Incarceron
Sinopse
Este capítulo é longo, por isso está dividido em 4 partes.
“Caspar está viajando pelas proximidades. Ele estará aqui amanhã.”
Isso a chocou. Ela sorriu rigidamente e jogou as últimas migalhas na água. Elas flutuaram por uns segundo. Então eles foram arrebatados pelo ar afora.
***
Keiro havia estufado a mochila dele com furtos—roupas finas, ouro, joias, um mosquete. Isto deveria estar pesado, mas ele não estava reclamando; Finn sabia que seria mais doloroso deixar tudo isso para trás. Com ele, ele carregava uma troca de roupa, alguma comida, uma espada e a Chave. Isto era tudo que ele queria. Olhando para baixo para sua porção de riquezas acumuladas seu peito se encheu com ódio de si mesmo, trouxe de volta o olhar ardente de desprezo de Maestra. Ela havia fechado a pálpebra com ímpeto.
Vendo a lanterna de Gilda a frente, ele correu até seu irmão de juramento, olhando para trás ansiosamente.
À noite em Incarceron era escura. Mas a Prisão nunca dormia. Um de seus pequenos Olhos vermelhos abriu, virando, e clicando enquanto ele corria por isto, e o som de captura fez com que um pequeno arrepio passasse pela pele dele. Mas a Prisão apenas olhava curiosamente. Ela jogava com seus detentos, deixando-os matarem, vagarem, lutarem e amarem até que ela se cansasse e os atormentasse com Bloqueios, torcendo-se.
Eles eram apenas seu entretimento, e talvez ela soubesse que não houvesse forma de Escapar.
“Depressa.” Gildas esperava impacientemente. Ele havia trazido nada além de uma sacola de alimentos e medicamentos e as coisas dele; ele havia amarrado isso nas costas e olhava para cima na escada que subia no eixo. “Nós estamos na transição; talvez o topo esteja guardado, então eu vou primeiro. Daqui deve ser duas horas até a porta.”
“Passando pelo território Civicry,” Keiro murmurou.
Gildas olhou friamente para ele. “Você ainda pode voltar.”
“Não ele não pode, velho homem.”
Finn disse afiado, Keiro ao lado dele.
Dos lados e das sombras dos túneis os Comitatus apareceram com um olhar superior; olhos vermelhos, cado-alto, bestas elaboradas, mosquetes nas mãos deles. Finn viu o Grande Arko flexionar seus ombros e sorrir forçadamente; Amoz balançava seu terrível machado.
Entre seus guarda-costas, enormes e carrancudos, estava Jormanric. Suco vermelho manchava sua barba como sangue.
“Ninguém vai a lugar nenhum.” Ele rosnou. “Muito menos essa Chave.”
Os olhos no corredor eram escuros e cuidadosos e havia muito deles.
“Saiam,” ele disse.
Eles saíram. Eles eram crianças. Eles usavam trapos e sua pele estava azulada de machucados.
Suas veias eram tubos, seus cabelos de fio. Sapphique estendeu a mão e os tocou.
“Serão vocês que irão nos salvar,” ele disse.
—Sapphique e as Crianças
Ninguém falou. Finn deu um passo para trás, e desembainhou a espada dele percebendo que Keiro já estava armado, mas o que duas espadas poderiam fazer contra tantas?
Grande Arko quebrou a tensão. “Nunca pensei que você iria lutar até o fim com nós, Finn.”
Keiro estava com um sorriso duro. “Quem disse que nós vamos?”
“A espada em sua mão diz isso.”
Ele foi na direção deles devagar, mas Jormanric parou ele com as costas das mãos cobertas com uma luva contra o peito dele. Então o Senhor da Ala olhou além de Finn e Keiro. “Há realmente um dispositivo que poderia abrir qualquer fechadura?” A voz dele estava indistinta, mas os olhos demonstravam sua intenção. Finn sentiu Gildas descer a escada.
“Eu acredito que sim. Isso foi mandado para mim de Sapphique.” O velho homem tentou passar enquanto falava, mas Finn o segurou pelo cinto o fazendo parar. Irritado, Gildas se libertou e apontou seu dedo ossudo. “Escute, Jormanric. Eu te dei excelentes conselhos durante vários anos. Eu tenho curado suas feridas e tento trazer alguma ordem para esse buraco de inferno que você criou. Mas eu escolho quando eu venho e quando eu vou e meu tempo com você acabou.
"Ah sim,” um grande homem disse. “Isso é verdade também.”
Os Comitatus trocaram sorrisos amargos. Eles se moveram para mais perto. Finn pegou o olhar de Keiro e juntos eles se fecharam em torno de Gildas.
Gildas dobrou seus braços. A voz dele estava cheia de desprezo. “Você pensa que eu tenho medo de você?”
“Eu sei, velho homem. Debaixo de toda essa sua arrogância, você tem medo de mim. E você tem motivos para isso.” Jormanric passou Ket por volta da língua dele. “Você esteve atrás de mim enquanto mãos eram decepadas, línguas cortadas, e viu cabeças de homens espetadas em lanças o suficiente para saber o que eu vou fazer. E sua voz tem me irritado á tempos. Eu estou cansado de receber lições e ser repreendido. Então aqui vai uma proposta para você. Saia daqui antes que eu mesmo corte a sua língua. Suba as escadas e aproveite Civicry. Nós não vamos sentir sua falta.”
Isso não é verdade, Finn pensou. Metade dos Comitatus deviam sua vida e membros a Gildas. Ele havia os consertado e costurado as cicatrizes deles depois de diversas lutas e eles sabiam disso.
Gildas riu amargamente. “E a chave?”
“Ah.” Os olhos de Jormanric se estreitaram. “A Chave mágica e o Vidente das Estrelas. Eu não posso deixá-los ir. E ninguém deserta do Comitatus.” Ele virou e deu um olhar para Keiro. “Finn será útil, mas você, desertor, a única fuga que você irá fazer é através da Porta da Morte.”
Keiro não vacilou. Ele continuava parado, seu rosto bonito estava vermelho de raiva controlada, embora Finn sentisse um leve tremor na mão em que ele segurava a espada. “Isso é um desafio?”
ele vociferou. “Por que se não for, eu faço disso um.” Ele olhou em volta para todos eles. “Isso não é sobre uma bugiganga de cristal, ou sobre o Sapiente. Isso é sobre eu e você, Senhor da Ala e isso vem sido a um bom tempo. Eu vi você trair qualquer um que ameaçasse você, você os mandava em emboscada, os envenenava, subornava seus irmãos de juramento, fazendo dos seus uns cabeças sem cérebro. Mas não comigo. Eu chamo você de covarde, Jormanric. Um gordo covarde, assassino, mentiroso. Desgastado, acabado. Velho?”
Silêncio.
No escuro as palavras ressoaram com se a Prisão às sussurrasse zombadoramente dando voltas e voltas. O aperto de Finn na espada dele era tão forte, o cabo queimava ele.
O coração dele batia rápido. Keiro estava louco. Keiro havia acabado com eles. Grande Arko parecia furioso, as garotas Lis e Ramil olhavam com avidez.
Atrás deles ele viu o cão-escravo se arrastando para mais perto em sua cadeia; Todos olhavam para Jormanric.
