
Memorial do Convento
de José Saramago

Escrito em 1918, no ano em que a Grande Guerra acabou e a gripe pneumónica começou a matar mais do que ela. O que o fogo não queima é aquilo que Magalhães Lima julga sobreviver à destruição: a consciência, a terra trabalhada, a obrigação para com o próximo. É um livro de convicção, escrito por um homem que passou quatro anos a dizer que a guerra era um erro e que agora olha para o que restou. O tom é de balanço, e o autor tinha então quase sessenta anos e pouca vontade de agradar.