Manual para Normalização de Publicações Técnico-Científicas

Júnia Lessa França · Capítulo 2 de 8 · parte 2/2

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Manual para Normalização de Publicações Técnico-Científicas

– data, com a indicação do mês…

Este capítulo é longo, por isso está dividido em 2 partes.

 

desses fatores, sugerindo inclusive algumas Considerada a pobreza de manuais no país, pro vidências para que a intervenção humana não podemos deixar de registrar o meritório seja a menos predatória possível. Sabe-se que esforço dos autores e da editora, que se dispôs a região em apreço é de extrema fragilidade, e a editá-lo. o risco de desertificação da região é um perigo presente, como já alertaram biólogos e outros Pela correção do método empregado e estudiosos da Amazônia. pela segurança das informações nele contidas,

 

lho enfatiza a utilização de soluções já consa- introduzi-los em problemas de conforto gradas pelo uso, descrevendo cada elemento ambiental e conservação da natureza, qualquer construído da habitação, desde os alicerces, Quanto aos recursos eco nômicos, o traba- estudantes de arquitetura, no sentido de julgamos que esse manual será útil para

que seja a latitude onde um dia irão atuar.

estruturas portantes, coberturas, vedações,

aberturas (portas e janelas) bem como os equi-

pamentos sanitários. Júlio Roberto Katinsky

Aqui nota-se um pequeno senão no traba- Faculdade de Arquitetura,

lho, ou seja, as recomendações não atingem Urbanismo, USP, São Paulo o nível quantitativo. Por exemplo, ao propor

 

fIGURa 31 - Recensão de livro

fonte: cIÊncIa e cULTURa. são Paulo: sBPc, v. 38, n. 12, dez. 1986. (Houve alteração no exemplo,

na normalização da referência, de acordo com as normas apresentadas.)

 

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R e s U m o e R e c e n s à o 95

 

LIINC EM REVISTA Interdisciplinaridade e integração dos saberes – até a

apresentação dos resultados de um levantamento

Esta recensão não se detém sobre uma obra feito na Plataforma Lattes do CNPq e em documentos

singular, mas sobre uma publicação periódica, ou das agências financiadoras sobre a incorporação de seja, uma revista. práticas interdisciplinares por pesquisadores no Brasil,

Liinc em Revista no artigo A influência das agendas governamentais na é um periódico eletrônico,

semestral, publicado pelo Laboratório Interdisci- produção multidisciplinar de conhecimento, assinado plinar sobre Informação e Conhecimento (Liinc), uma por Fernanda Sobral e Christiana Freitas. A vinculação iniciativa multidisciplinar nascida de uma parceria dos conhecimentos: entre a razão mediada e a razão leve, entre a Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) ensaio de Maria Nelida Gonzalez de Gómez, trata da e o Instituto Brasileiro de Informação Científica e pluralidade e da diversificação das especialidades, e Tecnológica (IBICT). da aproximação entre as ciências e as não-ciências e

Os temas centrais ali trabalhados contemplam: entre disciplinas, enquanto Marcel Bursztyn, no artigo

sociedade e economia da informação e do conheci- intitulado A institucionalização da interdisciplinaridade e mento; informação, conhecimento e inovação; novas a universidade brasileira, discute a interdisciplinaridade formas de produção e difusão do conhecimento; tal como se revela no contexto de instituições de informação, conhecimento e cidadania; tecnologias ensino e pesquisa, apresentando sugestões e críticas da informação e comunicação; bem como dinâmicas oportunas no momento em que se discute a Reforma políticas e socioculturais. Universitária no Brasil.

A revista, 100 % eletrônica, ou seja, não-disponível O segundo número de Liinc em Revista, lançado

em edição impressa, pode ser acessada a partir do em setembro de 2005, apresenta uma variada gama de menu da página principal do Liinc na internet: http:// artigos em temas que estimulam o debate em torno www.liinc.ufrj.br. Seu objetivo é promover a reflexão de questões referentes às transformações observadas crítica e o debate sobre as relações entre informação, nas diversas esferas da sociedade com a utilização e a conhecimento e desenvolvimento diante das transfor- incorporação das tecnologias da informação. Na apre-mações no mundo contemporâneo, particularmente sentação deste número, assinada por Christiana Freitas como essas relações se conformam e se desdobram, (pertencente à equipe de editores da revista) e Tom no caso brasileiro. Dwyer, é lembrado que, nos artigos que se seguem,

O primeiro número de “é possível observar que o campo de investigação é Liinc em Revista foi

lançado em março de 2005 e dedicado aos novos aberto, não sujeito a ortodoxias, que os autores bebem rumos da interdisciplinaridade. Na apresentação de uma grande variedade de fontes bibliográficas e deste número, ao contextualizar no tempo e que temos várias linhas de inquérito e poucas visões no espaço o tema da interdisciplinaridade, Maria consolidadas ou escolas. Um detalhe importante Lucia Maciel e Sarita Albagli, ambas editoras do sobre Liinc em Revista: trata-se de uma publicação periódico, não poderiam deixar de mencionar o já Open Access, ou de Acesso Livre. Isto significa que clássico New Production of Knowledge1, de Michael a revista proporciona acesso público a todo o seu Gibbons e outros autores, sobre o ‘novo modo de conteúdo, seguindo o princípio que tornar gratuito o produção do conhecimento’, obra que, nas palavras acesso a pesquisas gera um maior intercâmbio global das apresentadoras, “colocou definitivamente a de conhecimento. travessia de fronteiras na pauta das discussões

sobre desenvolvimento científico para os tempos Maria Amalia Gusmão Martins atuais.” Os demais artigos que compõem o número Doutora em Sociologia pela UnB (2000). inaugural tratam da questão da interdisciplinaridade, Editora da revista Cadernos de Ciência e desde uma perspectiva conceitual propriamente Tecnologia. dita – palestra/artigo de Olga Pombo, intitulada

 

fIGURa 32 - Recensão de publicação periódica

fonte: cadeRnos de cIÊncIa & TecnoLoGIa, Brasília, v. 23, n. 1, p. 135-139, jan./abr. 2006. (Houve alteração

no exemplo para fins didáticos).