Ele se moveu rapidamente. Ele puxou uma faca feia e uma espada das costas dele, e já estava em Keiro antes que qualquer um pudesse gritar. Finn saltou para fora, a espada de Keiro brilhou rapidamente para cima por instinto e as laminas colidiram.
O rosto de Jormanric estava vermelho de raiva, o sangue pulsava nas grossas veias do pescoço.
Bem no rosto de Keiro ele cuspiu. “Você está morto, garoto.” Então ele atacou.
Os Comitatus uivavam de prazer, eles gritavam e se aproximaram como um ringue apertado, armas colidindo, colidindo em uníssono. Eles amavam ver sangue sendo derramado e a maioria deles havia sentido as chicotadas de arrogância de Keiro. Agora eles o viam sendo derrubado.
Finn foi empurrado sem cuidado nenhum para o lado. Ele tentou encontrar uma brecha, mas Gildas o puxou para fora.
“Fique para trás.”
“Inferno ele será morto!”
“Se ele for, não haverá prejuízo.”
Keiro estava lutando pela vida dele. Ele era jovem e estava em forma, mas Jormanric tinha o dobro do peso dele, combatente antigo, com um frenesi de batalha furioso que vinha sobre ele raramente. Ele cortou o rosto de Keiro até os braços, seguindo com rápidos cortes com a faca.
Keiro cambaleou para trás, colidindo com um dos Comitatus, que o empurrou impiedosamente novamente para o ringue, sem equilíbrio, se equilibrando para frente, Jormantic o atingiu.
“Não!” Finn gritou.
A lâmina cortou o peito de Keiro, ele moveu o rosto para lado com um suspiro.
Um respingo de sangue atingiu a multidão.
Finn tinha a sua própria faca, pronto para lançá-la, mas não havia chance, os lutadores estavam longe demais e Keiro estava concentrado demais para olhar para fora.
Uma mão agarrou o braço de Finn; Gildas sussurrou em seu ouvido "Afaste-se em direção a saída e ninguém vai nos ver indo."
Finn estava muito consternado para responder. Ao invés disso ele se afastou e tentou se enfiar no centro do ringue, mas um grande braço deslizou ao redor do pescoço dele. "Sem trapaça, irmão." O hálito de Arko fedia a Ketamina.
Desesperado, Finn assistia. Keiro nunca iria sobreviver a isso. Ele já estava com um corte na perna e outro no pulso, talhos superficiais, mas sangravam livremente. Os olhos de Jormanric estavam vidrados, os dentes dele manchados de Ketamina em um sorriso amargo. Seu ataque era um bombardeio de violência, ele esqueceu o medo ou a consciência, faíscas saiam das laminas.
Ofegante, Keiro lançou um olhar aterrorizado para os lados; Finn lutou e chutou para chegar até ele. Jormanric rugiu em um uivo de selvageria em conjunto a todos os seus homens que gritavam o encorajando, ele deu um passo em frente e brandiu a espada dele em um arco como um chicote de aço. E cambaleou.
Por um momento, apena um segundo, ele estava sem equilíbrio. Então ele caiu, uma queda, uma inexplicável queda, os pés dele bateram atrás dele, enrolados em uma corrente que deslizava entre os pés da multidão, presos ao um par de mãos imundas envolvidas em trapos.
Keiro saltou sobre ele. Ele mandou um golpe esmagador de ossos nas costas cobertas do Senhor da Ala; Jormanric uivou de fúria e dor.
Os gritos dos Comitatus morreram abruptamente. Arko soltou Finn.
Keiro estava pálido com o esforço, mas ele não parou. Enquanto Jormanric rolava, ele chutou o braço esquerdo do Senhor da Ala o quebrando, fazendo um som sinistro. A faca se esparramou no chão. Jormanric se ergueu em seus joelhos, com a cabeça abaixada, gemendo sobre o braço quebrado, balançando-se.
Com os cantos dos olhos Finn viu uma agitação na multidão; a criatura que parecia um cão estava sendo carregada para fora. Ele se moveu em direção a ele enquanto chutava e amaldiçoava, quando ele chegou lá um dos algozes caiu, derrubado por um dos funcionários de Gildas. “Eu lido com isso,” o Sapient rugiu. “Pare ele antes que alguém morra!”
Finn virou-se de volta, em tempo de ver Keiro chutar a cabeça de Jormanric. O Senhor da Ala continuava segurando a espada, mas outro golpe cruel na cabeça dele o derrubou. Ele caiu derrubando a insígnia, em uma piscina de sangue do nariz e da boca.
A multidão estava em silencio.
Keiro inclinou a cabeça para trás e gritou em triunfo. Finn o encarou. Seu irmão de juramento estava transformado. Seus olhos estavam brilhando, os cabelos dele estavam escuros de suor e alisados em seu couro cabeludo, suas mãos encharcadas com sangue. Ele parecia mais alto, com um brilho suave de uma energia concentrada como se mandasse embora todo o cansaço. Ele desinclinou a cabeça e começou a olhar para todos, um bruto, um olhar cego irreconhecível, não vendo nada, desafiando tudo. Então, deliberadamente, ele se virou, apontando para a veia no pescoço de Jormanric, e pressionou.
“Keiro,” a voz de Finn estava afiada. “Não.”
Os olhos de Keiro oscilaram nele. Por um momento parecia com se ele precisasse se esforçar para reconhecer quem havia falado. Então ele disse asperamente, “Ele está acabado. Eu sou o Senhor da Ala agora.”
“Não o mate. Você não quer esse pequeno e lamentável reino.” Finn segurava o olhar dele. “Você nunca quis. Ser de fora, é isso que você quer. Nenhum lugar é grande o suficiente para nós.”
Abaixo na saída, como se fosse uma resposta, uma brisa quente os atingiu.
Por um momento Keiro encarou Finn, então Jormantic. “Desistir disso?”
“Por mais. Por tudo.”
Isso pedir muito, irmão.” Olhando para baixo, ele levantou a espada lentamente. O
Senhor da Ala respirou fundo irregularmente. E então em um movimento cruel Keiro enfiou a espada fundo na palma aberta de Jormanric.
O Senhor da Ala uivou e se agitou. Fixado no chão e convulsionando de agonia e raiva, Keiro ajoelhou-se e começou a tirar os anéis da vida dos dedos dele, os grossos com a face de uma caveira.
“Deixo-os!” Gildas gritou vindo atrás deles. “A Prisão!”
Finn olhou para cima. Luzes explodiam em volta dele, um vermelho brilhando de repente. Vários olhos abrindo. O alarme eclodiu em um terrível e ululante grito.
Era um Bloqueio.
Os Comitatus se dividiram, empurrando, se fragmentando como uma multidão em pânico, e quando as rupturas das paredes se abriram e canhões de luzes piscavam, eles fugiam, a agonia e o sangramento de Jormanric era ignorada.
Finn arrastou Keiro para longe. “Esqueça-os!”
Keiro balançou a cabeça dele, guardando três anéis dele dentro da jaqueta. “Vai!
Vai!”
Ele ouviu uma voz baixa e áspera atrás dele. “Você pensa que eu matei a mulher, Finn?”
Finn virou.
Jormanric se contorceu em dor. Ele cuspiu as palavras como veneno. “Não é verdade. Pergunte ao seu irmão. Seu traiçoeiro e com má reputação irmão. Pergunte para ele como ela morreu.”
