Sociedades Secretas: Illuminati

Sérgio Pereira Couto · Capítulo 7 de 11

Páginas do PDF

Sociedades Secretas: Illuminati

Capítulo 7 Uma das tarefas mais ingratas, quando escrevemos sobre os Illuminati, é conseguir traçar um panorama sobre exatamente o que era essa sociedade secreta, seus hábitos e até mesmo sobre o que acreditava. Como já foi citado várias vezes ao longo deste livro, muito do que se sabe (ou acredita-

Capítulo 7

 

Uma das tarefas mais ingratas, quando escrevemos sobre os Illuminati, é conseguir traçar um panorama sobre exatamente o que era essa sociedade secreta, seus hábitos e até mesmo sobre o que acreditava. Como já foi citado várias vezes ao longo deste livro, muito do que se sabe (ou acredita-se que se sabe) sobre esse grupo vem de puras especulações e cruzamentos de fontes históricas com absurdas teorias de conspiração. O fascínio que os Illuminati exercem na cultura moderna (principalmente em livros e jogos) é uma forma excelente para que o pouco que se conhece deles encontre um público cativo.

Desde a condenação dos Illuminati na Bavária e a perseguição a seus membros, iniciada em 2 de março de 1785, listas com os nomes verdadeiros de cada participante foram divulgadas na esperança de impedir os membros de levar adiante seus planos. O professor de história moderna da Universidade de Nice Sophia-Antipolis, Pierre-Yves Beaurepaire, escreveu um artigo sobre a Ordem para a revista História Viva, em que afirma que a única maneira possível de os “iluminados” continuarem seria pela clandestinidade. Como isso significaria se tornarem foras-da-lei, muitos adeptos recuaram de imediato e abandonaram o barco. Apenas três anos após ter sido acolhido na Ordem, o escritor Johan Wolfgang Von Goethe declarou:

“Que todas as associações secretas sejam erradicadas; o que importa o que resultará disso?”.

Vale lembrar que nos anos em que agiram em público, boa parte da elite reinante foi seduzida por uma promessa feita pelos seguidores de Weishaupt, de uma reforma voluntariosa e radical do Estado e da sociedade. Muitos estavam em sociedades de leitura e clubes patrióticos, justamente esses que se animaram e, segundo alguns, teriam levado os ideais iluminados que desembocaram na Revolução Francesa para a França. Outros afirmam que havia outras regiões europeias que se “beneficiariam” desses ideais, como a região do Reno, a Hungria, a Polônia e as províncias bálticas do Império Russo.

Já foi citado nos capítulos anteriores, que os Illuminati modernos continuam sob a proteção da maçonaria e que colocam no ar sites na internet onde defendem abertamente seus pontos de vista. Algumas observações parecem responder a algumas perguntas que todos fazem sobre a Ordem atualmente, das quais três são reproduzidas a seguir:

Segmentos advindos da Ordem Illuminati - dos Illuminati originais derivaram diversos movimentos. Entre eles, o anarquismo, o carbonismo, o marxismo, o socialismo, o trabalhismo (que elegeu o dia 1° de maio como Dia do Trabalho), os democratas e outros diversos partidos, organizações e ordens. Todos são filhos “dessa poderosa ideia original”, como eles mesmos definem.

A Ordem Hoje - no fim do século XX os Illuminati como Ordem foram reativados novamente pelo mestre Paolo Bortel (maçom/rosa-cruz). Os conhecimentos da tradição foram organizados conforme as antigas instruções milenares, igualando caracteristicamente as organizações de Hassan ibn Sabbath (xeque persa que viveu de 1034 a 1124 e conhecido como o Velho da Montanha), de Bayezid Ansari (1525-1580, criador de uma escola de mistério em Peshawar, no Paquistão) e Adam Weishaupt.

Tradição Iniciática da Ordem - os governantes invisíveis da humanidade escolheram nos tempos antigos o mestre Hassan ibn Sabbath como o chefe supremo dos Iluminados. Sucedeu-se essa mesma hierarquia até que quatrocentos anos mais tarde surgiu outro líder designado para a nova dinastia dos Illuminati, o mestre Bayezid Ansari. Duzentos anos depois (1776), muda-se para o Ocidente a chefia da Ordem, sendo o novo mestre supremo Adam Weishaupt. Em 1999, duzentos anos depois desse grande chefe, os governantes invisíveis escolhem o mestre Paolo Bortel para receber a milenar herança e fundar a nova geração da Illuminati.