 

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9 NUMERAÇÃO PROGRESSIVA DAS SEÇÕES

 

DE UM DOCUMENTO1

 

A numeração progressiva das seções de um documento

tem por objetivo proporcionar o desenvolvimento claro e coerente de um texto apresentando uma estrutura hierárquica da matéria e facilitando a localização de cada uma de suas partes. Aplica-se à re dação de diferentes tipos de documentos manuscritos, impressos, digitais (livros, artigos de periódicos, relatórios, teses, dissertações, normas e outros), não sendo recomendada para documentos que exijam outro tipo de arranjo, como os dicionários, vocabulários e obras literárias.

 

9.1 Estrutura

 

A primeira divisão de um texto resulta em seções primárias

que recebem o nome de capítulos. Cada capítulo pode ser dividido em seções secundárias; estas, em terciárias, e assim por diante, em seções qua ternárias e quinárias. Não se recomenda subdivisão excessiva de um texto, ou seja, subdivisão que ultrapasse a seção quinária.

As seções podem ser subdivididas em subseções chamadas

de alíneas e estas, por sua vez, em subalíneas.

 

9.2 Apresentação

 

A NBR 6024 (ABNT, 2003c) estabelece uma sequência

lógica de apresentação das matérias dos documentos escritos, utilizando a numeração progressiva.

 

9.2.1 Numeração

Adota-se a numeração progressiva para subdivisão dos

documentos conforme 9.2.1.1 a 9.2.1.3.

 

1 capítulo baseado na nBR 6024 (aBnT, 2003c).

 

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nUmeRaçÃo PRoGRessIVa das seções de Um docUmenTo 97

 

9.2.1.1 Seções

Cada divisão recebe um grupo numérico chamado

indicativo de seção que facilita sua localização no texto. Para a numeração dos capítulos são utilizados algarismos arábicos, a partir de um, seguindo a série natural de números inteiros. Assim, numa tese com cinco capítulos, por exemplo, estes receberão a numeração consecutiva de 1 a 5.

O indicativo da seção secundária será formado pelo

número do capítulo, mais o número de cada parte (ambos separados por ponto), de acordo com a subdivisão proposta; aplica-se o mesmo tipo de numeração às seções terciárias, quaternárias e quinárias.

E X E M P L O

1 SEÇÃO PRIMÁRIA

1.1

1.2 Seções secundárias

1.3

1.1.1

1.1.2 Seções terciárias

1.1.3

1.1.1.1

1.1.1.2 Seções quaternárias

1.1.1.3

1.1.1.1.1

1.1.1.1.2 Seções quinárias

1.1.1.1.3

 

O indicativo é alinhado na margem esquerda e precede o

título de cada seção. Não é adotada pontuação, nem sinais para separar o indicativo de seção de seu título. Os indicativos devem ser citados no texto da seguinte forma:

E X E M P L O

... na seção 5 ...

... ver 9.2 ...

... em 2.4.3, § 3° ... ou ... 3° parágrafo de 2.4.3 ...

... conforme 9.2.1.1, alínea b ...

 

Segundo a NBR 6024 (ABNT, 2003c) “todas as seções

devem conter um texto relacionado com elas.”

 

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9.2.1.2 Alíneas

O texto de cada seção pode incluir vários parágrafos,

e o autor pode utilizar alíneas — designadas por letras minúsculas do alfabeto latino seguidas de parênteses — para relacionar itens de conteúdo pouco extenso. O texto que antecede as alíneas é terminado com dois-pontos. As alíneas obedecem à ordem alfabética e são recuadas em relação à margem esquerda, e o texto das alíneas é alinhado pela primeira letra do seu texto. O texto das alíneas se inicia por letra minúscula e as alíneas são pontuadas com ponto e vírgula, com exceção da última que recebe ponto. As alíneas também podem ser adotadas para as seções sem título.

E X E M P L O

São objetivos da disciplina x:

a) orientar sobre o uso da biblioteca;

b) dar conhecimento dos recursos de informação na área;

c) oferecer treinamento da técnica da pesquisa bibliográfica e de elaboração

de trabalhos escolares.

 

9.2.1.3 Subalíneas

Se necessário, utilizam-se como subdivisão das alíneas as

subalíneas cujo texto é antecedido por marcadores como hífen ou outro sinal, conforme o projeto gráfico. As frases das subalíneas se iniciam por letra minúscula e são pontuadas com vírgula. A última subalínea da última alínea recebe ponto. O texto é alinhado pela primeira letra de seu próprio texto (NBR 6024, ABNT, 2003c, p. 3).

E X E M P L O

O presente trabalho se propõe a:

– relatar o comportamento dos diversos atores,

– identificar os conflitos, barganhas e negociações,

– identificar as estratégias desenvolvidas pelos governos

estadual e local.

 

9.2.2 Títulos das seções

Os títulos das diferentes seções devem ser destacados

gradativamente, utilizando-se recursos gráficos como negrito, itálico, grifo, redondo, caixa alta, versal ou outro (ver cap. 18).

O texto deve-se iniciar em linha independente do título,

com exceção das alíneas e subalíneas, cujo texto é inserido logo após.

 

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10 SUMÁRIO1

 

 

Sumário é uma listagem das principais divisões, seções

e outras partes de um documento refletindo a organização e a grafia da matéria no texto.

É identificado pela palavra SUMÁRIO, escrita em letras

maiúsculas, centralizada na página, com o mesmo tipo e tamanho de fonte usado para as seções primárias.

Não se deve confundir sumário com índice, listas ou

resumo. Segundo a NBR 6027 (ABNT, 2003d) o índice é uma “lista de palavras ou frases, ordenadas segundo determinado critério, que localiza e remete para as informações contidas no texto”; lista é a “enumeração de elementos selecionados do texto, tais como datas, ilustrações, exemplos etc., na ordem de sua ocorrência” e, de acordo com a NBR 6028 (ABNT, 2003e), resumo é a “apresentação concisa dos pontos relevantes de um texto”.

 

10.1 Apresentação

O sumário deve incluir apenas as partes da publicação que

lhe sucedem, sendo assim, não deve incluir os elementos pré-textuais, com exceção do prefácio. A subordinação das partes ou capítulos (seções primárias) e das divisões dos capítulos (seções secundárias, terciárias etc.) no sumário deve ser destacada pela apresentação gráfica usada no texto (FIG. 37).

O sumário deve indicar a numeração dos capítulos e

suas di visões, o título de cada parte e a respectiva paginação (página inicial do capítulo ou parte, páginas extremas ou páginas em que se distribui o texto).