Lasers passaram como hastes de ferro por eles. Por um segundo Finn não conseguia se mover; Então Keiro estava no chão, puxando para chão. Esparramado no chão sujo eles se rastejavam até a saída. O corredor estava surgindo uma grade de energia, eficiente para restaurar a ordem em Incarceron, fechando grades e portas, emitindo um gás amarelo com um cheiro nocivo nos túneis fechados.
“Onde ele está?”
“Ali.” Finn viu Gildas cambaleando sobre os corpos, ele estava trazendo o cão-escravo, suas correntes balançando e guiando ele. Arrancando a espada de Keiro, Finn puxou a criatura até ele e cortou a algemas enferrujadas. As laminas afiada se separam imediatamente. Ele olhou e viu olhos castanhos brilhando nos traços irregulares naquele rosto.
“Deixe-o! Está doente.” Keiro passou pelos ombros dele, e desviou de uma chama de fogo que atingiu o telhado e pulou para escada. Em segundos ele estava correndo para a escuridão da saída.
“Ele está certo,” Gildas disse pesadamente. “Isso irá nos atrasar.”
Finn hesitou. No tumulto e no alarme eclodindo e metais caindo ele olhou para trás e os olhos de um escravo leproso o observavam. Mas era os olhos de Maestra que ele viu, a voz dela apareceu dentro da mente dele.
Eu nunca irei ousar mostrar novamente bondade há um estranho novamente.
Instantaneamente ele parou, e puxou a criatura para as costas dele e escalou. Keiro era ruído acima, e Gildas um chiado irritante embaixo. Enquanto ele se arrastava nos degraus, Finn estava sem fôlego com o peso nas costas, a criatura apertava forte as patas, as unhas no estomago dele.
Ele diminuiu depois de trinta degraus e teve que parar, sem ar, com os braços como chumbo. Ele se segurou, ofegante.
Na orelha dele, uma voz sussurrou, “Me solte. Eu consigo escalar.”
Atônito, ele sentiu a criatura descer dele, escorregando na escada e engatinhar para cima no escuro. Mais atrás, Gildas bateu o pé. “Vamos! Rápido!”
Poeira subia até a saída e o sinistro sussurro do gás. Ele se puxava mais rápido agora, mais e mais até os músculos de suas panturrilhas e coxas estivessem fracas, seus ombros doloridos com mau jeito de subir e de aguentar o próprio peso.
E sem nenhum aviso ele estava em um espaço vasto, metade declinando em uma área transitória, Keiro o puxou, e ambos puxaram Gildas para cima, e sem falas, olharam para baixo. Feixes de luz passavam afastados dele. Alarme vermelho soou, restos do gás fizeram Finn tossir. Com olhos embasados eles viram um painel deslizando dos dois lados da saída, á selando como um estrondo.
E então silêncio.
***
Eles não falaram. Gildas pegou a mão da criatura e Finn cambaleou com Keiro para trás, por que agora a subida e a luta estavam pegando o seu pagamento, e Keiro estava de repente exausto, seus cortes eixando uma trilha denunciadora de sangue no caminho metálico. Eles se apressavam sem parar no labirinto de túneis, passando nas portas com as marcas de Civicry, entradas barradas, se apertando em pontes levadiças, com praças inúteis. E sempre estavam escutando, por que se Civicry os encontrasse, eles não teriam chance. Finn se encontrou suando frio a cada passagem que passavam, cada som distante, ou sussurros ecoando, vendo coisas em cada sombra e um besouro se movendo em pequenos círculos sem fim pela câmera.
Depois de uma hora, mancando e cansados, Gildas os levou em um corredor que depois se tornou em uma galeria inclinada iluminada por fileiras de Olhos atentos, na parte superior, mas para frente no escuro, ele parou e deslizou contra uma pequena porta trancada.
Finn ajudou Keiro a sentar e ele desmoronou ao lado dele. A criatura estava amontoada no chão.
Apenas por um momento o espaço estava com respirações dolorosas.
Então Gildas se levantou.
“A Chave,” ele resmungou. “Antes que eles nos achem.” Finn a pegou. Havia apenas uma única abertura na porta, hexagonal, cercados com pequenos quartzos. Ele colocou a chave na fechadura e a virou.
Quanto ao pobre Caspar, eu tenho dó daqueles que terão que suportá-lo. Mas você é ambicioso e estamos ligados agora. Sua filha será Rainha e meu filho Rei. O preço está pago. Se você falhar comigo, sabe o que irei fazer.
— Rainha Sia para o Diretor de Incarceron; carta privada.
“Por que aqui?” Claudia estava arrastando-se atrás dele, entre os arbustos.
“Obviamente,” Jared murmurou, “por que ninguém consegue encontrar o caminho certo.”
Tampouco ela podia. O labirinto de teixos era antigo e complexo, e os densos arbustos impenetráveis. Uma vez quando ela era pequena, ela havia se perdido aqui em um longo dia de verão, vagando e soluçando de raiva, e a enfermeira e Ralph haviam organizado buscas e quando estavam quase histéricos de pânico a acharam dormindo embaixo do astrolábio na clareira central. Ela não lembrava como havia chegado lá, mas às vezes agora, na beirada do sonho dela, o calor sonolento volta para ela, as abelhas, o sol contra a esfera de metal.
“Claudia. Você perdeu a curva.”
Ela retrocedeu, e encontrou-o esperando, pacientemente. “Desculpe. Estava a milhas daqui.”
Jared conhecia bem o caminho. O labirinto era um dos lugares favoritos dele, ele vinha aqui para ler, estudar e testar discretamente vários dispositivos proibidos. Hoje isto era pacífico depois do frenético pacote e do pânico na casa. Seguindo a linha ceifada do caminho após a sombra dele, Claudia respirava o aroma das rosas, manejando a Chave no bolso dela.
Estava um dia perfeito, não tão quente, algumas delicadas nuvens. Um banho de chuva estava previsto para as três e quinze, mas eles já deveriam ter terminando até lá.
Então ela virou em um canto e entrou na clareira central. Ela olhou em volta surpresa.
“É menor do que eu me lembrava.”
Jared levantou uma sobrancelha. “As coisas sempre são.”
O astrolábio era de cobre azul esverdeado e aparentemente decorativo, ao lado em ferro enferrujado o assento tombando elegantemente dentro da grama, um arbusto de rosas vermelho sangue circulando por trás. Margaridas salpicando na grama.
Claudia sentou, em cima dos joelhos dela por cima do vestido de seda. “Bem?”
Jared colocou o scanner dele ao lado. “Parece seguro.” Ele se virou e sentou-se no banco, inclinando-se para frente, suas mãos frágeis nervosamente dobradas juntas. “Então, me conte.”
Ela repetiu a conversa de Evian rapidamente, e ele ouviu, franzindo as sobrancelhas. Então quando ela finalmente terminou, disse, “Isso pode ser uma armadilha, claro.”
“Possivelmente.”
Ela o observou. "O que você sabe sobre esses Lobos de Ferro? Por que ninguém me disse nada?"
Ele não havia olhado para cima, e isto era um mau sinal, ela sentiu um arrepio de medo passar pela sua espinha.
