Pelo Mundo Fora
Livro de viagem que avisa desde a primeira página que a viagem não resolve nada. Imaginamos todos que a ventura está justamente onde nós não estamos, escreve ela, e foi por esse mundo fora atrás do pomo de ouro que tantas vezes se parece com aquele fruto colhido na Palestina, veludo por fora e cinza escura por dentro. O primeiro destino é Paris, e não a do bulevar e da festa permanente. É a Paris de Pascal, de Racine e de Molière, de Rabelais e Montaigne, e a do século XVIII que ela defende de quem o caluniava: Rousseau, Voltaire, Diderot. Lisboa, Livraria de Antonio Maria Pereira, 1896.
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