Antes que o leitor se veja emum em aranhado é necessário explicar mais essa discrepância na história dos Illuminati. Há atualmente uma corrente de pesquisadores que acredita que os ensinamentos usados por Weishaupt para estruturar seu grupo vieram principalmente do xeque persa (que era ligado a um grupo chamado nazarins, em 1090) e do líder espiritual afegão (que participava dos roshynaya em 1550), citados pelo texto do website. Porém, mais uma vez não podemos seguir essa linha de informação por ser extremamente carente de mais dados.

Mas os conceitos do que seriam os Illuminati modernos continuam a invadir a internet e as páginas de revistas ocultistas de maneira assustadora, a ponto de ninguém saber com certeza o que são. Um desses conceitos afirma:

“Os Illuminati são uma instituição baseada na obediência e no sigilo. A hierarquia e os rígidos princípios morais prevalecem na Ordem. Para essa nova geração, estabeleceram-se novas formas de atuação, ação e reação e sistemas diferenciados de instrução. Modernos métodos de influência e conscientização são utilizados, assim como técnicas avançadas de mudança social. Atualmente a administração internacional da Ordem Illuminati está com o soberano mestre Paolo Bortel, que ocupa a presidência, dividindo a administração com seu Conselho de Ordem. Como se dividem hoje os grupos Illuminati: 1° Da nova geração ocidental do mestre Paolo Bortel; 2° Dos iluminados do Oriente: islâmicos e indianos; 3° Remanescentes de Weishaupt; e 4° Pequenos grupos ocidentais da tradição iluminista”.

A pergunta que fica agora é: quem seria esse que lidera os Illuminati modernos? Curiosamente, é difícil encontrar alguma referência a esse senhor em qualquer veículo. Como é citado na página oficial da Ordem moderna, é de se supor que exista, mas como tudo com eles é nebuloso, nunca se sabe…

Isso porque, em outro texto encontrado, assinado pela “verdadeira Ordem Illuminati”, fala-se de um grupo falso que usa a internet desde 2000 para divulgar suas mensagens e seria gerido por um “extremista de direita norte-americano” chamado Solomon Tulbure, que teria plagiado o nome da Ordem Illuminati e cujo grupo nada teria a ver com a ordem herdeira da tradição de Weishaupt ou com a Grande Loja Rockefeller. O texto vai mais além e afirma que esses Illuminati não praticam o Rito Bávaro (saiba mais

sobre os rituais no Capítulo 8) e defende uma ideologicaa pitalista extrema e conservadora, em total oposição aos “verdadeiros ideais” dos “iluminados”. Esse personagem é o responsável pela divulgação da ordem nos Estados Unidos e no Brasil, onde adota nomes como o do misterioso Paolo Bortel para se fazer passar por “verdadeiros” seguidores de Weishaupt.

Seja como for, há mensagens que são divulgadas por Bortel e que parecem ter algo da ideologia “iluminada”. Vejamos uma delas, postada na página do grupo, datada de novembro de 2008:

 

O Estado mundial versus o Estado

nacional

“Nossos pressupostos são o crescimento e o progresso. Não podemos admitir nenhum retrocesso, seja no campo econômico, político ou jurídico. Toda ação prática e estudos sobre uma globalização justa fazem parte dos estudos da Nova Ordem.

O Estado nacional, anacrônico, será, paulatinamente, substituído por um Estado democrático mundial, de perfil representativo diverso, respeitador das culturas e costumes. Porém, nada irá suplantar a crença nos valores humanos, valores de família e da evolução que a Nova Ordem trará para o mundo. Esta será uma grande luz para todos, saindo da opressão e exageros de Estados nacionais falidos e usurpadores; esses Estados não têm mais saída para a situação.

Assim faz-se necessário, esse Estado Mundial, para que primeiro em nível de governo tenhamos exigências de responsabilidade e metas a cumprir. Em termos básicos, que todos sejam obrigados a cumprir as leis da democracia, distribuição justa de renda, respeito ao meio ambiente, observação dos direitos humanos e justiça imparcial e implacável contra os criminosos de qualquer classe e em qualquer lugar que se encontrarem.