Então ele disse, “Eu já ouvi falar sobre eles. Houve rumores, mas ninguém tem certeza sobre quem está envolvido, ou quão real essa conspiração é. No último ano um dispositivo explosivo foi encontrado na sala em que a Rainha era esperada. Nada de novo até ai, mas um pequeno emblema foi encontrado também, preso no pegador da janela, um pequeno lobo de metal.” Ele observava uma joaninha escalando uma folha de grama. “O que você vai fazer?”
“Nada. Ainda.” Ela pegou a Chave e a segurou entre as duas mãos, deixando a luz do sol atingir suas facetas. "Eu não sou uma assassina."
Ele assentiu, mas parecia preocupado, olhando fixamente para o cristal.
“Mestre?”
“Alguma coisa está acontecendo.” Absorto, ele estendeu a mão para a chave e a pegou dela.
“Olhe para isto, Claudia.”
As pequenas luzes voltaram, agora em um movimento intenso, e rápido, repetindo um padrão.
Jared colocou rapidamente o artefato no banco. “Está ficando quente.”
Não era só isso, havia sons saindo disto. Ela aproximou sua face para mais perto, ouvindo um ruído e um sussurro de notas musicais.
Então a chave falou.
“Nada está acontecendo,” a Chave disse.
Claudia arfou e se afastou, com os olhos arregalados ela encarou Jared. “Você...?”
“Quieta. Escute!”
Outra voz, mais velha, grossa, “Olhe mais perto, garoto tolo. Há luzes dentro disto.”
Claudia ajoelhou-se, fascinada. Jared deslizou delicadamente e silenciosamente os dedos no bolso dele. Ele pegou o scanner e colou do lado da Chave, gravando.
A Chave chiou, um som suave. A primeira voz veio de novo, estranhamente distante e excitada.
“Está aberta. Volte!”
Então um som saiu do artefato, um som pesado, sinistro e oco, então levou um momento para ela registrar isto, e reconhecer o que era.
Uma Porta. Destrancando.
Uma pesada, porta metálica, possivelmente antiga, por causa do barulho de suas dobradiças, e então houve um ruído e uma batida, como se alguma ferrugem caísse, ou escombros da viga da porta estremecessem.
Então silêncio.
As luzes da Chave reverteram-se, mudando para o verde, e acabaram. Apenas as gralhas nos olmos pelo fosso crocitaram. Um Merlo pousou na roseira e dando leve pancadas com a cauda.
“Bom,” Jared disse suavemente.
Ele ajustou o scanner e o passou por toda a Chave de novo. Claudia estendeu a mão e tocou no cristal. Estava fria. “O que aconteceu? Quem são eles?”
Jared virou o scanner e mostrou para ela. “Esse é um fragmento da conversa. Em tempo real. Um link de uma linha de um telefone que abriu e fechou bem rapidamente. Se foi você que acionou isso ou eles eu não tenho certeza.”
“Eles não sabem que nós estávamos ouvindo.”
“Aparentemente não.”
“Um deles disse, ‘Há luzes dentro disso’.”
Os olhos escuros do Sapiente encontraram com os dela. “Você está pensando que talvez eles tenham um dispositivo similar a esse?"
“Sim!” Ela levantou-se rapidamente, excitada demais para ficar sentada, e o Merlo voou para longe em alarde. “Escute, Mestre, como você disse, isto não é apenas a chave de Incarceron.
Talvez isto também seja um dispositivo para comunicação!”
“Com a Prisão?”
“Com os reclusos.”
“Claudia...”
“Pense sobre isto! Ninguém pode ir para lá. Que outra maneira ele pode monitorar o Experimento? Saber o que está acontecendo?”
Ele assentiu, com cabelo dele cobrindo os olhos. “Isso é possível.”
“Mas…” Ela franziu o cenho, dando nós nos dedos. Então ela se virou para ele.
“Eles soavam errado.”
“Você precisa ser mais precisa na sua fala, Claudia. Como errado?”
Ela procurou pela palavra certa. E quando veio, ela se surpreendeu. “Eles soavam assustados.”
Jared considerou. “Sim... Eles pareciam.”
“E do que eles teriam medo? Não há nada do que sentir medo em um mundo perfeito, há?”
Hesitante, ele disse, “Nós poderíamos ter escutado alguma forma de drama. Uma tele difusão.”
“Mas se eles têm isto... Peças, filmes, então eles tem que saber sobre perigos, riscos e terror. Isso é possível? Você pode ter isto em um mundo que é perfeito? Será que eles até mesmo conseguiriam criar tais histórias?”
O Sapiente sorriu. “Esse é um ponto que nós poderíamos debater, Claudia.
Algumas pessoas podem dizer que seu próprio mundo é perfeito, e ainda assim sabem o que são essas coisas.”
Ela faz uma carranca. “Tudo certo então. Há mais uma coisa também.” Ela estendeu o braço com uma asa longa de uma águia. “Isto funciona só para ouvi-los? Ou nós conseguimos usá-la para falar com eles?”
Ele suspirou. “Mesmo que nós conseguíssemos, nós não deveríamos. As condições de Incarceron são extremamente controladas, tudo está cuidadosamente calculado. Se nós acrescentarmos variáveis, se nós abrirmos um pequeno buraco na fechadura, nós podemos arruinar tudo. Nós não podemos admitir germes no Paraíso, Claudia.”
Claudia virou-se. "Sim, mas..."
Ela congelou.
Atrás de Jared, entre as lacunas dos arbustos, seu pai estava parado. Ele estava olhando para ela.
Por um momento o coração dela saltou com o terrível choque, então ela deixou o sorriso praticado deslizar graciosamente por toda sua face. Sir!
Jared enrijeceu. A chave estava no banco, ele deslizou a mão dele, mas ela estava fora de alcance.
“Eu estive procurando vocês dois por todo lugar.” A voz do Diretor estava suave, o casaco de veludo escuro era sem sentido no centro iluminado da clareira. Jared olhou para Claudia, pálido.
Se ele visse a Chave...
O Diretor sorriu calmamente. “Eu tenho algumas novidades, Claudia. O Conde de Steen já chegou.
Seu noivo está procurando por você.”
Por um momento frio ela o encarou. Então ela levantou, vagarosamente.
“Lorde Evian está o entretendo, mas só irá entediá-lo. Você poderia, por favor, minha querida?”
Ele veio pegar na mão dela, e ela queria se afastar para o lado para poder esconder o brilho do cristal dele, mas não podia se mexer. Então Jared deu um murmúrio e caiu levemente para frente de modo brusco.
“Mestre?” Alarmada, ela quebrou o aperto de seu pai. “Você está com dor?”
A voz de Jared estava áspera. “Eu… Não… Apenas um mal estar, por um momento. Nada para se preocupar.”
Ela o ajudou a se levantar. O Diretor parou perto deles, sua face em uma máscara de interesse.
Ele disse, “Eu tenho medo de que você esteja exagerando ultimamente, Jared.
Ficar sentando aqui no sol não é bom para você. E muito estudo, até altas horas da noite.”
Jared levantou tremulo. “Sim. Obrigado, Claudia. Eu estou bem agora. Sério.”
“Você deveria ter um pouco de descanso,” ela disse.
“Eu irei. Eu vou para a minha torre, eu acho. Com licença, senhor.”