Em publicações avulsas, o sumário deve indicar a

numeração dos capítulos e de suas divisões, o título de cada parte e a respectiva paginação. No caso de publicações coletivas ou periódicas, mencionam-se o título e o autor de cada capítulo ou artigo (FIG. 33 e 34).

 

1 capítulo baseado na nBR 6027 (aBnT, 2003d).

 

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Existem opções para indicar a paginação: página inicial

do capítulo, páginas extremas ou páginas em que se distribui o texto. Usa-se, no mesmo sumário, apenas uma das formas de indicação de páginas.

E X E M P L O

3 - NOMENCLATURA GEOLÓGICA ............ 71

3 - NOMENCLATURA GEOLÓGICA ............ 71 - 92

3 - NOMENCLATURA GEOLÓGICA ............ 71 - 72, 75, 86-88, 92

 

Os indicativos numéricos dos capítulos, seções e outras

partes do texto representados no sumário devem ser alinhados à esquerda conforme a Norma de numeração progressiva das seções de um documento escrito NBR 6024 (ABNT, 2003c).

Os títulos e subtítulos das seções e de outras partes do

documento devem seguir os indicativos numéricos e devem ser alinhados “pela margem do título do indicativo mais extenso” segundo a NBR 6027 (ABNT, 2003d).

Havendo autores, eles devem suceder os títulos e seus

subtítulos.

No caso de traduções, podem constar os títulos traduzidos

após os títulos originais separados por barra oblíqua ou travessão.

Para documentos em mais de um idioma, aconselha-

-se elaborar um sumário para cada idioma inserindo-os em páginas separadas.

 

10.2 Localização

 

Nas publicações avulsas (livros, folhetos, teses, dissertações),

o sumário deve se localizar como o último elemento pré-textual, caso a publicação não tenha prefácio, e penúltimo na existência deste. Ver sua localização específica nos Livros e folhetos em 1.1.2, alínea h, FIG. 1; Dissertações e teses em 2.2.1.1, alínea j, FIG. 10 e Monografias em 2.1.1, FIG. 9. Nas obras compostas de mais de um volume, cada um dos volumes deve conter um sumário da obra completa, além do seu sumário específico, ocupando páginas consecutivas.

Em publicações periódicas, o sumário deve ser incluído

nas seguintes partes:

a) no anverso da folha de rosto e concluído no seu verso,

se necessário;

 

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s U m Á R I o 101

 

b) na primeira capa e concluído na quarta capa, se

necessário;

c) na quarta capa e concluído na terceira capa ou no

miolo, se necessário.

Manter a mesma localização do sumário em todos os

fascículos e volumes.

 

10.3 Numeração das seções

 

Para numeração das seções das publicações, deve-se

adotar o sis tema de numeração progressiva, segundo orientações do capítulo 9, deste Manual. Numa publicação avulsa (livros, teses, folhetos, relató rios e outros), usa-se numeração apenas para as partes do texto pro priamente ditas, a partir da introdução (FIG. 35). Isso significa que não se numeram as partes pré-textuais como listas, errata, resumos, sumário, prefácio, as partes preliminares (dedicatória, agradecimentos, epígrafe), bem como, as partes pós-textuais como referências, glossários, índices, apêndices e anexos.

Deve-se utilizar algarismos arábicos e a numeração

progressiva para indicação dos capítulos e de suas subdivisões (cap. 9).

A divisão em partes (algarismos romanos) não deve

interferir na sequência normal dos capítulos (FIG. 36).

 

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sUmÁRIo

 

fIGURa 33 - sumário de publicação coletiva

 

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s U m Á R I o 103

 

sUmÁRIo

 

fIGURa 34 - sumário de publicação periódica

 

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sUmÁRIo

 

fIGURa 35 - sumário de livro, com uso de numeração progressiva

 

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s U m Á R I o 105

 

sUmÁRIo

 

PaRTe I emBRIoLoGIa GeRaL

 

PaRTe II emBRIoLoGIa esPecIaL

 

fIGURa 36 - sumário de livro, dividido em partes

 

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sUmÁRIo

 

fIGURa 37 - sumário de tese

 

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11 ABREVIATURAS E SIGLAS

 

 

As formas abreviadas de nomes (abreviaturas e siglas) são

usadas para evitar a repetição de palavras e expressões frequentemente utilizadas no texto.

EXEMPLO

DASP, DNER, COMUT

 

Deve-se agir com muito critério e usar as abreviaturas já

existentes ao invés de criar novas. Quando uma sigla ou abreviatura for apresentada pela primeira vez no texto, deve estar entre parênteses e ser precedida do nome por extenso.

EXEMPLO

Programa de Comutação Bibliográfica (COMUT)

 

Não se empregam abreviaturas nos títulos e resumos dos

trabalhos, para serem evitados problemas na tradução/versão dos mesmos.

Segundo convenção já consagrada, unidades de peso e

medida são abreviadas quando seguem os numerais: 25 g, 5 ml. Quando apresentadas isoladamente, devem ser escritas por extenso: grama, mililitro, porcentagem.

Não se usa ponto nas abreviaturas de unidades de me dida

e nas siglas. A mesma forma serve para o singular e para o plural nas unidades de medida.

E X E M P L O

1 cm 5 m UNESCO FAO

Não se usa plural para as formas abreviadas das

palavras.

E X E M P L O

Editores: Ed.; organizadores: Org.

 

Não se abreviam nomes geográficos, a não ser quando

se tratar de abreviaturas universalmente aceitas, como: EUA ou USA (Estados Unidos), UK (Reino Unido). Portanto, escreve-se sempre por extenso: São Paulo (e não S. Paulo ou S.P.).

 

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Os meses do ano, na língua portuguesa, são abreviados

pelas três primeiras letras, com exceção de maio, que não se abrevia. Para abreviaturas em outras línguas, consultar o ANEXO D deste Manual.

As abreviaturas específicas do trabalho e siglas desconhecidas

devem constar de lista prévia, ordenadas alfabeticamente pela sigla, seguida do nome por extenso (FIG. 38). Quando em pequeno número, podem ser registradas no próprio texto, separadas por um hífen, da forma por extenso.

E X E M P L O

Em 1967, dizia a Comissão Econômica para América Latina

- CEPAL: “O papel que a educação pode desempenhar no

desenvolvimento econômico é mais evidente com a formação

de mão-de-obra profissional e técnica.”