Uma Lex Mundi seria um bom início para a implementação do novo Estado.

Esperamos que os legisladores mundiais - dos diversos países - estejam atentos às novas necessidades do povo, e que os agentes de representação ou administração apoiem todos os movimentos evolutivos de nosso planeta.”

Outra mensagem é um tanto estranha, já que fala em “reino de Deus”, um termo que é mais próprio do catolicismo, que os Illuminati supostamente combatem. Vejamos o texto, datado de julho de 2008:

O Reino de Deus é chegado

“Estamos nos preparando para iniciarmos uma nova fase da humanidade. Na verdade, esta já começou, e foi anunciada, por célebres arautos. Para o momento, nós, da Illuminati, semeamos o bom trigo ou nossas excelentes ideias para colhermos um mundo melhor no futuro.

Entendemos que o esforço constante de progresso social e autoaperfeiçoamento devem seguir juntos, para a finalização e a obtenção de resultados da Obra.

Nossa expectativa é criar o Reino da Fraternidade, onde a Lei da Igualdade será aplicada de coração, sem coerções. Haverá, certamente, os dissimulados, os materialistas, os ambiciosos; esses, sim, serão coagidos a mudar de comportamento e mesmo impedidos de exercer qualquer função pública ou social.

São esses com os segregadores religiosos e políticos que infestam governos e outras importantes organizações pelo mundo afora e prejudicam o progresso. ‘Os bons, em predomínio, devem pressionar fortemente contra a falsa virtude dos governantes.’

Há muito que lutar e combater: juntos, como dizemos, poderemos produzir efeitos extraordinários, e o mundo será outro com a completa união dos bons e dos caracteres fortes e verdadeiros.”

Por fim, há esta terceira mensagem, que retrata o que os Illuminati modernos esperam do novo adepto, daquele que consegue chegar até eles e se entrega aos ensinamentos da Ordem. Vale notar que o tom é ligeiramente diferente das notas anteriores e mais próximo do que deveriam ser os “iluminados” de hoje. Está datado de outubro de 2007:

 

Características do adepto

“O adepto, fase posterior do iniciado, deve caracterizar-se como alguém compromissado com o bem da humanidade.

Obrigatoriamente espiritualizado, não deve, por exemplo, pensar unicamente em si. Não deve, por isso, procurar, como um apavorado, o lucro exagerado, mesmo que isso acabe até por lhe resultar algum prejuízo mundano. Não deve buscar prazeres nem os benefícios exagerados do luxo.

Não deve também estabelecer como meta a riqueza pérfida, principalmente aquela advinda da exploração do próximo. A ganância material dos membros das ordens iniciáticas tem posto tudo a perder e essas a desmoralizar-se. Quando vemos um materialista em nossas hostes, ficamos chocados que tal pertence ao seleto grupo da Reflexão.

Muitos iniciados e adeptos têm assim se perdido exatamente pelo amor ao dinheiro, ao poder e a posições, e pelos servilismos políticosideológicos.

Cabe a nós o equilíbrio salutar, material e espiritual, e este último, como chave principal para o outro. É bom parar e refletir sobre seu próprio caminho.

Para os governos e políticos indicamos a colaboração com os metaobjetivos globais para uma humanidade fraterna e justa.

Os objetivos maiores da humanidade são superiores aos objetivos políticos ou de governos. Não há ideologia maior que a justiça, e não há bem maior que a verdade. E não há nada mais belo que a igualdade.”

 

Em busca dos Illuminati modernos

Para quem está de fora a forma romantizada dos Iluminados da Baviera ainda predomina a tal ponto que é difícil entender o porquê de brigas entre grupos apenas para se definirem como herdeiros de uma tradição antiga como a de Weishaupt. Porém, é bom lembrarmos de que isso não é novidade no círculo das sociedades secretas. Que o digam os maçons, os rosa-cruzes, os templários e outros que sempre geraram dissidências e até hoje proclamam ser os verdadeiros descendentes deste ou daquele grupo histórico.

Para a maioria dos pesquisadores não há dúvida de que, se há um grupo que vem diretamente de Weishaupt, ele está dentro da Maçonaria. Os demais, com certeza, são organizados por pessoas no mínimo aproveitadoras e, que insistem em conseguir fama e, em alguns casos, fortuna, graças à credibilidade de terceiros.

