Napoleão no Kremlin

José da Silva Mendes Leal · Capítulo 5 de 8

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Napoleão no Kremlin

Capítulo IV

 

 

No ardor que o move, a mão comprime ao peito ingente,

Absorto fica, e de repente

O tolhe, e todo o enleva, um extasi sem par. Encontrára no seio a leve miniatura,

Que o filho, o filho tenro, ao vivo lhe figura,

E n'elle o amor, a esposa, o lar.

Humanou-se o colosso. O tenue quadro encara;

Revê na mente a imagem cara;

Quer-lhe, apesar da sombra, o rosto distinguir; Um rosto angelical, alvo, louro, rosado,

Candido lyrio em flor, de purpura orvalhado,

Que estrélla a noite, e a faz sorrir.

Foi prenda conjugal. Ao recebel-a o esposo,

Rompia o choque pavoroso

Da batalha que abriu as portas de Moskow! Com saudades talvez, talvez tambem com prantos, O grão conquistador anceia affectos santos...

É pae!—Depois continuou: