis sua surpreendente conclusão: hoje invejamos a coesão e estabilidade da família tradicional, imaginando que elas garantiam a felicidade de seus membros. Mas constatou-se que, há duzentos anos, os membros da família tradicional freqüentemente sentiam como se sua individualidade estivesse sendo sufocada pelo grupo familiar – sentiam-se como se não fossem vistos como uma pessoa plena, mas apenas como uma peça na engrenagem familiar.

A ironia dessa situação chamou a atenção dos pesquisadores. Quantas vezes fantasiamos relações ideais entre os outros, achando que só nós temos problemas e conflitos. Mas não há relação perfeita, o que há são pessoas que mistificam seus relacionamentos, querendo dar a impressão de que vivem uma situação ideal. A felicidade consiste em aproveitar os relacionamentos que temos, sem forçá-los a alcançar um padrão artificial ou compará-los com a vida e os amores de outras pessoas.

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Em uma pesquisa realizada com mais de oito mil adultos, os pesquisadores examinaram mais de cem fatores que contribuem para a felicidade. Entre os fatores de maior efeito negativo estava o fracasso nos relacionamentos causados por comparações, o que reduzia a felicidade em vinte e seis por cento.

Li, Young, Wei, Zhang, Zheng, Xiao, Wang e Chen, 1998

 

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Acredite em si

 

Nunca se dê por vencido. Se você não acreditar em si, nada vai dar certo.

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Steve Blass era um grande jogador de beisebol. Na verdade, era um dos melhores. Para surpresa de todos, repentinamente ele se desligou do time. Ele se machucou? Não. Alguma coisa mudou?

Uma coisa mudou: Steve Blass perdeu a confiança em si mesmo. Ele começou a pensar em todas as coisas que podiam dar errado e logo elas começaram a dar errado mesmo. Ele não acreditava mais que pudesse jogar, e num piscar de olhos não podia mais realmente.

A capacidade de fazer qualquer coisa precisa ser acompanhada pela crença de que somos capazes de fazê-lo. Tão importante quanto aprender a fazer é aprender que você pode fazer. Não se trata de arrogância ou pretensão, mas de uma atitude positiva e de crença no seu poder de realização. Não precisa ser um astro do beisebol ou um grande concertista, mas você precisa acreditar que pode jogar bem um esporte ou tocar um instrumento musical que lhe dê prazer. Não deixe que experiências de desvalorização na infância ou julgamentos dos outros a seu respeito influenciem sua confiança em si.

Em todas as idades e em todos os grupos, uma sólida crença nas próprias capacidades aumenta a satisfação em cerca de trinta por cento e nos torna mais felizes tanto na vida familiar como na profissional.

Myers e Diener, 1995

 

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Não acredite demais em si

Acreditar excessivamente em si também pode significar arrogância e pretensão: você se acha incapaz de cometer qualquer erro. Não pense que só porque você é uma pessoa talentosa não tem nada a aprender com os outros e não deveria nunca ser criticada.

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Há algum tempo, um sujeito muito rico e inteligente concorreu a governador de um estado. Ele só tinha um grande defeito: excesso de auto-suficiência. Não gostava de receber instruções de ninguém, detestava ser criticado e investia ao máximo para ser admirado. É verdade que ele vencera por seu próprio esforço e competência, mas isso o levara a achar que ninguém tinha nada de útil para lhe ensinar porque já sabia tudo o que era necessário.

Por causa dessa atitude, duas coisas aconteceram. As pessoas mais próximas começaram a afastar-se, achando-o cheio de si, desagradável e grosseiro quando reagia às críticas mesmo construtivas e pouco digno de confiança. Mas a derrota veio mesmo junto ao grande público: por excesso de pretensão, achou que não precisava assessorar-se para um debate na TV. Ante uma pergunta importante sobre o orçamento do estado, ele se atrapalhou e não soube responder com precisão. Esse episódio fez com que as pessoas achassem que sua imagem pomposa era apenas um disfarce destinado a ocultar sua incompetência. Esse homem não conseguiu se eleger governador, senador ou qualquer outra coisa a que se candidatou.

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Em pesquisas realizadas com casais descobriu-se uma relação significativa entre a pretensão ou arrogância de um dos parceiros e os problemas no relacionamento. Quando um dos parceiros está convencido de que tem razão, e por isso fica fechado a sugestões ou críticas do outro, a duração das crises é cerca de três vezes maior.

Borwin, Buss e Shackelford, 1997

 

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Tome um tempo para adaptar-se às mudanças

 

Não espere sentir-se imediatamente à vontade depois de uma mudança ou em uma nova situação. É necessário um certo tempo para ajustar-se. Se você aprender a ter paciência nesse processo de adaptação, as mudanças que fizer no futuro serão bem mais fáceis.

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Jill é uma professora veterana muito respeitada que trabalha com alunos da oitava série há mais de vinte anos. O trabalho dos professores tem uma característica especial: eles começam de novo a cada ano, cercados por um grupo de personagens inteiramente novos. Embora Jill seja experiente e adore ensinar, todos os anos ela passava na noite anterior ao primeiro dia de aula por um ritual já seu conhecido. Ela se agitava e virava de um lado para o outro, preocupada, com dificuldade para dormir.

Jill reconhece que qualquer mudança envolve ansiedade e exige um certo tempo para adaptar-se à nova situação. Mas sabe também, pela experiência de tantos anos, que o ser humano tem uma facilidade muito maior do que imagina de conviver com a mudança. Ela sabe que, em poucos dias, estará familiarizada com as vinte e cinco caras novas e que, em breve, terá estabelecido laços de afeto com a turma, por mais diferente que seja do grupo do ano anterior.

Novos empregos, novas casas, novas cidades, novos relacionamentos são ocasiões de mudança que, inevitavelmente, gerarão tensão e ansiedade. É natural e passará mais rapidamente se tivermos consciência disso e soubermos administrar melhor essa aflição.

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Em uma pesquisa realizada com casais recém-casados, aqueles que reconheciam as dificuldades de adaptar-se à sua nova situação sentiam-se uma vez e meia mais à vontade um com o outro e com o casamento do que aqueles que tentavam negar a dificuldade de lidar com a mudança.

Monteiro, 1991

 

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Use o seu trabalho de modo positivo

 

Quando gostamos do que fazemos profissionalmente, o trabalho nos dá uma identidade e um sentido e apreciamos mais o que a vida nos oferece fora do local de trabalho. Usufrua o que seu trabalho lhe dá e você se tomará capaz de apreciar aquilo que realmente importa.

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O Wisconsin tem um novo programa que tenta arranjar colocações para todas as pessoas desempregadas do estado. Você sabe o que as pessoas que conseguem trabalho mais apreciam ao se verem empregadas? Não é o dinheiro. É o auto-respeito. Elas vêem seu trabalho como uma chance de demonstrar sua responsabilidade, sua capacidade, sua confiança, e descobrem que trabalhar reforça a própria imagem para os outros e para si mesmas. Use seu emprego, seja ele qual for, não como um castigo ou algo que você faz automaticamente, mas como uma oportunidade para mostrar – também para você – o que pode fazer. Mesmo que o trabalho não seja mais satisfatório, essa atitude favorecerá seu crescimento e preparará você para outra oportunidade melhor de emprego.

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Uma pesquisa realizada com mais de mil e quinhentas mães mostrou que trabalhar fora de casa aumentava a satisfação na vida em cinco por cento e contribuía para um sentimento de igualdade na família.

Rogers, 1996

 

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Se você não tiver certeza, escolha a opção mais positiva

 

Diante de situações de incerteza, as pessoas infelizes chegam a conclusões negativas. Por exemplo, se não sabem ao certo por que alguém está sendo gentil, assumem que é por algum interesse egoísta disfarçado. As pessoas felizes, diante da mesma situação, escolhem a alternativa positiva, isto é, que a pessoa é realmente gentil e gosta delas.

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Henry é um homem de setenta anos que sempre tinha algo gentil a dizer a seus vizinhos. Ele vivia modestamente no Arkansas, em uma pequena casa, na qual o único aquecimento provinha de um forno a lenha. Ao longo dos anos, Henry viu sua casa deteriorar-se lentamente, mas não tinha recursos para reformá-la. Um vizinho organizou um grupo para reconstruir a casa de Henry, colocando encanamento e aquecimento modernos. Henry ficou dividido ante esse gesto. Por um lado, perguntava-se por que essas pessoas estavam se interessando tanto por ele. O que estariam ganhando com isso? Será que se sentiam incomodadas com o aspecto de sua casa? Por outro, intuía que o que os vizinhos faziam era em retribuição à gentileza com que ele os tratara durante toda a vida.

Quando a nossa tendência é encarar um gesto generoso de forma negativa – como puro interesse egoísta ou forma de enganar-nos – vamos nos tornando frios, críticos e cínicos. E ficamos sem saída, porque uma pessoa a quem vemos negativamente não pode fazer nada para melhorar nossa impressão a seu respeito.

Isso não significa que sejamos ingênuos ou nos deixemos enganar com facilidade. É preciso ficar atentos, mas é necessário também que a nossa primeira reação – até prova em contrário – seja de alegria e reconhecimento.

Eis a conclusão final de Henry: "São apenas boas pessoas fazendo uma coisa boa, e eu sou grato a elas por isso."

As pessoas felizes e as pessoas infelizes olham e explicam o mundo de maneiras diferentes. Quando uma pessoa infeliz precisa interpretar o mundo, em oito a cada dez vezes ela verá o lado negativo de um acontecimento ou de um gesto. Quando uma pessoa feliz precisa interpretar o mundo, em oito a cada dez vezes ela verá o lado positivo.

Brebner, 1995

 

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Compreenda que a satisfação completa não existe

 

Se você acha que é possível ter uma vida perfeita, viverá em eterna frustração. Altos e baixos, alegria e tristeza, entusiasmo e decepção são partes integrantes da existência. Além disso, a satisfação completa não existe, porque tudo na vida pode ser melhorado. Aqueles que aceitam essa realidade conseguem apreciar o que têm. Aqueles que não a aceitam nunca conseguem apreciar o que têm, mesmo quando as circunstâncias melhoram. Lute sempre para melhorar e alegre-se com as suas conquistas. Não busque a perfeição, porque não é possível alcançá-la.

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Quando perguntam a uma amiga minha "Tudo bem?", ela invariavelmente responde: "Tudo não, mas, tirando a média, até que vamos muito bem." E ela explica: foi tão massacrada com a exigência de perfeição e com a impressão que alguns lhe transmitiam de levar uma vida perfeita – o que tornava a sua uma experiência frustrada – que faz questão, mesmo numa pergunta padrão como "Tudo bem? ", de mostrar que "tudo", "nada," "sempre", "nunca" não existem. O que existe é a média resultante das muitas e variadas experiências e sentimentos vividos.

Quem almeja a perfeição só valoriza resultados, ignora a importância dos processos. Uma famosa cantora descrevia o caminho percorrido até o sucesso: um trabalho árduo, diário, em que às vezes, por longos períodos, não parecia haver o menor progresso no alcance da voz. E de repente, subitamente, aparecia, ainda que de forma sutil, o resultado do esforço. Foi assim, lentamente, com um investimento constante, que ela atingiu a excelência de seu desempenho. Mas sempre consciente de que, para mantê-lo, era preciso continuar investindo e havia sempre como melhorar. Ela dava este depoimento: "Se eu não tivesse valorizado ó processo e me alegrado com cada pequeno passo, provavelmente teria desistido."

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As pessoas que acreditam que não alcançarão seus objetivos são felizes, mas aquelas que acreditam que alcançarão exatamente o que querem também o são. As pessoas mais felizes acreditam que atingirão alguns de seus objetivos e que terão satisfação em vários aspectos da vida.

Chen, 1996

 

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Cerque-se de perfumes agradáveis

 

Aqui está uma maneira simples de sentir-se melhor. Mantenha sua casa bem arejada, compre algumas flores perfumadas e use todos os recursos disponíveis para fazer com que seu ambiente tenha um cheiro gostoso. Você sentirá os efeitos.

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Há quinhentos anos, os soldados europeus usavam especiarias perfumadas para distrair os feridos da dor que sentiam. Hoje, os médicos vêm fazendo experiências com a aromaterapia nos hospitais, usando perfumes para confortar os convalescentes.