Ele cambaleou para frente. Por um terrível segundo Claudia pensou que o pai dela não iria se mover, ele e Jared ficaram cara-a-cara. Então o Diretor recuou para trás, o sorriso dele era irônico.
“Se você quiser que mandemos a ceia para cima, nós iremos nos ocupar disso”
Jared apenas assentiu.
Claudia assistiu seu tutor andar cuidadosamente entre os arbustos de teixo. Ela não ousou olhar para o banco, mas ela sabia que ele estaria vazio.
O Diretor veio e sentou, esticando suas pernas e cruzando-as nos tornozelos. “Um homem notável, o Sapiente.”
Ela disse. “Sim. Como você chegou aqui?”
Ele riu. “Oh Claudia, eu desenhei este labirinto antes de você nascer. Ninguém conhece os segredos dele como eu, nem mesmo o seu precioso Jared.” Ele se virou, colocando um braço atrás do banco. Calmamente ele disse, “Eu penso que você fez algo para me desobedeceu, Claudia.”
Ela engoliu seco. “Eu fiz?”
O pai dela assentiu gravemente. Os olhos deles se encontraram.
Ele estava fazendo o que ele sempre fazia, testando ela, jogando com ela. De repente ela não poderia aguentar mais, as conspirações, os jogos estúpidos. Ela levantou furiosa.
“Está certo então! Eu invadi seu escritório.” Ela o encarou, o rosto dela estava vermelho de raiva.
“Você sabe disso, desde que você passou lá, então por que nós estamos fingindo! Eu queria saber como era por dentro, já que você nunca me deixou entrar. Então eu o invadi.
Me desculpa, ok? Me desculpa!”
Ele a encarou. Ele ficou mexido? Ela não conseguia dizer. Mas ela estava tremendo, toda raiva e medo reprimidos por anos explodiram para fora, a raiva do modo que ele faz da vida dela tão falsa, e a da Jared também. Ele levantou a mão de forma hesitante.
“Claudia, por favor! Claro que eu sabia. Eu não estou bravo. Na verdade, eu admiro sua engenhosidade Isso será útil na sua vida no Palácio.”
Ela o encarou. Por um momento ele estava surpreso. Mais do que isso. Espantado.
E ela não havia mencionado a Chave.
A brisa atingiu a roseira, trazendo uma lufada do seu inebriante aroma, uma surpresa silenciosa que ele havia revelado demais. Quando ele falou novamente sua voz estava no tom ácido normal.
“Eu espero que você e Jared tenham aproveitado o desafio.”
Ele levantou abruptamente. “O Conde está esperando.”
Ela fez uma careta. “Eu não quero vê-lo.”
“Você não tem escolha.” Ele curvou-se e andou para frente em direção aos intervalos nos arbustos, e ela virou-se e fitou as costas dele. Então ela disse, “Por que não há fotos da minha mãe em casa?”
Ela não tinha ideia do que ela estava dizendo. Isso saiu bem áspero o que é contrário de sua voz.
Ele parou de repente.
O coração dela estava acelerado, ela estava horrorizada consigo mesma. Ela não queria que ele virasse, para responder, ela não queria ver a face dele. Por que se ele mostrasse fraqueza, ela ficaria apavorada. Ela odiava a sua postura controlada, mas se isso quebrasse, ela não fazia a menor ideia do que haveria por dentro.
Mas ele falou sem se virar. "Não vá tão longe, Claudia. Não teste minha paciência."
***
Quando ele foi embora, ela se encontrou sentada no banco encolhida, os músculos de suas costas e ombros tensos, suas mãos apertas na sua saia de seda. Ela se obrigou respirar fundo uma vez.
E então mais uma.
Os lábios dela estavam salgados por causa do suor.
Por que ela perguntou isto a ele? De onde isso veio? Sua mãe era alguém que ela nunca havia pensado, nem mesmo imaginado. Era como se ela nunca tivesse existido.
Mesmo quando ela era pequena, e via as outras garotas da Corte com suas mães agitadas, ela nunca tinha curiosidade sobre a sua própria mãe.
Ela roeu suas pequenas unhas dos dedos. Isso havia sido um erro terrível. Ela nunca, nunca devia ter dito isso.
“Claudia!”
Uma forte, exigente voz. Ela fechou os olhos dela.
“Claudia, não é bom ficar perdido em todos esses arbustos.” Galhos mexiam-se e quebravam.
“Fale comigo! Eu não consigo achar o caminho certo!”
Ela suspirou. “Então você finalmente chegou. E como vai meu futuro marido?”
“Quente e irritado. Não que você ligue. Olha, há cinco caminhos neste ponto de encontro, qual deles eu pego?”
A voz dele estava perto; ela podia sentir o cheiro da cara colônia que ele usava. Não encharcado, como a de Evian, mas apenas o suficiente. “O que parece menos provável,” ela disse. “Em direção a casa.” O murmúrio irritado se tornou mais distante. “Como nosso noivado, como muitos diriam.
Claudia me tire daqui!”
Ela fez uma careta. Ele era pior do que ela se lembrava.
O teixo se debateu e estalou.
Ela se levantou rápido, tirando a poeira do seu vestido, esperando que o seu rosto não estivesse tão pálido quanto ela sentia. A sua esquerda o arbusto estremeceu. Uma espada veio e cortou fazendo uma abertura, o grande e silencioso guarda-costas dele, Fax, a atravessou, olhando rapidamente ao redor e então abrindo mais os ramos. Através deles surgiu um rapaz magro, com a boca amarga de insatisfação. Ele olhou irritado para ela.
“Olhe minhas roupas, Claudia. Elas estão arruinadas. Totalmente arruinadas.”
Ele a beijou com frieza em uma das bochechas. “Qualquer um pensaria que você está me evitando.”
“Então foi expulso,” ela disse calmamente.
“Eu fui embora.” Ele deu os ombros. “Muito entediante. Minha mãe mandou isso para você”
Era uma carta, em um grosso papel branco, selado com a rosa branca da rainha.
Claudia o abriu e leu.
Minha querida,
Você já deve ter ouvido as boas notícias que seu casamento é iminente. Depois de esperar todos esses anos, eu tenho certeza que você está tão excitada quanto eu! Caspar insistiu em escoltar você aqui - tão romântico. Que lindo casal vocês irão ser. De agora em diante, minha querida você pode pensar em mim como sua amada mãe.
Sia Regina.
Claudia a dobrou. “Você insistiu?”
“Não. Ela me enviou.” Ele chutou o astrolábio. “O quão tedioso será se casar, Claudia. Você não acha?” Ela assentiu, em silencio.
A degradação foi gradual e nós fomos lentos em reconhecê-la. Então, um dia, eu estava conversando com a Prisão, e quando saía da sala, a ouvi rir. Uma risada baixa, zombeteira.
O som me congelou. Eu parei no corredor e o pensamento veio a mim de uma imagem antiga que eu havia visto uma vez em um manuscrito fragmentado, da enorme boca do Inferno devorando pecadores.
Foi quando descobri que havíamos criado um demônio que iria nos destruir.
—Diário de Lorde Calliston
O som do destrancar era doloroso, como se a Prisão estivesse suspirando. Como se essa porta não tivesse sido aberta por séculos. Mas nenhum alarme tocou. Talvez por que Incarceron soubesse que nenhuma porta os levaria para fora.
