Histórias de Cronópios e de Famas

Julio Cortázar · Capítulo 63 de 69

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Histórias de Cronópios e de Famas

Terapias

 

Um cronópio se forma em Medicina e abre um consultório na rua Santiago del Estero. Logo chega um doente e conta como há coisas que doem e como de noite não dorme e de dia não come.

— Compre um buquê grande de rosas — diz o cronópio.

O doente se retira surpreso, mas compra o buquê e fica bom instantaneamente. Cheio de gratidão corre para o cronópio e além de pagar a consulta, lhe dá de presente, fino testemunho, um belo buquê de rosas. Apenas ele sai, o cronópio cai doente, sente dores por todos os lados, de noite não dorme e de dia não come.