Sociedades Secretas: Illuminati
Capítulo 6 Nos capítulos anteriores pudemos ver o papel que uma família abastada poderia ter na consolidação dos objetivos de uma sociedade secreta como os Illuminati. As especulações sobre a ligação dos Rothschild com os seguidores de Weishaupt ainda são objeto de debates acalorados entre historiad
Capítulo 6
Nos capítulos anteriores pudemos ver o papel que uma família abastada poderia ter na consolidação dos objetivos de uma sociedade secreta como os Illuminati. As especulações sobre a ligação dos Rothschild com os seguidores de Weishaupt ainda são objeto de debates acalorados entre historiadores e pesquisadores, entre os quais se incluem os “conspirólogos”.
O envolvimento maçônico no processo de independência dos Estados Unidos é, atualmente, inegável. Assim, não é de espantar que encontremos, nos registros da época, a existência da já citada primeira loja formal e independente em território norte-americano. Para muitos estudiosos aquela era mais que uma simples loja maçônica: a Columbia de Nova York foi também a primeira loja Illuminati daquele país. E o nome que recebeu, já no século XX, não poderia ser mais sugestivo: Grande Loja Rockefeller.
Essa família pode ser comparada em termos de poder e influência à sua contraparte norte-americana, os Rothschild. Até hoje se discute quem teve mais contato com as mentes e corações dos membros daquela nação, se os Kennedy ou os Rockefeller. A diferença é que os Kennedy são mais associados a outros tipos de organizações, como a Máfia (acredite se quiser), mas, até onde se sabe, nunca teve nenhum tipo de sociedade secreta em seu encalço, embora se cogite que John F. Kennedy e Robert Kennedy tenham sido maçons. Já os Rockefeller sempre estiveram ligados a esse assunto desde que se tornaram figuras públicas.
A saga começou em 1733, quando uma família de imigrantes judeus-alemães (praticamente a mesma origem dos Rothschild) chegou ao território dos Estados Unidos. John Davidson Rockefeller nasceu em 1839 em Richford, Vermont, Nova Inglaterra. O começo de suas atividades foi bastante humilde, mas desde o início já mostrava inclinação para lidar com dinheiro quando começou a trabalhar como contador na empresa Hewitt & Tuttle. Ele é descrito por seus biógrafos como “uma pessoa tão inteligente e ambiciosa quanto fria e austera em suas necessidades pessoais”, o que já deixou pesquisadores e “conspirólogos” de cabelos em pé, uma vez que era o perfil psicológico mais valorizado pelos Illuminati.
Sua personalidade é quase lendária: possuía grandes perspectivas para o futuro ao mesmo tempo que se destacava com uma grande vontade de se tornar rico e demonstrava uma capacidade de trabaho bem acima da média. Esse retrato teria servido de modelo para que Walt Disney e sua equipe criassem um de seus personagens mais emblemáticos, o Tio Patinhas.
Quando ele finalmente conseguiu se associar a um homem de negócios britânico, fundou sua primeira empresa, chamada Clark & Rockefeller, na época em que eclodiu a Guerra de Secessão (entre 1861 e 1865). Foi esse primeiro empreendimento econômico que lhe proporcionou uma primeira vitória no caminho da fama e da fortuna. Porém, a consolidação só viria algum tempo depois, quando fundou sua própria empresa petrolífera, chamada Standard Oil, e a South Improvement Company, que atendeu aos petroleiros norte-americanos mais importantes.
Origem do nome
De certo, temos a origem judaico-alemã, mas o nome ainda é motivo de debates entre os pesquisadores. Uma das origens, a mais aceita, diz que se trata de uma versão alemã de Rokkenfelder ou Rockenfeller, que teria se originado a partir da palavra Rockenfeld.
E o nome? Alguns “conspirólogos” vão longe e alegam que, devido à sua ligação com os Illuminati, John Davidson teria mudado seu nome logo no começo para não ser reconhecido e até mesmo criado sua origem humilde. É claro que os historiadores sérios nem levam essa hipótese em consideração, mas insistem em investigar como o nome assumiu a forma atual. Para eles, é possível rastrear as origens até as aldeias de Ehlscheid, Segendorf e Fahr, todas localizadas na região periférica de Neuwied, cidade ao norte do estado da Renânia-Palatinado, no sudoeste do país. Todas as localidades são fronteiriças com um pequeno povoado chamado Rockenfeld. Na Alemanha, Rockenfeller, que seria a forma tradicional, é conhecida como um antigo nome de família. Portanto, o que a teoria tem mesmo de invenção é a opinião dos “conspirólogos”, que, para variar, viajam nas mais estapafúrdias teorias.