Gildas se afastou com o aviso de Finn, pedaços de destroços e uma chuva de ferrugem vermelha retiniram. A porta sacudiu, e então parou.
Por um momento eles esperaram, por que a fina brecha era escura e fria, estranhos aromas doces surgiam de longe. Então Finn chutou os escombros para o lado e colocou seu ombro na porta. Ele chutou, e empurrou até estar preso de novo. Mas agora havia um cômodo para se passar.
Gildas o cutucou. “Dê uma olhada. Seja cuidadoso.”
Finn olhou para trás de relance para Keiro, sentado derrotado e esgotado. Ele puxou sua espada e a passou por dentro da abertura.
Estava frio. Sua respiração estava congelante. O chão era irregular, era um declive.
Enquanto ele dava alguns passos um estranho material metálico roçou os tornozelos dele, colocando uma mão para baixo ele sentiu algo como uma plantação de coisas rígidas, frias e úmidas, espetando as pontas dos dedos dele. Enquanto isso os olhos dele gradualmente se acostumavam com a escuridão, e ele achava que estava em um hall inclinado com colunas, pilares altos e pretos com rosas os envolvendo. Tateando o mais próximo, ele sentiu através de suas mãos, intrigado. Era muito gelado e parecia sólida, mas nada suave.
Uma massa de fissuras e rachaduras interligando-se, nós e saliências que variavam de tamanho, galhos de uma estrutura intrincada.
“Finn?”
Gildas estava na sombra próximo à porta.
“Espere.” Finn estava ouvindo. A brisa moveu-se em uma diferente direção, fazendo com que um tilintar metálico fraco ressoasse por milhas. Depois de um momento ele disse, “Não há ninguém aqui. Pode passar.”
Alguns ruídos e agitações. Então Gildas disse, “Traga a Chave, Keiro. Nós precisamos fechar isto.”
“Se fizermos isso, iremos conseguir voltar?” Keiro soou cansado.
“O que há para voltar? Me dê uma mão.” Assim que o cão escravo passou pela porta, Finn e o homem velho empurram e forçaram a pequena porta de volta para sua moldura. Ela fez um pequeno barulho fechando.
Um farfalhar. Um ruído de raspar. Uma luz, regular, em uma lanterna.
“Alguém pode ver isto,” Keiro disse mordazmente.
Mas Finn disse, “Eu te disse. Nós estamos sozinhos.”
Enquanto Gildas segurava a lanterna para o alto, eles olharam em volta para os pilares agourentos que os cercavam. Finalmente Keiro disse, “O que é isso?”
Atrás dele, a criatura-cachorro agachou no chão. Finn olhou de relance para ele, e sabia que a criatura o olhava.
“Árvores de metal.” A luz capturava a barba trançada do Sapiente, havia um brilho de satisfação nos olhos dele. “A floresta onde as espécies são de aço, cobre e ferro, onde as folhas são finas como lâminas, onde os frutos crescem em ouro e prata.” Ele virou. “Há histórias, dos tempos antigos, sobre esse lugar. Maçãs de ouro são guardadas por monstros. Parece que elas são verdadeiras.”
O ar estava frio e silencioso. Isso dava uma sensação estranha de distância. Foi Keiro que perguntou o que Finn não tinha coragem.
“Nós estamos do Lado de Fora?”
Gildas bufou. “Você pensa que seria fácil assim? Agora sente antes que você desmorone.” Ele olhou de relance para Finn. “Eu irei cuidar dos ferimentos dele. Esse é um bom lugar para esperar pelo Acender das Luzes. Nós podemos descansar. Até mesmo comer.”
Mas Finn virou e encarou Keiro. Ele parecia com frio e doente, mas ele falou obstinado.
“Antes de nós irmos a qualquer lugar, eu quero saber o que Jormanric quis dizer.
Sobre a morte de Maestra.”
Houve um momento de silencio. Na luz fantasmagórica Keiro deu a Finn um olhar aborrecido e desmoronou exausto em farfalhar de folhas, puxando o cabelo com as mãos sujas de sangue.
“Pelo amor de Deus, Finn, você realmente acha que eu sei? Você o viu.
Ele estava acabado. Ele não deveria ter dito nada! Isto era apenas mentira. Esqueça isso.”
Finn olhou para baixo, para ele. Por um segundo ele queria insistir, perguntar de novo, para silenciar o medo insistente dentro dele, mas Gildas aliviou a tensão. “Se faça útil, encontre algo para comermos.”
Enquanto o Sapiente servia a água, Finn derrubou para fora alguns pacotes de carne seca e frutas da sua mochila e outra lanterna, a qual ele acedeu de primeira. Então ele pisou sobre as geladas folhas de metal amontoadas, colocando algumas cobertas sobre elas, e sentou. Nas sobras da floresta, além das poças de luz, pequenos farfalhares e sons mecânicos o perturbavam; ele tentava os ignorar. Keiro xingava viciosamente enquanto Gildas limpava os cortes dele, tirava a jaqueta e a camisa dele, e esfregava uma mistura de ervas com um cheiro nojento por toda a ferida que cruzava o seu peito.
Nas sombras o cachorro-escravo estava abaixado, quase imperceptível. Finn pegou um dos pacotes de comida e os abriu, colocando um pouco para fora.
“Pague isso,” ele sussurrou.
Uma mão maltrapilha, coberta de feridas, pegou a comida. Enquanto a criatura comia ele assistia, relembrando a voz que havia o respondido, uma baixa e urgente voz.
Agora ele sussurrou “Quem é você?”
“Essa coisa ainda está aqui?” com dor e irritado, Keiro puxou sua jaqueta de volta e a amarrou, carrancudo com os corte e lagrimas. Finn deu os ombros.
“Temos que despejá-lo.” Keiro sentou, devorando a carne, e olhando em volta procurando por mais. “Essa coisa está doente.”
“Você deve a essa coisa sua vida,” Gildas comentou.
Estressado, Keiro olhou para cima. “Eu não penso assim! Eu tinha Jormanrick onde eu queria.”
Seus olhos se viram para criatura, então eles dilataram com fúria e ele levantou rapidamente, caminhou até onde ela estava abaixada, e puxou dela algo escuro. “Isso é meu!”
Era a mochila dele. Uma túnica verde e punhal com joias se esparramaram. “Ladrão fedorento.”
Keiro se preparou para dar um chute na criatura; Ela se afastou. Então, para o espanto dele, ela disse em uma voz de garota. “Você deveria estar agradecido a mim por trazer isto.”
Gildas virou-se em seu calcanhar e encarou a sombra dos farrapos. Então ele apunhalou um dedo ossudo dela. “Se mostre,” ele disse.
A capa esfarrapada foi puxada para trás, as patas envolvidas em bandagens desenrolaram assim como as tiras cinza que a envolviam. Vagarosamente, da confusão de machucados, uma pequena figura emergiu, ela agachou em cima de seus joelhos, um cabelo escuro e sujo cortava o rosto, um rosto estreito vigilante, os olhos desconfiados. Ela estava com camadas de roupas amarradas e ligadas aos seus quadris e bustos. Enquanto ela tirava as tiras envoltas da mão dela, Finn deu passos para trás enjoado com as feridas abertas e a carne viva exposta. Até que Gildas bufou, “Falso.”