Os cheiros ruins são elementos insidiosos. Eles entram em nossas vidas e permanecem, porque, se você conviver com eles durante muito tempo, começa a não mais notá-los. Mas o fato de habituar-se com qualquer coisa negativa – mau cheiro, ruídos estridentes, uma pessoa arrogante – não significa que ela não nos prejudique. Um velho carpete mofado, o cheiro de animais ou qualquer outra fonte de odores desagradáveis são realmente uma agressão aos sentidos.

Os cheiros bons, por sua vez, tal como os soldados sabiam no século quinze e os médicos estão hoje redescobrindo, despertam os sentidos e o cérebro, e em um nível subconsciente nos fazem lembrar de coisas boas, produzindo um nível de intensa satisfação e bem-estar.

Nossos sentidos funcionam todo o tempo, oferecendo-nos sinais importantes a respeito de nosso meio ambiente. Os cheiros agradáveis evocam surpresas e felicidade para mais de oito em cada dez pessoas, enquanto os odores desagradáveis provocam reações de nojo e infelicidade.

Alaoui-Ismaieli, Robin, Rada, Dittmar e Vernet-Maury, 1997

 

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A idade não é algo a se temer

 

As pessoas mais velhas podem ser tão felizes quanto as mais jovens. Embora a idade traga consigo limitações às quais os idosos têm que se adaptar, traz também uma maturidade e sabedoria que garantem maior paz e serena satisfação.

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O Sr. Nelson é uma figura conhecida no bairro onde mora. Ele sempre é visto cuidando de seu jardim ou dando seu passeio diário de bicicleta. Ele parece ser amigo de todos e tem sempre uma história divertida para contar. O Sr. Nelson tem noventa anos.

Longe de lamentar sua idade, ele usufrui o que ela lhe traz. Entrevistado por uma turma da faculdade, ele falou dos ganhos que a idade lhe trouxe. Do companheirismo e cumplicidade que desenvolveu com sua esposa quando descobriu que isso, e não as grandes paixões, é que faz a felicidade em um relacionamento. Do tempo e calma de que dispõe para ler os livros que o esperaram durante anos, ouvir as músicas que mais o encantaram, ver as árvores florirem e assistir todos os dias ao pôr-do-sol. De ter podido conviver com os netos, vendo-os crescer com uma tranqüilidade que não conheceu com os próprios filhos, de ter aprendido a se conhecer melhor e a fazer suas escolhas com mais liberdade.

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Diversas pesquisas e a análise de estudos já realizados mostram que a idade não tem qualquer relação com os níveis de felicidade pessoal.

Kehn, 1995

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Cultive suas lembranças

 

Pense nos momentos felizes que você, sua família e seus amigos passaram juntos. Recordar a felicidade do passado tem o poder de trazer felicidade ao presente.

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Neil chegou à América quando tinha quatorze anos. Viera em um navio, sozinho, para um novo país onde não conhecia ninguém, mas conseguira logo um trabalho como prestador de serviços para o prefeito de uma pequena cidade americana, onde se casou e criou seus filhos. Neil contava a seus netos inúmeras histórias sobre sua viagem e seus primeiros anos na América, e eles o ouviam deliciados. Era uma dupla felicidade: a de rememorar momentos agradáveis e a de ver o encantamento que suas lembranças produziam nos netos.

Steven adora repetir a história de um quadro que ele e sua noiva compraram antes de casar. Desejavam extremamente esse quadro, mas seus recursos estavam muito aquém do preço. Decidiram ir à casa do pintor tentar sua chance. O artista se enterneceu com o jovem casal e, depois de muita conversa, propôs um negócio: o quadro em troca das estantes de uma biblioteca que Steven, que era marceneiro, construiu com o maior capricho. Saíram da casa do pintor já tarde, sob um céu estrelado, levando o quadro, no mais puro êxtase. Anos mais tarde dificuldades financeiras os obrigaram a vender o quadro. Os olhos de Steven e de sua esposa brilham quando ele recorda: "No dia em que o vendemos, descobrimos que a alegria fundamental tinha sido vivida no momento em que saímos da casa do pintor com o quadro. Este se foi, mas a alegria estará sempre conosco e é revivida cada vez que nos lembramos da história."

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Quando as pessoas conscientemente escolhem pensar no passado, mais de oitenta por cento tendem a concentrar-se em lembranças muito positivas que as fazem felizes.

Hogstel e Curry, 1995

 

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Preste atenção. Você talvez tenha o que deseja

Nós nos esquecemos muitas vezes de parar e pensar onde começamos e onde estamos agora. A tendência humana é sempre querer mais. Por isso é tão importante nos darmos conta do que temos e do que conseguimos alcançar durante a vida.

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Arthur era um executivo bem-sucedido da área de publicidade. Depois de três promoções em cinco anos, ele agora cumpria uma jornada de trabalho mais longa do que nunca. Estava cada vez mais próximo do topo e quase podia sentir o gostinho do poder. Semanas de seis dias com muitas horas extras não bastavam, e ele começou a levar trabalho para casa.

Quando acordou no hospital após uma cirurgia para a instalação de três pontes de safena, começou a fazer uma reavaliação de sua vida. Durante as três semanas de convalescença, sua família e seus amigos mais próximos passaram mais tempo com ele do que haviam passado em décadas. Ele gostou disso.

A esposa de Arthur conversou muito com ele, perguntando se ele realmente era obrigado a trabalhar tanto. Eles precisavam de mais dinheiro? Era tão fundamental assim conseguir outra promoção? Arthur, desafiado a pensar realmente sobre sua vida – algo que nunca fizera quando estava absorvido pelo trabalho –, percebeu que tinha mais do que precisava, que a oportunidade de reaproximar-se de sua família era o maior presente que poderia receber e que, nesse sentido, a doença fora, por assim dizer, uma dádiva.

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Em pesquisas realizadas com profissionais de nível superior, quase a metade dos entrevistados não se sentia satisfeita, mesmo quando alcançavam seus objetivos aparentes, porque, em vez de reconhecerem suas realizações, sentiam-se inseguros e criavam uma imagem negativa irracional deles mesmos.