Para os Iluminados de Kemet, um grupo que diz ser herdeiro da escola de mistérios do faraó egípcio Akhenaton (o que, com certeza, deve provocar a ira e algumas maldições da Antiga e Mística Ordem Rosa-Cruz Amorc, que prega serem eles os verdadeiros depositários do conhecimento dessa figura histórica), conforme prega um livro eletrônico distribuído pela internet chamado O governo oculto do mundo, e em que há um trecho que fala sobre a briga entre esses grupos. Para eles o mundo sempre dispôs de um Governo Oculto desde muito antes de o próprio conceito ter tido alguma publicidade. O autor afirma que o atual governo secreto possui participação tanto de Illuminati verdadeiros quanto de falsos. Diz ele sobre os falsos seguidores:

“(Os falsos Illuminati são) uma elite assim denominada por verdadeiros paranoicos, que entenderam simbolizar na palavra Illuminati as forças do imperalismo, da globalização desumana, de uma Nova Ordem Mundial totalmente centrada nos números e na economia de mercado. Por obra do Vaticano os Illuminati foram relacionados ao Anticristo bíblico, quando, na verdade, eles estavam harmonizados e alinhados com o autêntico Espírito Crístico enquanto a Igreja marchava lado a lado com as forças do imperialismo, como restou largamente demonstrado ao longo da História”.

A explicação continua ao citar organizações como a Maçonaria e os rosa-cruzes como os verdadeiros guardiães do espírito, dos princípios e dos ensinamentos dos autênticos Illuminati. Estes, segundo o texto, teriam ainda um lugar cativo no Governo do Mundo ao lado dos “senhores da guerra que manipulam governos pretensamente democráticos”, como o dos Estados Unidos.

É de esperar que as pessoas acreditem que os Illuminati modernos não assumiriam um nome que estivesse marcado há tanto tempo. Mesmo porque há quem os acuse de tentar passar uma impressão de fim de mundo, de apocalipse, com suas manobras supostamente subterrâneas. Assim, alguns dos grupos modernos que são fraternidades ou mesmo ordens menores, já foram acusados de ser os “iluminados” modernos.

Um deles é a malfadada Russell Trust Association, mais conhecida como Skull and Bones (Caveira e Ossos), a fraternidade fundada em 1832 e que funciona na Universidade de Yale. Foi introduzida no meio universitário por William Huntington Russell, descendente abastado de família tradicional, e Alphonso Taft, secretário de Guerra do presidente norte-americano Ulysses S. Grant.

O escritor Ron Rosenbaum, que conseguiu publicar um dos poucos trabalhos que traz referências sobre essa irmandade, afirmou que é a “sociedade secreta mais influente deste país”. Não é para menos: seus bonesmen, como são conhecidos seus membros, incluem presidentes e políticos de renome. A sede é um imóvel discreto localizado na High Street, no campus da universidade, e possui o nome de The Tomb (A Tumba). O prédio possui estilo greco-egípcio, quase não tem aberturas e é protegido por uma porta com pesadas fechaduras. Todo ano, por volta do mês de abril, quinze estudantes do terceiro ano de Yale são convidados a entrar mediante um procedimento bastante simples: eles recebem um tapa no ombro. Se aceitar se unir ao grupo, ele deverá comparecer à porta da Tumba e passar por uma iniciação bem teatral que ocorre em duas noites: na primeira ele contará, diante de uma plateia conhecida como “assembleia”, suas experiências sexuais. Na segunda, deverá relatar sua vida pessoal.

O fato de os membros dessa fraternidade serem avessos a admitir em público que pertencem a ela levou muitos a considerar sua ligação com os Illuminati. A coisa torna-se ainda mais suspeita quando se sabe que, entre 1831 e 1832, Russell estudou na Alemanha e foi lá que se iniciou em um grupo que seria a real inspiração para a criação da Skull and Bones. Detalhe: ele nunca revelou como era esse grupo nem seu verdadeiro nome.

Mais estranho é saber que os Illuminati podem mesmo estar por trás disso. Durante obras recentes realizadas no salão de convenções da Skull and Bones foi encontrado um material não especificado pelas fontes históricas que de fato referencia a fraternidade como “o capítulo de Yale de sociedade alemã Illuminati”. Tudo, com certeza, estranho e suspeito.