 

Nas citações posteriores à primeira, pode-se mencionar

apenas a sigla:

E X E M P L O

Essa integração de que se falou anteriormente é vista pela

CEPAL da seguinte maneira: “O desenvolvimento econômico

e o educacional hão de ser coerentes [...]”

 

Os títulos das publicações periódicas podem ser escritos

por extenso ou de forma abreviada nas referências, de acordo com a NBR 6032 (ABNT, 1989b). Sugere-se para a área biológica a adoção de abreviaturas relacionadas no BIOSIS; para a área de química, as abreviaturas constantes do CAS Source Index, que incluem listagem da maioria das publicações dessa área e para a área médica consultar o National Center for Biotechnology Information, U. S. National Library of Medicine através do site: <http://www.ncbi.nih.gov/sites/ entrez?cmd=search&db=journals>.

A identificação de siglas pode ser pesquisada na obra Siglas

brasileiras, publicada pelo Instituto Brasileiro de Informação em Ciências e Tecnologia - IBICT.

No caso de coincidência de siglas para instituições

diferentes, acrescentar um diferenciador entre colchetes, obedecendo a ordem alfabética do nome por extenso.

 

E X E M P L O CNEM [a] – Comissão Nacional de Energia Nuclear

CNEM [b] – Comunidade Naturista Encanto de Minas

CNEM [c] – Congresso Nacional de Educação Matemática

CNEM [d] – Congresso Nacional de Educação Musical

 

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a B R e V I a T U R a s e s I G L a s 109

 

LIsTa de aBReVIaTURas e sIGLas

 

CEPAL - Comisión Económica para América Latina y el Caribe CFE - Conselho Federal de Educação

CNPq - Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico

e Tecnológico

DASP - Departamento Administrativo do Serviço Público FGV - Fundação Getúlio Vargas

IBGE - Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística

MEC - Ministério de Educação e Cultura

NATIS - National Information Systems

OEA - Organização dos Estados Americanos

PBDCT - Plano Básico de Desenvolvimento Científico e Tecnológico PNDES - Plano Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social

PRODASEN - Centro de Informática e Processamento de Dados do

Senado Federal

SEEC/MEC - Serviço de Estatística de Educação e Cultura do Ministério

da Educação e Cultura

SIDI - Sistema Integrado de Documentação e Informática do

Ministério da Fazenda

SUDENE - Superintendência de Desenvolvimento do Nordeste UNESCO - United Nations Educational, Scientific and

Cultural Organization

UNISIST - World Science Information System

 

fIGURa 38 - Lista de abreviaturas e siglas

 

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12 ILUSTRAÇÕES

 

 

As ilustrações (gráficos, gravuras, fotografias, mapas,

esque mas, desenhos, tabelas, quadros, fórmulas, modelos e outros) servem para eluci dar, explicar e simplificar o entendimento de um texto.

Relacionam-se as ilustrações em listas próprias, antecedendo

o sumário (FIG. 39).

As orientações que se seguem não se aplicam às tabelas,

que serão tratadas à parte, no item 12.3 deste capítulo.

 

12.1 Figuras

 

As ilustrações (com exceção de tabelas, quadros e gráficos)

são designadas e mencionadas no texto, sempre como figuras. Sua indicação pode integrar o texto, ou localizar-se entre parênteses no final da frase.

E X E M P L O

A FIG. 21 mostra o comportamento do consumo de oxigênio durante

os exercícios realizados sem...

Durante os primeiros trinta segundos após a HV, ocorreu hiperpneia

involuntária em todas as diferentes durações de HV (FIG. 12).

A abreviatura FIG. é usada somente no singular, mesmo

quando se fizer referência a mais de uma figura.

E X E M P L O

FIG. 3 e 4.

 

12.1.1 Apresentação

Numeram-se as ilustrações no decorrer do texto com

algarismos arábicos, em uma sequência própria, independentemente da numeração progressiva ou das páginas da publicação.

O título deve ser breve, porém explicativo, digitado

abaixo da ilustração e na mesma margem desta. É escrito em letras minúsculas, exceto a inicial da frase e dos nomes próprios, após a palavra FIGURA, e dela separado por hífen.

 

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I L U s T R a ç õ e s 111

E X E M P L O

FIGURA 49 - Ordenação alfabética dos títulos dos

trabalhos científicos

 

A legenda é um texto explicativo que acompanha a

ilustração e deve ser colocada logo abaixo do título, usando-se a mesma pontuação de uma frase comum. Deve-se evitar a continuação da legenda em página seguinte à da ilustração.

Toda ilustração que já tenha sido publicada anteriormente

deve conter, abaixo da legenda, dados sobre a fonte (autor, data e página) de onde foi extraída (Lei n. 9.610 de 19 fev. 1998, cap. I, art. 7º, IX, que regulamenta os direitos autorais). Qualquer alteração feita na ilustração original deve ser registrada, obrigatoriamente, logo após a fonte.

E X E M P L O

Fonte: AZEVEDO, 2003, p. 138. (Houve alteração na ilustração

com acréscimo de setas, para fins didáticos).

 

Como nas demais citações, a referência completa, relativa

à fonte da ilustração, deve figurar na listagem no final do trabalho.

 

exemplo de ilustração com título e legenda:1

 

fIGURa 2 - eletroforese em gel de poliacrilamida (ecPa) do Rna

do vírus isolado e de diferentes espécies de rotavírus:

a) Rotavírus bovino de 6ª passagem em células ma-104

b) Rotavírus humano de suspensão fecal clarificada

c) Rotavírus isolado de 3ª passagem em células ma-10

fonte: GUImaRÃes; nozoWa, 1991, p. 126.

 

1 os exemplos apresentados nas páginas 111 a 121 adotam numeração do original, não fazendo,

portanto, parte da sequência numérica adotada para as demais ilustrações deste Manual.

 

2009_3_MANUAL_NORMAS_8_EDICAO_REVISTA_parte_2.indd 111 21/5/2009 09:29:51 112 m a n U a L P a R a n o R m a L I z a ç Ã o d e P U B L I c a ç õ e s T é c n I c o - c I e n T í f I c a s

 

12.1.2 Localização

As ilustrações devem ser centradas na página e impressas

em local tão próximo quanto possível do trecho onde são mencionadas no texto. Quando as ilustrações forem em grande número e/ou em tamanho maior, podem ser agrupadas no final do trabalho, como anexos, mantendo-se a sequência normal na numeração das ilustrações e das páginas.