Thurman, 1981

 

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Descubra o que deixa você feliz ou triste

 

Quando estamos infelizes sem saber o motivo, nós nos sentimos muito pior. Se isso acontecer, pense com calma nos seus sentimentos e emoções e no que pode ter provocado seu estado de espírito. Você vai ver como se sentirá melhor sabendo a causa e a forma de mudá-la.

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Sempre que o Natal se aproximava, Peter era acometido de uma tristeza profunda e inexplicável, que contrastava com a alegria que o cercava e que esperavam dele. Aquilo incomodava Peter, pois ele tinha consciência de que sua vida era cheia de motivos de felicidade: uma mulher companheira, filhos amorosos, uma carreira bem-sucedida. Chegou a pensar que era a imposição de euforia que vinha com o Natal e a febre de consumo determinada pelo comércio que o incomodavam. Mas sabia que não, pois o sentimento era muito profundo, e mesmo a tentativa de " escapar dos festejos natalinos, viajando, não tinha conseguido eliminar a tristeza.

Um dia, conversando com sua mulher, ele repetiu uma história : que lhe contara no início de seu relacionamento: o Natal de sua infância tinha sido sempre um momento de divisão e melancolia. Como seus pais eram divorciados, nas noites de Natal ele era obrigado a deixar o ambiente festivo e caloroso dá casa da mãe para fazer companhia ao pai – um homem solitário e depressivo, que o intimidava. De repente, ele se deu conta do que acontecia: na época de Natal, o menino que sobrevivia dentro dele voltava a sofrer, como se o acontecimento da infância fosse se reproduzir. Agora era um adulto que estabelecera com seus filhos uma relação próxima e amorosa da qual podia usufruir. Não era uma criança dependente do pai, podia cuidar de si mesmo.

Isso não significa que; a tristeza, num passe de mágica, tenha desaparecido. Ela ainda ameaça aparecer, mas como Peter sabe a sua causa, ele é capaz de administrá-la e deixar espaço para a alegria.

Ao lidar com nossas emoções e com a satisfação na vida, precisamos procurar as causas para que, em vez de os sentimentos tomarem conta de nós, possamos nos apossar deles. Aqueles que se deixam levar pelos sentimentos, sem procurar entendê-los, não conseguem fazer nada para mudar seu mundo.

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As pessoas que não conseguem identificar a origem de seus sentimentos são as que têm menores probabilidades de superar rapidamente um sentimento temporário de insatisfação com a vida.

Ramanaiah e Detwiler, 1997

 

55

A satisfação é relativa

Como é que você avalia a sua felicidade? Se comparar sua satisfação neste exato momento com os dois ou três melhores momentos de sua vida, você provavelmente não se sentirá tão feliz, porque aqueles momentos não podem ser copiados. Mas se você a comparar com alguns momentos difíceis, terá todas as razões do mundo para apreciar este momento.

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Será que Bob é um bom aluno? Bem, com quem você o está comparando? Com seus colegas ou com Einstein? Será que hoje foi um bom dia? Comparando com o quê? Com os dias de grandes festas ou com as terças-feiras comuns? Ao fazer qualquer avaliação, temos de partir de um princípio básico: as coisas, os momentos e as pessoas são diferentes entre si e cada um dá o que pode na sua medida.

Nos tempos de escola eu tinha. um amigo meio limitado que sempre passava de ano raspando. Para minha surpresa, os pais premiavam seu "sucesso" com um presente especial: uma bicicleta, uma bateria, uma viagem à Disneyworld. Em contrapartida, os pais de um dos alunos mais aplicados não manifestavam qualquer entusiasmo ante seu desempenho. "Por que não ganhou medalha de ouro?", perguntava o pai vendo a medalha de prata do filho. Anos mais tarde encontrei com os dois: o primeiro falava com alegria das poucas conquistas que obtivera na vida, enquanto que o aluno aplicado mostrava-se insatisfeito com os postos que galgara em sua carreira profissional: afinal, continuava em busca da medalha de ouro que sempre parecia estar em outras mãos.

Os antropólogos da Rutgers University descobriram que um dos fatores mais importantes da satisfação das pessoas no trabalho é o modo como se sentem em relação à sua vida doméstica. Muitas acham que o trabalho é satisfatório porque o comparam com sua situação familiar que se tornou estressante, conflitiva, sem graça.

A equipe da Rutgers descobriu que essas pessoas estão se agarrando à ordem e à amizade existentes no local de trabalho porque fazem uma comparação em que a vida doméstica agitada e exigente sai perdendo.

No exemplo que dei acima, o aluno medíocre era visto em si mesmo: dentro de suas possibilidades, passar de ano era realmente uma vitória. O aluno aplicado sairia sempre perdendo, porque nunca deixaria de haver alguém melhor do que ele. O momento excepcionalmente feliz deve ser intensamente usufruído, mas não pode se tornar padrão diante do qual os demais se tornem decepcionantes. Cada momento, cada pessoa tem suas alegrias e seus valores. Procure descobri-los, e o leque de prazer se abrirá sempre mais para você. Em nome do que achamos que uma coisa devia ser corremos o risco de perder o que ela realmente é e tem a nos oferecer.

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Não é de surpreender que as pesquisas indiquem que as pessoas felizes tendem a ter experiências mais positivas do que as pessoas infelizes. O espantoso é que, se observarmos suas vidas, não há grande diferença entre elas. Os estudos mostram que o que acontece com as pessoas felizes é bastante semelhante ao que acontece com as infelizes. A verdadeira diferença está nas pessoas e naquilo que elas sentem e definem como positivo ou negativo. As pessoas felizes são aquelas capazes de encontrar pequenas alegrias nos acontecimentos do dia-a-dia.

Parducci, 1995

 

56

Não deixe que outras pessoas definam os seus objetivos

 

Há muitas pessoas que escolhem seus objetivos com base naquilo que os outros pensam. Em vez disso, descubra quem você é realmente, o que deseja e estabeleça seus principais objetivos com base naquilo que realmente lhe importa.