Vejamos mais dados históricos sobre o nome da família. De acordo com pesquisas realizadas em registros de paróquias que remontam ao fim da Guerra dos Trinta Anos (entre 1618 e 1648), os primeiros antepassados conhecidos são Goddard Rockenfeller, Johann Wilhem Rockenfeller e Johannes Rockenfeller. O filho deste último, Peter, foi para Ringoes, Nova Jersey, em 1723. E a mudança de ares da família começou.
Mais recentemente William Avery Rockefeller (1810-1906) procurou por uma ascendência nobre e uma possível ligação com um francês huguenote (nome dos protestantes franceses) da família de Roquefeullie. Essa ligação, entretanto, parece pouco ou nada provável, uma vez que há registros que mostram que o nome Rockenfeld já era usado naquela região muito antes dos huguenotes fugirem para a França, em 1685.
Para tornar uma longa história mais curta e não entediar o leitor, basta dizer que os Rockefeller, após algumas aventuras e desventuras próprias de uma família grande, terminaram por se estabelecer em Cleveland, Ohio, onde seu império de renome foi fundado. Portanto, antes que alguém pergunte ou pense que tudo não passou de uma farsa, há sim provas incontestáveis de que os Rockefeller são uma família tradicional norte-americana e não um produto criado pelos maquiavélicos Illuminati.
Isso não impede, entretanto, que os pesquisadores continuem a revirar o passado do patriarca dos Rockefeller a fim de descobrir mais sobre as raízes da família. Há quem alegue que John Davidson teria utilizado meios legais (e alguns ilegais) para eliminar seus concorrentes um a um enquanto consagrava seu lema, uma frase que viria a se tornar sua marca registrada: God bless the Standard Oil (Deus salve a Standard Oil), que curiosamente é uma paródia da saudação usual que os britânicos fazem para seus monarcas. Também é conhecida a fama que ele tinha de “depredador de negócios”, que incluía episódios em que coagia os clientes de outras empresas, subornava os empregados delas e chegava ao cúmulo de comprar alguns parlamentares corruptos.
Como se tudo isso não bastasse para olhar Rockefeller com um ar desconfiado, ainda há o fato de que sua empresa foi construída de uma forma que aparentava uma complexidade legal e jurídica a ponto de tornar inútil qualquer tentativa de acusação de monopólio. Ele era, em resumo, um comerciante temido a ponto de muitos de seus concorrentes preferirem se unir a ele em vez de enfrentá-lo.
A Standard Oil
A produção e a participação de sua empresa no setor petrolífero era, em 1870, de aproximadamente 4%. Em apenas seis anos ela detinha 95%. Manter um império desses não era uma tarefa fácil e ele precisava de ajuda. E para quem se voltaria? Justamente para os Rothschild. Foi quando procurou um modo de baratear o transporte de cada barril de petróleo que embarcava com destino aos estados da Pensilvânia, Maryland e Ohio, todos controlados pelo Banco Kuhn, Loeb & Company, fundado em 1867. Foi a partir dessa época que sua empresa se consolidou em definitivo, embora, em 1882, tenha se tornado tão grande que se viu obrigada a tornar se a Standard Oil Trust, considerada até hoje o primeiro truste conhecido da economia. E o que isso tem a ver com os Illuminati? Simples: os pesquisadores afirmam que ter o controle de determinado setor econômico nada mais é do que colocar em prática, no terreno industrial, o sonho pregado por Weishaupt de ter uma liderança unificada.
Seriam essas poucas pistas o suficiente para acusar os Rockefeller de serem Illuminati? Já sabemos que o lado esotérico de tal sociedade secreta era pouco se comparado com seus verdadeiros interesses, que se ocultaram da perseguição que sofriam em outras irmandades. E que se imiscuíam em planos para deflagrar guerras e conflitos dos quais podiam tirar vantagem de inúmeras e diferentes formas. A questão é se qualquer pessoa que age assim no mundo pode ser considerada um adepto de Weishaupt. Os pesquisadores acreditam que basta lembrar que a filosofia dos Illuminati incluía obter seus objetivos a qualquer custo. E no caso dos Rockefeller não foi uma exceção. Em seu trabalho, Koch observa:
“Essa posição de predomínio não deteve a avalanche de demandas judiciais contra seu negócio petroleiro; muito ao contrário. Mas de todas as que se apresentaram em seu momento, somente uma pareceu prosperar, em 1907, quando um juiz chamado Landis o condenou nada menos que por 1.642 casos de extorsão. A sentença incluía o pagamento de indenizações num valor de mais de 29 milhões de dólares na época. Sua reação quando ficou sabendo da sentença foi surpreendente, pois se limitou a comentar: ‘O juiz Landi estará morto muito antes de termos saldado a dívida’. Os fatos deram-lhe razão porque os advogados de Rockefeller recorreram e a sentença foi finalmente anulada vários anos mais tarde”.
Vale lembrar que esse caso não é citado apenas por Koch, mas por outros pesquisadores, o que deixa qualquer um desconfiado. Com certeza isso poderia significar que algo desonesto aconteceu, mas não há como se ligar tal fato ao ideal Illuminati. Porém, os fatos falam mais alto, como uma nova tentativa realizada com o objetivo de desmantelar esse monopólio. Um juiz federal do Missouri abriu um processo e acusou a Standard Oil de “complô contra o livre comércio”. Dessa vez, entretanto, a coisa não passou em brancas nuvens, mas seguiu um caminho lento e espinhoso com diversos recursos e contra-recursos levados a um tribunal. Em 1911, a empresa foi desmembrada em nada menos que 39 outras, que funcionariam de formas diferentes e deveriam, pelo menos na teoria, competir umas com as outras. O truste deixou de funcionar como tal, mas, na prática, como as ações continuavam nas mãos dos mesmos antigos acionistas, incluindo o próprio Rockefeller, que, claro, era o sócio majoritário, a situação continuou a mesma. Ou seja, deixou de ser um grande bloco monopolista para se tornar um bloco de empresas que agiam entre si e combinavam as táticas a serem adotadas. Mais um sintoma Illuminati, segundo algumas fontes.
Por mais que quisesse evitar problemas com a justiça e objetivasse se tornar mais conhecido pelo grande público, Rockefeller sabia que estava pisando em ovos e resolveu abrir várias fundações filantrópicas. Doou boa parte de sua fortuna a várias instituições, principalmente à Universidade de Chicago. Foi graças às suas doações que foi fundado, em 1901, o Instituto Rockefeller, em Nova York. É lá que cientistas dedicam-se a realizar pesquisas médicas.
Porém, para muitas das fontes pesquisadas para este livro, essas atividades filantrópicas nada mais eram do que uma manobra. As leis norte-americanas, argumentam, eximem as fundações de pagar impostos e não as impedem de possuir, comprar ou vender todo tipo de bens normalmente vendidos na Bolsa de Valores. Além disso, os fundos de uma fundação podem ser deduzidos da declaração de renda e os bens entregues também se isentam de direitos de sucessão. Isso pode ser corroborado por um artigo publicado em jornal e datado de 1967 onde se fala sobre a quantidade insignificante de imposto de renda que o clã pagava, apesar da posse conhecida de inúmeros bens. Esse mesmo texto denunciou que um Rockefeller chegou a pagar 685 dólares de impostos, apesar de ter uma fortuna pessoal que incluía imóveis, iates e aviões particulares, entre outros bens. Oficialmente os itens mencionados estavam todos sob o nome das instituições sem fins lucrativos, mas eram utilizados apenas por ele.
A Revista Dinheiro publicou o seguinte texto em 1999 sobre o patriarca da família:
“Rockefeller parecia indestrutível, até que o governo decidiu quebrá-lo. Em 1890, o Congresso aprovou a Lei Antitruste, a mesma que agora tira o sono de Bill Gates e da Microsoft. Seguiu-se uma longa batalha judicial que terminou em 1911 com a divisão da Standard Oil em 33 empresas. Rockefeller não ficou pobre. Pelo contrário, sua fortuna se multiplicou com a valorização das ações que manteve em várias das empresas tiradas da costela da Standard Oil, como a Shell, a Mobil e a Amoco. Em 1913, seu patrimônio era estimado em US$ 900 milhões, o equivalente a 2% do PIB americano. Se a mesma conta fosse feita hoje, seriam necessários quase três Bill Gates para igualar a marca. Visto pelos contemporâneos como um capitalista frio e diabólico, Rockefeller era um homem religioso. ‘Ganhar dinheiro é um dom de Deus’, dizia. Era também um sujeito contraditório. Viu a primeira peça de teatro quando tinha 60 anos de idade, mas terminou seus dias como o maior mecenas de seu tempo, e doou mais da metade de sua fortuna para empreendimentos culturais e filantrópicos. Odiava os sindicatos, mas pagava salários acima da média e defendia a aproximação entre os Estados Unidos e a União Soviética. Tinha mais dinheiro do que qualquer outro habitante do planeta, mas não se desfazia de um terno enquanto o tecido não estivesse puído”.