 

12.1.3 Disposição

As ilustrações devem se enquadrar nas mesmas margens

adotadas para o texto.

Duas ou mais ilustrações podem constar da mesma página,

cada uma contendo seu título e/ou legenda e número.

Quando se tratar de ilustrações relacionadas, estas

podem ser agrupadas sob um mesmo título e/ou legenda e número, com identificação para cada figura.

 

exemplo de figuras agrupadas:

 

a)

 

b) c)

 

fIGURa 2 - osso alveolar, bovino jovem

a) Tmt c, 21X

b) Tmt I, 21X

c) Paratireoide, bovino jovem, He, 107X.

Hiperplasia e hipertrofia

fonte: nUnes et al., 1991, p. 176.

 

2009_3_MANUAL_NORMAS_8_EDICAO_REVISTA_parte_2.indd 112 21/5/2009 09:29:52

I L U s T R a ç õ e s 113

 

exemplo de ilustração sem legenda:

 

fIGURa 1 - striphnodendrum barbatiman (Barbatimão)

fonte: PaPa et al., 1988, p. 117.

 

exemplo de ilustração sem título:

 

fIGURa 2 - osso alveolar, bovino jovem, Tmt T, H.e. 33x.

Perda óssea e fibroplasia de substituição

fonte: nUnes et al., 1991, p. 176.

 

2009_3_MANUAL_NORMAS_8_EDICAO_REVISTA_parte_2.indd 113 21/5/2009 09:29:52 114 m a n U a L P a R a n o R m a L I z a ç Ã o d e P U B L I c a ç õ e s T é c n I c o - c I e n T í f I c a s

 

RECOMENDAÇÕES

Ilustrações a cores encarecem a publicação e requerem

cuidados consideráveis. Muitas vezes, recomenda-se um croquis ou desenho que permita maior visibilidade de detalhes. Ilustrações maiores do que o tamanho normal das páginas são geralmente reduzidas fotograficamente. Se a redução não for possível, o material pode ser dobrado ou impresso no sentido vertical da página, ficando a numeração da página na sua posição normal.

Os originais das ilustrações devem ser confeccionados

em papel vegetal, utilizando-se técnicas adequadas, a fim de se evitar possíveis defeitos na reprodução e impressão.

 

12.2 Gráficos

Os gráficos são desenhos constituídos de traços e pontos,

numerados com algarismos arábicos. Seu título é precedido da palavra GRÁFICO em letras maiúsculas. A citação no texto será pela indicação GRAF., acompanhada do número de ordem a que se refere. Devem ser ela borados em papel milimetrado e conter legenda digitada à parte.

As orientações relativas às figuras também se aplicam

aos gráficos.

 

GRÁfIco 1 - distribuição da frequência de diagnósticos de RVs por eLIsa

e PaGe, em leitões com diarreia, na faixa etária de uma a oito

semanas de idade, Brasil 1987-1989

fonte: aLfIeRI et al., 1991, p. 296.

 

2009_3_MANUAL_NORMAS_8_EDICAO_REVISTA_parte_2.indd 114 21/5/2009 09:29:53

I L U s T R a ç õ e s 115

 

12.3 Tabelas e quadros 2

 

As tabelas apresentam informações tratadas estatistica-

mente, enquanto os quadros contêm informações textuais agrupadas em colunas.

As tabelas são confeccionadas com o objetivo de apre-

sentar resultados numéricos e valores comparativos, principal-mente quando em grande quantidade. Relacionam-se as tabelas em lista pró pria, antes do sumário, incluindo-se aquelas que forem apresentadas como anexos (FIG. 40).

 

12.3.1 Títulos e numeração

As tabelas e os quadros devem ser dotados de um título

claro e conciso, sem abreviações, localizado acima deles. O título deve indicar, além da natureza do assunto, as abrangências geográfica e temporal dos dados numéricos.

E X E M P L O

Índice de analfabetismo, por Unidade da Federação no período

de 1981-1985, Brasil.

 

A indicação de série temporal consecutiva deve ser

através das datas inicial e final ligadas por hífen:

E X E M P L O

1957-1997 (refere-se ao período de 1957 a 1997) Jan. 1991 - Out. 1998

01.01.2001 - 31.12.2001

 

Já a indicação de série temporal não consecutiva é feita

através das datas separadas por barra.

E X E M P L O

1991/1993 (dados relativos a 1991 e 1993). Fev. 1993/Abr. 1993 (refere-se aos meses de fevereiro e abril).

 

A indicação dos anos relativos aos dados numéricos de

uma safra abrangendo dois anos é feita usando-se barra entre as datas abreviadas.

 

2 esta parte do capítulo foi baseada na Norma de apresentação tabular do IBGE, 3. ed., de 1993, exceto

a forma de apresentação gráfica dos títulos, nas próprias tabelas e nas citações no texto, visando a um maior destaque para essas informações. a norma diz que uma tabela deve ter número e título inscritos no seu topo. consultar capítulo 18, item 18.3.2.

 

2009_3_MANUAL_NORMAS_8_EDICAO_REVISTA_parte_2.indd 115 21/5/2009 09:29:53 116 m a n U a L P a R a n o R m a L I z a ç Ã o d e P U B L I c a ç õ e s T é c n I c o - c I e n T í f I c a s

 

E X E M P L O

Safra 98/99 (refere-se a uma safra iniciada em 1998 e terminada

em 1999).

 

As tabelas e quadros são numerados sequencialmente

em todo o trabalho, com algarismos arábicos, segundo a norma do IBGE.

No cabeçalho de cada coluna indica-se o seu conteúdo.

Os títulos das colunas podem ser apresentados verticalmente, se necessário, para economizar espaço.

TaBeLa 1

Relação: estatura X peso (meninos de 13 anos)

 

Peso Estatura

x y

35 128 38 140 45 140 52 150 50 130 38 110 30 140

fonte: dUaRTe, 1985, p. 19.

 

12.3.2 Corpo da tabela

A disposição dos dados numa tabela deve permitir a

comparação e ressaltar as relações existentes, destacando o que se pretende demonstrar. Suas células devem incluir dados numéricos quantificativos de fatos observados.

Aconselha-se evitar a inclusão em tabela de uma

grande quantidade de dados similares; nesse caso, devem-se reunir estatisticamente resultados individuais e apresentar apenas as médias, evitando-se a inclusão de dados que possam ser facilmente calculados a partir dos demais.