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Gary deixou a Marinha após vinte anos de serviço como piloto naval. Seus amigos militares ficaram surpresos com sua decisão de sair, mesmo diante da possibilidade de ser promovido muito em breve. Como ele podia fazer isso? O que havia de errado com ele? Seus amigos não chegaram a dizer-lhe isso diretamente, mas era o que se perguntavam.

Gary tinha uma resposta. "Chegar ao posto mais alto nunca foi o meu sonho", ele dizia. "Talvez seja o seu, tudo bem, mas não é o meu."

O sonho de Gary era servir a seu país ajudando as crianças. Ele entrara para a Marinha incentivado por seu pai e só mais tarde foi descobrindo o que realmente desejava. Mas foi difícil tomar a decisão, porque era bem-sucedido, recebeu várias promoções, tinha o reconhecimento da comunidade. Ao deixar a Marinha, foi convidado para dirigir um novo e rigoroso programa acadêmico de segundo grau. Hoje se sente feliz e realizado de uma forma que nunca poderia sequer imaginar. Ensinar, para ele, é um sonho que se realiza, um sonho que talvez nunca alcançaria se Gary tivesse se preocupado com o que as outras pessoas achavam que ele devia fazer.

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Para ser feliz, não é preciso ter sucesso em absolutamente tudo o que se faz. Mas é essencial acreditar que se tem controle sobre a própria vida. Aqueles que sabem que são responsáveis por sua própria situação e por suas decisões sentem-se um terço mais satisfeitos do que aqueles que têm a sensação de não segurar as rédeas da própria vida.

Kean, Van Zandt e Miller, 1996

57

Não agrida seus amigos e sua família

 

Mesmo quando estamos com a razão, não ganhamos nada entrando em conflito com as pessoas a quem amamos. Por um lado, essas pessoas são muito mais importantes do que o assunto que causou o conflito. Por outro, quando somos agressivos ao defender nossos pontos de vista, o interlocutor sente-se tão acuado pela nossa forma de falar que nem consegue prestar atenção no que estamos dizendo.

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Seria ótimo ter sempre razão, não é?

Adam é dono da verdade, tem sempre razão. Pelo menos, ele acha que sim. Seja uma pergunta simples de cultura geral ou a melhor maneira de preparar uma macarronada, Adam sempre tem a resposta. Quando alguém da família não concorda com ele em relação a qualquer coisa, Adam inicia um interrogatório. Ele pede à pessoa que lhe diga por que discorda dele e tenta flagrá-la em alguma contradição. Suas perguntas parecem-se com as que os advogados dirigem às testemunhas pouco confiáveis quando querem que elas admitam seus erros.

Adam vence na maioria das vezes. Ele quase sempre consegue uma admissão de culpa de suas testemunhas. O problema é que o interlocutor de Adam não é um criminoso em um tribunal, mas um amigo ou parente que tem uma opinião diferente. A argumentação de Adam é tão agressiva que alguns amigos chegaram à conclusão de que simplesmente não vale a pena discordar dele, e outros concluíram que não vale a pena sequer conversar com ele, pois nunca se sabe quando um assunto vai virar uma controvérsia. Adam vence todas as pequenas batalhas, mas perde a oportunidade de aproveitar a companhia das pessoas de quem gosta.

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As críticas contínuas nos relacionamentos diminuem a felicidade em até um terço.

O'Connor, 1995

 

58

Precisamos sentir que somos necessários

Pense nas pessoas que precisam da sua amizade, do seu carinho, da sua orientação ou da sua ajuda. É provável que você não perceba o quanto é importante para as pessoas que fazem parte da sua vida.

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O Departamento do Trabalho realizou uma pesquisa sobre trabalhadores idosos para descobrir quais as razões que os fazem continuar a trabalhar e quais as razões que servem de incentivo para que se aposentem. Uma das razões mais freqüentes para parar de trabalhar não é o cansaço ou o desejo de passar mais tempo cuidando do jardim. O que em geral faz com que as pessoas mais velhas se aposentem, de acordo com a pesquisa, é o sentimento de que não são mais necessárias em seu trabalho. Os trabalhadores se aposentavam quando sentiam que sua utilidade vinha sendo questionada, que outras pessoas podiam fazer seu trabalho melhor e que eles estavam apenas ocupando espaço. Iam embora porque não eram mais necessários.

Pense no que isso significa para nós. Ninguém pode aposentar-nos de nossa vida pessoal, a não ser nós mesmos. E nós o fazemos quando temos a sensação de não sermos mais importantes e necessários para os outros. Não deixe que isso aconteça com você. Não se deixe entregar à melancolia e tenha certeza de que há sempre pessoas para quem a sua presença, o seu carinho, o seu apoio, às vezes até uma palavra sua, um sorriso, um gesto de incentivo podem ser importantes.

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Em um programa experimental de pesquisas descobriu-se uma relação entre a felicidade e o hábito de ajudar os outros. Quando ajudamos outras pessoas, criamos laços positivos com elas e melhoramos nossa auto-imagem. As pessoas que tinham mais oportunidades de oferecer ajuda sentiam-se onze por cento melhores em relação a si mesmas.

Pegalis, 1994

 

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Não pense "e se"

Passar o tempo imaginando o que teria acontecido se você tivesse feito uma pequena mudança ou tivesse tomado uma decisão ligeiramente diferente na vida é uma atitude que certamente criará infelicidade. Pense em como pode melhorar no futuro, mas não descarte o presente pensando em como poderia ter mudado o passado. O passado serve para nos ensinar, o futuro deve ser planejado. Viva plenamente o presente.

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Podemos relacionar nossa posição atual com todas as decisões que já tomamos na vida. O lugar em que você se sentava no jardim-de-infância influenciou a escolha de seus amigos, a qual pode ter influenciado seus interesses, que influenciaram seu desempenho na escola, e daí em diante.

Podemos especular sobre essas coisas eternamente, mas isso não nos levaria a lugar algum. Se você entrar na rua errada em algum ponto do caminho, a solução não é estacionar e ficar se perguntando por que ou como entrou ali. O importante é pensar no que fazer para ir de onde está para onde quer estar.

O mesmo se aplica à sua vida. Não adianta ficar remoendo a decepção, nem se acusando por ter chegado até onde está. Pense naquilo que precisa fazer para chegar aonde quer.

