Eurico, o Presbítero
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«Primeiro o velho Oppas, depois Juliano cahiram.»
Nas mil tradições diversas, quer antigas, quer inventadas em tempos mais modernos, sobre o modo como se constituiu a monarchia das Asturias procurei cingir-me, ao menos no desenho geral, ao que passa por mais rigorosamente historico. Todavia, cumpre advertir que Pelagio viveu, segundo todas as probabilidades, em tempos um pouco posteriores á conquista arabe e que a morte de Oppas e de Juliano na batalha de Cangas de Onis, successo narrado por alguns escriptores, tem sobrados caractéres de fabulosa. A minha intenção, porém, foi, como já notei, pintar os homens da epocha de transição, digamos assim, dos tempos heroicos da historia moderna para o periodo da cavallaria, brilhante ainda, mas já de dimensões ordinarias. O meu heroe do Chryssus é como o ultimo semideus que combate na terra; os foragidos de Covadonga são como os primeiros cavalleiros da longa, patriotica e tenaz cruzada da Peninsula contra os sarracenos. Deste modo, sendo hoje difficultoso separar, em relação áquellas eras, o historico do fabuloso, aproveitei d'um e d'outro o que me pareceu mais appropriado ao meu fim.
Notas de Rodapé:
[1] Jesus.