Baixada Santista: uma análise geoambiental

Cenira Maria Lupinacci da Cunha · Capítulo 12 de 12

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Baixada Santista: uma análise geoambiental

Considerações finais

 

Cenira Maria Lupinacci da Cunha, Regina Célia de Oliveira

As características físicas da Baixada Santista apontam para a necessidade de estudos que subsidiem o planejamento do uso e ocupação das terras. Assim, a presença de extensa área de planície em conexão com o íngreme setor serrano gera uma dinâmica de circulação de massa e energia que é essencial para o entendimento dos componentes físicos da área. A análise dos fatores físicos, com ênfase ao relevo, foi importante instrumento para a identificação das variações que ocorrem no setor serrano e para demonstrar a importância da manutenção da vegetação original nesse setor, comprovando a necessidade da preservação de unidades de conservação como o Parque Estadual da Serra do Mar. Já no setor de planície, a problemática principal relaciona-se com a urbanização sobre os terrenos planos e inconsistentes Assim, têm-se problemas relacionados a enchentes, instabilidade das fundações das construções, erosão das linhas de praia devido ao sistema de drenagem urbana que direciona o escoamento pluvial para o setor da planície marinha, entre outros.

Ainda nesse cenário, está hoje em desenvolvimento, segundo a Petrobras, a segunda etapa da “Produção e escoamento de petróleo e gás natural do polo Pré-Sal da Bacia de Santos”, cujo Rima (Relatório de Impacto Ambiental) encontra-se disponível em

http://www.petrobras.com.br/lumis/portal/file/fileDownload.jsp?

fileId=8A158398454825F401456C238831781E. Nesse documento, é possível constatar que os municípios de Guarujá e Santos constituem-se bases de apoio das atividades e, portanto, são “municípios com infraestrutura, serviços e equipamentos urbanos que podem ser diretamente demandados” (p.59). Já os municípios de Bertioga, São Vicente, Cubatão e Praia Grande são “municípios/ áreas que poderão ter a pesca, aquicultura, turismo e demais atividades econômicas e recreativas, e unidades de conservação sujeitas a interferências” (p.59).

Diante dessas questões, considera-se que os dados apresentados e discutidos nessa obra são de grande relevância para o espaço metropolitano estudado e podem auxiliar os administradores no processo de planejamento ambiental da Baixada Santista.

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Cenira Maria Lupinacci da Cunha

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