Não se deve deixar nenhuma célula vazia no corpo

da tabela ou quadro, usando-se os seguintes símbolos, conforme convenção internacional:

.. quando, pela natureza do fenômeno, o dado não existir; – quando o dado for rigorosamente zero;

.. quando não se aplicar dado numérico;

... quando não se dispuser do dado;

 

2009_3_MANUAL_NORMAS_8_EDICAO_REVISTA_parte_2.indd 116 21/5/2009 09:29:53

I L U s T R a ç õ e s 117

 

/ ou – quando os dados anteriores ao símbolo não forem

comparáveis aos posteriores;

0; 0,0 ou 0,00 quando a aplicação dos critérios de arredondamento

não permitir alcançar, respectivamente, os valores 1;

0,1; 0,01; e assim por diante;

–0; –0,0 ou –0,00 quando o dado numérico for igual a zero resultante

de arredondamento de um dado numérico

originalmente negativo;

X quando o dado for omitido para evitar a

individualização da informação.

Na construção de tabelas e quadros usam-se os seguintes

traços:

a) dois traços duplos horizontais, limitando o quadro; o

primeiro para separar o topo e o segundo para separar

o rodapé;

b) traço simples vertical, separando a coluna indicadora das

demais e estas entre si; no corpo de tabelas e de quadros

evitam-se traços verticais para separar as colunas;

c) traços simples horizontais para separar o cabeçalho;

d) no caso de ser necessário destacar parte do cabeçalho,

ou parte dos dados numéricos, usar um ou mais traços

verticais paralelos (TAB. 4);

e) no caso de uma linha representar uma soma ou total,

deverá ser destacada tipograficamente.

 

TaBeLa 2

Produção e distribuição regional das fábricas em operação - Brasil - 1980

 

PRODUÇÃO

REGIÃO

Toneladas %

TOTAL 25 347 202 100,00 Norte 303 034 1,19 Nordeste 3 403 709 13,42 Sudeste 17 101 891 67,47 Sul 2 887 727 11,38 Centro-Oeste 1 759 801 6,64

 

fonte: Tabulações especiais da fundação Instituto Brasileiro de Geografia e estatística,

1981, p. 39.

 

2009_3_MANUAL_NORMAS_8_EDICAO_REVISTA_parte_2.indd 117 21/5/2009 09:29:53 118 m a n U a L P a R a n o R m a L I z a ç Ã o d e P U B L I c a ç õ e s T é c n I c o - c I e n T í f I c a s

 

QUadRo 1

mecanismos de polidez característicos dos diretivos argentinos

 

Mecanismo de polidez

Classe

Estratégia de Estratégia de

polidez positiva polidez negativa

 

proposicional conteúdo indiretas convencionais marcadores de perguntas evasivas identidade de grupo minimização da imposição

elíptico – indiretas convencionais

 

ação própria indiretas convencionais – impersonalização de falante/ouvinte

sinceridade indiretas convencionais – impersonalização de falante/ouvinte

preparatório indiretas convencionais – perguntas e evasivas

terceira voz indiretas convencionais – impersonalização de falante/ouvinte

 

O quadro e a tabela não devem ser fechados lateralmente,

tampouco se colocam traços horizontais separando os dados numéricos.

As frações são escritas em números decimais, a não ser que

se trate de medidas comumente usadas em frações ordinárias.

No texto, a referência se fará pela indicação TAB. ou

quAdRO, acompanhada do número de ordem na forma direta ou entre parênteses no final da frase.

E X E M P L O

TAB. 2 ou (TAB. 2), QUADRO 1

 

Para as tabelas apresentadas em anexo, acrescentar essa

informação.

E X E M P L O

(TAB. 20, ANEXO A) ou (TAB. 20, p. 98).

 

Não se usa plural na abreviatura de tabela.

E X E M P L O

TAB. 4 e 5.

 

12.3.3 Abreviaturas e símbolos

Embora as abreviaturas e símbolos sejam econo mizadores

de es paço, aconselha-se evitá-los nas tabelas. Quando indispensáveis, deve-se adotar apenas aqueles que sejam padronizados. Os símbolos que não puderem ser impressos devem ser escritos à mão, usando-se tinta preta indelével.

 

2009_3_MANUAL_NORMAS_8_EDICAO_REVISTA_parte_2.indd 118 21/5/2009 09:29:53

I L U s T R a ç õ e s 119

 

12.3.4 Unidade de medida 3

Indicar a expressão quantitativa ou metrológica dos dados

numéricos, no cabeçalho ou colunas, com símbolos ou palavras entre parênteses.

E X E M P L O

(m) ou (metro)

(t) ou (tonelada)

(R$) ou (real)

(%) ou (percentual)

 

No caso dos dados numéricos divididos por uma

constante, “esta deve ser indicada por algarismos arábicos, símbolos ou palavras entre parênteses, precedendo a unidade de medida [...]”. (IBGE, 1993, p. 16).

E X E M P L O

(1 000t) ou (1000t) - Indica dados numéricos em toneladas que

foram divididos por mil;

(1 000R$) ou (1000R$) - Indica dados numéricos em reais que foram

divididos por mil;

(%) ou (percentual) - Indica dados numéricos proporcionais a

cem;

(%.) ou (por mil) - Indica dados numéricos proporcionais a

mil;

(1/1000) - Indica dados numéricos que foram divididos

por 1/1000, ou seja, multiplicados por mil.

 

12.3.5 Notas de rodapé das tabelas e dos quadros

Normalmente as tabelas e os quadros contêm em sua base

algumas notas que podem ser as seguintes (Ex. ver TAB. 3):

a) nota de fonte

designa a origem dos dados que constam na tabela,

devendo indicar a referência abreviada do documento

original;

b) notas gerais

registram observações ou comentários para conceituar

ou esclarecer o conteúdo das tabelas, indicar o critério

adotado no levantamento dos dados, ou o método de

elaboração das estatísticas derivadas;

 

3 medidas e grandezas devem obedecer ao disposto no Quadro Geral de Unidades de medida, aprovado

pelas Resoluções nº 11 e 12/88 da conmeTRo, de 12 de outubro de 1988.