A Skull and Bones, porém, não é a única sob suspeição. Como vimos nos capítulos anteriores, a ação dos Rothschild para financiar os Illuminati é conhecida por diversas fontes e citada, até mesmo, como um fato. Obviamente, a Revolução Francesa seria apenas o começo e, desde essa época, várias guerras (embora não se especifique exatamente quais) tiveram a ação Illuminati e o dinheiro dos Rothschild envolvidos. Os “iluminados” teriam agido sob diversos nomes e disfarces para que pudessem continuar na clandestinidade e se apresentar como diversos grupos. Um desses seria criado logo após a Primeira Guerra Mundial e receberia o nome de Conselho das Relações Exteriores, comumente referido como CFR (Council on Foreign Relations). Para muitos é essa organização que realmente representa os Illuminati nos Estados Unidos. Alegam que os nomes que estão no controle são descendentes dos conspiradores originais e que, para esconder essa verdade, mudaram o nome de suas famílias. Por exemplo, o verdadeiro nome dos Dillons, Clarence e Douglas Dillon (este último já foi secretário do Departamento do Tesouro dos Estados Unidos) é Laposky, o que por si já justificaria acusá-lo de troca de identidade.

Todos os diretores da CIA foram membros do CFR. Desde 1953, o país foi governado por pelo menos sete membros do CFR: Dwight D. Eisenhower (1953-1961), John Kennedy (1961-1963), Richard Nixon (1969-1974), Gerald Ford (1974-1977), James Carter (1977-1981), George Bush pai (1989-1993) e Bill Clinton (1993-2001). O presidente Ronald Reagan (1981-1989) não era do CFR, mas seu vicepresidente, George Bush pai, sim. Vale lembrar que após ser eleito, Reagan colocou em cargos do governo 313 membros do CFR. Na gestão de George W. Bush houve algo semelhante: ele mesmo não era membro do CFR, mas seus principais assessores no governo, incluindo Condoleezza Rice, Dick Cheney, Paul Wolfowitz, Colin Powell, Richard Perle, Lewis Libby e Robert Zoellick, são.

À parte tanto Reagan quanto Bush filho, o único presidente que não pertenceu ao CFR foi Lyndon Johnson, mas, da mesma forma que os dois citados, ele também entregou a maior parte dos cargos mais importantes do governo àqueles que eram membros. É claro que os boatos sobre os membros do CFR serem os verdadeiros Illuminati norte-americanos nunca foram confirmados e os próprios pesquisadores admitem que isso pode ser mais uma tentativa dos “conspirólogos” de transformarem os políticos em figuras mais humanas e menos intocáveis.

Como se toda essa confusão não fosse suficiente para que alguém arrisque afirmar com certeza quem seriam os descendentes ideológicos de Weishaupt, há aqueles que apontam para organizações em outras partes do globo como os “verdadeiros Illuminati”. Uma delas é chamada de Royal Institute of International Affairs (Instituto Real de Assuntos Internacionais), também conhecido por Chatham House, que atua na Inglaterra. Além dela há outras, menos conhecidas do grande público, mas de grande influência no campo político e econômico, localizadas em países como França e Alemanha. Todos têm em comum a acusação, de um ou outro pesquisador, de serem os Illuminati modernos, e todas fundam continuamente várias subsidiárias ou organizações de fachada que se infiltram em várias fases de transações comerciais. Um detalhe: essas organizações são controladas por banqueiros que, por sua vez, estão de um forma ou de outra ligada à família Rothschild.

Há muito tempo a questão sobre quem seriam os Illuminati hoje levanta essas e outras perguntas que, em sua maioria, ficam sem resposta. Qualquer que seja o grupo acusado de esconder a verdade sobre sua verdadeira identidade, resta saber o quanto esses grupos modernos estão longe de ser considerados seguidores de Weishaupt e quantos estariam dispostos a colocar planos milenares em andamento com os recursos modernos. Se levarmos isso em consideração, qualquer sociedade secreta atual, mesmo as mais conservadoras, poderia ser acusada de ser Illuminati na verdade. Até mesmo aquelas que insistem que não são. Afinal, o Olho Que Tudo Vê também pode ser confundido com o Olho de Deus, segundo a Maçonaria…

OceanofPDF.com

Rituais e estruturas

 

OceanofPDF.com