Ele caminhou para frente. “Não me admira que você não me queria por perto.”
Na penumbra da floresta de metal o cão-escravo se tornou uma pequena e magra garota, os engenhosos cortes eram uma bagunça de cores. Ela ficou de pé vagarosamente, como se ela quase houvesse se esquecido de como se fazia isso. Então ela se esticou e gemeu. As extremidades da corrente em volta do pescoço dela moviam-se ruidosamente.
Keiro riu asperamente. “Ora, ora. Jormanric era mais engenhoso do que eu pensava.”
“Ele não sabia.” A garota olhou para ele com ousadia. “Nenhum deles sabiam.
Quando me pegaram eu estava com um grupo, uma mulher velha havia morrido naquela noite.
Eu roubei esses trapos do corpo dela e fiz estes cortes com ferrugem, esfreguei sujeira em mim inteira, e cortei meu cabelo. Eu sabia eu tinha que ser inteligente, muito inteligente, para me manter viva.”
Ela parecia assustada, e desafiadora. Era difícil dizer a idade dela, o trágico corte de cabelo a fazia parecer uma criança magricela, mas Finn supunha que ela não devia ser muito mais nova do que ele.
Ele disse. “Isto não parece ter sido uma ideia tão boa no final.”
Ela encolheu os ombros. “Eu não sabia que eu ia terminar como escrava dele.”
“E comendo os restos da comida dele?”
Ela riu então, parecendo amarga. “Ele comia bem. Isso me mantinha viva.”
Finn olhou para Keiro. O companheiro dele olhava a garota, então ele se virou e se enrolou na coberta. “Nós a despejamos pela manhã.”
“Isto não cabe a você” A voz dela era baixa mais firme. “Eu sirvo o Vidente das Estrelas agora.”
Keiro rolou e encarou. Finn disse, “Eu?”
“Você me trouxe para fora daquele lugar. Ninguém mais havia feito isso. Deixa-me, e eu irei seguir você. Como um cachorro.” Ela deu um passo para frente. “Eu quero Escapar. Eu quero encontrar os de fora, se eles existirem. E eles disseram na sala do hall que você vê estrelas em seu sonho, que Sapphique fala com você. Que a Prisão irá mostrar para você como sai porque você é seu filho.”
Ele a encarou com espanto. Gildas balançou a cabeça. Ele olhou para Finn e Finn olhou para ele de volta.
“Depende de você,” o velho homem murmurou.
Ele não tinha ideia do que fazer, então ele limpou a garganta e disse para a garota, “Qual é o seu nome?”
“Attia.”
“Bem, olha Attia, eu não quero uma serva. Mas… Você pode vir conosco.”
“Ela não tem comida. Isso significa que nós temos que alimentar ela,” Keiro disse.
“Nem você” Finn cutucou os pacotes de roupas. “Ou eu, agora.”
“Então ela compartilhará a caça com você, irmão. Não comigo.”
Gildas encostou as costas em uma das arvores de metal. “Vamos dormir,” ele disse.
“Nós discutiremos isso quando as luzes vierem. Mas alguém precisa ficar de vigia, então você pode ser a primeira, garota.”
Ela assentiu, e enquanto Finn se enrolava inquieto nos cobertores, ele a viu deslizando nas sombras e desaparecendo.
Keiro bocejou como um gato. “Ela provavelmente irá cortar nossas gargantas,” ele murmurou.
***
Claudia disse, “Eu disse boa noite, Alys,” ela via pelo espelho de sua penteadeira enquanto sua ama mexia a seda espalha no chão.
“Olhe para isso, Claudia, está arruinada com a terra…”
“Coloque tudo isto em uma máquina de lavar. Eu sei que você tem uma em algum lugar.”
Alys deu a ela um olhar penetrante. As duas sabia que a interminável forma arcaica de lavagem, bater e engomar as roupas era tão desgastante, que os empregados haviam secretamente abandonado o Protocolo há muito tempo atrás. Provavelmente o mesmo aconteceu com a Corte, Claudia pensou.
Assim que a porta fechou ela pulou e foi até ela e a trancou, virando a chave de ferro forjada e acionando todos os sistemas de segurança. Então ela encostou as costas dela contra a porta e considerou.
Jared não apareceu para ceia. Isto não queria dizer nada. Ele deveria querer manter o pretexto, e ele odiava a estupidez do Conde. Por um momento ela considerou se ele estava mesmo se sentindo mal, e ela pensou se ela deveria ligar para ele, mas ele disse para apenas usar o dispositivo em caso de emergência, principalmente na casa do Diretor.
Ela colocou o cinto no roupão dela e pulou na cama, tateando o dossel preso nos quatro postes.
Não lá.
A casa estava quieta agora. Caspar havia falado e bebido durante toda a ceia, quatorze fatias de peixe e pássaros, capões e cisnes, enguias e guloseimas. Ele havia falado alto e de modo irritante, sobre torneis, o novo cavalo dele, o castelo que ele havia construído na costa, as quantias que ele havia perdido no jogo. Sua nova paixão parecia ser caçar Javali, ou pelo menos ficar bem afastado enquanto seus servos amarravam um ferido para ele matar. Ele havia descrito sua lança, as mortes que ele causou e as cabeças que enfeitavam os corredores da Corte. E todo tempo ele bebia e reenchia o copo e sua voz aumentava cada vez mais, mais irritadiça e arrastada.
Ela havia ouvido tudo isto com um sorriso e está conversa desnecessária com ele como o usual, fazendo perguntas afiadas que ele não entendia. E o tempo todo o pai dela estava sentado do lado oposto, brincando com a haste do copo de vinho dele, virando ela na toalha branca entre os dedos dele, olhando para ela. Agora ela pulou para baixo, foi para a penteadeira e procurou em todas as gavetas. Ela pensou com um olhar frio como ela apreciava estar sentada aqui, em comparação ao idiota que ela teria que se casar.
Não estava em nenhuma das gavetas.
De repente gelada, ela foi até a janela e a destrancou, deixando-a balançando aberta, se enrolando miseravelmente nas almofadas no assento da janela. Se ele a amava, como ele podia fazer isso com ela? Ele não conseguia ver o quão miserável eles iam ser?
A noite de verão estava quente e cheirava docemente a uma mistura de madressilva e dos arbustos de rosas almiscaras que ficavam ao redor do fosso. Além dos campos os sinos da igreja Hornsely suavemente tocavam às doze badaladas. Ela observava enquanto uma mariposa flutuava de maneira imprudente em volta das chamas da vela, fazendo uma sombra enorme no teto por um momento.
Havia algo novo nas beiradas do sorriso dele? O quão aquela estúpida pergunta-desabafo sobre a sua mãe havia aumentado os riscos?
Sua mãe havia morrido. Isto era o que Alys havia dito, mas Alys ainda não trabalhava aqui, nem nenhum dos outros servos exceto Medlicote, o secretário do seu pai, um homem que ela raramente falava. Mas talvez ela devesse. Porque essa questão foi como uma faca, através da armadura estudada do Diretor de sorrisos sérios e frieza decorada do Período. Ela havia esfaqueado ele e ele havia sentindo.
