Balística Forense (Padrão Zeus)

Diego Lameirão · Capítulo 22 de 25

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Balística Forense (Padrão Zeus)

3)Confronto Balístico

a) Identificação Direta

Baseia-se nas características e peculiaridades distintivas da arma. ex.: Sinais de fabricante, série, bancos de prova.

Três são as categorias fundamentais de identificação direta:

i) Genérica

Refere-se ao determinado tipo de arma. Ex.: revólver, pistola, garrucha, espingarda etc.

ii) Específica

Refere-se à uma determinada espécie entre armas do mesmo gênero. ex. Revólver marca Rossi .38SPL e revólver marca Taurus .38SPL

iii) Individual

Refere-se à numeração de série de cada arma de fogo. Muitas vezes, o material apresenta condições apenas para sua identificação genérica ou específica, porém somente com a identificação individual de uma arma pode-se garantir que as conclusões do laudo se referem à uma determinada arma

b) Identificação Indireta

Ocorre através de estudos comparativos macro e microscópicos, entre as deformações pela arma produzidas, nos elementos de sua munição, e as deformações presentes nos elementos de munição questionados ou suspeitos. 

i) Estojo

As deformações produzidas nos estojos e nas cápsulas de espoletamento são aquelas produzidas pelo pino percussor (ou percutor), pela superfície da culatra ao impactar contra o estojo, pelo ejetor e pelo extrator, localizadas na base e no culote do estojo.

Figura 41: Padrão Glock de Percussão.

ii) Projetil

Normais: São predominantemente as impressões das raias e cheios e as irregularidades do raiamento.

 

Figura 42: Deformações provocadas pelas ranhuras do cano no projetil.

● Periódicas: São deformações produzidas de forma particular por uma

arma ou cano ou culatra (não decorrente do raiamento). Geralmente ricas