
A Carne
de Júlio Ribeiro

Discurso pronunciado no teatro Águia de Ouro, no Porto, a 10 de Junho de 1920, para a Junta Patriótica do Norte. Leonardo Coimbra começa por pedir ao público que imagine um regato a correr-lhe debaixo dos pés, subterrâneo e distante, e a terra a abrir-se aqui e ali em bocas de verdura por onde se ouve o murmúrio da água funda. Assim são os poetas, diz ele, e é dessa imagem que parte para falar de Camões e do que um país reconhece de si próprio quando lê o seu poeta maior.