Chefe irresistível

Christina Lauren · Capítulo 7 de 7

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Chefe irresistível

Sete

 

Max e Jensen bateram na mesa com as mãos, rufando os tambores.

– Como foi a lua de mel? – Sara perguntou, e todos suspiraram. – Não quero saber da maldita lua de mel! – Max exclamou. – Já ouço o suficiente sobre a vida sexual deles num dia normal. Diga para onde vocês vão se mudar!

– Não sei se aguento – disse Chloe, segurando os dois lados da cadeira. – Juro por Deus que vou perder as estribeiras de um jeito violento se estiverem pensando em se mudar para a Costa Oeste.

– Nós decidimos – disse Hanna para a mesa –, e vamos mudar para…

Ela olhou para mim, e nós dois falamos juntos:

– Cambridge!

Eles comemoraram em coro, parabenizando Hanna por ter sido chamada por Harvard. Levantamos os braços num brinde, tilintando alto os copos.

– Em Boston? – disse Chloe, depois de colocar a taça de vinho na mesa. – Isso fica a trezentos quilômetros daqui!

– Você está feliz ou irritada? – perguntei para ela. – Não sei dizer…

– Eu… também não sei. – Chloe admitiu, com a testa enrugada. – Eu estava me preparando para alguma coisa muito traumática. – Ela piscou para nós. – Boston é uma distância chata. É muito longe para ir dirigindo sempre, mas não faz sentido ir de avião. Além do mais, é Boston.

– Não para mim – disse a eles. – Vou ficar lá três dias por semana.

Sara me passou a bebê e foi procurar alguma coisa menos barulhenta para Anna brincar do que a colher que ela estava batendo na mesa. Eu a virei para me olhar e estiquei os lábios para lhe dar um beijo.

Anna agarrou minha boca com sua mão gordinha.

– Vocês vão passar o fim do ano lá? – Sara perguntou. Ela voltou com um chocalho de plástico e percebeu que Anna agarrava meu rosto com força, enquanto Max assistia se divertindo, é claro. – Ai, puxa, Will, isso deve estar doendo!

Sara convenceu a filha a trocar minha boca pelo brinquedo, e Annabel não demorou em usá-lo como um martelo na minha cabeça.

– Ei! – Max falou, finalmente se inclinando para segurar a mãozinha dela. – Ai, ai, pequena, não faça assim. Isso machuca o tio Will.

– Acho que Anna não está muito entusiasmada com Boston – disse Bennett, de forma direta.

– Tudo bem – falei para Sara, inclinando-me e beijando a bochecha de Anna. – Ela precisa aprender esses movimentos. Ela tem um ano agora; você nunca sabe quando ela vai brigar no beco atrás da creche. – Dei um beijo no narizinho dela. – O fim do ano depende do que os pais de Hanna vão querer fazer – eu disse e olhei para Hanna, que encolheu os ombros.

– Chloe e eu vamos receber os amigos – Bennett interveio. – Meus pais vão passar o mês na Nova Zelândia; então, vamos fazer o Natal lá em casa. E não quero que Sara faça muito esforço com um bebê de um mês.

Todos nós olhamos intrigados para Bennett por um momento e decidimos não questionar seu sentimentalismo repentino.

Olhei para a barriga protuberante de Sara.

– Você parece que está com uma barriga falsa!

Ela suspirou.

– Eu sei. Tire ela daqui de dentro, por favor!

– Para quando que você está esperando mesmo? – perguntou Hanna.

– Para ontem. – Sara piscou, amável. – Eles dizem que o segundo normalmente chega antes. Mentirosos!

– Você sabe o que costuma ajudar a induzir o trabalho de parto… – Chloe disse, cantarolando, e Sara olhou fixo para ela.

– Já tentamos isso. – Ela levantou a mão e disse, contando nos dedos: – tentamos sexo, comida apimentada, caminhadas… A única coisa que resta, eu juro, é um bisturi.

Max estremeceu ao lado dela, e Hanna se inclinou do outro lado, colocando um braço em volta dos ombros de Sara.

Ouvi enquanto minha mulher contava os detalhes do pacote de contratação de Harvard e me recostei na cadeira, fazendo caretas para minha afilhada. Era inevitável sentir o nó na garganta de emoção. Nós construímos uma vida aqui, e eu não queria perder esses amigos. Não queria ficar muito longe das pessoas que amávamos.

Tínhamos procurado casas pela internet e tínhamos falado sobre como nossas agendas se casariam. Tínhamos discutido a necessidade de ficar perto de nossa família: tanto da dela quanto da família escolhida, que estava conosco à mesa. Em Cambridge, ficaríamos tão perto dos Bergstrom que seria a vez de Hanna encher o saco de Jensen para ele namorar, e perto o bastante desses idiotas para passarmos os feriados juntos.

Olhei para Hanna enquanto ela conversava animada, alegre como nunca. Ela pegou um guardanapo e desenhou o layout do laboratório; depois olhou culpada para mim, virou o guardanapo e desenhou a planta da casa de que tinha gostado.

Massachusetts não tinha ideia do que estava por vir, mas eu tinha.

Aquela chefe irresistível do outro lado da mesa estava prestes a tomar conta do Estado inteiro.

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Christina Lauren

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