Pesquisas feitas com atletas que perderam disputas finais nas Olimpíadas revelaram que aqueles que gastam menos tempo pensando em como as coisas poderiam ter sido diferentes são os mais satisfeitos com sua experiência.

Gilovich e Medvec, 1995

 

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Participe de um trabalho voluntário

 

Todas as comunidades oferecem inúmeras oportunidades de doação. Leia para os cegos. Ajude o bazar local de caridade. Visite um asilo de velhos, vá brincar com as crianças' de um orfanato. Qualquer coisa que você faça não vai ajudar apenas o mundo, vai ajudar você também. As pessoas que desenvolvem um trabalho voluntário sentem-se bem consigo mesmas. Elas se sentem úteis, valorizadas, e correm menos risco de se entediarem. Entram em contato com uma realidade onde, apesar de todas as carências, descobrem riquezas insuspeitadas e gratificantes. Mesmo que você ache que não tem muito tempo ou muitas habilidades, reserve ainda que seja uma hora por mês e dedique-se a uma boa causa.

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Bessie é uma viúva de setenta e poucos anos. Depois que os filhos saíram de casa, descobriu dispor de muito tempo e desejou dedicá-lo a alguma coisa útil. Ela queria algo que a fizesse levantar da cama pela manhã com um sorriso no rosto.

Bessie tomou conhecimento de um programa de "avós adotivos" implantado em um centro comunitário de sua cidade. O programa usa cidadãos idosos para fazer companhia e entreter crianças deficientes durante o dia.

Bessie inscreveu-se e diariamente passa algumas horas brincando, lendo e conversando com as crianças.

Uma das amigas de Bessie, que também trabalha como voluntária no mesmo programa, diz que os avós adotivos dão às crianças "amor e atenção" e são recompensados com a chance de ver "a beleza que existe em cada uma dessas crianças".

Bessie diz que o trabalho voluntário "me dá a sensação de estar fazendo alguma coisa de bom. Estou ajudando as crianças, os pais e a mim mesma. Todo mundo sai ganhando, mas eu sempre sinto que sou eu que ganho mais".

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Uma análise das obras existentes sobre o assunto revela um acentuado consenso de que o trabalho voluntário contribui para a felicidade ao eliminar o tédio e dar um objetivo à vida. Em média, os voluntários têm duas vezes mais chances de se sentirem felizes consigo mesmos do que aqueles que não se dedicam a nada.

Crist-Houran, 1996

 

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Exercite-se

 

As pessoas que praticam exercícios, seja ginástica, musculação ou caminhadas longas e regulares, sentem-se mais saudáveis, melhores consigo mesmas e aproveitam muito mais a vida.

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Um importante executivo costumava dizer: "Sempre que penso em me exercitar, deito-me e espero a vontade passar."

Ele dizia isso sempre e essa sua filosofia conduziu-o diretamente a uma perda de energia, seguida por problemas de saúde. O que não é de espantar.

Seus médicos pressionaram-no a mudar o estilo de vida e, como se viu sem alternativa, ele resolveu tentar. Para sua surpresa, foi descobrindo o prazer que os exercícios lhe davam. Era uma chance de passar algum tempo todos os dias cuidando do Corpo, sem maiores preocupações. Sentiu que o contato com a natureza durante as caminhadas o deixava renovado. O que era inicialmente uma obrigação passou a ser uma saudável necessidade. E ficou maravilhado ao verificar que, ao invés de cansá-lo, os exercícios na verdade aumentaram sua energia.

Sabem qual é a sua filosofia atual? "É difícil encontrar palavras para dizer o quanto gosto de me exercitar."

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As pesquisas sobre atividades físicas mostram que os exercícios aumentam a autoconfiança, o que por sua vez fortalece a auto-estima. Os exercícios regulares, incluindo as caminhadas, aumentam diretamente a felicidade em doze por cento e podem contribuir de forma indireta para uma melhoria expressiva da auto-imagem.

Fontane, 1996

 

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Você sempre tem uma escolha

 

Lembre-se, ninguém nos obriga a fazer nada. Podemos escolher fazer qualquer coisa por considerá-la importante o suficiente para justificar nossos esforços. Não se queixe das suas responsabilidades como se fossem um fardo inevitável. Pense nos efeitos positivos de qualquer uma de suas ações – as razões pelas quais você vai trabalhar, as razões pelas quais você cuida de sua casa, e assim por diante.

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Quantas vezes você já se queixou, pensando: "Por que eu tenho que fazer isso?" Quais são as coisas que você tem obrigação de fazer? A não ser que você esteja na prisão, você não tem que fazer nada. É você quem escolhe o que quer fazer.

Quer ver? Pense em alguma coisa que faz todo dia, como lavar roupa, levar as crianças para a escola, ir trabalhar. Você pode se perguntar: "E eu tenho alguma escolha? De qualquer modo, a roupa tem que ser lavada, as crianças precisam ir para a escola, eu tenho que trabalhar."

Sabe o que você pode escolher? Pode escolher fazer essas coisas como um fardo obrigatório, ou escolher fazê-las porque trazem bem-estar, conforto, alegria. Lavar a roupa é uma escolha que você faz porque gosta de ter suas coisas limpas e cheirosas. Levar as crianças para a escola é uma forma de conviver com elas e dar-lhes amor. Seu trabalho é fonte de realização para você e de conforto para a família.

 

Então você pode escolher a forma de ver e sentir as coisas que faz. A rigor, ninguém força você a nada. É você quem escolhe, fazendo uma avaliação do que perde e ganha com a sua opção. Porque toda escolha implica um ganho e uma perda.

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Entrevistas realizadas a respeito dos níveis de satisfação na vida revelaram que as pessoas que demonstraram um senso de independência, tomando decisões por si mesmas, depois de avaliarem perdas e ganhos, tinham chances três vezes maiores de se sentirem satisfeitas do que aquelas que não o faziam.

Fisher, 1995

 

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Não é o que aconteceu, é o modo como você pensa sobre o que

aconteceu

 

Não há qualquer forma objetiva de lhe dizer se você teve uma boa vida, um bom dia ou uma boa hora. O seu julgamento é a única forma de dizer se a sua vida é bem-sucedida.