Ela sorriu, o rosto dela quente.
Isto nunca tinha acontecido antes.
Poderia ter alguma coisa estranha sobre a morte da mãe dela? A doença era grave, mas para os ricos, drogas podiam ser encontradas. Medicamentos modernos para essa Era.
O pai dela era severo, mas se ele realmente amasse sua esposa ele faria qualquer coisa, mesmo que ilegal, para salvar ela. Ele poderia ter sacrificado sua própria esposa por causa do Protocolo?
Ou será que era algo pior do que isso?
A mariposa moveu-se rapidamente para o teto. Inclinando para frente ela olhou para fora da janela para o céu.
As estrelas do verão estavam brilhando. Elas iluminavam o telhado e o frontão da mansão com um brilho fraco, refletindo o preto e prata na ondulação do fosso.
Seu pai estava envolvido na morte de Giles. Ele poderia ter matado antes?
Um toque na bochecha dela a fez pular. As asas da mariposa pinicaram ela, sussurrando, “no assento da janela” e foi embora, flutuando em direção a fraca luz na torre de Jared.
Claudia sorriu.
Ela empurrou-se para cima, apalpando debaixo das almofadas, e tocou algo frio na barda de cristal. Cuidadosamente ela a puxou para fora.
A chave pegou a luz das estrelas e segurou isso. Ela parecia brilhar com uma pequena luminescência, e a águia dentro dela tinha um pequeno brilho em seu bico.
Jared devia a ter trazido enquanto todo mundo estava na ceia.
Ela apagou as velas e fechou a janela por precaução. Puxando a pesada coberta da cama dela, se enrolando e apoiando a chave nos joelhos dela. Então ela a tocou, esfregou e soprou.
“Fale comigo,” ela disse.
***
Finn estava com tanto frio que ele mal tinha energia para tremer.
A floresta de metal estava totalmente escura; a lanterna jogou apenas uma pequena piscina de luz em Keiro com a mão estendida, na bagunça que era Gildas. A garota estava nas sombras em baixo da árvore; Ela estava muito quieta e ele se perguntou se ela estava mesmo dormindo.
Ele estendeu cuidadosamente a mão para a mochila de Keiro. Ele queria colocar uma das engraçadas jaquetas do irmão de juramento sobre a sua. Duas, talvez, e se eles se separassem de Keiro ele poderia colocar isto.
Puxando a mochila para perto, ele colocou a mão dentro, e tocou a chave.
Ela estava quente.
Ele a levantou suavemente, e apertou bem, aquele calor trouxe conforto para os dedos apertados dele. Baixo ela disse, “Fale comigo.”
De olhos arregalados, Finn olhou para os outros.
Ninguém se moveu.
Cuidadosamente, ele levantou, o cinto rangeu silenciosamente, ele ficou de pé e virou. Ele conseguiu dar três passou antes do farfalhar das folhas de metal fizessem com que Keiro murmurasse e se virasse.
Atrás da árvore, Finn congelou.
Ele trouxesse a chave para a orelha dele. Ela estava em silencio, a tocou, em todos os lugares, apertou-a. Então ele sussurrou para ela, “Sapphique. Lorde Sapphique. É você?”
Claudia ofegou.
A resposta veio tão clara. Ela olhou em volta procurando algo para gravar isso, ela não viu nada e amaldiçoou. Então ela disse, “Não! Não. Meu nome é Claudia. Quem é você?”
“Quieta! Eles irão acordar.”
“Quem irá?”
Houve uma pausa. Então ele disse, “Meus amigos.” Ele soou sem ar, estranhamente apavorado.
“Quem é você?” ela disse. “Onde você está? Você é um Prisioneiro? Você está em Incarceron?”
Ele empurrou a cabeça dele para trás e encarou a Chave com descrença.
Havia uma pequena luz azul no centro dela; ele se inclinou mais perto até a luz tocar a pele dele.
“Claro que eu sou. Você quer dizer... Você é.. Do Lado de Fora?”
Ela estava em silêncio. Durou tanto tempo que ele pensou que a ligação havia quebrada; ele disse apressadamente. “Você me ouviu?” e ao mesmo tempo a garota disse.
“Você ainda está ai?” em uma estranha colisão.
Então ela disse, “Desculpa. Eu não deveria estar falando com você. Jared me alertou sobre isso.”
“Jared?”
“Meu tutor.”
Ele balançou a cabeça dele, e a respiração dele embaçou o cristal.
“Mas olha,” ela disse, “é tarde demais agora e eu não posso acreditar que algumas palavras podem causa algum risco a uma experiência de séculos de idade, você acha?”
Ele não fazia ideia sobre o que ela estava falando. “Você é uma de Fora não é? Os Fora existem?
As estrelas estão ai, não estão?”
Ele estava estaria arrasado se ela não respondesse, mas depois de um momento ela disse, “Sim.
Eu estou olhando para elas.”
Ele soltou o ar com espanto; o cristal nivelou a temperatura instantaneamente com frio.
“Você não me disse seu nome,” ela disse.
"Finn. Apenas Finn."
Silêncio. Uma autoconsciência de quietude, a chave estava desajeitada em suas mãos. Havia tanta coisa que ele queria perguntar, saber, ele não sabia por onde começar. E então ela disse, “Por onde você está falando comigo, Finn? É uma chave de cristal, como um holograma de águia dentro?”
Ele engoliu seco. “Sim. Uma Chave.”
Um farfalhar, atrás dele. Ele olhou entre as arvores, viu Gildas dar um ronco e grunhir.
“Então cada um de nós temos uma réplica do mesmo dispositivo.” Ela disse rapidamente, pensativa, como se ela usualmente resolvesse problemas, trabalhasse para achar soluções; uma voz clara fez com que ele de repente se lembrasse, com uma pitada de dor, das velas. As sete velas em um bolo.
Neste momento, com sua rudeza habitual, as luzes de Incarceron vieram.
Ele arquejou. Viu que ele estava em um lugar coberto de cobre, ouro e laranja-marrom em uma vermelhidão. A floresta se estendia por milhas, inclinando-se para baixo, em uma grande oscilação, uma paisagem ondulante. Ele olhava para isso atônito.
“O que foi isso? O que aconteceu? Finn?”
“As luzes acenderam. Eu… Eu estou em um lugar novo, uma diferente área. Uma floresta de metal.”
Ela disse estranhamente. “Eu tenho inveja de você. Isto deve ser fascinante.”
“Finn?” Gildas estava de pé, procurando em volta. Por um momento ele pensou em chamá-lo, mas então mudou de ideia. Isto era o segredo dele. Ele precisava mantê-lo.
“Eu preciso ir,” ele disse apressado. “Eu irei tentar falar com você de novo... Agora que nós sabemos... Isso, se você quiser. Mas você precisa,” ele adicionou urgentemente.
“Você precisa me ajudar.”
A resposta da garota o surpreendeu. “Como eu posso ajudar você? O que pode estar errado em um mundo perfeito?”
O aperto de Finn aumentava enquanto a luz azul desaparecia. Desesperado ele sussurrou, “Por favor. Você precisa me ajudar a Escapar.”
Paredes têm ouvidos.
Portas têm olhos.
Árvores têm vozes.
Bestas contam mentiras.
Cuidado com a chuva.