 

2009_3_MANUAL_NORMAS_8_EDICAO_REVISTA_parte_2.indd 119 21/5/2009 09:29:53 120 m a n U a L P a R a n o R m a L I z a ç Ã o d e P U B L I c a ç õ e s T é c n I c o - c I e n T í f I c a s

 

c) notas referentes a uma parte específica

da tabela

símbolos, fórmulas e outros. Sempre que possível, a tabela

deve conter a data em que foram colhidos os dados;

d) notas para registrar uso ou transformação

de dados

quando o autor do trabalho usar todos ou alguns dados

de responsabilidade de terceiros para montar uma outra

tabela, essa informação deve ser registrada, bem como

a fonte original dos dados.

E X E M P L O

Fonte: AZEVEDO, 2008, p. 59-60.

Nota: Dados trabalhados pelo autor.

Obs.: no caso de ter ocorrido alteração dos dados da fonte original, identificar o responsável

em nota geral ou específica.

TaBeLa 3

População residente de 10 anos e mais de idade, exercendo atividades agrícolas,

no grupo de ocupação dos empregados, por grupos de horas semanais trabalhadas,

segundo classes de remuneração mensal - 1976

 

REMUNERAÇÃO CLASSES DE POPULAÇÃO RESIDENTE DE 10 ANOS E MAIS DE IDADE (1000 habitantes) Horas semanais trabalhadas MENSAL TOTAL Até 29 De 30 a 39 De 40 a 48 De 49 e maisS/ decl.

Até 1/2

915,60 39,40 75,60 582,60 218,00 –

Salário mínimo

Mais de 1/2 a 1

2229,60 6,60 27,40 1395,20 798,40 1,80

Salário mínimo

Salário mínimo 1280,50 2,00 7,00 637,50 632,30 1,70 Mais de 1 a 2

Mais de 2 a 5 182,60 – 0,40 75,40 105,60 1,20 Salário mínimo

Mais de 5

26,00 0,70 – 13,00 11,80 0,50

Salário mínimo

Sem declaração de

6,60 – 0,30 3,80 2,50 –

Salário

Total 4640,50 48,70 110,70 2707,50 1768,60 5,00

fonte: fUndaçÃo InsTITUTo BRasILeIRo de GeoGRafIa e esTaTísTIca, 1979, p. 10. nota: Para as pessoas que estavam trabalhando ou tinham trabalhado, investigou-se o número

de horas habitualmente trabalhadas na ocupação considerada como principal e o número

de horas habitualmente trabalhadas em todas as ocupações.

 

12.3.6 Localização das tabelas e dos quadros

Situam-se em local tão próximo quanto possível do trecho

em que foram mencionados pela primeira vez no texto. Se forem muito extensos, aconselha-se não intercalá-los no texto, pois poderiam

 

2009_3_MANUAL_NORMAS_8_EDICAO_REVISTA_parte_2.indd 120 21/5/2009 09:29:53

I L U s T R a ç õ e s 121

 

interromper a sequência lógica da exposição. Nesse caso, essas tabelas e esses quadros ou apenas alguns deles seriam apresentados no final do trabalho, como apêndices ou anexos, seguindo a numeração normal das tabelas ou dos quadros apresentados no texto. Assim, se a última tabela (ou quadro) do texto for 12, a seguinte dos apêndices ou anexos será a de número 13.

 

12.3.7 Disposição das tabelas

As tabelas devem ser elaboradas para serem apresentadas

preferencialmente em uma única página.

Tabelas pequenas devem ser centralizadas na página.

Quando lon gas (compridas) e estreitas, formadas de poucas colunas e muitas li nhas, aconselha-se dividir a coluna em partes iguais de forma a tornar a tabela mais curta e larga. As partes serão impressas lado a lado, em posição vertical e separadas por um traço vertical duplo.

TaBeLa 4

meio circulante em 31 de dezembro

anos cr$ anos cr$ anos cr$

1.000.000 1.000.000 1.000.000

1948...... 1954...... 1960...... 1949...... 1955...... 1961...... 1950...... 1956...... 1962...... 1951...... 1957...... 1963...... 1952...... 1958...... 1964...... 1953...... 1959...... 1965...... fonte: fUndaçÃo IBGe, 1979, p. 16.

 

Quando a tabela for mais larga do que a página, poderá

ser im pressa no sentido vertical, incluindo número e título acima da tabela (FIG. 43).

No entanto, se a tabela for tão longa que não possibilite o

for mato citado anteriormente, poderá ser dividida e colocada em páginas confrontantes, na mesma posição e exatamente nas mesmas dimensões, incluindo, após o título ou na coluna indicadora, a designação continua ou conclusão, dependendo do caso (FIG. 41 e 42).

Uma terceira opção seria desmembrar a tabela em seções,

dis pondo-as uma abaixo da outra, separadas por um traço horizontal duplo (FIG. 44).

 

2009_3_MANUAL_NORMAS_8_EDICAO_REVISTA_parte_2.indd 121 21/5/2009 09:29:53 122 m a n U a L P a R a n o R m a L I z a ç Ã o d e P U B L I c a ç õ e s T é c n I c o - c I e n T í f I c a s

 

LIsTa de ILUsTRações

 

Figura 1 - Evolução do homem ................................................................... 15

Figura 2 - Pressões sobre o 3º disco lombar em uma pessoa de 70 kg ........ 23

Figura 3 - Respostas da população com problemas visuais ......................... 31

Figura 4 - Iluminação que atinge a retina em função da distância

dos olhos da tela .......................................................................... 42

Figura 5 - Mecanismos de equilíbrio do corpo na posição em pé ............... 62

Figura 6 - Postura padrão usuário X tela ..................................................... 75

Gráfico 1 - Dados apurados do usuário padrão referente à

iluminação/ótica ......................................................................... 32

Gráfico 2 - Frequência de idades na classe de usuário x ................................ 45

Gráfico 3 - Usuários de áreas de multiusuários e de áreas

individualizadas ........................................................................... 67

Gráfico 4 - Idade X dores lombares e cervicais ............................................. 74

Gráfico 5 - Classificação da população por tarefa em relação ao

esforço empregado ...................................................................... 88

Quadro 1 - Classes de usuários com dores lombares .................................... 25

Quadro 2 - Idade da população X usuário padrão ......................................... 73

Quadro 3 - Decomposição do usuário padrão .............................................. 74

Quadro 4 - Interação do usuário padrão com a área de trabalho ................. 83

 

fIGURa 39 - Lista de ilustrações

 