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Em uma pesquisa recente, um copo cheio de água até a metade foi mostrado a um grupo de pessoas. Ao descreverem o que estavam vendo, umas disseram "é um copo meio vazio", enquanto outras afirmaram tratar-se de "um copo meio cheio". Era exatamente o mesmo copo, mas a perspectiva dos observadores era diferente. Com os acontecimentos da vida acontece o mesmo. Um fim de semana chuvoso pode ser um desastre para quem preparou-se para ir à praia e uma delícia para quem queria ficar em casa lendo, ouvindo música e descansando. Um pequeno progresso é considerado : insuficiente para os que têm um alto nível de expectativa e é visto como uma vitória para quem sabe que as mudanças se processam lentamente. Tudo depende da nossa perspectiva.

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Saber que uma pessoa sofreu recentemente um baque ou obteve um triunfo não é um indicador preciso do seu grau de satisfação na vida. O importante é saber de que modo ela percebeu as causas e conseqüências desses dois fatos e o que representaram para ela.

Staats, Armstrong-Stassen e Partillo, 1995

 

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Desenvolva alguns interesses em comum com as pessoas a quem

você ama

 

Os interesses em comum podem tornar mais divertida a convivência com sua família e seus amigos. Eles nos permitem ver a profundidade dos laços que nos unem.

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Todos os membros da família de Tom adoram velejar. Num momento em que tinham a opção de comprar uma casa maior ou um veleiro, decidiram em conjunto que a melhor maneira de passar o dia com a família seria num barco, alternando-se no comando.

Ir Inicialmente tinham um marinheiro, até que Tom e seu filho resolveram ter aulas para aprender a manobrar o veleiro. Logo a esposa de Tom e sua filha juntaram-se a eles.

O fim de semana, em que a família se dispersava, agora é vivido em comum. Noites de lua cheia são ocasiões fantásticas para sair ao mar. E todos esperam ansiosamente pelas férias, quando passam alguns dias juntos explorando novas ilhas e praias.

A família de Tom descobriu assim uma nova alegria de viver. Além do prazer do esporte, verificaram o quanto a convivência mais tranqüila, dividindo um objetivo comum, permite que se conheçam melhor e fortaleçam os laços de afeto que têm entre si.

Cada interesse em comum entre as pessoas envolvidas num relacionamento aumenta a probabilidade de uma relação duradoura e resulta num aumento na satisfação com a vida.

Chand, 1990

 

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Ria

 

Quando você achar uma situação divertida, não fique se perguntando "será que isso é mesmo engraçado?" ou "será que outras pessoas acham isso engraçado?". Simplesmente entregue-se e ria.

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Há nos Estados Unidos um grupo chamado Associação Americana de Terapia e Humor que acredita que uma das coisas que mais fazem falta nos dias de hoje é uma boa gargalhada.

Há um número cada vez maior de consultores empresariais que vêm descobrindo uma coisa interessante: a capacidade de rir faz da pessoa um melhor empregado.

Existem grupos de artistas que visitam regularmente hospitais .infantis fantasiados de palhaços para divertir as crianças. Ficou provado que isso contribui bastante para curá-las.

Certa vez eu estava no cinema vendo um filme que me parecia absolutamente enfadonho. Já pensava em sair quando um homem na fila de trás começou a fazer pequenos comentários, chamando a atenção para detalhes engraçadíssimos que até aquele momento tinham ficado despercebidos. Comecei a me divertir tanto, que o tédio passou completamente. Quando as luzes acenderam, olhei para trás e dei de cara com um dos humoristas mais famosos do país. Um homem especialista em descobrir e revelar o lado divertido da realidade.

Você já pensou que existem pessoas especialistas em só ver o lado sombrio e melancólico dos acontecimentos? De que lado você se coloca? Não é difícil saber o que nos faz mais bem e torna a vida mais leve e feliz.

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Em pesquisas realizadas com centenas de adultos descobriu-se que a felicidade estava relacionada ao humor. A capacidade de rir, seja da vida ou de uma boa piada, é uma fonte de satisfação. Na realidade, aqueles que são capazes de rir de coisas banais têm muito mais chances de se sentirem felizes.

Solomon, 1996

 

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Não deixe toda a sua vida girar em torno de uma coisa só

A vida é feita de muitas facetas diferentes. É importante não se concentrar excessivamente em um só aspecto da vida, para que se possa ter prazer em outros, mesmo quando um lado não vai bem. A obsessão por alguma coisa nos torna incapazes de usufruir outras e nos faz perder muitas oportunidades de beleza e alegria.

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Você investiria todo o seu dinheiro em ações de uma só companhia?

É claro que não. Qualquer especialista que você consultasse lhe diria para diversificar seus investimentos. Porque, se aquela empresa falir, todas as suas economias irão junto.

O mesmo se aplica à vida: é importante diversificar as esperanças, os interesses, os gostos, os amigos.

A pessoa que se concentra num único objetivo perde todas as outras oportunidades de alegria e corre um risco enorme de se ver absolutamente arrasada se não atingir aquela meta. Um amigo meu tinha uma fixação permanente: receber uma promoção na empresa onde trabalhava. A vida lhe tinha oferecido uma porção de alegrias, entre as quais uma mulher amorosa e filhos encantadores. Mas era como se ele os visse através de um véu, pois sua energia e atenção estavam concentradas na vida profissional. Foi preciso que a promoção não viesse – e ele entrou em profunda depressão – para que se desse conta de tudo o que deixava escapar, e reorganizasse seus valores.

A mesma coisa eu vi acontecer com uma mulher que, ao apaixonar-se por um homem, afastou-se dos amigos, da família, abandonou as atividades de que gostava para acompanhá-lo permanentemente. Quando ele rompeu a relação, ela se viu diante de um vazio aterrador e precisou de muito tempo para refazer a vida.

Construa suas esperanças em torno de várias coisas importantes para você, cultive muitos gostos e amigos: sua vida ficará mais rica e você se tornará uma pessoa menos vulnerável, mais interessante e feliz.

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Em uma experiência na qual se pedia aos participantes que discutissem o que dava satisfação às pessoas, a tendência predominante foi afirmar que aquelas cujos interesses e gostos estavam ligados a várias áreas tinham muito mais chances de serem felizes.

