
O Duque e Eu
de Julia Quinn

Reunião de poemas atribuídos a Alberto Caeiro, o heterônimo que Fernando Pessoa apresentou como um poeta bucólico e sem filosofia. Os versos recusam o pensamento abstrato e defendem o olhar direto sobre as coisas. O eu poético diz nunca ter guardado rebanhos, mas sente sua alma como a de um pastor que anda pela mão das estações. A natureza surge sem simbolismos, aceita como é, e ver vale mais do que interpretar. O tom é sereno, quase infantil em sua clareza, e cada poema afirma que ser poeta é apenas uma forma de estar sozinho. Peça central do projeto heteronímico de Pessoa, a obra deixou marca profunda na poesia portuguesa moderna com sua simplicidade calculada.