Infância
Graciliano Ramos volta aos primeiros anos no sertão de Alagoas e Pernambuco e recusa qualquer nostalgia. O menino do livro apanha do pai por não entender uma lição, tem medo de quase tudo, descobre a leitura com dificuldade e observa adultos que resolvem as coisas no grito ou na chibata. São capítulos curtos, quase independentes, cada um em torno de uma cena. A força vem de o autor adulto não fingir que sabe o que o menino sentia: ele reconstrói o que viu e deixa a interpretação por conta do leitor. Um dos melhores livros de memória escritos no Brasil, publicado em 1945.
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