2009_3_MANUAL_NORMAS_8_EDICAO_REVISTA_parte_2.indd 122 21/5/2009 09:29:53

I L U s T R a ç õ e s 123

 

LIsTa de TaBeLas

 

1 - Cursos em que os sujeitos da pesquisa lecionaram 1975-78 ........... 223

2 - Disciplinas lecionadas pelos sujeitos da pesquisa 1975-78 .............. 224

3 - Tempo de experiência dos sujeitos da pesquisa no

magistério na área de didática ........................................................ 227

4 - Caracterização da didática considerando-se categorias

isoladas ............................................................................................ 233

5 - Caracterização da didática considerando-se a combinação

de categorias ................................................................................... 234

6 - Áreas do conhecimento que fundamentam o conteúdo

atual da didática .............................................................................. 240

7 - Significado do domínio do conteúdo da didática para a

eficiência do ensino ........................................................................ 244

8 - Fatores que influenciam a eficiência do ensino além do

domínio do conteúdo da didática ................................................... 245

9 - Temas e subtemas que constituem o conteúdo atual da

didática ........................................................................................... 268

10 - Natureza das publicações representativas do conteúdo

atual da didática .............................................................................. 271

 

fIGURa 40 - Lista de tabelas

 

2009_3_MANUAL_NORMAS_8_EDICAO_REVISTA_parte_2.indd 123 21/5/2009 09:29:53 124 m a n U a L P a R a n o R m a L I z a ç Ã o d e P U B L I c a ç õ e s T é c n I c o - c I e n T í f I c a s

 

fIGURa 41 - Tabela longa (dividida e colocada em páginas confrontantes)

 

2009_3_MANUAL_NORMAS_8_EDICAO_REVISTA_parte_2.indd 124 21/5/2009 09:29:54

I L U s T R a ç õ e s 125

 

fIGURa 42 - continuação da tabela anterior

 

2009_3_MANUAL_NORMAS_8_EDICAO_REVISTA_parte_2.indd 125 21/5/2009 09:29:55 126 m a n U a L P a R a n o R m a L I z a ç Ã o d e P U B L I c a ç õ e s T é c n I c o - c I e n T í f I c a s

 

T 2 ,3 T T T T T ,8 T ,5 ,0 T ,2 T T T 8, SF 25 0 0 19 N N N N N 30 N 10 50 N 18 N N N

 

5 a ,0 0 0 ,9 ,5 0, ,3 T ,2 T 6 T T ,3 ,5 T ,3 T 0 00, CD 8, 82 76 23 63 N 10 85 N N N 31 54 N 33 N10 ic lín bc su ,1 ,1 ,1 ,4 ,7 ,4 ,5 T ,5 ,7 ,8 ,7 ,6 ,0 ,0 T 79 750 e GN 72 73 91 77 36 71 18 N 38 85 81 72 66 50 50 N tit as as og m dr s ,1 ,1 ,3 ,5 ,7 ,9 T ,8 ,3 ,8 ,3 ,7 ,3 ,3 om T à 0 00 AP 70 c 23 30 32 93 35 88 N 80 14 36 31 72 27 33 N de ite da le ili de ib s ,7 ,1 ,5 ,8 ,7 T T ,7 T T T ,4 T T TT ns PN 63 0 0 13 21 23 54 66 N N 57 N N N 36 N N NN tra . se cg cg cg os as e m mm an d 0 am 0 5 bi m 3 e ,3 ,8 ,7 ,2 ,6 ,6 ,9 T ,1 ,6 ,8 ,4 1 ,6 ,0 ,0 T 1 2 ro ge 0 a, d NO 50 ic ta 35 30 14 32 26 28 14 N 9, N a,n, 23 28 36 36 66 50 50 in os cl lintri en ad tim ci cizo rc ol an pifa tra s Poul is ,2 ,6 ,5 ,3 ,4 ,9 T ,2 ,1 ,3 ,2 ,2 ,3 ,0 T Te ga 0 0 0 Am LA os TT 30 S 57 59 26 61 21 25 N 69 47 56 18 18 33 50 N = = ro = BE T sm P d TFT TA ni es A S ga nt 0 or ,9 ,1 ,7 ,3 ,7 ,7 ,1 T ,3 ,1 3 ,5 ,3 ,3 ,0 re ,0 T 0 0 NF ro fe 65 73 61 61 56 35 74 N 14 6, 42 54 27 33 50 N cg 77 ic di m m a 00cg e osm nt 0 0 , 3 d ,3 ,2 ,3 ,2 ,3 ,3 ,2 T ,6 8 ,5 ,5 ,7 ,3 ,3 0, T 0, un0 0 o" fre CO 4, 75 78 85 74 73 64 85 N N na 84 89 62 72 27 33 0 3 10 10 itr oi 1a, v nt a,in ra "in s linrid fu e ci elo tra 5 6 2 ni ad d trofa 3 2 2 2 17 16 10 11 1 os 74 36 35 23 27 27 26 19 28 18 80 Ni Pe lid NºCe . bi = = Am = si13 F N D en. 5 N P s C p da1, is s e s us cg cg id ne ia e a99 ic s do m cg m m ct ge ia os is et an, 1 m lta us er 0 l. la ct in 30 ov yo s da ac er re s 0 1 a su id ri ga la ci es m l, b p ug li co s 3 a,et au ep Re be ys ga to is id i er ca al lo co a, in s s um um an ul il u ol d a p c ro ag ni ouNI a in ic cu cu ri ri ic ea p s p ab er te r fe ic st us c us us as f m s te te lb amGO s ir us ct as te te oc oc cc ia cc cc es la la an ac a on ac cc lla en el m el ba a om nt o oc oc ac orAN co ch co co es yl yl eb eb da co ie ig ur us on to di L to ri to to om ob Cl Ne Ge Nã: L nt ph ph yn yn di ro ar bs al te te er TA = = = ep he ep ep ud m ne = te ge ta ta or or tr sc tr an le lc ic tr se as ro al ci oc nt O O O N T on A S S C C S E S C S P K A P P M S A N E T C N G N F

 

fIGURa 43 - Tabela mais larga do que a página (arranjada no sentido vertical)

 

2009_3_MANUAL_NORMAS_8_EDICAO_REVISTA_parte_2.indd 126 21/5/2009 09:29:56

I L U s T R a ç õ e s 127

 

TaBeLa 2