Cantos Sagrados
Doze anos antes de ser o primeiro Presidente eleito da República Portuguesa, Manuel de Arriaga resolveu arrumar trinta e dois anos de versos. Escrevera-os desde 1867 e quase nenhum tinha saído, a não ser por indiscrição de amigos. Reuniu tudo em quatro volumes e este é o primeiro. No prefácio responde de frente à pergunta que sabia que lhe iam fazer: como é que um homem que combateu a vida inteira o obscurantismo e a religião dogmática vem agora publicar cantos de fé ardente. A resposta dele é que a poesia tem função social e ocupa o lugar que a religião deixou vago. Lisboa, Manoel Gomes, 1899.
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