Bhargava, 1995

 

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Compartilhe com os outros

Não esconda seus sentimentos, seus pensamentos, suas esperanças. Compartilhe-os com seus amigos e sua família. As pessoas que guardam tudo dentro de si tendem a sentir-se isoladas, acreditando que os outros não as compreendem. Aquelas que compartilham suas vidas sentem-se mais amparadas e felizes, mesmo quando as coisas não correm exatamente como querem.

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Rose é artista já há muitos anos. Em seu tempo livre ela pinta lindas aquarelas de paisagens e isso lhe dá muita alegria. De vez em quando ela expõe seu trabalho em mostras locais ou em uma pequena galeria. Não está em busca de fama ou sucesso, o que a satisfaz é o prazer de pintar.

Uma coisa a aborrecia especialmente: sempre que sua família se interessava por seu trabalho artístico, as perguntas eram: "Você vendeu alguma coisa?", "Quanto você ganhou?". Rose se sentia incompreendida, desvalorizada, como se seu trabalho só fosse relevante pelo lucro obtido. Cada vez que lhe perguntavam se ganhara algum dinheiro, Rose se contorcia por dentro.

"Por que eles não me entendem?", ela se perguntava. "Por que essas pessoas, que deveriam ser tão próximas de mim, parecem tão distantes e afastadas, quase hostis?" Esses pensamentos cresciam dentro dela e faziam com que se sentisse infeliz na companhia de sua família. Desabafando com uma amiga, esta lhe perguntou: "Você já disse essas coisas para eles?" Só então Rose se deu conta de que sua família não podia ler seus pensamentos e que se ela não lhes desse a chance de saber como se sentia o afastamento iria se acentuando e ela acabaria sofrendo, isolada.

Rose seguiu o conselho da amiga. A família não só se surpreendeu, afirmando que apreciava enormemente o trabalho de Rose, como se deu conta de que as perguntas que fazia, além de magoá-la, davam uma impressão falsa de seu sentimento.

Peçam ajuda quando precisarem. Talvez o outro não tenha condições de atender à sua necessidade material, mas o fato de ouvi-los, orientá-los, dar-Ihes sugestões será reconfortante e poderá, eventualmente, apontar para um caminho não percebido.

Digam sua verdade com serenidade e escutem a dos outros. É assim, e só assim, que as pessoas têm condições de construir uma relação respeitosa e feliz.

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As pessoas que conseguem ser mais abertas têm uma satisfação com a vida cerca de vinte e quatro por cento mais alta do que as mais fechadas.

Finch, Barrera, Okun, Bryant, Pool e Snow-Turek, 1997

 

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Estar ocupado é melhor do que estar chateado

 

Encontre alguma coisa para fazer, porque ainda é melhor ter coisas demais para fazer do que não ter nada.

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Um filósofo uma vez observou que as pessoas anseiam pela imortalidade, mas não sabem o que fazer em uma tarde chuvosa.

Numa época em que eu sentia um certo desespero por estar com uma sobrecarga excessiva de trabalho, um amigo aposentado me confessou: "Há manhãs em que acordo e fico sem coragem de sair da cama, pensando: 'O que vou fazer do meu dia?"' Fiquei com pena dele, mas passei a valorizar muito mais minhas atividades, embora consciente de que precisava administrar melhor meu tempo.

Com freqüência reclamamos de ter coisas demais para fazer. Mas ter coisas demais é um problema positivo, de abundância, enquanto que a falta do que fazer é um problema negativo de escassez. A empresa Metro Plastics Technology, de Indiana, testou esse princípio através da redução da semana de trabalho de seus empregados de quarenta para trinta horas. E sabe o que aconteceu depois dessa mudança? A qualidade dos produtos da companhia subiu e ela na verdade aumentou seus lucros. A administração descobriu que dar mais tarefas aos trabalhadores em menos tempo tornava-os mais eficientes, ativos e entusiasmados e propiciava-lhes mais tempo livre fora do local de trabalho.

Em pesquisas realizadas com estudantes universitários descobriu-se que aqueles cujas rotinas de trabalho eram mais exigentes estavam quinze por cento mais satisfeitos com a vida. Apesar das exigências maiores, esses estudantes não eram mais estressados do que aqueles que tinham menos coisas a fazer.

Bailey e Miller, 1998

 

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Faça aquilo que disser que vai fazer

 

Não há nada mais capaz de matar o progresso ou de enfraquecer o entusiasmo do que uma pessoa que fala mas nunca faz. É essencial, tanto para sua vida familiar quanto para sua vida profissional, que você se comprometa com aquilo que diz que vai fazer.

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Um vendedor de carros usados mostra um carro a você. O odômetro está marcando 13.000 quilômetros. O carro tem cerca de cinco anos de uso. Você acha que o carro já rodou na verdade 100.000 quilômetros, mas o vendedor garante que são só 13.000 mesmo, pois pertencia a uma velhinha que raramente o dirigia. Você acredita no vendedor?

Você provavelmente pensa em todas as histórias que já ouviu sobre pessoas desonestas que vendem carros e não acredita na história do vendedor. Os vendedores de carros usados carecem de um fator essencial à comunicação positiva: credibilidade.

Precisamos acreditar que as pessoas dizem a verdade quando vamos escutá-Ias, interagir com elas, confiar nelas. No ambiente familiar e profissional isso é fundamental. Para termos credibilidade, precisamos manter ao máximo nossos compromissos e, quando isso não for possível, avisar, explicar, desculpar-nos. Mas sempre com a verdade, por mais desagradável que seja, para que a relação possa se desenvolver baseada na confiança.

Lembre-se, a credibilidade é como o casco de um navio. Se houver furos, grandes ou pequenos, a curto ou médio prazos o navio afundará.

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A diferença entre as pessoas que têm relacionamentos pessoais felizes e aquelas que têm relacionamentos pessoais infelizes não é a quantidade de conflitos. Na realidade, os dois grupos têm um número semelhante de conflitos. O que contribui para o sucesso dos relacionamentos e para uma felicidade vinte e três por cento maior das pessoas envolvidas é a capacidade de realizar efetivamente as mudanças acordadas e a confiança e segurança que isso gera.

Turner, 1994