Bases da ortografia portuguesa
Iv—da Silabização
O trema é sinal que nos veiu de países estranhos. Tem na escrita
de línguas europeas significação insubstituível; que nas jermánicas é fórma abreviada de um e, e nesta significação únicamente o
empregamos.
IV—DA SILABIZAÇÃO
Em quanto à sibalizacão devemos mencionar aqui apenas os tres
seguintes princípios:
1.º Dividem-se as sílabas, considerando os vocábulos como portugueses para êste efeito, sem que se atenda à derivação de
língua estranha, nem à derivação dentro da própria língua: ma-nus-cri-to, cons-pí-cu-o, obs-tá-cu-lo, ins-cre-ver, no-ro-es-te, nor-des-te,
pla-nal-to, a-lhei-o, mai-or, mai-o-res.
2.º Conserva-se à sílaba a consoante que determina a modulação da sua vogal (paj. 11, c)): ac-ção, fac-tor, cor-rec-to, bap-tis-mal.
3.º Na passajem de uma para outra linha empregamos em ambas
as linhas o traço de união, tanto o próprio de vocábulos compostos cujos símplices se distingam na escrita entrepondo-se-lhes o hífen,
como o próprio da ligação das vozes enclíticas às suas subordinantes: porta—bandeira, guarda—fato, clara—boia; luso—
brasileiro; deu—m'o, louva—lhe, démo'—lo, louva—o, louvá—lo, arrepender—se, domá—lo—ia.
V—DOS HOMÓNIMOS E PARÓNIMOS