Essa fortuna toda não era um sonho. Há quem estime que chegava a 3 trilhões de dólares, o que o torna homem mais rico do século e da história da humanidade de que se tem registro. Morreu em 1937, dois meses antes de completar 98 anos. Porém, seu legado continuou e proporcionou um contato mais íntimo com personalidades da economia, da religião e da política mundial. John Davidson Rockefeller Junior (1874-1960), seu filho, introduziu ao método de trabalho familiar uma nova categoria de trabalhadores chamada associados, que, por um lado, agiam como consultores e, por outro, organizavam uma rede de influência bem ampla que incluía pessoas bem situadas na época para apoiar o trabalho das fundações filantrópicas.
Propriedades
Koch afirma que Junior, como era conhecido em oposição ao pai, chamado de Sênior, também se tornou o principal promotor do ecumenismo protestante, ao promover a “incorporação dos princípios religiosos às teses do capitalismo expansionista e progressista”. Para conseguir isso aplicou parte de seu dinheiro e de seu tempo em contribuições dadas a instituições como o Movimento Mundial Inter-Igrejas, o Conselho Federal de Igrejas e o Instituto de Investigações Sociais e Religiosas. O pesquisador acrescenta:
“Talvez estivesse seguindo o velho esquema Illuminati de unificar não só os governos e as economias, mas também as almas de todos os seres humanos”.
Seja como for a lista de locais nos Estados Unidos que possuem o nome Rockefeller é impressionante, conforme pode ser visto na tabela a seguir, que traz apenas os principais:
Nome do Fundação prédio
Prédio de 22 acres (cerca de 89 mil m2) no centro de
Rockefeller Manhattan. Instituído por Júnior. A casa mais antiga
Center data de 1930-1939. A mais recente seção do local foi
erguida entre 1960 e 1970.
Rockefeller Anteriormente conhecido como Instituto de Investigação Médica Rockefeller, criado por Sênior University em 1901.
Fundação Fundado em 1913, é a famosa entidade filantrópica
Rockefeller criada por Sênior e Júnior.
Fundo
Fundado em 1940 pela terceira geração de cinco
Rockefeller
filhos e uma filha de Júnior.
Brothers
Fundo Fundado em 1967 por membros da família da quarta Família geração. Rockefeller
Órgão de gestão familiar e desenvolvimento
Grupo imobiliário, estabelecido em Nova York.
Rockefeller Inicialmente geria o Rockefeller Center. Hoje é
detido pelo Mitsubishi Estate Co. Ltd.
Rockefeller
Research Importante centro de pesquisa sobre câncer criado
Laboratories em 1986.
Building
Rockefeller Lar do Serviço de Estudantes Internacionais, serve de escritório e Departamento de Filosofia, Política e Center Direito na Universidade Estadual de Nova York.
Capela Concluída em 1928, é o edifício mais alto no câmpus da Universidade de Chicago. Foi criada em 1889 por Rockefeller Sênior.
Rockefeller Criado por Sênior em 1906. Abriga o Departamento
Hall de Física da Case Western Reserve University.
Rockefeller Outro imóvel criado por Sênior em 1887, que
Hall concedeu 2,34 milhões de dólares para sua
construção. Abriga salas multiusos e escritórios departamentais para os Departamentos de Ciência Política, Filosofia e Matemática da Faculdade
Vassar.
Rockefeller Um terceiro prédio que recebeu esse nome. Criado por Sênior em 1886. É o mais antigo prédio no Hall câmpus da Faculdade College.
O Colégio Apelidado de John D. Rockefeller III, é um colégio
Rockefeller residencial na Universidade de Princeton.
Michael C. Concluído em 1969 em memória do filho de Nelson
Rockefeller Rockefeller. É um centro cultural ligado à
Center Arts Universidade Estadual de Nova York.
Michael
Collection Concluído em 1982, é uma ala do Metropolitan
C. Museum of Art.
Rockefeller
David and Tributo a esposa de David Rockefeller, Peggy. Inclui
Peggy seis andares do edifício habitacional e de coleta das
Rockefeller principais galerias de exposições temporárias da
Building família no Museu de Arte Moderna.
Abby Concluída em 1949 por David Rockefeller, é um
Aldrich importante recurso ao ar livre do Museu de Arte
Rockefeller Moderna.
Sculpture
Garden
Abby
Aldrich Inaugurado em 1957 por Júnior, é um museu popular
Rockefeller de arte localizado no complexo da Junior’s Colonial
Folk Art Williamsburg.
Museum
Abby
Aldrich Residência dos calouros no câmpus da Faculdade
Rockefeller Spelman.
Hall
Edifício
Memorial Concluído em 1918, é uma residência estudantil no Laura Spelman College. Spelman
Rockefeller
Parque 2 Parte dos 14 km dos estabelecimentos familiares no Estadual de condado de Westchester foi oficialmente entregue ao Preservação estado de Nova York em 1983 Rockefeller
Marsh-
Billings-
Rockefeller/ Estabelecido como museu histórico de conservação
Parque durante a década de 1990.
Histórico
Nacional
John D. Instituído em 1972 por autorização do Congresso.
Rockefeller,
Jr.
Memorial
Parkway
Floresta Financiada por Junior, localizada no Parque Estadual
Rockefeller de Redwoods, na Califórnia.
Parque com jardins paisagísticos dedicada ao mundo
Rockefeller e a várias nações. Fica junto ao Martin Luther King,
Park Jr. Boulevard, à Universidade de Cleveland, em
Ohio, e o Lago Erie.
Winthrop Criado em 2005 com um subsídio da Winthrop Rockefeller Rockefeller Charitable Trust. Institute
Quando o século XX começou, as atividades da família Rockefeller concentraram-se em duas linhas básicas, que muitos insistem em chamar de “filosofia illuminati”: a econômica e a política, representadas pelos irmãos Nelson e David, respectivamente, e que por mais de uma vez se entrelaçaram. Em 1930 o clã já controlava o Chase National Bank e o transformou na primeira instituição bancária do país. A consolidação financeira viria em 1955, quando fundiram o estabelecimento com o Bank of Manhattan Company, ligado ao grupo Warburg, originando o Chase Manhattan Bank, que durante séculos foi presidido por David Rockefeller, o atual patriarca da família.
Ligações
Tudo o que vimos neste capítulo foram apenas especulações. Não há como provar a ligação entre os Rockefeller e os Illuminati nos Estados Unidos, nem mesmo com o nome de um deles em uma de suas lojas. O fato é que a Grande Loja Rockefeller pode ter sido apenas uma homenagem a um filantropo conhecido e respeitado (para não dizer temido) pela maioria.
Porém os “conspirólogos” vão longe em seus delírios. Muitos deles afirmam que hoje os Rockefeller possuem cerca de 190 membros e que muitos deles estariam envolvidos com ocultismo e com o desejo de controlar as instituições cristãs. E afirmam que os Illuminati mantêm relações não apenas com os Rockefeller, mas também com cerca de quinhentas famílias poderosas no mundo todo. A relação dos edifícios da família é apenas uma amostra, já que aquela, segundo eles, possui “trustes dentro de trustes dentro de trustes ainda mais secretos”. E vão mais além: as finanças dos Rockefeller são tão bem conservadas que Nelson não pagou um centavo de imposto em 1970, embora seja o homem mais rico dos Estados Unidos.
E como seria a tal influência que os Rockefeller exerceriam? Eis a lista de itens debatidos à exaustão pelos “conspirólogos”:
1. Fornecimento de grande quantidade de dinheiro que seminários norte-
americanos necessitam para operar.
2. Fornecimento de substânciais quantias das quais as universidades
necessitam para operar. “A educação influencia os valores religiosos de nosso povo”.
3. Grandes doações para vários grupos religiosos.
4. Os Rockefeller fornecem influência e controle que determinam quem
obterá a publicidade em grandes revistas jornalísticas e na televisão.
5. A influência da família contribui com vários grupos não-cristãos para
seu estabelecimento e operação.
6. Seu auxílio ajuda a controlar grupos religiosos.
É claro que tudo não passa de especulação. Não há uma única prova histórica que ligue esta ou qualquer outra família rica e influente com as atividades dos Illuminati da Baviera. Porém, a lenda persiste e há quem afirme ser apenas uma questão de tempo para que os seguidores de Weshaupt se revelem em sua grande conspiração e consigam, assim, derrubar a monarquia e a Igreja Católica com a ajuda do dinheiro obtido com esses banqueiros. É algo que, com certeza, deverá chamar a atenção mundial quando, e se, acontecer.
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Os Illuminati na atualidade
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